{"id":21937,"date":"2025-10-11T17:57:46","date_gmt":"2025-10-11T21:57:46","guid":{"rendered":"https:\/\/agromt.news\/?p=21937"},"modified":"2025-10-11T17:57:46","modified_gmt":"2025-10-11T21:57:46","slug":"palmeiras-sao-as-verdadeiras-caixas-dagua-da-amazonia-e-sustentam-a-floresta-na-seca","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agromt.news\/?p=21937","title":{"rendered":"Palmeiras s\u00e3o as verdadeiras &#8216;caixas d\u2019\u00e1gua&#8217; da Amaz\u00f4nia e sustentam a floresta na seca"},"content":{"rendered":"<p> <br \/>\n<br \/><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/agromt.news\/wp-content\/uploads\/2025\/10\/Palmeiras-sao-as-verdadeiras-caixas-dagua-da-Amazonia-e-sustentam.jpg\" \/><\/p>\n<div>\n<p>Entre as fam\u00edlias de plantas mais abundantes da Amaz\u00f4nia, as palmeiras (<em>Arecaceae<\/em>) se destacam pela capacidade de armazenar at\u00e9 duas vezes mais \u00e1gua do que as \u00e1rvores. No entanto, a presen\u00e7a dessas plantas e de outras esp\u00e9cies t\u00edpicas de ambientes \u00famidos est\u00e1 amea\u00e7ada pelas altera\u00e7\u00f5es no ciclo da \u00e1gua na floresta amaz\u00f4nica.<\/p>\n<p>As conclus\u00f5es fazem parte de pesquisas conduzidas por cientistas da Universidade Estadual Paulista (<a href=\"https:\/\/www.canalrural.com.br\/tag\/unesp\/\">Unesp<\/a>), campus de Rio Claro. Alguns resultados preliminares dos trabalhos foram apresentados em palestra durante o F\u00f3rum Brasil-Fran\u00e7a \u201cFlorestas, Biodiversidade e Sociedades Humanas\u201d, que aconteceu entre os dias 1\u00ba e 2 de outubro em S\u00e3o Paulo.<\/p>\n<p>Organizado pelo Museu Nacional de Hist\u00f3ria Natural (MNHN) da Fran\u00e7a, em Paris, pela Universidade de S\u00e3o Paulo (<a href=\"https:\/\/www.canalrural.com.br\/tag\/usp\/\">USP<\/a>) e pela Fapesp, o objetivo do evento foi discutir a biodiversidade florestal, os ecossistemas e suas rela\u00e7\u00f5es com as sociedades humanas, do passado e do presente.<\/p>\n<p>\u201cAs palmeiras s\u00e3o grandes reservat\u00f3rios ou caixas d\u2019\u00e1gua da floresta\u201d, disse a professora da Unesp, coordenadora do projeto e pesquisadora associada ao CBioClima, Thaise Emilio.<\/p>\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-predominancia-das-palmeiras\">Predomin\u00e2ncia das palmeiras<\/h2>\n<p>Embora representem apenas uma entre as 171 fam\u00edlias de plantas arborescentes da Amaz\u00f4nia, as palmeiras s\u00e3o altamente dominantes na floresta, tanto no dossel quanto no sub-bosque, afirma Thaise Emilio.<\/p>\n<p>Uma das hip\u00f3teses para essa predomin\u00e2ncia \u00e9 que as palmeiras podem ter sido domesticadas pelas primeiras popula\u00e7\u00f5es humanas que habitaram e manejaram a Amaz\u00f4nia h\u00e1 milhares de anos.<\/p>\n<p>\u201cH\u00e1 d\u00favidas, por\u00e9m, se foram os humanos que enriqueceram a Amaz\u00f4nia com palmeiras ou se eles decidiram viver na floresta justamente por possu\u00edrem essas plantas t\u00e3o abundantes e \u00fateis, que t\u00eam grande import\u00e2ncia econ\u00f4mica\u201d, conta Thaise Emilio.<\/p>\n<p>Aproximadamente 75% da produ\u00e7\u00e3o brasileira de produtos florestais n\u00e3o madeireiros hoje \u00e9 proveniente de palmeiras, sendo 50% s\u00f3 do a\u00e7a\u00ed (<em>Euterpe oleracea<\/em>), sublinhou a pesquisadora.<\/p>\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-resistencia-a-seca\"><strong>Resist\u00eancia \u00e0 seca<\/strong><\/h2>\n<p>Por muito tempo, acreditou-se que as palmeiras eram vulner\u00e1veis \u00e0 seca devido \u00e0 sua estrutura hidr\u00e1ulica. Para investigar o tema, a pesquisadora iniciou, em 2017, uma colabora\u00e7\u00e3o com cientistas franceses, analisando a resist\u00eancia do xilema (tecido condutor que leva \u00e1gua para as ra\u00edzes das plantas) \u00e0 embolia provocada pela seca.<\/p>\n<p>Os estudos mostraram que, embora vulner\u00e1veis \u00e0 seca como outras esp\u00e9cies, as palmeiras t\u00eam mais \u00e1gua nos troncos, o que lhes permite mobilizar o recurso e reduzir os riscos de embolia. Pesquisas posteriores, em parceria com a Universidade de Edimburgo, revelaram que elas armazenam at\u00e9 70% de seu volume em \u00e1gua, superando as \u00e1rvores dicotiled\u00f4neas, que chegam a 50%.<\/p>\n<p>\u201cA gente v\u00ea que s\u00f3 elas d\u00e3o frutos nessas \u00e9pocas de seca. Isso \u00e9 muito importante para manter a alimenta\u00e7\u00e3o dos animais na floresta e dos humanos, que dependem desses recursos\u201d, destaca Thaise Emilio.<\/p>\n<p>Esse papel essencial, no entanto, est\u00e1 amea\u00e7ado pela intensifica\u00e7\u00e3o do ciclo hidrol\u00f3gico e pelo decl\u00ednio de esp\u00e9cies adaptadas a climas \u00famidos. Modelagens em andamento indicam que, em cen\u00e1rios mais secos, as palmeiras podem morrer at\u00e9 duas vezes mais do que outras \u00e1rvores. \u201cA combina\u00e7\u00e3o de anos chuvosos e secos est\u00e1 causando uma mudan\u00e7a na din\u00e2mica e nas caracter\u00edsticas de regi\u00f5es da floresta\u201d, afirma a pesquisadora.<\/p>\n<\/p><\/div>\n<p><br \/>\n<br \/><a href=\"https:\/\/www.canalrural.com.br\/sustentabilidade\/palmeiras-sao-as-verdadeiras-caixas-dagua-da-amazonia-e-sustentam-a-floresta-na-seca\/\">Source link <\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Entre as fam\u00edlias de plantas mais abundantes da Amaz\u00f4nia, as palmeiras (Arecaceae) se destacam pela capacidade de armazenar at\u00e9 duas<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":21938,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_monsterinsights_skip_tracking":false,"_monsterinsights_sitenote_active":false,"_monsterinsights_sitenote_note":"","_monsterinsights_sitenote_category":0,"_uf_show_specific_survey":0,"_uf_disable_surveys":false,"footnotes":""},"categories":[1],"tags":[],"class_list":["post-21937","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-news"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/21937"}],"collection":[{"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=21937"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/21937\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/media\/21938"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=21937"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=21937"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=21937"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}