{"id":19471,"date":"2025-08-31T16:36:26","date_gmt":"2025-08-31T20:36:26","guid":{"rendered":"https:\/\/agromt.news\/?p=19471"},"modified":"2025-08-31T16:36:26","modified_gmt":"2025-08-31T20:36:26","slug":"abelhas-devem-abandonar-a-america-do-norte-ate-2050-mostra-estudo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agromt.news\/?p=19471","title":{"rendered":"Abelhas devem abandonar a Am\u00e9rica do Norte at\u00e9 2050, mostra estudo"},"content":{"rendered":"<p> <br \/>\n<br \/><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/agromt.news\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/Abelhas-devem-abandonar-a-America-do-Norte-ate-2050-mostra.jpg\" \/><\/p>\n<div>\n<p>A Universidade Federal do Paran\u00e1 (<a href=\"https:\/\/www.canalrural.com.br\/tag\/ufpr\/\">UFPR<\/a>) fez um estudo para entender como as altera\u00e7\u00f5es nos padr\u00f5es clim\u00e1ticos afetar\u00e3o a distribui\u00e7\u00e3o geogr\u00e1fica das abelhas. <\/p>\n<p>De acordo com a pesquisa, algumas esp\u00e9cies do sudeste da Am\u00e9rica do Sul podem deixar o Norte do continente, onde em geral \u00e9 mais calor, e se deslocar para o Sul.<\/p>\n<p>Os cientistas selecionaram 18 esp\u00e9cies de abelhas de uma das regi\u00f5es mais diversas do mundo e usaram proje\u00e7\u00f5es clim\u00e1ticas computacionais para o ano de 2050, para identificar os poss\u00edveis efeitos das mudan\u00e7as clim\u00e1ticas na distribui\u00e7\u00e3o desses insetos.<\/p>\n<p>De acordo com o bi\u00f3logo Felipe Walter Pereira, com o aumento das emiss\u00f5es de carbono e das consequentes mudan\u00e7as de temperatura, essas esp\u00e9cies tendem a deixar a Am\u00e9rica do Norte, porque essa regi\u00e3o deve ficar com temperaturas acima da m\u00e9dia.<\/p>\n<p>O professor Rodrigo Gon\u00e7alves conta que fizeram a sele\u00e7\u00e3o de esp\u00e9cies que vivem no Sudeste da Am\u00e9rica do Sul (Argentina, Uruguai e estados do sul do Brasil) por serem adaptadas a climas mais amenos.<\/p>\n<p>Tamb\u00e9m foram escolhidas esp\u00e9cies com modos de vida e comportamentos sociais diferentes para entender como cada uma pode reagir \u00e0s mudan\u00e7as clim\u00e1ticas.<\/p>\n<p>\u201cCom base nessas informa\u00e7\u00f5es, usamos modelos para prever como essas condi\u00e7\u00f5es v\u00e3o mudar no futuro e, assim, estimar quais \u00e1reas continuar\u00e3o adequadas e quais ser\u00e3o perdidas. Comparando esses cen\u00e1rios, conseguimos prever deslocamentos ou redu\u00e7\u00e3o na distribui\u00e7\u00e3o das esp\u00e9cies\u201d, afirma. <\/p>\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-distribuicao-geografica-das-abelhas-em-2050\">Distribui\u00e7\u00e3o geogr\u00e1fica das abelhas em 2050<\/h2>\n<p>Apesar de cada esp\u00e9cie ter sua pr\u00f3pria condi\u00e7\u00e3o clim\u00e1tica adequada para sobreviver em determinado local (chamada nicho clim\u00e1tico), de modo geral as abelhas s\u00e3o insetos que preferem climas mais amenos, em ambientes mais secos, e s\u00e3o mais diversas em locais de campos abertos. <\/p>\n<p>Al\u00e9m disso, s\u00e3o seres ectot\u00e9rmicos, ou seja, sua temperatura corporal \u00e9 influenciada pela temperatura do ambiente, o que pode fazer com que estes insetos n\u00e3o resistam \u00e0s temperaturas mais altas.<\/p>\n<p>Considerando estes fatores, os pesquisadores buscaram testar a hip\u00f3tese de que, com as mudan\u00e7as clim\u00e1ticas, as abelhas devem buscar locais mais adequados e podem desaparecer de \u00e1reas que se tornaram menos favor\u00e1veis.<\/p>\n<\/div>\n<div>\n<p>Para isso, um dos primeiros passos foi construir modelos de nichos ecol\u00f3gicos para encontrar as \u00e1reas climaticamente favor\u00e1veis para as esp\u00e9cies no presente.<\/p>\n<p>Os modelos foram projetados para 2050, utilizando um cen\u00e1rio definido pelo Painel Intergovernamental sobre Mudan\u00e7as Clim\u00e1ticas (IPCC, da sigla em l\u00edngua inglesa). <\/p>\n<p>Estes cen\u00e1rios representam previs\u00f5es de mudan\u00e7as clim\u00e1ticas futuras com base em diferentes n\u00edveis de emiss\u00f5es de gases de efeito estufa, avaliando o que os governos est\u00e3o fazendo para combater o problema e apresentando dados sobre temperatura, umidade e eventos extremos. <\/p>\n<p>No estudo sobre as abelhas, os pesquisadores selecionaram o cen\u00e1rio pessimista SSP585, que apresenta maiores emiss\u00f5es de carbono e a\u00e7\u00f5es nulas ou limitadas para a mitiga\u00e7\u00e3o das mudan\u00e7as clim\u00e1ticas.<\/p>\n<p>\u201cPara realizar este trabalho, temos determinadas as posi\u00e7\u00f5es geogr\u00e1ficas das esp\u00e9cies em latitude e longitude. Fazemos v\u00e1rias perguntas com as vari\u00e1veis clim\u00e1ticas, encontrando as caracter\u00edsticas do ambiente que s\u00e3o importantes para as abelhas. Com isso, temos um recorte de condi\u00e7\u00f5es favor\u00e1veis para aquela abelha de hoje\u201d, afirma Moura.<\/p>\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-cenarios-futuros\">Cen\u00e1rios futuros<\/h2>\n<p>A pesquisa concluiu que o padr\u00e3o de deslocamento para o sul foi observado em <strong>todas as 18 esp\u00e9cies analisadas<\/strong>, mas tamb\u00e9m foi identificado que as esp\u00e9cies de abelhas eussociais da regi\u00e3o podem ser mais afetadas pela perda de \u00e1reas adequadas para a sobreviv\u00eancia do que as esp\u00e9cies solit\u00e1rias.<\/p>\n<p>O artigo refor\u00e7a que, al\u00e9m do clima, mudan\u00e7as no habitat e particularidades comportamentais das abelhas podem tamb\u00e9m influenciar na vulnerabilidade dos insetos.<\/p>\n<p>Pereira conclui que a ideia desta e outras pesquisas sobre as abelhas \u00e9 juntar vozes para fortalecer a luta pela mitiga\u00e7\u00e3o dos problemas acarretados pelas mudan\u00e7as clim\u00e1ticas.<\/p>\n<p>\u201cN\u00f3s usamos esses planos de conserva\u00e7\u00e3o para pensarmos em cen\u00e1rios futuros adequados para produ\u00e7\u00e3o de alimentos, para o bem-estar, para simplesmente a gente ter um planeta habit\u00e1vel nas pr\u00f3ximas d\u00e9cadas\u201d, afirma. <\/p>\n<p>*<em>Sob supervis\u00e3o de Victor Faverin<\/em><\/p>\n<\/p><\/div>\n<p><br \/>\n<br \/><a href=\"https:\/\/www.canalrural.com.br\/nacional\/abelhas-devem-abandonar-a-america-do-norte-ate-2050-mostra-estudo\/\">Source link <\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A Universidade Federal do Paran\u00e1 (UFPR) fez um estudo para entender como as altera\u00e7\u00f5es nos padr\u00f5es clim\u00e1ticos afetar\u00e3o a distribui\u00e7\u00e3o<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":19472,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_monsterinsights_skip_tracking":false,"_monsterinsights_sitenote_active":false,"_monsterinsights_sitenote_note":"","_monsterinsights_sitenote_category":0,"_uf_show_specific_survey":0,"_uf_disable_surveys":false,"footnotes":""},"categories":[1],"tags":[],"class_list":["post-19471","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-news"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/19471"}],"collection":[{"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=19471"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/19471\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/media\/19472"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=19471"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=19471"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=19471"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}