{"id":22413,"date":"2025-10-19T09:27:53","date_gmt":"2025-10-19T13:27:53","guid":{"rendered":"https:\/\/agromt.news\/?p=22413"},"modified":"2025-10-19T09:27:53","modified_gmt":"2025-10-19T13:27:53","slug":"mel-de-chocolate-novidade-e-feita-a-partir-de-cascas-de-cacau-e-produto-de-abelhas-nativas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agromt.news\/?p=22413","title":{"rendered":"Mel de chocolate? Novidade \u00e9 feita a partir de cascas de cacau e produto de abelhas nativas"},"content":{"rendered":"<p> <br \/>\n<br \/><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/agromt.news\/wp-content\/uploads\/2025\/10\/Mel-de-chocolate-Novidade-e-feita-a-partir-de-cascas.jpeg\" \/><\/p>\n<div>\n<p>Pesquisadores da Universidade Estadual de Campinas (<a href=\"https:\/\/www.canalrural.com.br\/tag\/unicamp\/\">Unicamp<\/a>) desenvolveram um produto a partir de mel de abelhas nativas e cascas de am\u00eandoa de cacau que pode tanto ser consumido diretamente quanto como ingrediente para as ind\u00fastrias aliment\u00edcia e cosm\u00e9tica.<\/p>\n<p>O mel de abelhas nativas foi usado como solvente comest\u00edvel para extrair das cascas da am\u00eandoa do cacau, normalmente descartadas na fabrica\u00e7\u00e3o de derivados como o chocolate, compostos como teobromina e cafe\u00edna, conhecidos estimulantes associados \u00e0 sa\u00fade card\u00edaca. <\/p>\n<p>O processo, que usou extra\u00e7\u00e3o assistida por ultrassom, enriqueceu ainda o mel com compostos fen\u00f3licos, que t\u00eam atividades antioxidante e anti-inflamat\u00f3ria.<\/p>\n<p>Embora ainda estejam planejando testes, os pesquisadores que o provaram afirmam que, a depender da propor\u00e7\u00e3o de mel e cascas, o mel tem bastante sabor de chocolate.<\/p>\n<p>Em parceria com a Inova Unicamp, os autores buscam agora algum parceiro interessado em licenciar o processo, que teve uma patente depositada, e colocar o produto no mercado.<\/p>\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-meis-escolhidos\">M\u00e9is escolhidos<\/h2>\n<p>Os m\u00e9is de abelhas nativas foram escolhidos pelo maior potencial como solvente, dado que, de modo geral, possuem maiores teores de \u00e1gua e menor viscosidade do que o mel da abelha-europeia (<em>Apis mellifera<\/em>).<\/p>\n<p><strong>Foram avaliados m\u00e9is de cinco esp\u00e9cies nativas:<\/strong><\/p>\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li>Bor\u00e1 (<em>Tetragona clavipes<\/em>)<\/li>\n<li>Jata\u00ed (<em>Tetragonisca angustula<\/em>)<\/li>\n<li>Manda\u00e7aia (<em>Melipona quadrifasciata<\/em>)<\/li>\n<li>Mandaguari (<em>Scaptotrigona postica<\/em>)<\/li>\n<li>Mo\u00e7a-branca (<em>Frieseomelitta varia<\/em>)<\/li>\n<\/ul>\n<p>O mel da mandaguari foi escolhido inicialmente para a otimiza\u00e7\u00e3o do processo por conta dos valores intermedi\u00e1rios de \u00e1gua e viscosidade encontrados, embora posteriormente o processo otimizado tenha sido empregado para os outros m\u00e9is analisados.<\/p>\n<p>O pesquisador Felipe Sanchez Bragagnolo, lembra que o mel \u00e9 um alimento bastante sujeito a influ\u00eancias externas, como condi\u00e7\u00f5es clim\u00e1ticas, de armazenamento e temperatura. \u201cPortanto, \u00e9 poss\u00edvel adaptar o processo ao mel que estiver dispon\u00edvel no local, n\u00e3o necessariamente o da mandaguari\u201d, diz.<\/p>\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-quimica-verde\"><strong>Qu\u00edmica verde<\/strong><\/h2>\n<p>A extra\u00e7\u00e3o assistida por ultrassom \u00e9 uma t\u00e9cnica que usa uma sonda parecida com uma caneta met\u00e1lica. Ela \u00e9 colocada em um recipiente com mel e cascas da am\u00eandoa do cacau. As ondas sonoras emitidas pela sonda ajudam a retirar os compostos das cascas, que passam para o mel, usado como solvente natural.<\/p>\n<p>O processo \u00e9 eficiente porque cria microbolhas que estouram, gerando calor e quebrando as c\u00e9lulas do material vegetal. Isso faz com que os compostos sejam liberados com mais facilidade. Al\u00e9m de ser r\u00e1pida e eficaz, a t\u00e9cnica \u00e9 considerada ecologicamente correta e tem grande potencial para uso na ind\u00fastria de alimentos.<\/p>\n<p>Essa efici\u00eancia tamb\u00e9m foi destaque em uma avalia\u00e7\u00e3o de sustentabilidade feita com o programa Path2Green, desenvolvido pelo grupo do professor Mauricio Ariel Rostagno, da FCA-Unicamp.\u00a0<\/p>\n<p>O software analisou se o processo segue os 12 princ\u00edpios da qu\u00edmica verde, que avaliam desde o transporte at\u00e9 a aplica\u00e7\u00e3o do produto. Um dos principais pontos positivos foi o uso do mel, um solvente comest\u00edvel, local e pronto para uso. Nessa an\u00e1lise, o produto alcan\u00e7ou nota +0,118 em uma escala que vai de -1 a +1.<\/p>\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-proximos-passos\">Pr\u00f3ximos passos<\/h2>\n<p>Os pesquisadores tamb\u00e9m est\u00e3o estudando como o ultrassom atua sobre os microrganismos do mel. Assim como rompe o material vegetal, o m\u00e9todo pode quebrar as c\u00e9lulas de bact\u00e9rias que degradam o produto.<\/p>\n<p>Nos pr\u00f3ximos passos, a equipe pretende testar novas aplica\u00e7\u00f5es do mel de abelhas nativas como solvente no processo de ultrassom, incluindo a extra\u00e7\u00e3o de compostos de outros res\u00edduos vegetais.<\/p>\n<p><em>*Sob supervis\u00e3o de Luis Roberto Toledo<\/em><\/p>\n<\/p><\/div>\n<p><br \/>\n<br \/><a href=\"https:\/\/www.canalrural.com.br\/agricultura\/mel-sabor-chocolate-novo-produto-e-feito-a-partir-de-cascas-de-cacau-e-abelhas-nativas\/\">Source link <\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Pesquisadores da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) desenvolveram um produto a partir de mel de abelhas nativas e cascas de<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":22414,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_monsterinsights_skip_tracking":false,"_monsterinsights_sitenote_active":false,"_monsterinsights_sitenote_note":"","_monsterinsights_sitenote_category":0,"_uf_show_specific_survey":0,"_uf_disable_surveys":false,"footnotes":""},"categories":[1],"tags":[],"class_list":["post-22413","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-news"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/22413"}],"collection":[{"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=22413"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/22413\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/media\/22414"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=22413"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=22413"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=22413"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}