{"id":22695,"date":"2025-10-22T19:11:55","date_gmt":"2025-10-22T23:11:55","guid":{"rendered":"https:\/\/agromt.news\/?p=22695"},"modified":"2025-10-22T19:11:55","modified_gmt":"2025-10-22T23:11:55","slug":"bem-estar-animal-ganha-espaco-na-suinocultura-nacional","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agromt.news\/?p=22695","title":{"rendered":"Bem-estar animal ganha espa\u00e7o na suinocultura nacional"},"content":{"rendered":"<p> <br \/>\n<\/p>\n<div>\n<p style=\"text-align:justify\">A suinocultura brasileira mant\u00e9m posi\u00e7\u00e3o de destaque mundial tanto em volume de produ\u00e7\u00e3o quanto em competitividade. Em 2024, o Brasil produziu 5,3 milh\u00f5es de toneladas de carne su\u00edna, com um rebanho de 46,6 milh\u00f5es de animais abatidos e 2,1 milh\u00f5es de matrizes ativas. A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) informou que houve aumento de 2,9% em rela\u00e7\u00e3o ao ano anterior e crescimento de 52,8% nos \u00faltimos dez anos, mantendo o pa\u00eds na quarta posi\u00e7\u00e3o entre os maiores produtores e exportadores desde 2015, atr\u00e1s apenas de China, Uni\u00e3o Europeia e Estados Unidos.&#13;\n<\/p>\n<p style=\"text-align:justify\">A \u00c1sia segue como principal destino da carne su\u00edna nacional. Filipinas, China, Hong Kong, Jap\u00e3o e Singapura concentraram 63,8% das exporta\u00e7\u00f5es \u2014 cerca de 775 mil toneladas. Nesse contexto, o investimento em bem-estar animal passou a ser considerado um fator estrat\u00e9gico para o com\u00e9rcio internacional. A Conab destacou que \u201ca crescente exig\u00eancia dos pa\u00edses importadores torna a adequa\u00e7\u00e3o das pr\u00e1ticas de manejo um diferencial competitivo\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify\">Na Uni\u00e3o Europeia, o uso de celas de gesta\u00e7\u00e3o \u2014 estruturas que restringem o movimento de porcas prenhas \u2014 \u00e9 proibido desde 2013, com exce\u00e7\u00e3o dos 28 primeiros dias ap\u00f3s a insemina\u00e7\u00e3o. A pr\u00e1tica tamb\u00e9m foi banida em Noruega, Su\u00e9cia, Su\u00ed\u00e7a, Reino Unido e Nova Zel\u00e2ndia (com implementa\u00e7\u00e3o total prevista para 2025), al\u00e9m de 11 estados dos Estados Unidos.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify\">Nesse cen\u00e1rio, a 6\u00aa edi\u00e7\u00e3o do Observat\u00f3rio Su\u00edno, relat\u00f3rio elaborado pela Alianima, consolida-se como instrumento de monitoramento e avalia\u00e7\u00e3o do setor. O documento utiliza question\u00e1rios distintos para produtores e compradores, como redes de restaurantes e supermercados. Segundo Maria Fernanda Martin, zootecnista e gerente de rela\u00e7\u00f5es corporativas e bem-estar animal da Alianima, o objetivo do levantamento \u00e9 \u201cidentificar gargalos, reconhecer boas pr\u00e1ticas e estimular o avan\u00e7o cont\u00ednuo do setor em dire\u00e7\u00e3o a sistemas mais sustent\u00e1veis\u201d. Ela afirmou ainda que \u201cneste ano, observamos um avan\u00e7o na gesta\u00e7\u00e3o coletiva por parte da maioria dos fornecedores, assim como nos compromissos p\u00fablicos com a ado\u00e7\u00e3o do sistema cobre e solta para novas instala\u00e7\u00f5es\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify\">O relat\u00f3rio aponta que todos os fornecedores s\u00e3o capazes de fornecer informa\u00e7\u00f5es sobre a origem da carne su\u00edna livre de celas de gesta\u00e7\u00e3o, o que refor\u00e7a a rastreabilidade e a viabilidade t\u00e9cnica da cadeia. Com base em dados da Associa\u00e7\u00e3o Brasileira de Prote\u00edna Animal (ABPA), os produtores comprometidos representam 62,2% das matrizes ativas alojadas no pa\u00eds.&#13;\n<\/p>\n<p style=\"text-align:center\"><img decoding=\"async\" class=\"img-fluid\" src=\"https:\/\/www.agrolink.com.br\/Upload\/noticias\/f69d8e928caa4a2ea4d0a54186dc67dd.jpg\"\/><\/p>\n<p style=\"text-align:justify\">Entre os principais desafios para ampliar o alojamento em grupo, 89% dos fornecedores citaram o financiamento como maior obst\u00e1culo, seguido pela precifica\u00e7\u00e3o do produto final (78%) e o planejamento das instala\u00e7\u00f5es (67%). A zootecnista\u00a0destacou que o cen\u00e1rio demonstra amadurecimento t\u00e9cnico do setor e maior busca por qualifica\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify\">O sistema \u201ccobre e solta\u201d, que permite maior mobilidade das f\u00eameas em baias ap\u00f3s a cobertura, come\u00e7a a ser adotado com mais frequ\u00eancia. Apesar das exig\u00eancias de espa\u00e7o e manejo mais complexo, empresas j\u00e1 percebem benef\u00edcios para a sa\u00fade f\u00edsica e mental dos animais. As desvantagens relatadas incluem perdas reprodutivas, brigas, dificuldade em manter o escore corporal, custos de implementa\u00e7\u00e3o e necessidade de mais espa\u00e7o. J\u00e1 as vantagens mais citadas foram bem-estar, sa\u00fade e melhor desempenho das matrizes.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify\">As celas de maternidade tamb\u00e9m foram apontadas como problema de bem-estar, por limitarem o movimento das porcas e impossibilitarem comportamentos naturais, como a constru\u00e7\u00e3o de ninhos. O relat\u00f3rio mostra que 67% dos fornecedores t\u00eam planos para ampliar o espa\u00e7o das maternidades, um aumento de 29% em rela\u00e7\u00e3o ao levantamento anterior.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify\">No manejo de leit\u00f5es, todas as empresas produtoras afirmaram n\u00e3o realizar castra\u00e7\u00e3o cir\u00fargica, e 78% j\u00e1 aboliram o desgaste de dentes. No entanto, pr\u00e1ticas como o corte de orelhas e caudas ainda persistem. As empresas citam dificuldades em adotar alternativas devido ao custo e \u00e0 falta de solu\u00e7\u00f5es eficazes contra a caudofagia.&#13;\n<\/p>\n<p style=\"text-align:justify\">\u201c\u00c9 importante notar que h\u00e1 uma diminui\u00e7\u00e3o na inten\u00e7\u00e3o das empresas em banir o corte de cauda ao longo dos anos, como mostra a edi\u00e7\u00e3o deste ano, em que apenas uma empresa, a MBRF, assinalou a resposta positiva. O corte de cauda segue sendo o manejo mais complexo para o banimento por conta da causa multifatorial do problema de mordedura entre os leit\u00f5es\u201d, explicou\u00a0Martin. Segundo ela, apesar dos desafios, o interesse crescente do setor \u00e9 um indicativo positivo de avan\u00e7o.<\/p>\n<\/p><\/div>\n<p><script data-cfasync=\"false\">\n    !function (f, b, e, v, n, t, s) {\n        if (f.fbq) return; n = f.fbq = function () {\n            n.callMethod ?\n                n.callMethod.apply(n, arguments) : n.queue.push(arguments)\n        };\n        if (!f._fbq) f._fbq = n; n.push = n; n.loaded = !0; n.version = '2.0';\n        n.queue = []; t = b.createElement(e); t.async = !0;\n        t.src = v; s = b.getElementsByTagName(e)[0];\n        s.parentNode.insertBefore(t, s)\n    }(window, document, 'script',\n        'https:\/\/connect.facebook.net\/en_US\/fbevents.js');\n    fbq('init', '522546078623747');\n    fbq('track', 'PageView');\n<\/script><br \/>\n<br \/><br \/>\n<br \/><a href=\"https:\/\/www.agrolink.com.br\/noticias\/bem-estar-animal-ganha-espaco-na-suinocultura-nacional_507198.html\">Source link <\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A suinocultura brasileira mant\u00e9m posi\u00e7\u00e3o de destaque mundial tanto em volume de produ\u00e7\u00e3o quanto em competitividade. 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