{"id":18106,"date":"2025-08-06T11:28:23","date_gmt":"2025-08-06T15:28:23","guid":{"rendered":"https:\/\/agromt.news\/?p=18106"},"modified":"2025-08-06T11:28:23","modified_gmt":"2025-08-06T15:28:23","slug":"producao-em-mato-grosso-deve-cair-em-2025-26-diz-imea","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agromt.news\/?p=18106","title":{"rendered":"produ\u00e7\u00e3o em Mato Grosso deve cair em 2025\/26, diz Imea"},"content":{"rendered":"<p> <br \/>\n<br \/><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/agromt.news\/wp-content\/uploads\/2025\/03\/FotoColheitaEvent.jpg\" \/><\/p>\n<div>\n<p>A produ\u00e7\u00e3o de soja em Mato Grosso deve atingir 47,18 milh\u00f5es de toneladas na safra 2025\/26, o que representa uma queda de 7,29% em rela\u00e7\u00e3o ao ciclo anterior, segundo estimativa divulgada pelo Instituto Mato-grossense de Economia Agropecu\u00e1ria<strong><a href=\"http:\/\/www.canalrural.com.br\/tag\/imea\/\"> (Imea)<\/a><\/strong>. <\/p>\n<p>A retra\u00e7\u00e3o decorre da expectativa de menor produtividade, estimada em 60,45 sacas por hectare, recuo de 8,81% na compara\u00e7\u00e3o anual. A \u00e1rea plantada, por outro lado, deve crescer 1,67% e alcan\u00e7ar 13,08 milh\u00f5es de hectares, novo recorde hist\u00f3rico para o estado.<\/p>\n<p>Segundo o instituto, a defini\u00e7\u00e3o da janela de plantio depender\u00e1 da regulariza\u00e7\u00e3o das chuvas ap\u00f3s o fim do vazio sanit\u00e1rio, que se encerra em 7 de setembro. Modelos meteorol\u00f3gicos indicam maior probabilidade de precipita\u00e7\u00f5es acima da m\u00e9dia em setembro e outubro nas principais regi\u00f5es produtoras, o que pode favorecer o in\u00edcio do cultivo. O cen\u00e1rio clim\u00e1tico \u00e9 de neutralidade no fen\u00f4meno El Ni\u00f1o-Oscila\u00e7\u00e3o Sul (Enso), conforme proje\u00e7\u00f5es do Bureau de Meteorologia da Austr\u00e1lia.<\/p>\n<p>Apesar da expectativa de menor produtividade, a demanda deve permanecer firme. O Imea estima que o consumo interno de soja em Mato Grosso fique em 13,24 milh\u00f5es de toneladas em 2025\/26, mesmo patamar do ciclo anterior, sustentado pelo aumento da mistura obrigat\u00f3ria de biodiesel (B15) em vigor desde 1\u00ba de agosto. J\u00e1 as exporta\u00e7\u00f5es podem recuar 3,16%, para 29,83 milh\u00f5es de toneladas. Com isso, os estoques finais da safra devem cair 31,04%, somando 940 mil toneladas.<\/p>\n<p>O avan\u00e7o das cota\u00e7\u00f5es internacionais e a valoriza\u00e7\u00e3o dos pr\u00eamios de exporta\u00e7\u00e3o impulsionaram os pre\u00e7os locais da soja. A saca dispon\u00edvel em Mato Grosso foi cotada, em m\u00e9dia, a R$ 116,22 na semana encerrada em 1\u00ba de agosto, alta semanal de 2,11%. A paridade de exporta\u00e7\u00e3o do contrato mar\u00e7o\/26 ficou em R$ 106,95 por saca, queda de 0,71% na mesma base de compara\u00e7\u00e3o. O contrato na CME-Group recuou 2,12% no per\u00edodo, fechando a US$ 10,34 por bushel.<\/p>\n<p>Os pr\u00eamios portu\u00e1rios tiveram forte oscila\u00e7\u00e3o. Em Paranagu\u00e1, o pr\u00eamio para mar\u00e7o\/26 subiu 94,12% na semana, para ?US$ 26,40 por bushel. Em Santos, a alta foi de 6,57%, com o pr\u00eamio atingindo ?US$ 178,40 por saca. O diferencial de base entre o Estado e Chicago se manteve negativo, em R$ -0,87 por saca.<\/p>\n<p>Na comercializa\u00e7\u00e3o, 81,93% da safra 2024\/25 j\u00e1 est\u00e1 comprometida, avan\u00e7o de 3,43 pontos porcentuais em julho. Para a safra 2025\/26, os produtores negociaram 17,50% da estimativa de produ\u00e7\u00e3o at\u00e9 o m\u00eas passado. O pre\u00e7o m\u00e9dio ponderado das vendas para o novo ciclo \u00e9 de R$ 108,08 por saca.<\/p>\n<\/div>\n<div>\n<p>O custo total de produ\u00e7\u00e3o da safra 2025\/26 foi estimado em R$ 4.145,02 por hectare, redu\u00e7\u00e3o de 9,86% ante a safra passada, com os insumos representando 88,5% desse valor. A rela\u00e7\u00e3o de troca subiu 2,41% na compara\u00e7\u00e3o mensal, exigindo 34,35 sacas para cobrir o custo total por hectare. A margem bruta estimada pelo Imea recuou 14,27%, ficando em R$ 648,47 por hectare.<\/p>\n<p>O esmagamento de soja tamb\u00e9m perdeu f\u00f4lego. Em julho, a margem bruta caiu 12,33%, para R$ 390,09 por tonelada. Apesar do aumento de 3,93% no pre\u00e7o do \u00f3leo de soja (R$ 6.209,06\/t), a valoriza\u00e7\u00e3o do gr\u00e3o reduziu a competitividade da ind\u00fastria. O farelo teve alta de 2,31%, para R$ 1.732,11 por tonelada.<\/p>\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-milho-em-mato-grosso\"><strong><b>Milho<\/b> em Mato Grosso<\/strong><\/h2>\n<p>A \u00e1rea de milho cultivada em Mato Grosso na safra 2024\/25 foi consolidada pelo Imea em 7,26 milh\u00f5es de hectares, crescimento de 6,29% em rela\u00e7\u00e3o ao ciclo anterior. O aumento de 1,80% ante a estimativa de julho foi confirmado por an\u00e1lise de imagens de geoprocessamento. Com produtividade mantida em 126,27 sacas por hectare, a produ\u00e7\u00e3o deve atingir 55 milh\u00f5es de toneladas, recorde da s\u00e9rie hist\u00f3rica e alta de 16,14% sobre a safra passada.<\/p>\n<p>A expans\u00e3o da \u00e1rea reflete a valoriza\u00e7\u00e3o do milho no momento do planejamento da safra, que tornou a cultura mais atrativa em compara\u00e7\u00e3o a gergelim e sorgo. A regi\u00e3o nordeste liderou o crescimento, com aumento de 171,25 mil hectares, recuperando espa\u00e7o perdido no ciclo anterior para outras culturas de segunda safra. Mesmo com chuvas chegando tardiamente na regi\u00e3o, produtores priorizaram o milho em busca de maior rentabilidade.<\/p>\n<p>A demanda total por milho em Mato Grosso foi estimada em 53,70 milh\u00f5es de toneladas, alta de 10,48% sobre a safra 2023\/24. As exporta\u00e7\u00f5es devem responder por 52% desse volume, totalizando 28,05 milh\u00f5es de toneladas, crescimento de 15,90%. O consumo interno no Estado foi projetado em 17,41 milh\u00f5es de toneladas, impulsionado principalmente pela maior demanda das ind\u00fastrias de etanol de milho e pela alimenta\u00e7\u00e3o animal. O consumo interestadual deve somar 8,24 milh\u00f5es de toneladas.<\/p>\n<p>Com oferta de 55,10 milh\u00f5es de toneladas e demanda de 53,70 milh\u00f5es de toneladas, os estoques finais foram estimados em 1,41 milh\u00e3o de toneladas. A colheita da safra 2024\/25 atingiu 96,38% da \u00e1rea at\u00e9 1\u00ba de agosto, com atraso de 3,53 pontos porcentuais em rela\u00e7\u00e3o ao ano anterior.<\/p>\n<p>O Imea tamb\u00e9m revisou a \u00e1rea da safra 2023\/24 de 6,81 para 6,83 milh\u00f5es de hectares ap\u00f3s aprimoramento metodol\u00f3gico baseado em geoprocessamento. A nova abordagem incorporou dados com maior precis\u00e3o espacial e temporal, elevando a produ\u00e7\u00e3o do ciclo anterior para 47,35 milh\u00f5es de toneladas.<\/p>\n<p>Os pre\u00e7os do milho dispon\u00edvel em Mato Grosso subiram 1,26% na semana, para R$ 42,36 por saca. O diferencial de base entre o Estado e a bolsa de Chicago melhorou 13,09%, ficando em R$ -9,28 por saca. A valoriza\u00e7\u00e3o do d\u00f3lar em 0,58% na semana tamb\u00e9m contribuiu para sustentar as cota\u00e7\u00f5es locais.<\/p>\n<\/p><\/div>\n<p><br \/>\n<br \/><a href=\"https:\/\/www.canalrural.com.br\/agricultura\/imea-producao-de-soja-em-mt-deve-cair-73-em-2025-26-para-47-milhoes-de-t\/\">Source link <\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A produ\u00e7\u00e3o de soja em Mato Grosso deve atingir 47,18 milh\u00f5es de toneladas na safra 2025\/26, o que representa uma<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":10783,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_monsterinsights_skip_tracking":false,"_monsterinsights_sitenote_active":false,"_monsterinsights_sitenote_note":"","_monsterinsights_sitenote_category":0,"_uf_show_specific_survey":0,"_uf_disable_surveys":false,"footnotes":""},"categories":[1],"tags":[],"class_list":["post-18106","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-news"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/18106"}],"collection":[{"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=18106"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/18106\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/media\/10783"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=18106"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=18106"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=18106"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}