{"id":20944,"date":"2025-09-26T19:24:51","date_gmt":"2025-09-26T23:24:51","guid":{"rendered":"https:\/\/agromt.news\/?p=20944"},"modified":"2025-09-26T19:24:51","modified_gmt":"2025-09-26T23:24:51","slug":"queimadas-no-cerrado-ameacam-producao-agropecuaria","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agromt.news\/?p=20944","title":{"rendered":"Queimadas no Cerrado amea\u00e7am produ\u00e7\u00e3o agropecu\u00e1ria"},"content":{"rendered":"<p> <br \/>\n<\/p>\n<div>\n<p>As queimadas no <strong>Cerrado<\/strong> trazem preju\u00edzos para o meio ambiente, a popula\u00e7\u00e3o e setores importantes da economia, como a agropecu\u00e1ria. Este \u00e9 o assunto do quarto e \u00faltimo epis\u00f3dio da s\u00e9rie especial <strong>Cerrado Sem Fogo<\/strong>.<\/p>\n<p>Em diferentes estados, agricultores relatam perdas na produ\u00e7\u00e3o agr\u00edcola e iniciativas de preven\u00e7\u00e3o t\u00eam buscado conter os danos em todo o Matopiba (Maranh\u00e3o, Tocantins, Piua\u00ed e Bahia).<\/p>\n<p>No Tocantins, imagens impressionantes mostram lavouras que foram atingidas pelo fogo em Monte do Carmo. Caminh\u00f5es-pipa e trabalhadores rurais se mobilizaram, ao mesmo tempo, animais fogem do fogo de grandes propor\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<p>\u201c\u00c9 um desespero total. O agro \u00e9 diretamente impactado pelo fogo. H\u00e1 perda da mat\u00e9ria org\u00e2nica do solo e quebra de at\u00e9 30% na produ\u00e7\u00e3o\u201d, afirma o produtor rural Dari Fronza.<\/p>\n<\/blockquote>\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-capacitacao-no-combate-ao-fogo\">Capacita\u00e7\u00e3o no combate ao fogo<\/h3>\n<p>No Oeste da Bahia, pilotos agr\u00edcolas receberam treinamento para apoiar no combate aos inc\u00eandios.<\/p>\n<p>\u201cO curso de pilotos onde n\u00f3s formamos mais de 50 pilotos agr\u00edcolas, ele faz parte de um conjunto de a\u00e7\u00f5es efetivas no sentido de preparar a regi\u00e3o para esse momento, em que acontecem o maior n\u00famero de inc\u00eandios florestais. A gente chama de frente integrada de combate aos inc\u00eandios, formadas por produtores rurais, corpo de bombeiros, defesa civil e outros \u00f3rg\u00e3os ambientais, al\u00e9m disso, amb\u00e9m faz parte dessa a\u00e7\u00e3o treinar pessoas, treinar brigadas\u201d, explica Eneas Porto, gerente de sustentabilidade da Associa\u00e7\u00e3o de Agricultores e Irrigantes da Bahia (Aiba).<\/p>\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"573\" alt=\"\" class=\"wp-image-4125270\"  data-lazy- src=\"https:\/\/agromt.news\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/Queimadas-no-Cerrado-ameacam-producao-agropecuaria.jpg\"\/><img decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"573\" src=\"https:\/\/agromt.news\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/Queimadas-no-Cerrado-ameacam-producao-agropecuaria.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-4125270\"  \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Funcion\u00e1rios tentam debelar inc\u00eandio em uma fazenda na regi\u00e3o de Formosa do Rio Preto (BA) | Imagem: Reprodu\u00e7\u00e3o\/Redes Sociais<\/figcaption><\/figure>\n<p>Para a presidente do Sindicato dos Produtores Rurais de Lu\u00eds Eduardo Magalh\u00e3es (SPRLEM), Greice Kelly, a conscientiza\u00e7\u00e3o \u00e9 essencial:<\/p>\n<p>\u201cE a gente tamb\u00e9m trabalha muito com isso, porque quando voc\u00ea descobre o foco do fogo, ele \u00e9 mais f\u00e1cil de combater no in\u00edcio. \u00c9 importante ficarmos atentos, avisar as autoridades, comunicar os fazendeiros uns com os outros, para irem no in\u00edcio j\u00e1 combater, porque a\u00ed evita um monte de outros problemas, mas o mais importante de tudo \u00e9 a conscientiza\u00e7\u00e3o.\u201d<\/p>\n<p>Al\u00e9m disso, Davi Schmidt, vice-presidente do Sindicado dos Produtores Rurais de Barreiras (SPRLEM), tamb\u00e9m destaca que \u00e9 um per\u00edodo cr\u00edtico para agricultores e pecuaristas:<\/p>\n<p>\u201cSeja para o pecuarista ou para o agricultor, \u00e9 um per\u00edodo muito cr\u00edtico que a gente se preocupa com qualquer sinal de fuma\u00e7a que est\u00e1 vindo\u201d, disse.<\/p>\n<p>Nesse sentindo, Schmidt alerta \u201cque muitas vezes, ou na maioria das vezes, se n\u00e3o todas, come\u00e7a no Cerrado. Normalmente ali na beira de estradas, onde o pessoal \u00e9 mal acostumado, acaba jogando algum res\u00edduo ou uma bituca de cigarro ou lixo mesmo e acaba gerando essa combust\u00e3o.\u201d.<\/p>\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-comunidades-em-alerta\">Comunidades em alerta<\/h3>\n<p>Em Barreiras (BA), comunidades rurais tamb\u00e9m enfrentaram inc\u00eandios recentes. O produtor <strong>Rusio Silva de Souza<\/strong> contou que foi necess\u00e1rio unir esfor\u00e7os para conter as chamas: \u201cNos juntamos com sopradores e usamos fogo contra para conter. Ainda assim, o inc\u00eandio voltou com o vento.\u201d<\/p>\n<p>Em 30 dias, desde o in\u00edcio das grava\u00e7\u00f5es do <strong>Cerrado Sem Fogo<\/strong>, de 21 de agosto a 21 de setembro, os estados do Matopiba registraram <strong>9.737 mil focos de queimadas<\/strong>. Os dados s\u00e3o do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). <\/p>\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li><strong>Maranh\u00e3o: 4.283 focos<\/strong><\/li>\n<li><strong>Tocantins: 2.530 focos<\/strong><\/li>\n<li><strong>Piau\u00ed: 1.408 focos<\/strong><\/li>\n<li><strong>Bahia: 1.516 focos<\/strong><\/li>\n<\/ul>\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"576\" alt=\"Queimadas no Cerrado amea\u00e7am produ\u00e7\u00e3o agropecu\u00e1ria, fogo, inc\u00eandios florestais\" class=\"wp-image-4125269\"  data-lazy- src=\"https:\/\/agromt.news\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/1758929091_997_Queimadas-no-Cerrado-ameacam-producao-agropecuaria.jpg\"\/><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"576\" src=\"https:\/\/agromt.news\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/1758929091_997_Queimadas-no-Cerrado-ameacam-producao-agropecuaria.jpg\" alt=\"Queimadas no Cerrado amea\u00e7am produ\u00e7\u00e3o agropecu\u00e1ria, fogo, inc\u00eandios florestais\" class=\"wp-image-4125269\"  \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Imagem: Guilherme Soares\/Canal Rural Bahia<\/figcaption><\/figure>\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-novas-resolucoes\">Novas resolu\u00e7\u00f5es<\/h3>\n<p>No dia primeiro de setembro deste ano, o <strong>Minist\u00e9rio do Meio Ambiente e Mudan\u00e7a do Clima<\/strong> publicou a resolu\u00e7\u00e3o <strong>COMIF 03-2025<\/strong>, que define crit\u00e9rios t\u00e9cnicos para preven\u00e7\u00e3o e combate a inc\u00eandios em im\u00f3veis rurais. <\/p>\n<p>Em outras palavras, Caroline N\u00f3brega, diretora da Alian\u00e7a da Terra, explica os detalhes da legisla\u00e7\u00e3o que refor\u00e7a a responsabilidade coletiva:<\/p>\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<p>\u201cEssa legisla\u00e7\u00e3o est\u00e1 pautada na l\u00f3gica da responsabilidade coletiva frente aos inc\u00eandios florestais. Isso significa que n\u00e3o basta provar que n\u00e3o foi respons\u00e1vel pelo in\u00edcio do fogo. Mesmo que n\u00e3o seja respons\u00e1vel, um propriet\u00e1rio ainda pode ser autuado por omiss\u00e3o\u201d, destaca N\u00f3brega.<\/p>\n<\/blockquote>\n<p>Segundo ela, as novas resolu\u00e7\u00f5es indicam que um produtor que tenha a propriedade atingida pelo fogo, precisar\u00e1 provar que atuou de forma preventiva para reduzir o risco do fogo no local, destacando que atuou de forma r\u00e1pida para combater o inc\u00eandio. <\/p>\n<p>\u201cA resolu\u00e7\u00e3o COMIF 03-2025 lista uma s\u00e9rie de medidas preventivas que em breve passar\u00e3o a ser obrigat\u00f3rias, desse modo,algumas exig\u00eancias dependem do tamanho da propriedade, mas outras medidas preventivas passam a ser obrigat\u00f3rias independente do tamanho, como, por exemplo, obrigatoriedade de receber treinamento por parte dos propriet\u00e1rios e dos funcion\u00e1rios. Em alguns casos, a elabora\u00e7\u00e3o de planos de manejo integrado de fogo e planos de preven\u00e7\u00e3o e combate aos inc\u00eandios florestais passam a ser obrigat\u00f3rias\u201d, explica a diretora.<\/p>\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-responsabilidade-compartilhada\">Responsabilidade compartilhada<\/h3>\n<p>Para a presidente da <strong>Associa\u00e7\u00e3o Baiana dos Produtores de Algod\u00e3o (Abapa)<\/strong>, <strong>Alessandra Zanotto Costa<\/strong>, a sociedade tamb\u00e9m precisa colaborar.<\/p>\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<p>\u201cVoc\u00ea n\u00e3o precisa ser produtor rural para fazer a sua parte. N\u00e3o coloque fogo no mato, n\u00e3o jogue bitucas de cigarro nas estradas ou no cerrado, n\u00e3o fa\u00e7a fogueiras, nem deixe lixos ou cacos de vidros mal acondicionados. Voc\u00ea tamb\u00e9m \u00e9 parte da solu\u00e7\u00e3o para os problemas das queimadas.\u201d, destaca Zanotto.<\/p>\n<\/blockquote>\n<p>Por fim, as a\u00e7\u00f5es de combate e conscientiza\u00e7\u00e3o s\u00e3o vistas como fundamentais para proteger o Cerrado, um dos biomas mais importantes e amea\u00e7ados do Brasil.<\/p>\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-episodios-anteriores\">Epis\u00f3dios anteriores<\/h2>\n<p>Assista aos epis\u00f3dios anteriores da s\u00e9rie de reportagens produzidas pelo Canal Rural Bahia:<\/p>\n<hr class=\"wp-block-separator has-alpha-channel-opacity\"\/>\n<p><em>Voc\u00ea tamb\u00e9m pode participar deixando uma sugest\u00e3o de pauta. Siga o\u00a0<a href=\"https:\/\/www.instagram.com\/canalruralbahia\/\">Canal Rural Bahia no Instagram<\/a>\u00a0e nos envie uma mensagem<\/em>.<\/p>\n<\/p><\/div>\n<p><script async src=\"\/\/www.instagram.com\/embed.js\"><\/script><br \/>\n<br \/><br \/>\n<br \/><a href=\"https:\/\/www.canalrural.com.br\/nacional\/bahia\/queimadas-no-cerrado-ameacam-producao-agropecuaria\/\">Source link <\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>As queimadas no Cerrado trazem preju\u00edzos para o meio ambiente, a popula\u00e7\u00e3o e setores importantes da economia, como a agropecu\u00e1ria.<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":20945,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_monsterinsights_skip_tracking":false,"_monsterinsights_sitenote_active":false,"_monsterinsights_sitenote_note":"","_monsterinsights_sitenote_category":0,"_uf_show_specific_survey":0,"_uf_disable_surveys":false,"footnotes":""},"categories":[1],"tags":[],"class_list":["post-20944","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-news"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/20944"}],"collection":[{"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=20944"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/20944\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/media\/20945"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=20944"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=20944"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=20944"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}