{"id":18853,"date":"2025-08-19T18:47:04","date_gmt":"2025-08-19T22:47:04","guid":{"rendered":"https:\/\/agromt.news\/?p=18853"},"modified":"2025-08-19T18:47:04","modified_gmt":"2025-08-19T22:47:04","slug":"movimentacao-de-soja-e-milho-no-arco-amazonico-cresceu-288","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agromt.news\/?p=18853","title":{"rendered":"Movimenta\u00e7\u00e3o de soja e milho no Arco Amaz\u00f4nico cresceu 288%"},"content":{"rendered":"<p> <br \/>\n<\/p>\n<div>\n<p>A regi\u00e3o do Arco Amaz\u00f4nico, que compreende os terminais portu\u00e1rios ao longo do rio Amazonas e seus afluentes \u2014 incluindo os localizados abaixo da Ba\u00eda de Maraj\u00f3 \u2014, registrou  movimenta\u00e7\u00e3o de 87,8 milh\u00f5es de toneladas em 2024, considerando opera\u00e7\u00f5es de longo curso e cabotagem.<\/p>\n<p>O n\u00famero representa um crescimento de 4,8% em rela\u00e7\u00e3o ao ano anterior. Deste montante, aproximadamente 64% foram movimentados por Terminais de Uso Privado (TUPs), o que refor\u00e7a o protagonismo da iniciativa privada na din\u00e2mica log\u00edstica da regi\u00e3o.<\/p>\n<p>As informa\u00e7\u00f5es s\u00e3o de levantamento da Coordena\u00e7\u00e3o de Pesquisas e Desenvolvimento da Associa\u00e7\u00e3o de Terminais Portu\u00e1rios Privados (ATP), que re\u00fane empresas de grande porte e congrega 70 terminais privados do pa\u00eds. <\/p>\n<p>O documento destaca o crescimento expressivo da movimenta\u00e7\u00e3o de soja e <strong><a href=\"https:\/\/www.canalrural.com.br\/tag\/milho\/\">milho<\/a><\/strong>, que, nos \u00faltimos dez anos, acumulou alta de 288,1%, percentual significativamente superior ao observado nas principais rotas tradicionais de exporta\u00e7\u00e3o. <\/p>\n<p>A t\u00edtulo de compara\u00e7\u00e3o, no mesmo per\u00edodo, a movimenta\u00e7\u00e3o das duas commodities no complexo portu\u00e1rio de Santos (SP), o maior da Am\u00e9rica Latina, apresentou crescimento de 55,3%, enquanto no complexo de Paranagu\u00e1 (PR) avan\u00e7ou 17,2%. <\/p>\n<figure class=\"wp-block-image size-full\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" width=\"635\" height=\"362\" alt=\"movimenta\u00e7\u00e3o milho soja Arco Amaz\u00f4nico \" class=\"wp-image-4118029\" src=\"https:\/\/agromt.news\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/Movimentacao-de-soja-e-milho-no-Arco-Amazonico-cresceu-288.gif\"\/><img decoding=\"async\" width=\"635\" height=\"362\" src=\"https:\/\/agromt.news\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/Movimentacao-de-soja-e-milho-no-Arco-Amazonico-cresceu-288.gif\" alt=\"movimenta\u00e7\u00e3o milho soja Arco Amaz\u00f4nico \" class=\"wp-image-4118029\"\/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Foto: Divulga\u00e7\u00e3o<\/figcaption><\/figure>\n<p>Em 2024, a movimenta\u00e7\u00e3o de soja e milho no Arco Amaz\u00f4nico alcan\u00e7ou 30,9 milh\u00f5es de toneladas, o que corresponde a 22,8% do total nacional de milho e soja movimentado no longo curso e na cabotagem, estimado em 135,3 milh\u00f5es de toneladas. <\/p>\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-principais-cargas-movimentadas\">Principais cargas movimentadas<\/h2>\n<p>A ATP refor\u00e7a que, em 2024, a movimenta\u00e7\u00e3o portu\u00e1ria do Arco Amaz\u00f4nico, que inclui todos os estados da Regi\u00e3o Norte do pa\u00eds, foi liderada por cargas de granel s\u00f3lido, com destaque para:<\/p>\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li><strong>Bauxita:<\/strong> 23,9 milh\u00f5es de toneladas<\/li>\n<li><strong>Soja:<\/strong> 17,1 milh\u00f5es de toneladas;<\/li>\n<li><strong>Milho:<\/strong> 13,7 milh\u00f5es de toneladas<\/li>\n<\/ul>\n<p>A carga conteinerizada tamb\u00e9m apresentou volume expressivo, com 9,9 milh\u00f5es de toneladas movimentadas. Tamb\u00e9m passaram pelos terminais portu\u00e1rios da regi\u00e3o produtos qu\u00edmicos inorg\u00e2nicos (5,7 mi t), petr\u00f3leo e derivados sem \u00f3leo bruto (5,2 mi t), adubos e fertilizantes (3,9 mi t) e soda c\u00e1ustica (1,2 mi t), entre outros. <\/p>\n<\/div>\n<div>\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-desafios-persistem\">Desafios persistem<\/h2>\n<p>Apesar dos avan\u00e7os, os anos de 2024 e 2025 t\u00eam se mostrado desafiadores para o escoamento de cargas pela regi\u00e3o, destaca a ATP. <\/p>\n<p>\u201cA estiagem prolongada, com significativa redu\u00e7\u00e3o nos n\u00edveis dos rios, aliada \u00e0 demora na execu\u00e7\u00e3o de dragagens de manuten\u00e7\u00e3o, resultou em restri\u00e7\u00f5es \u00e0 capacidade de carregamento das embarca\u00e7\u00f5es\u201d, diz trecho do documento da entidade.<\/p>\n<p>Como reflexo direto, a movimenta\u00e7\u00e3o de soja e milho para longo curso e cabotagem no Arco Amaz\u00f4nico apresentou uma queda de 8,7% apenas nos primeiros cinco meses de 2025, comparando com o mesmo per\u00edodo de 2024, apresentando um volume de 13,3 milh\u00f5es de toneladas.<\/p>\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-busca-de-solucoes\">Busca de solu\u00e7\u00f5es<\/h2>\n<p>Diante desse cen\u00e1rio, a ATP informa que tem centrado esfor\u00e7os no projeto da Barra Norte, que busca ampliar o calado autorizado e, com isso, aumentar a efici\u00eancia log\u00edstica da regi\u00e3o.<\/p>\n<p>\u201cParalelamente, o Comit\u00ea de Infraestrutura da ATP tem atuado junto a institui\u00e7\u00f5es como o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) e o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renov\u00e1veis (Ibama), visando viabilizar dragagens estrat\u00e9gicas, como a no rio Tapaj\u00f3s\u201d, diz a entidade.<\/p>\n<p>Al\u00e9m disso, a ATP defende a implementa\u00e7\u00e3o do modelo de concess\u00f5es hidrovi\u00e1rias, que prev\u00ea a transfer\u00eancia ao concession\u00e1rio de responsabilidades como os levantamentos hidrogr\u00e1ficos, a gest\u00e3o de tr\u00e1fego, a manuten\u00e7\u00e3o e a sinaliza\u00e7\u00e3o n\u00e1utica. <\/p>\n<p>De acordo com o presidente da ATP, Murillo Barbosa, essa modelagem busca conferir maior previsibilidade e regularidade \u00e0 navega\u00e7\u00e3o interior, reduzindo a depend\u00eancia de a\u00e7\u00f5es emergenciais e garantindo maior estabilidade ao transporte hidrovi\u00e1rio.<\/p>\n<p>Para ele, a consolida\u00e7\u00e3o do Arco Amaz\u00f4nico como rota log\u00edstica estrat\u00e9gica depende de pol\u00edticas p\u00fablicas estruturantes, de parcerias institucionais e de um ambiente regulat\u00f3rio que favore\u00e7a investimentos de longo prazo.<\/p>\n<p>\u201cCom sua voca\u00e7\u00e3o natural para a navega\u00e7\u00e3o interior e sua posi\u00e7\u00e3o geogr\u00e1fica privilegiada, a regi\u00e3o tem todas as condi\u00e7\u00f5es para seguir ampliando sua participa\u00e7\u00e3o no escoamento da produ\u00e7\u00e3o nacional, desde que superados os atuais gargalos operacionais\u201d, afirma Barbosa.<\/p>\n<\/p><\/div>\n<p><br \/>\n<br \/><a href=\"https:\/\/www.canalrural.com.br\/nacional\/movimentacao-de-soja-e-milho-no-arco-amazonico-cresceu-288-em-10-anos\/\">Source link <\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A regi\u00e3o do Arco Amaz\u00f4nico, que compreende os terminais portu\u00e1rios ao longo do rio Amazonas e seus afluentes \u2014 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