{"id":20672,"date":"2025-09-23T08:17:14","date_gmt":"2025-09-23T12:17:14","guid":{"rendered":"https:\/\/agromt.news\/?p=20672"},"modified":"2025-09-23T08:17:14","modified_gmt":"2025-09-23T12:17:14","slug":"falta-de-mao-de-obra-qualificada-e-entrave-para-crescimento-das-exportacoes-de-carnes","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agromt.news\/?p=20672","title":{"rendered":"Falta de m\u00e3o de obra qualificada \u00e9 entrave para crescimento das exporta\u00e7\u00f5es de carnes"},"content":{"rendered":"<p> <br \/>\n<\/p>\n<div>\n<p>O Brasil vive um momento hist\u00f3rico nas exporta\u00e7\u00f5es de prote\u00edna animal. Frango, su\u00edno e bovino conquistam espa\u00e7o nos mercados internacionais e a demanda externa tende a crescer ainda mais no curto prazo. O pa\u00eds tem clima, escala e gen\u00e9tica para ser l\u00edder global, e est\u00e1 aproveitando a janela aberta pelo aumento da procura mundial por alimentos.<\/p>\n<p>Mas h\u00e1 um obst\u00e1culo crescente: a falta de m\u00e3o de obra. Em pleno recorde de exporta\u00e7\u00f5es, a avicultura e a suinocultura mant\u00eam milhares de vagas abertas que simplesmente n\u00e3o conseguem ser preenchidas. O desemprego caiu para o menor patamar da s\u00e9rie hist\u00f3rica, e, somado ao acesso a benef\u00edcios sociais, muitos trabalhadores optam por n\u00e3o ingressar em empregos que exigem dedica\u00e7\u00e3o intensa e deslocamento at\u00e9 \u00e1reas rurais ou frigor\u00edficos.<\/p>\n<p>Esse cen\u00e1rio pressiona os custos das empresas, j\u00e1 que para atrair e reter pessoal \u00e9 necess\u00e1rio oferecer sal\u00e1rios mais competitivos, ampliar benef\u00edcios, investir em programas de qualifica\u00e7\u00e3o e tamb\u00e9m promover melhorias no ambiente de trabalho e na infraestrutura de apoio ao trabalhador, fatores justos que elevam os custos de produ\u00e7\u00e3o e reduzem margens, justamente em um setor que precisa competir com grandes players globais.<\/p>\n<p>A situa\u00e7\u00e3o se agrava porque a prote\u00edna animal brasileira j\u00e1 enfrenta gargalos log\u00edsticos e infraestrutura defasada. Ou seja, al\u00e9m do custo de produzir mais caro, o desafio de transportar com efici\u00eancia at\u00e9 os portos continua no centro da pauta.<\/p>\n<p>O que pode ser feito?<\/p>\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li>O caminho passa por tr\u00eas frentes complementares:<\/li>\n<li>Qualifica\u00e7\u00e3o profissional \u2014 investir em cursos t\u00e9cnicos e treinamentos em parceria com escolas e universidades rurais.<\/li>\n<li>Valoriza\u00e7\u00e3o do trabalhador \u2014 melhores sal\u00e1rios, benef\u00edcios e planos de carreira que aumentem a atratividade e reduzam a rotatividade.<\/li>\n<li>Automatiza\u00e7\u00e3o \u2014 ado\u00e7\u00e3o gradual de tecnologia, rob\u00f3tica e digitaliza\u00e7\u00e3o para diminuir a depend\u00eancia de m\u00e3o de obra manual.<\/li>\n<\/ul>\n<p>No plano das pol\u00edticas p\u00fablicas, ser\u00e1 inevit\u00e1vel discutir como conciliar programas sociais com est\u00edmulos para o trabalho formal no campo. O equil\u00edbrio \u00e9 delicado: n\u00e3o se trata de cortar benef\u00edcios, mas de criar incentivos para que o setor produtivo n\u00e3o perca competitividade.<\/p>\n<p>O Brasil tem a chance de se consolidar como o maior fornecedor mundial de prote\u00edna animal. Mas, se n\u00e3o resolver a quest\u00e3o da m\u00e3o de obra e da press\u00e3o de custos, essa oportunidade pode escapar. Continuar a produzir mais \u00e9 importante, mas produzir de forma competitiva, sustent\u00e1vel e com respeito justo aos trabalhadores \u00e9 o que vai garantir que o campo brasileiro continue alimentando o mundo.<\/p>\n<div class=\"wp-block-media-text is-stacked-on-mobile\">\n<figure class=\"wp-block-media-text__media\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" width=\"683\" height=\"1024\" src=\"https:\/\/agromt.news\/wp-content\/uploads\/2025\/04\/Como-guerras-e-crises-moldaram-o-preco-das-commodities-nos.jpg\" alt=\"Miguel Daoud\" class=\"wp-image-4095706 size-full\"  \/><\/figure>\n<div class=\"wp-block-media-text__content\">\n<p class=\"has-text-align-center\">*<em><strong>Miguel Daoud<\/strong>\u00a0\u00e9 comentarista de Economia e Pol\u00edtica\u00a0do Canal Rural<\/em><\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<hr class=\"wp-block-separator has-alpha-channel-opacity\"\/>\n<p><em>O\u00a0<strong>Canal Rural<\/strong>\u00a0n\u00e3o se responsabiliza pelas opini\u00f5es e conceitos emitidos nos textos desta sess\u00e3o, sendo os conte\u00fados de inteira responsabilidade de seus autores. A empresa se reserva o direito de fazer ajustes no texto para adequa\u00e7\u00e3o \u00e0s normas de publica\u00e7\u00e3o.<\/em><\/p>\n<\/p><\/div>\n<p><br \/>\n<br \/><a href=\"https:\/\/www.canalrural.com.br\/opiniao-noticias\/falta-de-mao-de-obra-qualificada-e-entrave-para-crescimento-das-exportacoes-de-carnes\/\">Source link <\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O Brasil vive um momento hist\u00f3rico nas exporta\u00e7\u00f5es de prote\u00edna animal. 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