{"id":18610,"date":"2025-08-15T07:59:08","date_gmt":"2025-08-15T11:59:08","guid":{"rendered":"https:\/\/agromt.news\/?p=18610"},"modified":"2025-08-15T07:59:08","modified_gmt":"2025-08-15T11:59:08","slug":"feijao-com-minhoca-no-solo-e-zero-de-residuos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agromt.news\/?p=18610","title":{"rendered":"Feij\u00e3o com minhoca no solo e zero de res\u00edduos"},"content":{"rendered":"<p> <br \/>\n<\/p>\n<div>\n<p>Sustent\u00e1vel j\u00e1 n\u00e3o basta. Quando o solo perde vida, a \u00e1gua escorre sem infiltrar e a renda do produtor oscila ao sabor do clima e dos pre\u00e7os, \u201cn\u00e3o piorar\u201d j\u00e1 \u00e9 arriscar demais. A boa not\u00edcia \u00e9 que existe um novo jeito de produzir alimentos que vai al\u00e9m de evitar danos: ele busca recuperar o que foi perdido.<\/p>\n<p>Cada vez mais produtores brasileiros est\u00e3o adotando pr\u00e1ticas regenerativas \u2014 um conjunto de cuidados que, ao mesmo tempo, aumentam a produtividade e melhoram a sa\u00fade do solo, da \u00e1gua e da biodiversidade. N\u00e3o \u00e9 ideologia, \u00e9 t\u00e9cnica. \u00c9 usar o que funciona: bioinsumos, agricultura de precis\u00e3o, plantio direto, rota\u00e7\u00e3o de culturas, adubos verdes, manejo integrado de pragas, compostos org\u00e2nicos, sensores, intelig\u00eancia artificial e, quando necess\u00e1rio, defensivos aplicados com crit\u00e9rio. A l\u00f3gica \u00e9 simples: solo vivo \u00e9 um ativo; \u00e1gua protegida \u00e9 garantia de produ\u00e7\u00e3o; biodiversidade \u00e9 aliada contra pragas e doen\u00e7as.<\/p>\n<p>Na pr\u00e1tica, isso significa cultivar de forma a ter sempre cobertura no solo, diversificar plantas ao longo do ano, reduzir revolvimento, medir a qualidade da terra e da \u00e1gua e, pouco a pouco, depender menos de insumos caros e mais dos servi\u00e7os que a pr\u00f3pria natureza oferece \u2014 como infiltra\u00e7\u00e3o de \u00e1gua, fixa\u00e7\u00e3o de nitrog\u00eanio e controle biol\u00f3gico. \u00c9 menos impacto, sim, dentro dos limites da Anvisa, chegando a reduzir em mais de 80% o uso dos antigos defensivos, mas tamb\u00e9m \u00e9 mais vida e mais estabilidade na produ\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>E por que isso deveria interessar a quem vive na cidade? Porque regenerar tamb\u00e9m \u00e9 social. \u00c9 reduzir perdas, garantir alimentos de qualidade com pre\u00e7o mais est\u00e1vel, e contar a hist\u00f3ria de onde e como a comida foi produzida. \u00c9 reconectar o campo e a cidade pela confian\u00e7a \u2014 e confian\u00e7a se constr\u00f3i mostrando, n\u00e3o prometendo.<\/p>\n<p>O feij\u00e3o \u00e9 um dos alimentos que mais pode se beneficiar e ajudar nessa transforma\u00e7\u00e3o. Como leguminosa, ele fixa nitrog\u00eanio no solo, diminuindo a necessidade de adubos qu\u00edmicos. Quando entra na rota\u00e7\u00e3o com outras culturas, ajuda a quebrar ciclos de pragas e doen\u00e7as e melhora a estrutura do solo. Muitos produtores que j\u00e1 adotam pr\u00e1ticas regenerativas tamb\u00e9m cultivam soja, milho, trigo ou cevada \u2014 e incluir o feij\u00e3o nesse modelo dilui custos e leva ao consumidor um produto que ele conhece, consome e valoriza todos os dias.<\/p>\n<\/div>\n<div>\n<p>Al\u00e9m disso, o feij\u00e3o \u00e9 parte da identidade brasileira. Est\u00e1 na feijoada de s\u00e1bado, no prato feito do almo\u00e7o, nas receitas regionais. Falar de feij\u00e3o regenerativo \u00e9 falar de comida de verdade, de sa\u00fade no prato e de renda no campo. \u00c9 uma narrativa f\u00e1cil de entender: solo vivo, \u00e1gua protegida, biodiversidade equilibrada e indicadores que comprovam tudo isso.<\/p>\n<p>Claro que h\u00e1 desafios. Produzir de forma regenerativa exige planejamento, disciplina e vis\u00e3o de m\u00e9dio prazo. Os resultados n\u00e3o v\u00eam todos de uma vez, mas se acumulam a cada safra: solos mais f\u00e9rteis, lavouras mais resistentes a extremos clim\u00e1ticos, menos perdas e mais competitividade \u2014 inclusive em mercados que pagam mais por produtos com origem e pr\u00e1ticas comprovadas.<\/p>\n<p>O chamado \u00e9 simples: apoiar e escolher alimentos produzidos com responsabilidade. Quando o consumidor entende a diferen\u00e7a e valoriza quem produz assim, ajuda a escalar um modelo que devolve vida ao campo e confian\u00e7a \u00e0 mesa.<\/p>\n<p>Sustentabilidade freia o dano; regenera\u00e7\u00e3o recupera a capacidade produtiva e a reputa\u00e7\u00e3o da agricultura brasileira. E, com o feij\u00e3o liderando essa conversa, todo mundo sai ganhando.<\/p>\n<div class=\"wp-block-media-text is-stacked-on-mobile\">\n<figure class=\"wp-block-media-text__media\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" width=\"346\" height=\"278\" alt=\"\" class=\"wp-image-4103453 size-full\"  data-lazy- src=\"https:\/\/agromt.news\/wp-content\/uploads\/2025\/06\/Brasil-bate-recorde-nas-exportacoes-e-conquista-premio-por-sustentabilidade.jpeg\"\/><img decoding=\"async\" width=\"346\" height=\"278\" src=\"https:\/\/agromt.news\/wp-content\/uploads\/2025\/06\/Brasil-bate-recorde-nas-exportacoes-e-conquista-premio-por-sustentabilidade.jpeg\" alt=\"\" class=\"wp-image-4103453 size-full\"  \/><\/figure>\n<div class=\"wp-block-media-text__content\">\n<p><em>*<strong>Marcelo L\u00fcders<\/strong> \u00e9 presidente do Instituto Brasileiro do Feij\u00e3o e Pulses (Ibrafe), e atua na promo\u00e7\u00e3o do feij\u00e3o brasileiro no mercado interno e internacional<\/em><\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<hr class=\"wp-block-separator has-alpha-channel-opacity\"\/>\n<p><em>O\u00a0<strong>Canal Rural<\/strong>\u00a0n\u00e3o se responsabiliza pelas opini\u00f5es e conceitos emitidos nos textos desta sess\u00e3o, sendo os conte\u00fados de inteira responsabilidade de seus autores. A empresa se reserva o direito de fazer ajustes no texto para adequa\u00e7\u00e3o \u00e0s normas de publica\u00e7\u00e3o.<\/em><\/p>\n<\/p><\/div>\n<p><br \/>\n<br \/><a href=\"https:\/\/www.canalrural.com.br\/opiniao-noticias\/feijao-com-minhoca-no-solo-e-zero-de-residuos-regenerar-e-produzir-melhor\/\">Source link <\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Sustent\u00e1vel j\u00e1 n\u00e3o basta. Quando o solo perde vida, a \u00e1gua escorre sem infiltrar e a renda do produtor oscila<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":18611,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_monsterinsights_skip_tracking":false,"_monsterinsights_sitenote_active":false,"_monsterinsights_sitenote_note":"","_monsterinsights_sitenote_category":0,"_uf_show_specific_survey":0,"_uf_disable_surveys":false,"footnotes":""},"categories":[1],"tags":[],"class_list":["post-18610","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-news"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/18610"}],"collection":[{"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=18610"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/18610\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/media\/18611"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=18610"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=18610"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=18610"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}