{"id":22065,"date":"2025-10-14T06:58:34","date_gmt":"2025-10-14T10:58:34","guid":{"rendered":"https:\/\/agromt.news\/?p=22065"},"modified":"2025-10-14T06:58:34","modified_gmt":"2025-10-14T10:58:34","slug":"quando-o-olho-do-dono-nao-basta-para-engordar-o-gado","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agromt.news\/?p=22065","title":{"rendered":"quando o &#8216;olho do dono&#8217; n\u00e3o basta para engordar o gado"},"content":{"rendered":"<p> <br \/>\n<br \/><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/agromt.news\/wp-content\/uploads\/2025\/10\/quando-o-olho-do-dono-nao-basta-para-engordar-o.jpg\" \/><\/p>\n<div>\n<p>Feita de pessoas, a pecu\u00e1ria brasileira abriga diferentes perfis de produtores. H\u00e1 quem invista no que h\u00e1 de mais moderno, outros que ainda olham com desconfian\u00e7a para as novas tecnologias, e aqueles que n\u00e3o abrem m\u00e3o do olho no olho.<\/p>\n<p>Mas, em um setor cada vez mais competitivo e pressionado por custos, o \u201colho do dono\u201d j\u00e1 n\u00e3o \u00e9 suficiente. A observa\u00e7\u00e3o continua essencial, mas agora ganha refor\u00e7o da tecnologia.<\/p>\n<p>Para Vanessa Porto, diretora de Pecu\u00e1ria de Precis\u00e3o da dsm-firmenich, a intelig\u00eancia de dados tem o papel de ampliar essa vis\u00e3o. \u201cA tecnologia n\u00e3o vem para substituir o produtor, e sim para dar a ele mais ferramentas de decis\u00e3o. \u00c9 como se o olho do dono ganhasse um par de lentes de aumento\u201d, afirma.<\/p>\n<p>Segundo ela, o grande desafio \u00e9 compreender que o campo digital n\u00e3o \u00e9 feito apenas de m\u00e1quinas e algoritmos. \u201cAntes de falar em sensores e softwares, precisamos falar de base: gest\u00e3o, pessoas e processos. A tecnologia s\u00f3 entrega resultado se o sistema produtivo estiver organizado\u201d, explica.<\/p>\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-triade-tecnologica-da-base-ao-topo-da-piramide\">Tr\u00edade tecnol\u00f3gica: da base ao topo da pir\u00e2mide<\/h3>\n<p>A especialista divide a <a href=\"https:\/\/www.canalrural.com.br\/tag\/pecuaria-de-precisao\/\">pecu\u00e1ria de precis\u00e3o<\/a> em tr\u00eas pilares: base, meio e topo da pir\u00e2mide. Na base, est\u00e3o os dados operacionais, como manejo, nutri\u00e7\u00e3o, reprodu\u00e7\u00e3o. No meio, entra a integra\u00e7\u00e3o dessas informa\u00e7\u00f5es com indicadores de desempenho. No topo, a intelig\u00eancia artificial e as plataformas de an\u00e1lise, que transformam os dados em decis\u00f5es.<\/p>\n<p>\u201cQuando a gente fala em IA, o produtor imagina algo distante, caro, quase inacess\u00edvel. Mas, na pr\u00e1tica, a tecnologia come\u00e7a no caderno de anota\u00e7\u00f5es, no registro correto das informa\u00e7\u00f5es do rebanho. Sem isso, n\u00e3o h\u00e1 algoritmo que resolva\u201d, pontua.<\/p>\n<p>A executiva destaca que a estrat\u00e9gia se adapta conforme o tipo de produ\u00e7\u00e3o. \u201cNo caso dos produtores de leite, eles preferem um contato telef\u00f4nico. Ent\u00e3o, usamos m\u00e9todos diferentes de acordo com o setor\u201d, explica. Ela ressalta ainda o papel do implementador, que treina a equipe no campo para o gado de corte, enquanto no leite o suporte pode ser remoto ou auditivo, de acordo com a necessidade do produtor.<\/p>\n<p>Al\u00e9m disso, a tecnologia vai al\u00e9m da opera\u00e7\u00e3o di\u00e1ria. \u201cHavia o m\u00f3dulo de corte, agora o m\u00f3dulo de leite. Ambos s\u00e3o fundamentais para facilitar decis\u00f5es e garantir performance. Trabalhamos tamb\u00e9m com parceiros, que trazem <em>insights<\/em> de produtores europeus e ajudam a criar algoritmos para suportar decis\u00f5es estrat\u00e9gicas de forma global\u201d, completa.<\/p>\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-pecuaria-nacional-do-brasil-para-o-mundo\">Pecu\u00e1ria nacional: do Brasil para o mundo<\/h3>\n<p>A executiva lembra que o Brasil \u00e9 refer\u00eancia mundial em produtividade e gen\u00e9tica, mas precisa avan\u00e7ar na ado\u00e7\u00e3o de ferramentas de monitoramento e gest\u00e3o. \u201cHoje, temos tecnologia suficiente para saber exatamente quanto cada animal consome, quanto ganha de peso e qual \u00e9 o retorno econ\u00f4mico disso. Essa precis\u00e3o \u00e9 o que vai definir quem se mant\u00e9m competitivo no mercado global\u201d, afirma.<\/p>\n<p>Ela destaca que a pecu\u00e1ria de precis\u00e3o tamb\u00e9m tem papel estrat\u00e9gico na <a href=\"https:\/\/www.canalrural.com.br\/tag\/sustentabilidade\/\">sustentabilidade<\/a>. \u201cCom dados em tempo real, o produtor consegue ajustar dietas, reduzir desperd\u00edcios e medir emiss\u00f5es. Isso significa produzir mais com menos impacto, o que \u00e9 bom para o bolso e para o planeta\u201d, completa.<\/p>\n<p>Para a especialista, o futuro do setor ser\u00e1 cada vez mais conectado, mas sem perder o toque humano que caracteriza o campo. \u201cO produtor continua no centro de tudo. A tecnologia \u00e9 uma aliada, n\u00e3o uma substituta. \u00c9 o olhar t\u00e9cnico, apoiado por dados, que vai engordar o gado daqui pra frente\u201d, conclui.<\/p>\n<\/p><\/div>\n<p><br \/>\n<br \/><a href=\"https:\/\/www.canalrural.com.br\/pecuaria\/pecuaria-de-precisao-quando-o-olho-do-dono-nao-basta-para-engordar-o-gado\/\">Source link <\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Feita de pessoas, a pecu\u00e1ria brasileira abriga diferentes perfis de produtores. 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