{"id":22872,"date":"2025-10-25T15:51:00","date_gmt":"2025-10-25T19:51:00","guid":{"rendered":"https:\/\/agromt.news\/?p=22872"},"modified":"2025-10-25T15:51:00","modified_gmt":"2025-10-25T19:51:00","slug":"startup-quer-reflorestar-amazonia-e-mata-atlantica","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agromt.news\/?p=22872","title":{"rendered":"Startup quer reflorestar Amaz\u00f4nia e Mata Atl\u00e2ntica"},"content":{"rendered":"<p> <br \/>\n<br \/><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/agromt.news\/wp-content\/uploads\/2025\/10\/Startup-quer-reflorestar-Amazonia-e-Mata-Atlantica.jpg\" \/><\/p>\n<div>\n<p>Com a meta ambiciosa de <strong>restaurar 1 milh\u00e3o de hectares de florestas<\/strong> nos dois biomas mais emblem\u00e1ticos do pa\u00eds \u2014 <strong>Amaz\u00f4nia e Mata Atl\u00e2ntica<\/strong> \u2014, a startup <strong>Re.green<\/strong> pretende transformar o desafio da recupera\u00e7\u00e3o ambiental em uma oportunidade econ\u00f4mica e clim\u00e1tica para o Brasil.<\/p>\n<p>A iniciativa re\u00fane <strong>cientistas experientes<\/strong> e <strong>investidores de peso<\/strong>, com o objetivo de <strong>capturar at\u00e9 15 milh\u00f5es de toneladas de carbono por ano<\/strong> e impulsionar uma nova economia florestal.<\/p>\n<p>Entre os fundadores est\u00e1 o <strong>professor Ricardo Ribeiro Rodrigues<\/strong>, da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz da USP <strong><a href=\"http:\/\/www.canalrural.com.br\/tag\/esalq\/\">(Esalq-USP)<\/a><\/strong>, refer\u00eancia nacional em restaura\u00e7\u00e3o ecol\u00f3gica. Ele e sua equipe j\u00e1 acumularam <strong>mais de 60 mil hectares em recupera\u00e7\u00e3o<\/strong> ao longo de 26 anos de trabalho no <strong>Laborat\u00f3rio de Ecologia e Restaura\u00e7\u00e3o Florestal (Lerf)<\/strong>.<\/p>\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<p>\u201cO pa\u00eds precisa recuperar 12 milh\u00f5es de hectares com floresta. Por meio do nosso programa, atingimos apenas 0,5% dessa meta. A Re.green busca ampliar essa escala\u201d, destacou Rodrigues.<\/p>\n<\/blockquote>\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Investimentos e origem da iniciativa<\/h3>\n<p>A Re.green nasceu h\u00e1 tr\u00eas anos, impulsionada por <strong>fundos de investimento<\/strong> como <strong>Lanx Capital<\/strong>, <strong>BW (<em>family office<\/em> dos Moreira Salles)<\/strong>, <strong>G\u00e1vea Investimentos<\/strong> (do ex-presidente do Banco Central <strong>Arm\u00ednio Fraga<\/strong>) e <strong>Dynamo<\/strong>.<\/p>\n<p>O professor Ricardo Rodrigues aderiu ao projeto em parceria com outros pesquisadores, entre eles o <strong>professor Pedro Brancalion<\/strong>, tamb\u00e9m da USP. Parte da equipe do Lerf foi incorporada \u00e0 startup, levando consigo d\u00e9cadas de conhecimento cient\u00edfico acumulado.<\/p>\n<h3 class=\"wp-block-heading\">\u201cDo arco do desmatamento ao arco da restaura\u00e7\u00e3o\u201d<\/h3>\n<p>Na <strong>Amaz\u00f4nia<\/strong>, o foco da startup est\u00e1 no chamado <strong>Arco do Desmatamento<\/strong>, regi\u00e3o que concentra a maior parte da perda de floresta no pa\u00eds e abrange o <strong>oeste do Maranh\u00e3o<\/strong>, o <strong>sul do Par\u00e1<\/strong>, <strong>Mato Grosso<\/strong>, <strong>Rond\u00f4nia<\/strong> e <strong>Acre<\/strong>.<\/p>\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<p>\u201cPretendemos transformar o arco do desmatamento em arco da restaura\u00e7\u00e3o\u201d, afirmou Rodrigues.<\/p>\n<\/blockquote>\n<p>Atualmente, a empresa j\u00e1 possui <strong>16,5 mil hectares em restaura\u00e7\u00e3o<\/strong> e <strong>16,9 mil hectares em conserva\u00e7\u00e3o<\/strong>. Em <strong>outubro de 2023<\/strong>, iniciou o <strong>maior projeto de restaura\u00e7\u00e3o cont\u00ednua da Am\u00e9rica do Sul<\/strong>, em uma propriedade de <strong>8.427 hectares<\/strong> entre os estados do Maranh\u00e3o e do Par\u00e1.<\/p>\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Cr\u00e9ditos de carbono e retorno financeiro<\/h3>\n<p>O modelo de neg\u00f3cio da Re.green se apoia na <strong>venda de cr\u00e9ditos de carbono<\/strong> gerados pelas \u00e1reas restauradas.<\/p>\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<p>\u201cFazemos a conta de quanto cada restaura\u00e7\u00e3o florestal acumula de carbono e vendemos essa adicionalidade\u201d, afirma Rodrigues.<\/p>\n<\/blockquote>\n<p>A metodologia \u00e9 baseada em pesquisas apoiadas pela <strong>Fapesp<\/strong>, que analisaram <strong>800 parcelas de floresta<\/strong> e <strong>70 mil \u00e1rvores de 1.200 esp\u00e9cies nativas<\/strong>. Os estudos mostraram que <strong>florestas degradadas restauradas podem acumular quase tanto carbono quanto as \u00e1reas conservadas<\/strong>, refor\u00e7ando o potencial econ\u00f4mico da restaura\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Uso de esp\u00e9cies nativas e manejo sustent\u00e1vel<\/h3>\n<p>Para executar os projetos, a startup <strong>compra ou arrenda fazendas<\/strong> que originalmente eram \u00e1reas de floresta convertidas em pastagens. Os propriet\u00e1rios s\u00e3o <strong>remunerados pela concess\u00e3o<\/strong> das \u00e1reas restaur\u00e1veis.<\/p>\n<p>Um modelo desenvolvido no laborat\u00f3rio de Rodrigues orienta a escolha de at\u00e9 <strong>60 tipos de estrat\u00e9gias de restaura\u00e7\u00e3o<\/strong>, considerando fatores como <strong>regenera\u00e7\u00e3o natural<\/strong>, <strong>armazenamento de carbono<\/strong>, <strong>produ\u00e7\u00e3o madeireira sustent\u00e1vel<\/strong> e <strong>presta\u00e7\u00e3o de servi\u00e7os ecossist\u00eamicos<\/strong>.<\/p>\n<p>A restaura\u00e7\u00e3o \u00e9 feita com <strong>esp\u00e9cies nativas brasileiras<\/strong>, como <strong>jequitib\u00e1-rosa<\/strong>, <strong>jacarand\u00e1-da-bahia<\/strong>, <strong>ip\u00ea-roxo-de-bola<\/strong> e <strong>pau-brasil<\/strong>. As mudas s\u00e3o produzidas no <strong>viveiro Bioflora<\/strong>, em Piracicaba, criado em 1998 pela equipe que hoje integra a Re.green. O viveiro produz <strong>2,5 milh\u00f5es de mudas por ano<\/strong> e mant\u00e9m <strong>dados de estoque de carbono por esp\u00e9cie e idade<\/strong>, comprovando o potencial de <strong>silvicultura ecol\u00f3gica com retorno financeiro<\/strong>.<\/p>\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Resultados iniciais<\/h3>\n<p>Os primeiros levantamentos indicam que os modelos da Re.green est\u00e3o <strong>superando as expectativas de captura de carbono<\/strong>, acumulando <strong>14% a mais do que o estimado<\/strong> inicialmente.<\/p>\n<p>\u201cA restaura\u00e7\u00e3o florestal com esp\u00e9cies nativas \u00e9 uma forma eficiente de combater as mudan\u00e7as clim\u00e1ticas e, ao mesmo tempo, gerar valor econ\u00f4mico para o pa\u00eds\u201d, avaliou Rodrigues.<\/p>\n<p><em>*Sob supervis\u00e3o de Luis Roberto Toledo e com informa\u00e7\u00f5es da Ag\u00eancia Fapesp<\/em><\/p>\n<\/p><\/div>\n<p><br \/>\n<br \/><a href=\"https:\/\/www.canalrural.com.br\/sustentabilidade\/startup-quer-reflorestar-amazonia-e-mata-atlantica\/\">Source link <\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Com a meta ambiciosa de restaurar 1 milh\u00e3o de hectares de florestas nos dois biomas mais emblem\u00e1ticos do pa\u00eds \u2014<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":22873,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_monsterinsights_skip_tracking":false,"_monsterinsights_sitenote_active":false,"_monsterinsights_sitenote_note":"","_monsterinsights_sitenote_category":0,"_uf_show_specific_survey":0,"_uf_disable_surveys":false,"footnotes":""},"categories":[1],"tags":[],"class_list":["post-22872","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-news"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/22872"}],"collection":[{"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=22872"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/22872\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/media\/22873"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=22872"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=22872"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=22872"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}