{"id":21767,"date":"2025-10-09T09:08:21","date_gmt":"2025-10-09T13:08:21","guid":{"rendered":"https:\/\/agromt.news\/?p=21767"},"modified":"2025-10-09T09:08:21","modified_gmt":"2025-10-09T13:08:21","slug":"maricultor-turbinou-renda-com-ostras","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agromt.news\/?p=21767","title":{"rendered":"maricultor turbinou renda com ostras"},"content":{"rendered":"<p> <br \/>\n<\/p>\n<div>\n<p>O maricultor Renato Wilmar Martins, de Santa Catarina, decidiu mudar de vida quando percebeu que o sal\u00e1rio fixo que recebia em outra empresa n\u00e3o era suficiente para sustentar. Foi nesse momento que enxergou na <strong><a href=\"https:\/\/www.canalrural.com.br\/aves-e-suinos\/peixes\/piscicultura-no-parana-59-do-estado-e-considerado-apto-para-producao-de-peixes\/\">maricultura<\/a><\/strong>, especialmente no cultivo de ostras, uma oportunidade de empreender e melhorar seus ganhos.\u00a0<\/p>\n<p>O que come\u00e7ou como uma atividade complementar acabou se transformando em um pequeno neg\u00f3cio de sucesso. \u201cA ideia de produzir ostra surgiu devido ao sal\u00e1rio n\u00e9\u2026 trabalhava em outra empresa e meu sal\u00e1rio era baixo. A\u00ed, pra completar a renda familiar, eu trabalhava na maricultura\u201d, relembra Martins.<\/p>\n<p>Hoje, o maricultor \u00e9 exemplo de como o empreendedorismo pode gerar renda e desenvolvimento, principalmente quando aliado a gest\u00e3o eficiente e apoio t\u00e9cnico. Ele faz parte de um setor estrat\u00e9gico: <strong>a maricultura catarinense, respons\u00e1vel por 95% da produ\u00e7\u00e3o nacional de moluscos no Brasil e que movimenta a economia com milhares de toneladas por ano.<\/strong><\/p>\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-numeros-que-reforcam-a-importancia-da-maricultura\"><strong>N\u00fameros que refor\u00e7am a import\u00e2ncia da maricultura<\/strong><\/h3>\n<p>Segundo dados da Epagri\/Cedap, apenas em 2023, Santa Catarina produziu 1.707 toneladas de ostras do Pac\u00edfico, consolidando o estado como l\u00edder nacional. Florian\u00f3polis respondeu por 1.312 toneladas, seguida de Palho\u00e7a com 194 toneladas e S\u00e3o Jos\u00e9 com 178 toneladas. Al\u00e9m dos n\u00fameros expressivos, a atividade emprega cerca de 1.500 pessoas diretamente, garantindo renda e oportunidades para muitas fam\u00edlias no litoral.<\/p>\n<p>A maricultura n\u00e3o \u00e9 apenas uma alternativa de renda, mas uma cadeia que movimenta a economia catarinense e coloca o estado em destaque no cen\u00e1rio nacional e internacional. <\/p>\n<p>O sucesso do setor, no entanto, depende de organiza\u00e7\u00e3o, gest\u00e3o eficiente e acesso a mercados compradores. Foi justamente nesse ponto que Martins encontrou os maiores desafios.<\/p>\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li>Participe do Porteira Aberta Empreender: envie perguntas, sugest\u00f5es e conte a sua hist\u00f3ria de empreendedorismo pelo<a href=\"https:\/\/api.whatsapp.com\/send?phone=5511932796720&amp;PorteiraAbertaEmpreender=SuaMensagem\"><strong> WhatsApp<\/strong><\/a><\/li>\n<\/ul>\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-da-dificuldade-de-vender-a-gestao-eficiente\"><strong>Da dificuldade de vender \u00e0 gest\u00e3o eficiente<\/strong><\/h3>\n<p>No in\u00edcio, produzir n\u00e3o era o problema. O grande obst\u00e1culo estava na hora de vender as ostras. O produto exigia agilidade, prazos curtos e qualidade garantida para conquistar compradores exigentes. \u201cOs maiores desafios que eu encontrei na profiss\u00e3o foram a comercializa\u00e7\u00e3o\u2026 a venda \u00e9 meio complicada\u201d, conta o maricultor.<\/p>\n<p>Com capacita\u00e7\u00e3o em gest\u00e3o e orienta\u00e7\u00e3o sobre comercializa\u00e7\u00e3o, Martins e sua esposa passaram a ter mais clareza sobre custos, margens de lucro e estrat\u00e9gias de mercado. Essa virada foi fundamental para transformar o cultivo de ostras em um neg\u00f3cio vi\u00e1vel e competitivo.<\/p>\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-comercializacao-exige-velocidade-e-qualidade\"><strong>Comercializa\u00e7\u00e3o exige velocidade e qualidade<\/strong><\/h3>\n<p>No entanto, o setor enfrenta um desafio \u00fanico: o prazo de prateleira das ostras \u00e9 de apenas cinco dias. Isso significa que o produto precisa ser comercializado praticamente em tempo real, o que aumenta a press\u00e3o sobre os produtores.<\/p>\n<p>\u201cA gente trabalha com a ostra que \u00e9 um animal comercializado majoritariamente vivo. Isso gera um tempo de prateleira de praticamente cinco dias. Temos desafios de abrir mercado por essa dificuldade e pelas exig\u00eancias sanit\u00e1rias\u201d, explica Gustavo Ruschel Lopes, t\u00e9cnico da Faesc\/Senar.<\/p>\n<p>Mas, grande parte da produ\u00e7\u00e3o catarinense \u00e9 direcionada para os mercados de S\u00e3o Paulo e Rio de Janeiro, que t\u00eam alta demanda e consumidores dispostos a pagar por qualidade.<\/p>\n<p>A hist\u00f3ria de Renato e Rosinete mostra como o microempreendedorismo de base familiar pode prosperar quando aliado a gest\u00e3o eficiente e apoio t\u00e9cnico. O setor, segundo a Epagri, cresce entre 10% e 15% ao ano, movimentando mais de R$ 70 milh\u00f5es anuais no estado.<\/p>\n<p>Esse crescimento n\u00e3o \u00e9 apenas econ\u00f4mico. Ele representa tamb\u00e9m desenvolvimento social, j\u00e1 que muitas fam\u00edlias encontram na maricultura uma oportunidade de trabalho digno e renda est\u00e1vel. O sucesso da fam\u00edlia Martins inspira outros produtores a enxergarem no agro n\u00e3o apenas um meio de subsist\u00eancia, mas um neg\u00f3cio sustent\u00e1vel.<\/p>\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>Porteira Aberta Empreender<\/strong><\/h2>\n<p>Quer saber mais sobre maricultura? Assista ao programa <a href=\"https:\/\/www.canalrural.com.br\/empreendedorismo\/transforme-sua-propriedade-em-um-destino-turistico\/\"><strong>Porteira Aberta Empreender<\/strong>,<\/a> nesta sexta-feira (10), \u00e0s 18h. O programa \u00e9 uma parceria entre o<a href=\"https:\/\/www.sebrae-sc.com.br\/\"> Sebrae<\/a> e o Canal Rural, que traz dicas, orienta\u00e7\u00f5es e mostra hist\u00f3rias reais de micro e pequenos produtores de todo o pa\u00eds.<\/p>\n<figure class=\"wp-block-image size-full is-resized\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" width=\"1013\" height=\"1017\" alt=\"\" class=\"wp-image-4116505\" style=\"width:438px;height:auto\"  data-lazy- src=\"https:\/\/agromt.news\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/tradicao-dos-queijos-artesanais-e-turismo-rural-em-Goias.png\"\/><img decoding=\"async\" width=\"1013\" height=\"1017\" src=\"https:\/\/agromt.news\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/tradicao-dos-queijos-artesanais-e-turismo-rural-em-Goias.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-4116505\" style=\"width:438px;height:auto\"  \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">\u00c0s sextas-feiras, \u00e0s 18h, no Canal Rural. | Foto: Arte Divulga\u00e7\u00e3o<\/figcaption><\/figure>\n<\/p><\/div>\n<p><br \/>\n<br \/><a href=\"https:\/\/www.canalrural.com.br\/empreendedorismo\/gestao-e-empreendedorismo-a-beira-mar-maricultor-turbinou-renda-com-ostras\/\">Source link <\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O maricultor Renato Wilmar Martins, de Santa Catarina, decidiu mudar de vida quando percebeu que o sal\u00e1rio fixo que recebia<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":21768,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_monsterinsights_skip_tracking":false,"_monsterinsights_sitenote_active":false,"_monsterinsights_sitenote_note":"","_monsterinsights_sitenote_category":0,"_uf_show_specific_survey":0,"_uf_disable_surveys":false,"footnotes":""},"categories":[1],"tags":[],"class_list":["post-21767","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-news"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/21767"}],"collection":[{"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=21767"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/21767\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/media\/21768"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=21767"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=21767"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=21767"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}