{"id":22372,"date":"2025-10-18T12:09:49","date_gmt":"2025-10-18T16:09:49","guid":{"rendered":"https:\/\/agromt.news\/?p=22372"},"modified":"2025-10-18T12:09:49","modified_gmt":"2025-10-18T16:09:49","slug":"embrapa-desenvolve-ferramenta-de-ia-para-combate-de-verminose-em-ovinos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agromt.news\/?p=22372","title":{"rendered":"Embrapa desenvolve ferramenta de IA para combate de verminose em ovinos"},"content":{"rendered":"<p> <br \/>\n<br \/><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/agromt.news\/wp-content\/uploads\/2025\/10\/Embrapa-desenvolve-ferramenta-de-IA-para-combate-de-verminose-em.jpg\" \/><\/p>\n<div>\n<p>Uma nova ferramenta desenvolvida pela Embrapa em parceria com a Universidade Federal do Cear\u00e1 (UFC) pode auxiliar os produtores de ovinos no controle da verminose. A doen\u00e7a pode chegar a provocar 30% de mortalidade dos animais infectados. O StopVerme j\u00e1 est\u00e1 dispon\u00edvel para celulares de usu\u00e1rios do sistema Android. <\/p>\n<p>A ferramenta auxilia o produtor a identificar quais animais realmente necessitam de vermifuga\u00e7\u00e3o. Para isso, ela analisa imagens da mucosa ocular do animal, captadas pela c\u00e2mera do celular, e identifica se existe um grau avan\u00e7ado de anemia, um dos principais sintomas de infec\u00e7\u00e3o parasit\u00e1ria.<\/p>\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-como-funciona-o-aplicativo\">Como funciona o aplicativo<\/h2>\n<p>Segundo o pesquisador Marcel Teixeira, da Embrapa Caprinos e Ovinos (CE), e que integrou a equipe que desenvolveu o aplicativo, o StopVerme opera de forma semelhante \u00e0 t\u00e9cnica tradicional de exame da colora\u00e7\u00e3o da mucosa ocular por meio do cart\u00e3o Famacha. A diferen\u00e7a est\u00e1, especialmente, no uso de intelig\u00eancia artificial para an\u00e1lise das imagens e potencial para resolver dois problemas: a baixa disponibilidade desse cart\u00e3o no Brasil e poss\u00edveis erros de leitura da mucosa causados pela subjetividade do manejador.<\/p>\n<p>\u201cBuscamos minimizar, com o aplicativo, a quest\u00e3o da subjetividade do olho humano. A intelig\u00eancia artificial tem a vantagem de aprender com novos dados. Com isso, a cada captura de imagem, ela vai se aperfei\u00e7oando. A gente espera que a acur\u00e1cia e a sensibilidade do m\u00e9todo sejam, com o tempo, melhoradas. E ele estar\u00e1 dispon\u00edvel com instru\u00e7\u00f5es, tutoriais, informa\u00e7\u00f5es para facilitar seu uso\u201d, destaca o pesquisador.<\/p>\n<p>Para Teixeira, o aplicativo pode ainda, colaborar, de forma mais efetiva, com a sele\u00e7\u00e3o dos animais que realmente necessitam de vermifuga\u00e7\u00e3o. Isso deve evitar a pr\u00e1tica de aplica\u00e7\u00e3o indiscriminada desses medicamentos em todo o rebanho, o que pode favorecer a resist\u00eancia dos parasitas aos verm\u00edfugos. \u201cO nosso objetivo no desenvolvimento da ferramenta \u00e9 massificar um controle seletivo, reduzir o uso das drogas no tratamento e evitar esses problemas com resist\u00eancia\u201d, conta o cientista.<\/p>\n<p>O pesquisador da Embrapa Selmo Alves, que tamb\u00e9m integrou a equipe, ressalta que essa primeira vers\u00e3o do aplicativo contou com estrat\u00e9gias para garantir boa acur\u00e1cia. Uma dessas foi a compara\u00e7\u00e3o das leituras de mucosa realizadas com exames de sangue dos mesmos animais. Com isso, foi poss\u00edvel verificar se os graus de anemia eram, de fato compat\u00edveis.<\/p>\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-maior-praticidade\">Maior praticidade<\/h2>\n<p>Tamb\u00e9m foi observado o envolvimento de extensionistas e agricultores nos testes preliminares do manuseio do aplicativo. \u201cNa \u00faltima fase, estivemos em 65 propriedades, incluindo animais de diferentes ra\u00e7as ovinas, como Somalis, Santa In\u00eas e mesti\u00e7os, incluindo em torno de 35 a 40 t\u00e9cnicos, al\u00e9m de alguns produtores na atividade. Essas pessoas testaram o aplicativo e o consideraram de uma aplicabilidade e facilidade muito grande\u201d, destaca Alves.<\/p>\n<p>Uma dessas usu\u00e1rias dos testes preliminares foi Helena Oliveira, m\u00e9dica-veterin\u00e1ria da Secretaria de Agricultura, Meio Ambiente e Recursos H\u00eddricos de Uruoca (CE). Helena confirmou a percep\u00e7\u00e3o de facilidade de acesso \u00e0s funcionalidades do StopVerme. \u201cA impress\u00e3o que tive \u00e9 de que o aplicativo \u00e9 extremamente f\u00e1cil de utilizar, tanto para os t\u00e9cnicos quanto para os produtores. Sua proposta \u00e9 ser simples e pr\u00e1tico, com uma interface que facilita a compreens\u00e3o, at\u00e9 mesmo para aqueles que n\u00e3o possuem familiaridade com a leitura\u201d, avalia ela.<\/p>\n<p>A m\u00e9dica-veterin\u00e1ria acredita que o StopVerme trar\u00e1 contribui\u00e7\u00e3o relevante para as rotinas no campo. \u201cCom frequ\u00eancia, observamos animais debilitados em consequ\u00eancia de verminoses, enquanto muitos produtores desconhecem a real causa dessa condi\u00e7\u00e3o e, principalmente, como seria simples preveni-la e trat\u00e1-la. O aplicativo proporcionar\u00e1 ao produtor o conhecimento necess\u00e1rio para identificar quando um animal precisa ser vermifugado, evitando que chegue a um estado debilitado. Dessa forma, contribuir\u00e1 n\u00e3o apenas para a sa\u00fade dos animais, mas tamb\u00e9m para a melhoria da efici\u00eancia e dos resultados na produ\u00e7\u00e3o\u201d, acredita Oliveira.<\/p>\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-inteligencia-artificial-em-favor-da-sanidade-dos-rebanhos\">Intelig\u00eancia artificial em favor da sanidade dos rebanhos<\/h2>\n<p>O trabalho de desenvolvimento de software do StopVerme foi coordenado pelo professor I\u00e1lis Cavalcante J\u00fanior, do campus Sobral da UFC, com apoio de estudantes do curso de Engenharia da Computa\u00e7\u00e3o. De acordo com ele, a ferramenta conta com as possibilidades de aprendizado de intelig\u00eancia artificial para reconhecimento de imagens compat\u00edveis com a anemia. <\/p>\n<p>\u201cTrata-se de um algoritmo que tende a aprender alguns padr\u00f5es de imagens para esse aprendizado, associando aos resultados dos exames de sangue dos animais. Hoje o aplicativo entende e reconhece quando a imagem da mucosa ocular se aproxima de um animal doente ou de um animal com sa\u00fade\u201d, diz o professor.<\/p>\n<p>Segundo Cavalcante, uma das vantagens desse aprendizado da IA \u00e9 que a acur\u00e1cia da ferramenta poder\u00e1 ser aprimorada a partir do pr\u00f3prio uso do aplicativo, com as imagens e informa\u00e7\u00f5es inseridas pelos usu\u00e1rios. \u201cAs futuras vers\u00f5es poder\u00e3o vir com este aprimoramento, agregando tamb\u00e9m as imagens captadas pelos produtores rurais. O modelo tamb\u00e9m vai aprender os novos padr\u00f5es de imagens para ser mais eficiente\u201d, conta ele.<\/p>\n<p>O professor avalia que as funcionalidades do StopVerme poder\u00e3o favorecer desde a coleta de informa\u00e7\u00f5es \u00fateis em maior escala, at\u00e9 a rotina dos manejos nas propriedades rurais. \u201cQuando o usu\u00e1rio entender as funcionalidades, ele vai poder inserir dados como os verm\u00edfugos que ele usa, associar \u00e0 condi\u00e7\u00e3o do animal e ter respostas mais r\u00e1pidas. Agiliza tamb\u00e9m as an\u00e1lises, porque o criador n\u00e3o precisa ficar muito tempo com os animais contidos\u201d, exemplifica o professor.<\/p>\n<p>Os pesquisadores da Embrapa destacam tamb\u00e9m o potencial da ferramenta em contribuir com outras estrat\u00e9gias de manejo para controle de verminose e para o fornecimento de informa\u00e7\u00f5es como insumos de pol\u00edticas p\u00fablicas para sanidade dos rebanhos no Brasil.<\/p>\n<p>Teixeira conta que esse trabalho seletivo para vermifuga\u00e7\u00e3o \u00e9 uma etapa do controle integrado de verminose. Este envolve uma s\u00e9rie de outras medidas de manejo em uma estrat\u00e9gia mais ampla. \u201cO aplicativo \u00e9 uma ferramenta a mais, mas, quando a gente se baseia na anemia, estamos falando de um \u00fanico verme que causa o problema, o Haemonchus contortus, e isso n\u00e3o exclui a necessidade de um t\u00e9cnico avaliar a possibilidade de outros vermes estarem atacando este animal. \u00c0s vezes o animal est\u00e1 com uma mucosa de boa colora\u00e7\u00e3o, mas est\u00e1 com diarreia ou perdendo peso\u201d, pondera o pesquisador da Embrapa. \u201cEm todo caso, achamos que o aplicativo vai ter alto impacto, porque 90% da carga parasit\u00e1ria nos animais, normalmente se trata do Haemonchus, ele \u00e9 nosso principal problema\u201d, esclarece.<\/p>\n<p>Segundo o pesquisador, algumas das funcionalidades permitir\u00e3o dados \u00fateis para pesquisas e, possivelmente, para estrat\u00e9gias que podem integrar as pol\u00edticas sanit\u00e1rias. \u201cPoderemos mapear o uso do aplicativo e saber em quais locais estamos encontrando maiores n\u00edveis de anemia, onde estes animais est\u00e3o recebendo mais verm\u00edfugos, quais verm\u00edfugos s\u00e3o utilizados. S\u00e3o dados que podem servir para planejamentos futuros e novas pol\u00edticas p\u00fablicas\u201d, acrescenta Teixeira. \u201cO aplicativo poder\u00e1 ser uma ferramenta dentro de um plano sanit\u00e1rio de controle em que outras doen\u00e7as infecciosas tamb\u00e9m podem estar presentes\u201d, endossa Selmo Alves.<\/p>\n<p><em>*Sob supervis\u00e3o de Luis Roberto Toledo<\/em><\/p>\n<\/p><\/div>\n<p><br \/>\n<br \/><a href=\"https:\/\/www.canalrural.com.br\/pecuaria\/embrapa-desenvolve-ferramenta-de-ia-para-combate-de-verminose-em-ovinos\/\">Source link <\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Uma nova ferramenta desenvolvida pela Embrapa em parceria com a Universidade Federal do Cear\u00e1 (UFC) pode auxiliar os produtores de<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":22373,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_monsterinsights_skip_tracking":false,"_monsterinsights_sitenote_active":false,"_monsterinsights_sitenote_note":"","_monsterinsights_sitenote_category":0,"_uf_show_specific_survey":0,"_uf_disable_surveys":false,"footnotes":""},"categories":[1],"tags":[],"class_list":["post-22372","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-news"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/22372"}],"collection":[{"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=22372"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/22372\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/media\/22373"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=22372"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=22372"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=22372"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}