{"id":17637,"date":"2025-07-29T14:36:21","date_gmt":"2025-07-29T18:36:21","guid":{"rendered":"https:\/\/agromt.news\/?p=17637"},"modified":"2025-07-29T14:36:21","modified_gmt":"2025-07-29T18:36:21","slug":"producao-de-algodao-une-historias-de-fibra-no-oeste-da-bahia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agromt.news\/?p=17637","title":{"rendered":"Produ\u00e7\u00e3o de algod\u00e3o une hist\u00f3rias de fibra no Oeste da Bahia"},"content":{"rendered":"<p> <br \/>\n<\/p>\n<div>\n<p>A Bahia j\u00e1 colheu cerca de <strong>40% da safra de algod\u00e3o 2024\/25<\/strong>. Considerada de alta qualidade, a fibra produzida no estado tem uma trajet\u00f3ria marcada por desafios, mas tamb\u00e9m de resili\u00eancia dos produtores, especialmente da <strong>regi\u00e3o Oeste<\/strong>, onde a cotonicultura se consolidou como uma das mais relevantes do pa\u00eds e do mundo.<\/p>\n<p>No munic\u00edpio de Barreiras, a artes\u00e3 Rosanete Reis conta parte da hist\u00f3ria da cultura por meio de bonecos feitos com sementes de jatob\u00e1, vestidos com pe\u00e7as de algod\u00e3o. <\/p>\n<p>As figuras homenageiam os trabalhadores de quando, h\u00e1 d\u00e9cadas, a colheita era 100% manual.\u00a0<\/p>\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio\">\n<p>\n<iframe title=\"Produ\u00e7\u00e3o de algod\u00e3o une hist\u00f3rias de fibra no oeste da Bahia\" width=\"800\" height=\"450\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/UiUNDGZKj3g?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe><noscript><iframe title=\"Produ\u00e7\u00e3o de algod\u00e3o une hist\u00f3rias de fibra no oeste da Bahia\" width=\"800\" height=\"450\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/UiUNDGZKj3g?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe><\/noscript>\n<\/p>\n<\/figure>\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<p>\u201c\u00c9 isso que a gente quer trazer, a hist\u00f3ria e manter ela viva, porque n\u00e3o pode apagar como tudo come\u00e7ou.Coletado um a um, colocado nos cestos e levados para a sede das fazendas, e assim, a gente sabe que as culturas antigamente eram diferentes das de hoje. Hoje a gente utiliza m\u00e1quinas, antigamente n\u00e3o, a planta\u00e7\u00e3o era diferente. Ent\u00e3o, tudo mudou muito\u201d, afirma Rosanete.<\/p>\n<\/blockquote>\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"575\" alt=\"\" class=\"wp-image-4113400\"  data-lazy- src=\"https:\/\/agromt.news\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/Producao-de-algodao-une-historias-de-fibra-no-Oeste-da.jpg\"\/><img decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"575\" src=\"https:\/\/agromt.news\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/Producao-de-algodao-une-historias-de-fibra-no-Oeste-da.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-4113400\"  \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Imagem: Felipe Carvalho\/Canal Rural BA<\/figcaption><\/figure>\n<p>Esses retratos do passado se conectam com a transforma\u00e7\u00e3o da atividade agr\u00edcola no estado. Segundo o produtor e pesquisador Celito Breda, que veio \u00e0 Bahia de Jacutinga, no Rio Grande do Sul, a cotonicultura no Oeste baiano come\u00e7ou no in\u00edcio do s\u00e9culo XIX, impulsionada por iniciativas pioneiras como as do coronel Ant\u00f4nio Balbino.\u00a0<\/p>\n<p>\u201cEle conseguiu colocar uma pequena descaro\u00e7adeira e uma tecelagem. Assim, deu in\u00edcio ao algod\u00e3o aqui no Oeste\u201d, conta.<\/p>\n<p>A cultura passou por momentos dif\u00edceis, principalmente com a infesta\u00e7\u00e3o do bicudo-do-algodoeiro, praga que quase dizimou a produ\u00e7\u00e3o tradicional. <\/p>\n<p>A virada veio nos anos 1990, com a introdu\u00e7\u00e3o do algod\u00e3o anual, mecanizado, e o fortalecimento da pesquisa e do investimento por parte dos produtores.\u00a0<\/p>\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<p>\u201cEsse tipo de algod\u00e3o, que n\u00e3o era algod\u00e3o anual, eram outras plantas arb\u00f3reas, e se colhia v\u00e1rios meses do ano, em v\u00e1rias etapas. Com o bicudo, esse algod\u00e3o foi dizimado, e a\u00ed n\u00f3s tivemos que introduzir, na d\u00e9cada de 90, o algod\u00e3o anual, mecanizado, Upland, que temos hoje aqui. No primeiro ano j\u00e1 arrancamos com 150 arrobas de m\u00e9dia. No terceiro ano, l\u00e1 na Fazenda Mizote chegamos a 305 arrobas por hectare. Foi talvez a maior produtividade do Brasil em 1998\u201d, recorda Breda.<\/p>\n<\/blockquote>\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-desafios-e-produtividade\">Desafios e produtividade<\/h2>\n<p>De acordo com a Associa\u00e7\u00e3o Baiana dos Produtores de Algod\u00e3o (Abapa), nesta safra 2024\/25, s\u00e3o mais de <strong>413 mil hectares cultivados<\/strong>, um <strong>aumento de 20%<\/strong> em rela\u00e7\u00e3o ao ciclo anterior. <\/p>\n<\/div>\n<div>\n<p>A expectativa de produ\u00e7\u00e3o \u00e9 de <strong>787,6 mil toneladas de algod\u00e3o beneficiado<\/strong> \u2014 14% acima do volume da safra passada.<\/p>\n<p>Apesar disso, os primeiros resultados indicam uma produtividade menor: 1.783 quilos por hectare, o que representa uma queda de 6,5% em rela\u00e7\u00e3o ao ciclo anterior.\u00a0<\/p>\n<p>A presidente da Abapa, Alessandra Zanotto Costa, atribui, neste primeiro momento, a redu\u00e7\u00e3o \u00e0 falta de chuvas em um per\u00edodo cr\u00edtico do ciclo da planta, em mar\u00e7o.\u00a0<\/p>\n<p>\u201cAinda \u00e9 cedo para falar de n\u00fameros gerais, mas acreditamos que as lavouras de sequeiro ter\u00e3o uma produtividade um pouco mais baixa\u201d, explica.<\/p>\n<p>Contudo, mesmo diante dos desafios, a qualidade da fibra baiana segue sendo reconhecida. Consultores do setor destacam a facilidade de comercializa\u00e7\u00e3o do algod\u00e3o da Bahia devido ao alto padr\u00e3o do produto.<\/p>\n<p>Na Fazenda S\u00e3o Francisco, foram plantados 18.200 hectares de algod\u00e3o em sistema de sequeiro. A produtividade atual est\u00e1 em 328 arrobas por hectare, com expectativa de fechar acima de 330.<\/p>\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"571\" alt=\"\" class=\"wp-image-4113403\"  data-lazy- src=\"https:\/\/agromt.news\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/1753814181_949_Producao-de-algodao-une-historias-de-fibra-no-Oeste-da.jpg\"\/><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"571\" src=\"https:\/\/agromt.news\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/1753814181_949_Producao-de-algodao-une-historias-de-fibra-no-Oeste-da.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-4113403\"  \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Foto: Guilherme Soares\/Canal Rural BA<\/figcaption><\/figure>\n<p>\u201cCom tecnologia, gest\u00e3o e foco na fertilidade, conseguimos ter um saldo muito positivo nesta safra\u201d, afirma Rafael Zacarias, diretor de produ\u00e7\u00e3o da fazenda.<\/p>\n<p>A Bahia se mant\u00e9m como o segundo maior produtor de algod\u00e3o do Brasil, atr\u00e1s apenas do Mato Grosso. Um feito que refor\u00e7a o potencial produtivo do estado e a import\u00e2ncia da continuidade em boas pr\u00e1ticas agr\u00edcolas.<\/p>\n<p>Por fim, na agricultura uma premissa \u00e9 certa: o passado te faz ser melhor no futuro e mais suave, como uma pluma de algod\u00e3o.<\/p>\n<hr class=\"wp-block-separator has-alpha-channel-opacity\"\/>\n<p><em>Voc\u00ea tamb\u00e9m pode participar deixando uma sugest\u00e3o de pauta. Siga o\u00a0<a href=\"https:\/\/www.instagram.com\/canalruralbahia\/\">Canal Rural Bahia no Instagram<\/a>\u00a0e nos envie uma mensagem<\/em>.<\/p>\n<\/p><\/div>\n<p><script async src=\"\/\/www.instagram.com\/embed.js\"><\/script><br \/>\n<br \/><br \/>\n<br \/><a href=\"https:\/\/www.canalrural.com.br\/nacional\/bahia\/producao-de-algodao-une-historias-de-fibra-no-oeste-da-bahia\/\">Source link <\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A Bahia j\u00e1 colheu cerca de 40% da safra de algod\u00e3o 2024\/25. 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