{"id":22920,"date":"2025-10-26T15:33:51","date_gmt":"2025-10-26T19:33:51","guid":{"rendered":"https:\/\/agromt.news\/?p=22920"},"modified":"2025-10-26T15:33:51","modified_gmt":"2025-10-26T19:33:51","slug":"nota-tecnica-aponta-mais-de-400-obstaculos-ao-estudo-de-cannabis","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agromt.news\/?p=22920","title":{"rendered":"Nota t\u00e9cnica aponta mais de 400 obst\u00e1culos ao estudo de cannabis"},"content":{"rendered":"<p> <br \/>\n<br \/><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/agromt.news\/wp-content\/uploads\/2025\/10\/Nota-tecnica-aponta-mais-de-400-obstaculos-ao-estudo-de.jpg\" \/><\/p>\n<div>\n<p>Em paralelo \u00e0 repress\u00e3o ao seu com\u00e9rcio como uma droga ilegal, a <strong><a href=\"https:\/\/www.canalrural.com.br\/tag\/cannabis\/\">cannabis<\/a><\/strong> \u00e9, cada vez mais, percebida internacionalmente como uma fonte de riqueza, cobi\u00e7ada por setores produtivos que v\u00e3o da <strong><a href=\"https:\/\/www.canalrural.com.br\/tag\/agricultura\/\">agricultura<\/a><\/strong> ao setor farmac\u00eautico.\u00a0<\/p>\n<p>S\u00f3 no Brasil\u00a0estima-se que <strong>670 mil<\/strong> pessoas\u00a0utilizem f\u00e1rmacos \u00e0 base de cannabis para tratar problemas como esclerose m\u00faltipla, epilepsia refrat\u00e1ria e dor cr\u00f4nica. Por\u00e9m, a falta de regulamenta\u00e7\u00e3o atravanca a atua\u00e7\u00e3o de universidades, empresas e outros interessados na pesquisa cient\u00edfica sobre a<a href=\"https:\/\/www.canalrural.com.br\/tag\/planta\/\"> <strong>planta<\/strong><\/a>.<\/p>\n<p>Nesse sentido, algumas iniciativas est\u00e3o em andamento para reverter este quadro. Uma delas foi a divulga\u00e7\u00e3o, em setembro, de\u00a0uma nota t\u00e9cnica\u00a0elaborada por um grupo de trabalho listando <strong>481<\/strong> empecilhos burocr\u00e1ticos e regulat\u00f3rios enfrentados por quem conduz, ou deseja conduzir, estudos com a cannabis. <\/p>\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-a-proposta-de-regulamentacao\">A proposta de regulamenta\u00e7\u00e3o<\/h2>\n<p>O chamado Grupo de Trabalho (GT) de Regulamenta\u00e7\u00e3o Cient\u00edfica da Cannabis criado pela <strong><a href=\"https:\/\/www.canalrural.com.br\/tag\/embrapa\/\">Embrapa<\/a><\/strong> compreende 31 institui\u00e7\u00f5es de ensino e pesquisa. <\/p>\n<p>O relat\u00f3rio agrupa esses t\u00f3picos em sete eixos: <\/p>\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li>as autoriza\u00e7\u00f5es para pesquisa;<\/li>\n<li>o acesso a insumos padronizados;<\/li>\n<li>as restri\u00e7\u00f5es ao cultivo para fins cient\u00edficos;<\/li>\n<li>o fluxo de materiais entre institui\u00e7\u00f5es;<\/li>\n<li>as incertezas quanto ao uso de coprodutos e derivados;<\/li>\n<li>a falta de protocolos claros para pesquisas com animais de produ\u00e7\u00e3o.\u00a0<\/li>\n<\/ul>\n<p>O documento foi encaminhado ao Minist\u00e9rio da Sa\u00fade e \u00e0 Ag\u00eancia Nacional de Vigil\u00e2ncia Sanit\u00e1ria (Anvisa), \u00f3rg\u00e3os respons\u00e1veis por regulamentar a investiga\u00e7\u00e3o e o com\u00e9rcio de subst\u00e2ncias consideradas de controle especial. <\/p>\n<p>Andr\u00e9 Gonzaga dos Santos, docente da Faculdade de Ci\u00eancias Farmac\u00eauticas (FCF) da <strong><a href=\"https:\/\/www.canalrural.com.br\/tag\/unesp\/\">Unesp<\/a><\/strong> em Araraquara e integrante do GT que elaborou a nota, diz que o documento evidencia o interesse de diversas institui\u00e7\u00f5es em desenvolver estudos sobre o tema e expressa os entraves que t\u00eam impedido esses avan\u00e7os.\u00a0<\/p>\n<p>Gonzaga ainda ressalta o enorme potencial do Brasil para lucrar com a planta. O Anu\u00e1rio da Cannabis Medicinal estima que o mercado brasileiro para fins farmac\u00eauticos possa movimentar<strong> R$ 9,4 bilh\u00f5es<\/strong> por ano. <\/p>\n<p>\u201cPrecisamos de uma regulamenta\u00e7\u00e3o que garanta a autonomia das universidades para realizar pesquisa. Isso n\u00e3o significa que n\u00e3o deve ter controle, ele deve existir. Mas precisamos garantir a autonomia\u201d, afirma o pesquisador.\u00a0<\/p>\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-os-principais-obstaculos\">Os principais obst\u00e1culos\u00a0<\/h2>\n<p>Ainda que, em tese, existam caminhos legais que permitam as pesquisas, o grupo de trabalho da Embrapa identificou diversos entraves que, na pr\u00e1tica, impedem avan\u00e7os s\u00f3lidos na \u00e1rea. <\/p>\n<p>O principal deles \u00e9 a burocracia para obten\u00e7\u00e3o das autoriza\u00e7\u00f5es, que, de acordo com a nota t\u00e9cnica, envolve prazos indefinidos, falta de transpar\u00eancia nas etapas de an\u00e1lise e aus\u00eancia de crit\u00e9rios padronizados de avalia\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>\u201cEu tentei importar do Uruguai e Paraguai. Pedi seis amostras de canabinoides, com um miligrama cada. Elas demoraram mais de um ano para chegar e custaram mais de R$ 20 mil\u201d, conta Andr\u00e9 Santos, da FCF em Araraquara. <\/p>\n<p>A <strong><a href=\"https:\/\/www.canalrural.com.br\/tag\/importacao\/\">importa\u00e7\u00e3o<\/a><\/strong> tamb\u00e9m n\u00e3o garante a padroniza\u00e7\u00e3o dos insumos, j\u00e1 que eles v\u00eam de pa\u00edses com diferentes padr\u00f5es de qualidade e de plantas com diferentes genomas, o que compromete a consist\u00eancia e reprodutibilidade dos resultados.\u00a0<\/p>\n<p>Al\u00e9m disso, o pesquisador afirma que um interesse importante da comunidade cient\u00edfica \u00e9 entender como a cannabis cresce especificamente nos solos e condi\u00e7\u00f5es clim\u00e1ticas do Brasil. <\/p>\n<p>\u201cEstudar produtos importados n\u00e3o v\u00e3o contribuir em nada para desenvolver a cadeia produtiva nacional, porque a planta se comporta completamente diferente aqui\u201d, diz.<\/p>\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-o-cenario-atual\">O cen\u00e1rio atual<\/h2>\n<p>Assim, o grupo de trabalho defende a cria\u00e7\u00e3o de normas espec\u00edficas para as pesquisas com cannabis no pa\u00eds, que tornem os processos mais \u00e1geis e transparentes.<\/p>\n<p>\u201cPrecisamos de uma regulamenta\u00e7\u00e3o que garanta autonomia, ainda que com controle e registro de todas as atividades. Isso traria seguran\u00e7a para os pesquisadores\u201d, ressalta o pesquisador.<\/p>\n<p>Essa regulamenta\u00e7\u00e3o ajudaria a padronizar os procedimentos cient\u00edficos e beneficiaria os setores farmac\u00eautico e agr\u00edcola \u2014 al\u00e9m de reduzir os custos das pesquisas e, consequentemente, o pre\u00e7o final dos medicamentos quando eles chegam \u00e0s g\u00f4ndolas. <\/p>\n<p>Medicamentos \u00e0 base de canabinoides que custam at\u00e9 R$ 2 mil nas vers\u00f5es importadas t\u00eam equivalentes nacionais fabricados por associa\u00e7\u00f5es can\u00e1bicas que alcan\u00e7am s\u00f3 40% desse valor.<\/p>\n<p>Al\u00e9m disso, o c\u00e2nhamo industrial \u2014 nome que se d\u00e1 a variedades de cannabis com baixo teor de THC cultivadas para obten\u00e7\u00e3o de fibra \u2014 tem grande potencial econ\u00f4mico para a ind\u00fastria t\u00eaxtil e a produ\u00e7\u00e3o de papel.\u00a0<\/p>\n<p><em>*Com informa\u00e7\u00f5es do Jornal da Unesp\/Nathan Sampaio<\/em><\/p>\n<\/p><\/div>\n<p><br \/>\n<br \/><a href=\"https:\/\/www.canalrural.com.br\/nacional\/nota-tecnica-aponta-mais-de-400-obstaculos-ao-estudo-de-cannabis\/\">Source link <\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Em paralelo \u00e0 repress\u00e3o ao seu com\u00e9rcio como uma droga ilegal, a cannabis \u00e9, cada vez mais, percebida internacionalmente como<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":22921,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_monsterinsights_skip_tracking":false,"_monsterinsights_sitenote_active":false,"_monsterinsights_sitenote_note":"","_monsterinsights_sitenote_category":0,"_uf_show_specific_survey":0,"_uf_disable_surveys":false,"footnotes":""},"categories":[1],"tags":[],"class_list":["post-22920","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-news"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/22920"}],"collection":[{"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=22920"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/22920\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/media\/22921"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=22920"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=22920"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=22920"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}