{"id":22168,"date":"2025-10-15T13:28:28","date_gmt":"2025-10-15T17:28:28","guid":{"rendered":"https:\/\/agromt.news\/?p=22168"},"modified":"2025-10-15T13:28:28","modified_gmt":"2025-10-15T17:28:28","slug":"credito-rural-em-queda-reforca-busca-por-solucoes-de-longo-prazo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agromt.news\/?p=22168","title":{"rendered":"Cr\u00e9dito rural em queda refor\u00e7a busca por solu\u00e7\u00f5es de longo prazo"},"content":{"rendered":"<p> <br \/>\n<br \/><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/agromt.news\/wp-content\/uploads\/2025\/02\/Governo-retoma-financiamento-rural-com-credito-subsidiado-no-Plano-Safra.jpg\" \/><\/p>\n<div>\n<p>A libera\u00e7\u00e3o de cr\u00e9dito rural caiu 12% nos primeiros tr\u00eas meses do Plano Safra 2025\/26, com retra\u00e7\u00e3o mais acentuada entre grandes produtores. No per\u00edodo, foram acessados R$ 156 bilh\u00f5es em financiamentos tradicionais e por meio da C\u00e9dula de Produto Rural (CPR), conforme balan\u00e7o preliminar do Minist\u00e9rio da Agricultura (<a href=\"https:\/\/www.canalrural.com.br\/tag\/mapa\/\">Mapa<\/a>).<\/p>\n<p>A redu\u00e7\u00e3o j\u00e1 vinha sendo observada desde o ano passado e reflete principalmente restri\u00e7\u00f5es banc\u00e1rias e aumento da inadimpl\u00eancia. Segundo David T\u00e9lio, diretor de Novas Estruturas Financeiras da TerraMagna, h\u00e1 muitos produtores com d\u00edvidas de safras anteriores, o que impede novos financiamentos. <\/p>\n<p>\u201cProdutores assim ficam fora das condi\u00e7\u00f5es de elegibilidade para o novo Plano Safra 2025\/26. Muitos ainda t\u00eam pend\u00eancias de safras anteriores, n\u00e3o conseguem quitar e, portanto, n\u00e3o t\u00eam acesso a novos cr\u00e9ditos\u201d, explica. <\/p>\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-restricao-de-credito-e-novas-exigencias\">Restri\u00e7\u00e3o de cr\u00e9dito e novas exig\u00eancias<\/h3>\n<p>Um dos principais motivos, de acordo com T\u00e9lio, \u00e9 o endurecimento dos crit\u00e9rios de risco adotados pelos bancos e pelo mercado de capitais. Ap\u00f3s perdas com grandes contas, institui\u00e7\u00f5es financeiras passaram a pulverizar as carteiras, priorizando pequenos e m\u00e9dios produtores. Al\u00e9m disso, a exig\u00eancia de garantias aumentou. <\/p>\n<p>\u201cAt\u00e9 2022, muitos bancos operavam apenas com CPR. Agora, pedem tamb\u00e9m hipoteca ou aliena\u00e7\u00e3o fiduci\u00e1ria da \u00e1rea\u201d, diz o especialista. As mudan\u00e7as seguem orienta\u00e7\u00f5es do<a href=\"https:\/\/www.canalrural.com.br\/tag\/banco-central\/\"> Banco Central<\/a>, que determinou provis\u00f5es maiores para opera\u00e7\u00f5es de risco.<\/p>\n<p>Outro fator \u00e9 o impacto das restri\u00e7\u00f5es socioambientais. T\u00e9lio explica que desde 2023, produtores com embargos n\u00e3o podem acessar recursos controlados do Plano Safra. \u201cIdentificamos uma quantidade relevante de produtores nessa condi\u00e7\u00e3o. At\u00e9 ent\u00e3o, poucos se preocupavam com isso\u201d, ressalta.<\/p>\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-orcamento-limitado-e-credito-privado-em-alta\">Or\u00e7amento limitado e cr\u00e9dito privado em alta<\/h3>\n<p>A libera\u00e7\u00e3o fracionada dos recursos do <a href=\"https:\/\/www.canalrural.com.br\/tag\/plano-safra-2025-26\/\">Plano Safra 2025\/26<\/a> tamb\u00e9m pressiona o fluxo. Parte dos valores s\u00f3 estar\u00e1 dispon\u00edvel a partir de janeiro de 2026, uma novidade neste ciclo. O or\u00e7amento, por\u00e9m, pesa. \u201cO governo subsidia a diferen\u00e7a de juros entre o mercado e o Plano Safra, mas o or\u00e7amento est\u00e1 muito apertado. H\u00e1 risco de falta de espa\u00e7o para novos subs\u00eddios no pr\u00f3ximo ano\u201d, afirma T\u00e9lio.<\/p>\n<p>Com isso, o cr\u00e9dito privado vem ganhando espa\u00e7o, mas com custos altos. \u201cN\u00e3o \u00e9 uma op\u00e7\u00e3o, \u00e9 a \u00fanica solu\u00e7\u00e3o. Como os juros subsidiados s\u00e3o insuficientes, o produtor recorre a taxas de mais altas no mercado\u201d, explica.<\/p>\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-alongar-prazos-e-renegociar-dividas\">Alongar prazos e renegociar d\u00edvidas<\/h3>\n<p>Para os produtores que enfrentam dificuldades, T\u00e9lio destaca que a sa\u00edda \u00e9 negociar e buscar f\u00f4lego por um per\u00edodo mais longo. \u201c\u00c9 hora de conversar com os credores e apontar solu\u00e7\u00f5es de m\u00e9dio e longo prazo. N\u00e3o \u00e9 o momento de buscar lucro, e sim de continuar respirando, plantando e mantendo o neg\u00f3cio\u201d, diz.<\/p>\n<p>T\u00e9lio cita alternativas que v\u00eam ganhando espa\u00e7o, como opera\u00e7\u00f5es via Fiagro, que permitem alongar d\u00edvidas ou recomprar \u00e1reas em prazos de cinco a dez anos. \u201cO fundo compra a terra do produtor, quita parte da d\u00edvida, e o produtor paga um arrendamento at\u00e9 recomprar. \u00c9 uma estrutura que alivia o caixa e mant\u00e9m a produ\u00e7\u00e3o\u201d.<\/p>\n<p>Ele lembra, entretanto, que o processo ser\u00e1 lento: \u201cN\u00e3o se resolve em um ou dois anos. Devem ser necess\u00e1rias de tr\u00eas a quatro safras para o produtor reorganizar o fluxo e voltar a respirar\u201d, pondera.<\/p>\n<p>Apesar do cen\u00e1rio de juros altos e cr\u00e9dito restrito, T\u00e9lio refor\u00e7a que o campo segue produzindo. \u201c\u00c9 por isso que seguimos batendo recordes de produ\u00e7\u00e3o mesmo com menos cr\u00e9dito dispon\u00edvel\u201d.<\/p>\n<\/p><\/div>\n<p><br \/>\n<br \/><a href=\"https:\/\/www.canalrural.com.br\/agricultura\/agronegocio\/credito-rural-em-queda-reforca-busca-por-solucoes-de-longo-prazo\/\">Source link <\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A libera\u00e7\u00e3o de cr\u00e9dito rural caiu 12% nos primeiros tr\u00eas meses do Plano Safra 2025\/26, com retra\u00e7\u00e3o mais acentuada entre<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":9999,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_monsterinsights_skip_tracking":false,"_monsterinsights_sitenote_active":false,"_monsterinsights_sitenote_note":"","_monsterinsights_sitenote_category":0,"_uf_show_specific_survey":0,"_uf_disable_surveys":false,"footnotes":""},"categories":[1],"tags":[],"class_list":["post-22168","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-news"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/22168"}],"collection":[{"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=22168"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/22168\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/media\/9999"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=22168"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=22168"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=22168"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}