{"id":20306,"date":"2025-09-16T18:34:37","date_gmt":"2025-09-16T22:34:37","guid":{"rendered":"https:\/\/agromt.news\/?p=20306"},"modified":"2025-09-16T18:34:37","modified_gmt":"2025-09-16T22:34:37","slug":"caracu-a-genetica-taurina-que-se-adaptou-ao-calor-do-brasil-entenda","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agromt.news\/?p=20306","title":{"rendered":"Caracu: a gen\u00e9tica taurina que se adaptou ao calor do Brasil. entenda"},"content":{"rendered":"<p> <br \/>\n<\/p>\n<div>\n<p>Pecuaristas, a escolha de um touro para a pecu\u00e1ria extensiva em climas quentes exige uma an\u00e1lise aprofundada da sua gen\u00e9tica. O <strong>Caracu<\/strong>, um taurino adaptado, se destaca pela sua inigual\u00e1vel rusticidade e resist\u00eancia ao calor. <strong>Natan Eduardo<\/strong>, de Mirante, no <strong>estado do Maranh\u00e3o<\/strong>, perguntou quais caracter\u00edsticas gen\u00e9ticas e fisiol\u00f3gicas do gado caracu contribuem para sua adapta\u00e7\u00e3o em compara\u00e7\u00e3o com outras ra\u00e7as taurinas. Assista ao v\u00eddeo abaixo.<\/p>\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio\">\n<p>\n<iframe title=\"CARACU: O SEGREDO DA RUSTICIDADE E RESIST\u00caNCIA AO CALOR EM GADO TAURINO\" width=\"800\" height=\"450\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/CzjESF_hlNc?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe>\n<\/p>\n<\/figure>\n<p>Nesta ter\u00e7a-feira (16), o zootecnista <strong>Alexandre Zadra<\/strong>, especialista em gen\u00e9tica e cruzamento industrial de bovinos, respondeu \u00e0 pergunta no quadro \u201c<strong>Giro do Boi Responde<\/strong>\u201d. Ele explicou que a adapta\u00e7\u00e3o do caracu \u00e9 resultado de um longo processo de sele\u00e7\u00e3o natural e de suas caracter\u00edsticas fisiol\u00f3gicas, que o tornam ideal para o nosso clima.<\/p>\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-selecao-natural-o-segredo-da-adaptacao-do-caracu\"><strong>Sele\u00e7\u00e3o natural: o segredo da adapta\u00e7\u00e3o do Caracu<\/strong><\/h2>\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"576\" src=\"https:\/\/agromt.news\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/Caracu-a-historia-da-1a-raca-genuinamente-brasileira-que-agora.jpg\" alt=\"Reprodutor Caracu em \u00e1rea de pastagem. Foto: Acervo\/Renato Francisco Visconti Filho\" class=\"wp-image-4119587\"  \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Reprodutor Caracu em \u00e1rea de pastagem. Foto: Acervo\/Renato Francisco Visconti Filho<\/figcaption><\/figure>\n<p>As ra\u00e7as ib\u00e9ricas, das quais o <strong>caracu<\/strong> \u00e9 descendente, foram trazidas ao Brasil h\u00e1 <strong>500 anos<\/strong>. Os animais que sobreviveram a esse longo processo de evolu\u00e7\u00e3o, por sele\u00e7\u00e3o natural, foram os mais adaptados ao clima tropical. O especialista explica que a adapta\u00e7\u00e3o do caracu \u00e9 resultado de um conjunto de caracter\u00edsticas fisiol\u00f3gicas que facilitam a vida do animal no calor:<\/p>\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li><strong>Couro mais grosso:<\/strong> O que ajuda a proteger o animal contra carrapatos, uma praga que causa preju\u00edzos bilion\u00e1rios \u00e0 pecu\u00e1ria.<\/li>\n<li><strong>Pelos mais curtos:<\/strong> Que facilitam a troca de calor com o ambiente, mantendo a temperatura corporal em n\u00edveis ideais.<\/li>\n<li><strong>Vasculariza\u00e7\u00e3o:<\/strong> A maior vasculariza\u00e7\u00e3o da pele contribui para a <strong>termorregula\u00e7\u00e3o<\/strong>, permitindo que o animal dissipe o calor do corpo de forma mais eficiente.<\/li>\n<\/ul>\n<p>Essas caracter\u00edsticas tornam o sistema termorregulat\u00f3rio do caracu mais eficiente em rela\u00e7\u00e3o aos taurinos do frio. \u00c9 por isso que ele se adapta bem ao calor e pode cobrir vacas a pasto em regi\u00f5es como o Centro-Norte do pa\u00eds, sem os problemas de estresse t\u00e9rmico de outras ra\u00e7as europeias.<\/p>\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-o-caracu-e-o-cruzamento-industrial-no-tropico\"><strong>O Caracu e o cruzamento industrial no tr\u00f3pico<\/strong><\/h2>\n<p>A rusticidade e a resist\u00eancia ao calor do <strong>caracu<\/strong> o tornam uma excelente op\u00e7\u00e3o para o <strong>cruzamento industrial<\/strong> com o <strong>nelore<\/strong>. O cruzamento de um taurino adaptado com um zebu\u00edno resulta em um animal meio-sangue, que tem o melhor das duas ra\u00e7as: a rusticidade e a adapta\u00e7\u00e3o do zebu\u00edno e a qualidade de carca\u00e7a e a precocidade do taurino.<\/p>\n<p>O caracu, juntamente com o <strong>senepol<\/strong>, \u00e9 uma das ra\u00e7as mais indicadas para a pecu\u00e1ria extensiva no tr\u00f3pico. A sua capacidade de se adaptar ao calor, de ter um bom desempenho reprodutivo e de produzir um bezerro de qualidade o torna uma ferramenta valiosa para o pecuarista que busca alta lucratividade na pecu\u00e1ria, com um manejo simples e eficiente.<\/p>\n<\/p><\/div>\n<p><br \/>\n<br \/><a href=\"https:\/\/www.canalrural.com.br\/pecuaria\/caracu-a-genetica-taurina-que-se-adaptou-ao-calor-do-brasil-entenda\/\">Source link <\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Pecuaristas, a escolha de um touro para a pecu\u00e1ria extensiva em climas quentes exige uma an\u00e1lise aprofundada da sua gen\u00e9tica.<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":20307,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_monsterinsights_skip_tracking":false,"_monsterinsights_sitenote_active":false,"_monsterinsights_sitenote_note":"","_monsterinsights_sitenote_category":0,"_uf_show_specific_survey":0,"_uf_disable_surveys":false,"footnotes":""},"categories":[1],"tags":[],"class_list":["post-20306","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-news"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/20306"}],"collection":[{"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=20306"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/20306\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/media\/20307"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=20306"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=20306"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=20306"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}