{"id":21686,"date":"2025-10-08T01:28:06","date_gmt":"2025-10-08T05:28:06","guid":{"rendered":"https:\/\/agromt.news\/?p=21686"},"modified":"2025-10-08T01:28:06","modified_gmt":"2025-10-08T05:28:06","slug":"a-etiqueta-que-conta-a-historia-do-algodao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agromt.news\/?p=21686","title":{"rendered":"a etiqueta que conta a hist\u00f3ria do algod\u00e3o"},"content":{"rendered":"<p> <br \/>\n<\/p>\n<div>\n<p style=\"text-align:justify\">Quando o assunto \u00e9 algod\u00e3o, o Brasil se destaca no cen\u00e1rio nacional e internacional. Na safra 2024\/2025, os agricultores produziram 4,11 milh\u00f5es de toneladas, enquanto o volume de exporta\u00e7\u00e3o no mesmo per\u00edodo alcan\u00e7ou 2,83 milh\u00f5es de toneladas. O resultado mant\u00e9m o Pa\u00eds no topo do ranking global de exportadores e em terceiro no de produtores da pluma.&#13;\n<\/p>\n<p style=\"text-align:justify\">Al\u00e9m do desempenho econ\u00f4mico, h\u00e1 aspectos ambientais que contribuem com a comemora\u00e7\u00e3o do setor nesta ter\u00e7a-feira, 7, Dia Internacional do Algod\u00e3o. Atualmente, 83% das fazendas brasileiras de algod\u00e3o t\u00eam suas produ\u00e7\u00f5es certificadas pelo Programa Algod\u00e3o Brasileiro Respons\u00e1vel \u2014 padr\u00e3o nacional de certifica\u00e7\u00e3o socioambiental do algod\u00e3o no Brasil \u2014 e pela Better Cotton \u2014 maior programa de sustentabilidade do algod\u00e3o do mundo. As iniciativas comprovam a ado\u00e7\u00e3o de par\u00e2metros sustent\u00e1veis, que s\u00e3o certificados por auditorias externas. S\u00e3o avaliados 195 itens de conformidade socioambiental, que v\u00e3o desde o uso racional da \u00e1gua at\u00e9 as condi\u00e7\u00f5es de trabalho no campo.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify\">Mas a hist\u00f3ria do algod\u00e3o brasileiro vai muito al\u00e9m da produ\u00e7\u00e3o: ele carrega uma identidade rastre\u00e1vel, conectando o campo \u00e0 moda, o produtor ao consumidor. Assim, cada etiqueta \u00e9 transformada em um documento vivo de origem.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify\"><strong>Rastreabilidade de milh\u00f5es<\/strong><br \/>&#13;<br \/>\nA rastreabilidade do algod\u00e3o nacional come\u00e7ou h\u00e1 mais de duas d\u00e9cadas, quando o Brasil se preparava para expandir suas exporta\u00e7\u00f5es. Em 2004, a Associa\u00e7\u00e3o Brasileira dos Produtores de Algod\u00e3o (Abrapa) criou o Sistema Abrapa de Identifica\u00e7\u00e3o (SAI), que passou a acompanhar cada fardo de algod\u00e3o desde o beneficiamento.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify\">Naquele momento, o Brasil precisava de um sistema confi\u00e1vel que comprovasse a qualidade e a origem de cada fardo para competir com gigantes como os Estados Unidos. \u201cOs americanos j\u00e1 faziam rastreabilidade h\u00e1 praticamente 40 anos. Para entrar no mercado internacional, o Brasil precisava de uma identifica\u00e7\u00e3o individualizada dos fardos\u201d, lembra Silmara Ferraresi, diretora de Rela\u00e7\u00f5es Institucionais da Abrapa. Hoje, a cada safra, mais de 15 milh\u00f5es de fardos s\u00e3o identificados. No ciclo 2024\/2025, estima-se uma identifica\u00e7\u00e3o superior a 18 milh\u00f5es de fardos.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify\"><strong>Identidade pr\u00f3pria<\/strong><br \/>&#13;<br \/>\nApesar de ter sido inspirado no modelo norte-americano, o programa logo ganhou identidade pr\u00f3pria. No in\u00edcio, cada fardo trazia apenas dados da algodoeira respons\u00e1vel pelo beneficiamento. Hoje, a etiqueta carrega informa\u00e7\u00f5es completas sobre a fazenda de origem, o produtor, as certifica\u00e7\u00f5es socioambientais e at\u00e9 a localiza\u00e7\u00e3o geogr\u00e1fica da propriedade.&#13;\n<\/p>\n<p style=\"text-align:justify\">Em 2012, a rastreabilidade ganhou um refor\u00e7o fundamental com a cria\u00e7\u00e3o do programa Algod\u00e3o Brasileiro Respons\u00e1vel (ABR). Nesse per\u00edodo, as fazendas passaram a ser certificadas e auditadas. Com essa integra\u00e7\u00e3o, o consumidor \u2014 e toda a cadeia t\u00eaxtil \u2014 passou a ter acesso a um maior conjunto de informa\u00e7\u00f5es: n\u00famero do certificado ABR, licen\u00e7a Better Cotton, dados de qualidade do fardo, certifica\u00e7\u00e3o da unidade de beneficiamento e laudos emitidos pelo Minist\u00e9rio da Agricultura. \u201cHoje, quando uma fia\u00e7\u00e3o recebe um fardo brasileiro, ela tem o certificado de qualidade emitido pelo minist\u00e9rio, o certificado socioambiental da fazenda e da algodoeira, e a garantia de que aquele algod\u00e3o tem origem comprovada\u201d, explica a diretora.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify\"><strong>Campo e moda andam juntos: SouABR<\/strong><br \/>&#13;<br \/>\nA vontade dos produtores de ver o algod\u00e3o das suas fazendas chegar com nome e origem \u00e0s lojas deu origem ao SouABR. O movimento foi lan\u00e7ado em 2019 pela Abrapa para conectar o setor agr\u00edcola \u00e0 ind\u00fastria t\u00eaxtil e ao consumidor final. \u201cEra um desejo antigo do produtor brasileiro, de quando ele comprasse uma roupa numa loja, soubesse que ali tem algod\u00e3o que veio da fazenda dele\u201d, recorda Silmara.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify\">As primeiras parcerias foram as marcas Reserva e Renner, que ajudaram a estruturar a cadeia de cust\u00f3dia e a plataforma digital. Nas etiquetas das roupas, um QR Code permite ao consumidor visualizar toda a jornada da fibra: o nome do produtor, a fazenda, as certifica\u00e7\u00f5es e o caminho percorrido at\u00e9 o produto final. \u201cTudo isso na palma da m\u00e3o [\u2026]. O consumidor v\u00ea o mapa da fazenda, a fia\u00e7\u00e3o, a tecelagem e as certifica\u00e7\u00f5es.\u201d, explica Silmara.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify\">Desde ent\u00e3o, o avan\u00e7o tem sido constante. \u201cAgora a gente j\u00e1 est\u00e1 ultrapassando as 500 mil pe\u00e7as rastreadas\u201d, conta Silmara. O projeto-piloto do SouABR, iniciado em 2021 e que re\u00fane marcas como Renner, C&amp;A, Calvin Klein, Dudalina, Grupo Veste (Individual e Aramis) e Almagrino, ser\u00e1 conclu\u00eddo em dezembro de 2025. A partir de janeiro de 2026, a iniciativa ser\u00e1 aberta a todas as varejistas interessadas em integrar a cadeia de cust\u00f3dia do algod\u00e3o brasileiro.&#13;\n<\/p>\n<p style=\"text-align:justify\">Mais do que n\u00fameros, cada etiqueta representa uma cadeia de pessoas e pr\u00e1ticas sustent\u00e1veis que transformam o algod\u00e3o brasileiro em s\u00edmbolo de confian\u00e7a e identidade. \u201cO consumidor de hoje talvez ainda n\u00e3o pague mais por um produto sustent\u00e1vel, mas as pr\u00f3ximas gera\u00e7\u00f5es, a Z e a Alfa, que est\u00e3o chegando, t\u00eam uma compra guiada por prop\u00f3sito. Elas querem saber de onde vem o que consomem\u201d, declara a diretora da Abrapa, destacando o olhar para a tend\u00eancia de mercado.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify\"><strong>Tecnologia<\/strong><br \/>&#13;<br \/>\nA tecnologia \u00e9 um ponto-chave na rastreabilidade do algod\u00e3o brasileiro. Cada fardo \u00e9 identificado com uma etiqueta exclusiva e acompanhado por laudos t\u00e9cnicos. E, desde 2020, as informa\u00e7\u00f5es passaram a ser armazenadas tamb\u00e9m em blockchain, tecnologia que garante integridade e transpar\u00eancia. \u201cChamamos de rastreabilidade f\u00edsica, porque ela \u00e9 real, n\u00e3o \u00e9 compensa\u00e7\u00e3o de cr\u00e9ditos. A fia\u00e7\u00e3o declara fardo por fardo, e o sistema acumula os dados de cada elo, registrando tudo em blockchain\u201d, diz Silmara.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify\">Isso significa que, a cada etapa \u2014 fazenda, algodoeira, fia\u00e7\u00e3o, tecelagem, confec\u00e7\u00e3o e varejo \u2014, as informa\u00e7\u00f5es s\u00e3o confirmadas e outras novas acrescentadas, formando uma linha do tempo digital que n\u00e3o pode ser alterada.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify\">\u00a0<\/p>\n<\/p><\/div>\n<p><script data-cfasync=\"false\">\n    !function (f, b, e, v, n, t, s) {\n        if (f.fbq) return; n = f.fbq = function () {\n            n.callMethod ?\n                n.callMethod.apply(n, arguments) : n.queue.push(arguments)\n        };\n        if (!f._fbq) f._fbq = n; n.push = n; n.loaded = !0; n.version = '2.0';\n        n.queue = []; t = b.createElement(e); t.async = !0;\n        t.src = v; s = b.getElementsByTagName(e)[0];\n        s.parentNode.insertBefore(t, s)\n    }(window, document, 'script',\n        'https:\/\/connect.facebook.net\/en_US\/fbevents.js');\n    fbq('init', '522546078623747');\n    fbq('track', 'PageView');\n<\/script><br \/>\n<br \/><br \/>\n<br \/><a href=\"https:\/\/www.agrolink.com.br\/noticias\/da-semente-ao-guarda-roupa--a-etiqueta-que-conta-a-historia-do-algodao_506708.html\">Source link <\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Quando o assunto \u00e9 algod\u00e3o, o Brasil se destaca no cen\u00e1rio nacional e internacional. 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