{"id":22169,"date":"2025-10-15T13:43:00","date_gmt":"2025-10-15T17:43:00","guid":{"rendered":"https:\/\/agromt.news\/?p=22169"},"modified":"2025-10-15T13:43:00","modified_gmt":"2025-10-15T17:43:00","slug":"situacao-fiscal-no-brasil-e-menos-grave-mas-o-risco-e-maior-para-2026","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agromt.news\/?p=22169","title":{"rendered":"situa\u00e7\u00e3o fiscal no Brasil \u00e9 menos grave, mas o risco \u00e9 maior para 2026"},"content":{"rendered":"<p> <br \/>\n<br \/><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/agromt.news\/wp-content\/uploads\/2025\/06\/fachada-ministerio-da-fazenda.jpg\" \/><\/p>\n<div>\n<p>O Fundo Monet\u00e1rio Internacional (FMI) v\u00ea a situa\u00e7\u00e3o fiscal do Brasil menos grave em 2025, mas aponta risco de um novo salto da d\u00edvida p\u00fablica em 2026, ano de elei\u00e7\u00e3o presidencial no pa\u00eds. O alerta consta da mais recente edi\u00e7\u00e3o do relat\u00f3rio Monitor Fiscal, publicado nesta quarta-feira (15) em paralelo \u00e0s reuni\u00f5es anuais, que acontecem nesta semana em Washington, nos Estados Unidos.<\/p>\n<p>O peso da d\u00edvida p\u00fablica no Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro deve alcan\u00e7ar 91,4% no exerc\u00edcio atual contra 87,3% em 2024, projeta o FMI. Apesar da alta superior a 4 pontos porcentuais de um ano para o outro, a estimativa \u00e9 menor que a divulgada pelo organismo em abril, de 92%.<\/p>\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-projecao-para-2026\">Proje\u00e7\u00e3o para 2026<\/h3>\n<p>Para o pr\u00f3ximo ano, a proje\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m foi suavizada, mas indica novo salto. O FMI espera que a d\u00edvida p\u00fablica em rela\u00e7\u00e3o ao PIB do Brasil avance a 95% no pr\u00f3ximo ano, abaixo dos 96% estimados em abril. Se as proje\u00e7\u00f5es do Fundo se confirmarem, o pa\u00eds atingir\u00e1 o maior n\u00edvel de endividamento desde 2020, quando as pol\u00edticas fiscais foram flexibilizadas no mundo para sustentar as economias durante a pandemia. Na ocasi\u00e3o, a d\u00edvida p\u00fablica como propor\u00e7\u00e3o do PIB brasileiro chegou a 96%.<\/p>\n<p>O FMI calcula uma deteriora\u00e7\u00e3o de mais de 11 pontos porcentuais (pp) no endividamento do Brasil ao longo do terceiro mandato do presidente Luiz In\u00e1cio Lula da Silva (PT). O porcentual, por\u00e9m, \u00e9 menor que o estimado em abril, quando o \u00f3rg\u00e3o apontava impacto de 12 pp. Na gest\u00e3o do ex-presidente Jair Bolsonaro, houve melhora de quase 1 pp, segundo o Fundo. \u201cAs proje\u00e7\u00f5es fiscais refletem as atuais e esperadas pol\u00edticas adotadas no Pa\u00eds\u201d, diz o Fundo, em relat\u00f3rio, nesta quarta-feira, 14.<\/p>\n<p>O organismo v\u00ea desacelera\u00e7\u00e3o no ritmo de piora do endividamento do Pa\u00eds, mas alerta para risco de deteriora\u00e7\u00e3o constante das contas p\u00fablicas. Segundo o cen\u00e1rio tra\u00e7ado pelo Fundo, a d\u00edvida p\u00fablica em rela\u00e7\u00e3o ao PIB deve alcan\u00e7ar 97% em 2027 e atingir o recorde de 98,1% em 2030, fim do pr\u00f3ximo governo.<\/p>\n<p>A d\u00edvida bruta como propor\u00e7\u00e3o do PIB \u00e9 um dos principais indicadores de solv\u00eancia de um pa\u00eds e, por isso, \u00e9 monitorada de perto por ag\u00eancias de classifica\u00e7\u00e3o de risco e investidores. O FMI calcula o indicador de modo distinto: inclui os t\u00edtulos do Tesouro detidos pelo Banco Central (BC), que n\u00e3o entram nas contas do governo brasileiro, para garantir comparabilidade com os demais pa\u00edses.<\/p>\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-metas-fiscais-no-radar\">Metas fiscais no radar<\/h3>\n<p>Quanto \u00e0s metas fiscais, o FMI manteve as proje\u00e7\u00f5es j\u00e1 pioradas em abril. O Fundo espera d\u00e9ficit prim\u00e1rio de 0,6% do PIB neste ano, ante 0,2% em 2024, e segue descartando que o Brasil volte ao azul no Lula 3. A meta do governo \u00e9 resultado prim\u00e1rio zero, com margem de 0,25% do PIB para cima ou para baixo.<\/p>\n<p>O governo do presidente Luiz In\u00e1cio Lula da Silva (PT) sofreu uma derrota no campo fiscal com a derrubada da Medida Provis\u00f3ria (MP) que buscava alternativas ao aumento do Imposto sobre Opera\u00e7\u00f5es Financeiras (IOF). O rev\u00e9s teria sido um dos motivos para o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, cancelar sua participa\u00e7\u00e3o nas reuni\u00f5es anuais do FMI. Ele alegou que permaneceria no pa\u00eds para o \u201ccumprimento de agendas oficiais\u201d.<\/p>\n<p>O ministro da Fazenda negou, nesta ter\u00e7a-feira (14), que o governo cogite alterar a meta fiscal do pr\u00f3ximo ano, que aponta para um super\u00e1vit prim\u00e1rio de 0,25% do PIB. Haddad se re\u00fane hoje com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (Uni\u00e3o Brasil-AP), e deve apresentar a ele uma lista dos cen\u00e1rios para receita e despesa na Lei de Diretrizes Or\u00e7ament\u00e1rias (LDO) de 2026, cuja vota\u00e7\u00e3o foi adiada a pedido do governo ap\u00f3s a derrota no caso da MP alternativa \u00e0 alta do IOF.<\/p>\n<p>De acordo com o FMI, o Brasil s\u00f3 deve arrumar a casa do ponto de vista fiscal no pr\u00f3ximo governo. Nesse sentido, o organismo projeta super\u00e1vit prim\u00e1rio de 0,3% do PIB em 2027. Depois, o Fundo prev\u00ea melhora gradual, com o indicador atingindo 1,4% em 2030, fim do pr\u00f3ximo mandato.<\/p>\n<\/p><\/div>\n<p><br \/>\n<br \/><a href=\"https:\/\/www.canalrural.com.br\/economia\/fmi-ve-fiscal-no-brasil-menos-grave-mas-novo-salto-da-divida-com-corrida-ao-planalto\/\">Source link <\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O Fundo Monet\u00e1rio Internacional (FMI) v\u00ea a situa\u00e7\u00e3o fiscal do Brasil menos grave em 2025, mas aponta risco de um<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":14962,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_monsterinsights_skip_tracking":false,"_monsterinsights_sitenote_active":false,"_monsterinsights_sitenote_note":"","_monsterinsights_sitenote_category":0,"_uf_show_specific_survey":0,"_uf_disable_surveys":false,"footnotes":""},"categories":[1],"tags":[],"class_list":["post-22169","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-news"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/22169"}],"collection":[{"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=22169"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/22169\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/media\/14962"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=22169"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=22169"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=22169"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}