{"id":20124,"date":"2025-09-13T11:38:19","date_gmt":"2025-09-13T15:38:19","guid":{"rendered":"https:\/\/agromt.news\/?p=20124"},"modified":"2025-09-13T11:38:19","modified_gmt":"2025-09-13T15:38:19","slug":"voce-viu-calculo-mais-preciso-da-calagem-aumenta-produtividade-do-milho-em-50","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agromt.news\/?p=20124","title":{"rendered":"Voc\u00ea viu? C\u00e1lculo mais preciso da calagem aumenta produtividade do milho em 50%"},"content":{"rendered":"<p> <br \/>\n<\/p>\n<div>\n<p>Pesquisadores da Universidade Federal de Lavras (Ufla), em Minas Gerais, desenvolveram um m\u00e9todo pr\u00e1tico para estimar a necessidade de calagem com base nos atributos qu\u00edmicos do solo e na composi\u00e7\u00e3o do calc\u00e1rio. Essa foi uma das not\u00edcias mais lidas do site do Canal Rural durante a semana.<\/p>\n<p>Fruto de dez anos de estudo e de quase 30 anos de experi\u00eancia do professor Silvino Guimar\u00e3es Moreira, da Escola de Ci\u00eancias Agr\u00e1rias de Lavras (Esal\/Ufla), com estudos sobre calc\u00e1rio, o m\u00e9todo leva em conta a rela\u00e7\u00e3o entre c\u00e1lcio, magn\u00e9sio e pH do solo. <\/p>\n<p>Desta forma, permite estimar doses espec\u00edficas para duas profundidades: <strong>de 0 a 20 cm e de 0 a 40 cm<\/strong> \u2014 sendo esta \u00faltima o principal foco do trabalho. Ao contemplar a corre\u00e7\u00e3o em camadas mais profundas, a metodologia favorece a melhoria da fertilidade do subsolo e amplia o volume explorado pelas ra\u00edzes.<\/p>\n<p>O estudo acaba de ser <strong><a href=\"https:\/\/www.sciencedirect.com\/science\/article\/pii\/S0167198725003708\">publicado na revista internacional <em>Soil &amp; Tillage Research<\/em><\/a><\/strong>, uma das mais prestigiadas publica\u00e7\u00f5es internacionais na \u00e1rea de ci\u00eancia do solo.<\/p>\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-melhoria-das-estimativas\">Melhoria das estimativas<\/h2>\n<p>A pesquisa vem sendo realizada para melhorar as estimativas de c\u00e1lculo de doses de calc\u00e1rio, uma vez que os m\u00e9todos atualmente dispon\u00edveis acabam por subestimar as quantidades necess\u00e1rias quando se objetiva corrigir o pH do subsolo, sobretudo em \u00e1reas agr\u00edcolas novas.<\/p>\n<p>Como observa o professor, ao subestimar as doses necess\u00e1rias, tornam-se necess\u00e1rias <strong>reaplica\u00e7\u00f5es e atrasos na corre\u00e7\u00e3o da acidez<\/strong>, com impactos econ\u00f4micos relevantes, sobretudo em \u00e1reas arrendadas, em que o tempo de retorno da calagem n\u00e3o acompanha o ciclo produtivo.<\/p>\n<figure class=\"wp-block-image size-full\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" width=\"1023\" height=\"593\" alt=\"diferen\u00e7as nas lavouras de milho\" class=\"wp-image-4121184\"  data-lazy- src=\"https:\/\/agromt.news\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/Calculo-mais-preciso-da-calagem-aumenta-produtividade-do-milho-em.jpg\"\/><img decoding=\"async\" width=\"1023\" height=\"593\" src=\"https:\/\/agromt.news\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/Calculo-mais-preciso-da-calagem-aumenta-produtividade-do-milho-em.jpg\" alt=\"diferen\u00e7as nas lavouras de milho\" class=\"wp-image-4121184\"  \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">\u00c0 esquerda, dose de 3 t\/ha de calc\u00e1rio; \u00e0 direita, aplica\u00e7\u00e3o de 12 t\/ha. Foto: Divulga\u00e7\u00e3o Ufla<\/figcaption><\/figure>\n<p>Para chegar ao novo m\u00e9todo, os pesquisadores conduziram sete experimentos de campo em diferentes munic\u00edpios de Minas Gerais e abrangendo diferentes condi\u00e7\u00f5es edafoclim\u00e1ticas, ao longo de quatro anos (14 safras). <\/p>\n<p>Os munic\u00edpios que receberam os experimentos foram: Ijaci, Nazareno, Inga\u00ed, Uberl\u00e2ndia, Araguari, S\u00e3o Jo\u00e3o del Rei e Formiga. Nesses locais, os pesquisadores avaliaram diferentes doses de calc\u00e1rio incorporadas at\u00e9 0,40 m de profundidade. <\/p>\n<p>De acordo com o professor Silvino Moreira, essa diversidade geogr\u00e1fica e temporal confere robustez aos resultados, garantindo que as conclus\u00f5es n\u00e3o sejam pontuais, mas representativas de diferentes realidades de solo e clima.<\/p>\n<p>Os resultados mostraram ser poss\u00edvel aumentar a produtividade das culturas anuais e a resili\u00eancia destas culturas aos d\u00e9ficit h\u00eddricos, comuns nas condi\u00e7\u00f5es de cultivos de sequeiro na regi\u00e3o sob Cerrado, especialmente na segunda safra. <\/p>\n<p>Isso foi poss\u00edvel com n\u00edveis mais elevados de <strong>c\u00e1lcio e magn\u00e9sio<\/strong> no solo n\u00e3o s\u00f3 na camada de 0 a 20 cm, mas tamb\u00e9m na camada de <strong>20 a 40 cm<\/strong>. O estudo define novos n\u00edveis cr\u00edticos para os nutrientes c\u00e1lcio e magn\u00e9sio no solo para estas duas camadas de solo, os quais s\u00e3o maiores do que os tradicionalmente recomendados. <\/p>\n<p>Em lavouras de <strong><a href=\"https:\/\/www.canalrural.com.br\/tag\/milho\/\">milho<\/a><\/strong> segunda safra submetidas a veranicos severos, a aplica\u00e7\u00e3o baseada na nova metodologia proporcionou ganhos de produtividade superiores a <strong>50%<\/strong>. Em lavouras de soja houve ganhos de at\u00e9 <strong>30%<\/strong>. <\/p>\n<p>O efeito foi atribu\u00eddo ao maior desenvolvimento radicular em profundidade, o que permitiu \u00e0s plantas acessar \u00e1gua e nutrientes mesmo em per\u00edodos de d\u00e9ficit h\u00eddrico. Nas fotos da lavoura de milho (acima) \u00e9 poss\u00edvel verificar a diferen\u00e7a no desenvolvimento das plantas, com dose de <strong>3 t\/ha de calc\u00e1rio<\/strong> (primeira foto de milho) e com <strong>12 t\/ha de calc\u00e1rio<\/strong> (segunda foto de milho).<\/p>\n<p>O produtor Evandro Ferreira, da Fazenda Campo Grande, em Nazareno, considera que a pesquisa foi um divisor de \u00e1guas na busca por altas produtividades na regi\u00e3o. \u201cAs chamadas \u2018altas doses de calc\u00e1rio\u2019 n\u00e3o representam excesso, mas sim a aplica\u00e7\u00e3o criteriosa e ajustada \u00e0s reais necessidades do solo\u201d, pontuou.<\/p>\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-profundidade-da-aplicacao-de-calcio\">Profundidade da aplica\u00e7\u00e3o de c\u00e1lcio<\/h2>\n<p>O m\u00e9todo mostrou que, para atingir 95% da produtividade das lavouras anuais, \u00e9 preciso garantir <strong>60% <\/strong>de c\u00e1lcio na camada de <strong>0 a 20 cm<\/strong> do solo e<strong> 39%<\/strong> na camada de <strong>20 a 40 cm<\/strong>. <\/p>\n<p>Essa proposta foi especialmente desenvolvida para corre\u00e7\u00e3o de solos para implanta\u00e7\u00e3o de culturas anuais sobre sistema de plantio direto (SPD) ou para reabertura de \u00e1reas atualmente em uso, mas que n\u00e3o tiveram uma corre\u00e7\u00e3o adequada. A proposta tamb\u00e9m j\u00e1 come\u00e7a a ser testada em lavouras de <strong><a href=\"https:\/\/www.canalrural.com.br\/tag\/cafe\/\">caf\u00e9<\/a><\/strong>.<\/p>\n<p>Os pesquisadores envolvidos no estudo esperam que o m\u00e9todo tenha impacto direto na agricultura brasileira, sobretudo em regi\u00f5es como o Cerrado, onde a produ\u00e7\u00e3o de gr\u00e3os depende fortemente da corre\u00e7\u00e3o da acidez do solo. <\/p>\n<p>Isso porque, com uma recomenda\u00e7\u00e3o mais precisa de calagem, produtores podem alcan\u00e7ar maior efici\u00eancia no uso de insumos, reduzir custos a longo prazo e aumentar a resili\u00eancia das lavouras frente \u00e0s varia\u00e7\u00f5es clim\u00e1ticas.<\/p>\n<p>\u201cTrata-se de uma contribui\u00e7\u00e3o relevante n\u00e3o apenas para a agricultura mineira, mas tamb\u00e9m para outras regi\u00f5es tropicais, onde solos \u00e1cidos e altamente intemperizados imp\u00f5em s\u00e9rias limita\u00e7\u00f5es \u00e0 produ\u00e7\u00e3o agr\u00edcola\u201d, considera o professor Silvino Moreira.<\/p>\n<\/p><\/div>\n<p><br \/>\n<br \/><a href=\"https:\/\/www.canalrural.com.br\/agricultura\/voce-viu-calculo-mais-preciso-da-calagem-aumenta-produtividade-do-milho-em-50\/\">Source link <\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Pesquisadores da Universidade Federal de Lavras (Ufla), em Minas Gerais, desenvolveram um m\u00e9todo pr\u00e1tico para estimar a necessidade de calagem<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":19820,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_monsterinsights_skip_tracking":false,"_monsterinsights_sitenote_active":false,"_monsterinsights_sitenote_note":"","_monsterinsights_sitenote_category":0,"_uf_show_specific_survey":0,"_uf_disable_surveys":false,"footnotes":""},"categories":[1],"tags":[],"class_list":["post-20124","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-news"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/20124"}],"collection":[{"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=20124"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/20124\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/media\/19820"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=20124"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=20124"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=20124"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}