{"id":19015,"date":"2025-08-22T14:34:59","date_gmt":"2025-08-22T18:34:59","guid":{"rendered":"https:\/\/agromt.news\/?p=19015"},"modified":"2025-08-22T14:34:59","modified_gmt":"2025-08-22T18:34:59","slug":"voce-sabe-o-que-e-ser-caipira-cantor-almir-sater-responde-ao-soja-brasil","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agromt.news\/?p=19015","title":{"rendered":"Voc\u00ea sabe o que \u00e9 ser caipira? Cantor Almir Sater responde ao Soja Brasil!"},"content":{"rendered":"<p> <br \/>\n<br \/><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/agromt.news\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/Voce-sabe-o-que-e-ser-caipira-Cantor-Almir-Sater.png\" \/><\/p>\n<div>\n<p>Encostado em um tronco de uma \u00e1rvore, enquanto a fogueira aquece a noite silenciosa do interior do interior. Do outro lado, um homem de camisa xadrez, jeans, cinto e fivela dedilha a viola: \u201cSou caipira, pira, pira pora, Nossa Senhora de Aparecida\u201d. Seria essa a representa\u00e7\u00e3o do que \u00e9 ser caipira? A simplicidade retratada em personagens como Chico Bento, dos quadrinhos? Um homem do campo, de vida modesta, marcado pelo falar arrastado e pelo jeito descomplicado de ver o mundo? Ou ser\u00e1 que vai al\u00e9m, como um verdadeiro estilo de vida?<\/p>\n<p>O <a href=\"https:\/\/www.canalrural.com.br\/agricultura\/projeto-soja-brasil\/\">Soja Brasil<\/a> conversou com o cantor, compositor e ator Almir Sater, que tamb\u00e9m \u00e9 produtor rural. Ele pratica a integra\u00e7\u00e3o lavoura-pecu\u00e1ria, com culturas como soja e milho em conjunto com a cria\u00e7\u00e3o de gado. Sater conta um pouco mais sobre o que acredita significar o termo caipira. <\/p>\n<p>\u201cSer caipira quer dizer morador do mato, e sou, mas com muito orgulho. Para mim, n\u00e3o h\u00e1 nada melhor do que estar perto do ar puro, dos p\u00e1ssaros e da natureza. Tenho honra de me considerar caipira e n\u00e3o vejo nada de pejorativo. O caipira sabe apreciar e conviver com aquilo que existe de mais bonito no Brasil. E eu defendo cada vez mais isso: nossa mata, nossa natureza\u201d, comenta o cantor.<\/p>\n<p>Ele acrescenta que a vida do caipira pode servir de inspira\u00e7\u00e3o. \u201dEu n\u00e3o vejo problema. \u00c9 s\u00f3 olhar para nossas matas conservadas. O caipira contribui muito para isso. Melhor se inspirar nele do que nas grandes cidades, que t\u00eam muita polui\u00e7\u00e3o. N\u00f3s temos muito o que ensinar sobre conserva\u00e7\u00e3o\u201d, diz.<\/p>\n<p>O compositor tamb\u00e9m defende a viola caipira como s\u00edmbolo cultural. \u201cQuando escuto uma viola tocando, me transporto para o interior do Brasil, me sinto no meio de uma mata virgem, perto de um riacho cristalino. A viola caipira tem esse poder. Essa \u00e9 a bandeira brasileira.\u201d<\/p>\n<p>E por falar em viola, Almir Sater eternizou em suas can\u00e7\u00f5es a ess\u00eancia da vida no campo. Em uma de suas composi\u00e7\u00f5es mais conhecidas, ele compara a jornada do homem \u00e0 de um velho boiadeiro que conduz a boiada pela longa estrada da vida. Nos versos, fala sobre conhecer as manhas e as manh\u00e3s, o sabor das massas e das ma\u00e7\u00e3s. Isso retrata a simplicidade, a sabedoria e a beleza da vida rural.<\/p>\n<p><iframe title=\"&#039;Viola caipira \u00e9 bandeira brasileira&#039;, afirma o cantor Almir Sater\" width=\"800\" height=\"450\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/6PZXm0weXHg?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li><strong><em>Fique por dentro das novidades e not\u00edcias recentes sobre a soja! 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Ent\u00e3o, nesse sentido, n\u00e3o considero caipiras, e sim pessoas evolu\u00eddas\u201d, afirma Orth.<\/p>\n<p>Ele reconhece que o termo pode carregar preconceito e, por isso, evita us\u00e1-lo. \u201cPreconceito, claro que existe, porque se voc\u00ea chama algu\u00e9m de caipira sem conhecer, est\u00e1 julgando mal a pessoa. Para mim, \u00e9 algu\u00e9m com pouca instru\u00e7\u00e3o ou conhecimento. Se for usado nesse sentido, \u00e9 diminuir o outro. Eu mesmo nunca fui chamado e tamb\u00e9m nunca chamei ningu\u00e9m assim, porque acho que a pessoa pode se ofender. Quando \u00e9 usado, geralmente \u00e9 s\u00f3 em tom de brincadeira.\u201d<\/p>\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-pes-na-cidade-e-coracao-no-campo\">P\u00e9s na cidade e cora\u00e7\u00e3o no campo <\/h2>\n<p>Giovani Ferreira, diretor de jornalismo do Canal Rural Sul, natural de Pira\u00ed do Sul, compartilha sua vis\u00e3o sobre crescer no interior e o que isso lhe ensinou. Ele saiu da cidade aos 14 anos para estudar em um col\u00e9gio interno. At\u00e9 ent\u00e3o, aprendeu que nada vem de gra\u00e7a e que \u00e9 preciso ter foco, determina\u00e7\u00e3o e muito trabalho. Disciplina n\u00e3o seria a palavra mais correta, mas ele aprendeu que, para ser algu\u00e9m na vida, \u00e9 preciso se dedicar em casa, na escola e no trabalho.<\/p>\n<p>Sobre o que significa ser caipira, ele afirma: \u201cN\u00e3o diria que sou. Nasci e vivi na cidade, mas sempre com um p\u00e9 no rural. De qualquer forma, tenho muita gratid\u00e3o \u00e0 minha origem, por nascer e passar parte da inf\u00e2ncia e juventude no interior. Aprendi muito sobre respeito e humildade. Pira\u00ed \u00e9 uma cidade pequena, onde todos se conhecem, e petul\u00e2ncia e arrog\u00e2ncia s\u00e3o duramente condenadas. Quando eu nasci, tinha apenas 15 mil habitantes; hoje s\u00e3o 25 mil, mas todos continuam se conhecendo.\u201d<\/p>\n<p>Ele aponta como valores centrais da cultura do interior a honestidade e a solidariedade, e como h\u00e1bitos, a simplicidade: \u201cPouco sa\u00edmos em bares e restaurantes. Gostamos de receber pessoas em casa e visitar amigos. Viver com pouco, com o suficiente, qualquer alegria nos diverte. N\u00e3o \u00e9 quest\u00e3o financeira, mas de escolha: fazer as coisas com simplicidade. Se n\u00e3o consegue fazer o ideal, fa\u00e7a o poss\u00edvel.\u201d<\/p>\n<p>Giovani recorda momentos em que sofreu preconceito por ser do interior: \u201cSim, discrimina\u00e7\u00e3o houve, chamando de caipira ou colono, mas isso nunca me atingiu de fato. Meu c\u00edrculo de amigos sempre foi majoritariamente do interior, ent\u00e3o tudo bem. A virada veio quando plantar, colher e produzir passou a ser sin\u00f4nimo de economia. O agro se tornou determinante no PIB e na balan\u00e7a comercial. Ser do interior, caipira ou colono passou a ser quase um status desejado pelo urbano.\u201d<\/p>\n<p>Ele finaliza destacando a import\u00e2ncia de preservar esse legado. \u201cA origem do Brasil \u00e9 agro, rural, caipira. Esse legado deve ser sin\u00f4nimo de orgulho e n\u00e3o de desprezo. Hoje, isso tamb\u00e9m significa ter bons recursos e manter seus valores. Meus pais, mesmo com poucos recursos, nos ensinaram a dignificar o trabalho. Se isso \u00e9 ser caipira, quero morrer Chico Bento\u201d, finaliza.<\/p>\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-\"\/>\n\t<\/div>\n<p><br \/>\n<br \/><a href=\"https:\/\/www.canalrural.com.br\/agricultura\/projeto-soja-brasil\/voce-sabe-o-que-e-ser-caipira-cantor-almir-sater-responde-ao-soja-brasil\/\">Source link <\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Encostado em um tronco de uma \u00e1rvore, enquanto a fogueira aquece a noite silenciosa do interior do interior. 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