{"id":17531,"date":"2025-07-28T08:49:56","date_gmt":"2025-07-28T12:49:56","guid":{"rendered":"https:\/\/agromt.news\/?p=17531"},"modified":"2025-07-28T08:49:56","modified_gmt":"2025-07-28T12:49:56","slug":"tarifaco-entra-na-semana-decisiva-perspectiva-de-acordo-com-os-eua-fica-mais-distante","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agromt.news\/?p=17531","title":{"rendered":"Tarifa\u00e7o entra na semana decisiva; perspectiva de acordo com os EUA fica mais distante"},"content":{"rendered":"<p> <br \/>\n<br \/><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/agromt.news\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/Alckmin-diz-que-acordo-do-Mercosul-com-a-Uniao-Europeia.jpg\" \/><\/p>\n<div>\n<p>O Brasil entra esta semana em um per\u00edodo decisivo, que pode mudar para pior o rumo de sua economia \u2013 pelo menos no curto prazo. Est\u00e1 prevista para entrar em vigor na sexta-feira ,1\u00ba de agosto, a tarifa de 50% prometida pelo presidente americano, Donald Trump, para todos os produtos brasileiros vendidos para o mercado americano. E, pelo menos at\u00e9 o momento, n\u00e3o h\u00e1 o menor sinal de que esse movimento poder\u00e1 ser revertido ou adiado.<\/p>\n<p>As tentativas do governo brasileiro de negociar com os EUA, encabe\u00e7adas pelo vice-presidente Geraldo Alckmin, t\u00eam se mostrado infrut\u00edferas. Na semana passada, Alckmin disse ter tido no s\u00e1bado (19) uma conversa de 50 minutos com o secret\u00e1rio de Com\u00e9rcio americano, Howard Lutnick. \u201cN\u00f3s conversamos com o governo norte-americano, tivemos uma conversa com o secret\u00e1rio de Com\u00e9rcio, longa, colocando todos os pontos e destacando o interesse do Brasil na negocia\u00e7\u00e3o, e destacando que o presidente Lula tem orientado negocia\u00e7\u00e3o, n\u00e3o ter contamina\u00e7\u00e3o pol\u00edtica nem ideol\u00f3gica\u201d<\/p>\n<p>Mas o pr\u00f3prio presidente Lula parece n\u00e3o ter muita esperan\u00e7a de uma revers\u00e3o da cobran\u00e7a at\u00e9 o dia 1\u00ba. Na sexta-feira (24), disse que o vice-presidente liga todos os dias para conversar sobre a tarifa, mas que ningu\u00e9m responde. \u201cNingu\u00e9m pode dizer que o Alckmin n\u00e3o quer conversar. Todo dia ele liga para algu\u00e9m, e ningu\u00e9m quer conversar com ele\u201d, disse Lula.<\/p>\n<p>No domingo (27), Howard Lutnick afirmou que as tarifas, previstas para come\u00e7ar em 1\u00ba de agosto, n\u00e3o ser\u00e3o adiadas. \u201cSem mais per\u00edodos de car\u00eancia\u201d, afirmou, em entrevista, \u00e0 <i>Fox News<\/i>. Mesmo assim, Lutnick afirmou que, quando as taxas come\u00e7arem, os pa\u00edses ainda poder\u00e3o falar com o governo americano. \u201cO presidente est\u00e1 definitivamente disposto a negociar e conversar com as grandes economias, com certeza.\u201d<\/p>\n<p>Mais tarde, o pr\u00f3prio presidente Trump reafirmou, durante sua viagem \u00e0 Europa, que a data de 1\u00ba de agosto n\u00e3o ser\u00e1 adiada.<\/p>\n<p><b>Brasil tem a maior taxa<\/b><\/p>\n<p>O prazo de 1\u00ba de agosto n\u00e3o \u00e9 exclusivo para o Brasil. \u00c9 a data dada por Trump para subir as tarifas para dezenas de pa\u00edses que n\u00e3o conseguirem fechar um acordo a tempo. Mas \u00e9 no Brasil onde a tarifa ser\u00e1 mais alta \u2013 nenhum outro pa\u00eds ter\u00e1 a taxa de 50%.<\/p>\n<p>Alguns pa\u00edses j\u00e1 haviam conseguido fechar acordos com Trump, evitando o \u201cmal maior\u201d: Reino Unido, Vietn\u00e3, Indon\u00e9sia, Filipinas e Jap\u00e3o. No domingo (27), foi a vez de <a href=\"https:\/\/www.canalrural.com.br\/internacional\/eua-e-uniao-europeia-fecham-acordo-tarifario\/\">Uni\u00e3o Europeia tamb\u00e9m finalizar um acerto com o governo americano<\/a>, com uma tarifa b\u00e1sica de 15% \u2013 a amea\u00e7a de Trump era elevar a taxa para 30%.<\/p>\n<p>No caso brasileiro, por\u00e9m, as negocia\u00e7\u00f5es se tornam um pouco mais complicadas pelo vi\u00e9s pol\u00edtico que tomaram. Quando anunciou que taxaria os produtos brasileiros, Trump condicionou a revers\u00e3o da decis\u00e3o ao fim do julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro no STF, que o presidente americano disse ser uma \u201cca\u00e7a \u00e0s bruxas\u201d.<\/p>\n<p>\u201cN\u00e3o estou enxergando um caminho no curto prazo para poder reduzir essas tarifas\u201d, disse o diretor para as Am\u00e9ricas da consultoria Eurasia, Christopher Garman. \u201cN\u00f3s estamos num embate, e o problema \u00e9 que o presidente Trump se enxerga no drama do ex-presidente Jair Bolsonaro. N\u00f3s precisamos lembrar que o Trump se sentiu v\u00edtima de uma ca\u00e7a \u00e0s bruxas de medidas judiciais. Ele se sentiu censurado. Ele enxerga o movimento progressista Democrata como uma amea\u00e7a \u00e0 democracia. Ent\u00e3o, quando ele v\u00ea o drama do entorno da fam\u00edlia Bolsonaro e as queixas da direita brasileira, o Trump encontra respaldo.\u201d<\/p>\n<p>Para Garman, o melhor cen\u00e1rio para o Brasil, nesse caso, \u00e9 receber as tarifas e n\u00e3o retaliar. Ao longo do tempo, avalia, pode ser que as empresas e o governo brasileiro consigam algum espa\u00e7o para aliviar o cen\u00e1rio. \u201cO impacto das tarifas globais tende a chegar ao bolso do consumidor atrav\u00e9s de mais infla\u00e7\u00e3o. Portanto, a Casa Branca pode ficar mais pass\u00edvel de aceitar tarifas menores\u201d, afirma.<\/p>\n<p>O economista Andr\u00e9 Perfeito, por sua vez, diz que o acordo entre Uni\u00e3o Europeia e Estados Unidos anunciado neste domingo traz ainda mais pessimismo para a situa\u00e7\u00e3o do Brasil na busca de uma solu\u00e7\u00e3o para a quest\u00e3o da tarifa de 50%. \u201cO Brasil est\u00e1 definitivamente isolado e as tarifas ganham ares de san\u00e7\u00e3o que buscam restabelecer a Am\u00e9rica como quintal dos EUA\u201d, disse.<\/p>\n<p>Para o economista, o acordo aponta para a perspectiva de que os EUA n\u00e3o permitir\u00e3o que o Brasil se alie de maneira individual a blocos ou projetos que n\u00e3o sejam do interesse de Washington, o que, para Perfeito, \u201ccria uma novidade pol\u00edtica que h\u00e1 muito tempo n\u00e3o se via\u201d. Ele considera que a revista The Economist apontou corretamente, em sua edi\u00e7\u00e3o da semana passada, que o que ocorre com o Brasil s\u00f3 pode ser comparado ao per\u00edodo da Guerra Fria.<\/p>\n<p><b>Impacto sobre a economia brasileira<\/b><\/p>\n<p>A tarifa de 50% sobre as exporta\u00e7\u00f5es brasileiras ter\u00e1 um forte impacto sobre a economia brasileira, uma vez que os EUA s\u00e3o o segundo maior parceiro comercial do Brasil, atr\u00e1s apenas da China. Entre os setores mais afetados est\u00e3o o de petr\u00f3leo; ferro e a\u00e7o; caf\u00e9; m\u00e1quinas e equipamentos; celulose; e carne.<\/p>\n<p>Os efeitos ainda n\u00e3o est\u00e3o muito claros, mas alguns c\u00e1lculos mostram que haver\u00e1 perdas relevantes. A Confedera\u00e7\u00e3o Nacional da Ind\u00fastria (CNI) estimou, para o curto prazo, uma queda de R$ 52 bilh\u00f5es nas exporta\u00e7\u00f5es brasileiras e diminui\u00e7\u00e3o de 110 mil empregos no pa\u00eds.<\/p>\n<p>J\u00e1 a Federa\u00e7\u00e3o das Ind\u00fastrias de Minas Gerais (Fiemg) fala de uma perda, no longo prazo, de R$ 175 bilh\u00f5es para a economia brasileira , com retra\u00e7\u00e3o de 1,49% do PIB e com 1,3 milh\u00e3o a menos de postos de trabalhos, caso a tarifa de 50% para as exporta\u00e7\u00f5es brasileiras entre em vigor. A queda na renda das fam\u00edlias atingiria at\u00e9 R$ 24,39 bilh\u00f5es, e na arrecada\u00e7\u00e3o do governo seria de R$ 4,86 bilh\u00f5es.<\/p>\n<p>Al\u00e9m disso, segundo a Fiemg, num cen\u00e1rio hipot\u00e9tico em que o Brasil respondesse aos EUA com uma taxa rec\u00edproca de 50% sobre as importa\u00e7\u00f5es americanas, a queda no PIB brasileiro poderia chegar, em longo prazo, a R$ 259 bilh\u00f5es. Dessa forma, o n\u00famero de empregos seria impactado em 1,934 milh\u00e3o de vagas, a massa salarial ficaria R$ 36,18 bilh\u00f5es menor e a redu\u00e7\u00e3o da arrecada\u00e7\u00e3o de impostos chegaria a R$ 7,21 bilh\u00f5es.<\/p>\n<p><b>Efeitos j\u00e1 s\u00e3o sentidos nas empresas<\/b><\/p>\n<p>Mesmo sem a certeza de que a taxa entrar\u00e1 mesmo em vigor, os efeitos negativos j\u00e1 come\u00e7am a ser sentidos em alguns setores. Os produtores de ferro-gusa (uma mat\u00e9ria-prima da siderurgia), que t\u00eam uma forte depend\u00eancia do mercado americano, relatam que contratos de exporta\u00e7\u00e3o j\u00e1 foram suspensos, e que muitas empresas poder\u00e3o ter de paralisar as opera\u00e7\u00f5es a partir de agosto.<\/p>\n<p>Com duas opera\u00e7\u00f5es em Minas Gerais (uma em Sete Lagoas e outra em Divin\u00f3polis), a SDS Sider\u00fargica, comandada pelo empres\u00e1rio Frederico Henriques Lima e Silva, j\u00e1 teve suspenso embarque programado para agosto. O cliente pediu que a carga fosse suspensa at\u00e9 uma defini\u00e7\u00e3o da aplica\u00e7\u00e3o da tarifa de 50% a produtos brasileiros.<\/p>\n<p>Da produ\u00e7\u00e3o de Sete Lagoas da SDS, em dois altos-fornos, cerca de 40% vai para usinas de a\u00e7o (25%) e fabricantes de autope\u00e7as (15%) dos EUA, informou Lima e Silva. Uma parcela um pouco maior, de 45%, \u00e9 destinada a produtoras de autope\u00e7as da Europa, que demanda ferro-gusa tipo nodular, que tem especifica\u00e7\u00e3o para essa aplica\u00e7\u00e3o, de maior sofistica\u00e7\u00e3o em qualidade. O restante \u00e9 comercializado no mercado interno.<\/p>\n<\/div>\n<div>\n<p>H\u00e1 cerca de um ano, a SDS adquiriu a unidade de Divin\u00f3polis e investiu R$ 25 milh\u00f5es na reforma da usina, que passou a ter capacidade de 12 mil toneladas por m\u00eas. A medida do presidente dos EUA, Donald Trump, pegou o empres\u00e1rio no contrap\u00e9: a retomada das opera\u00e7\u00f5es estava prevista para este m\u00eas de julho.<\/p>\n<p>\u201cEntre 60% e 70% da produ\u00e7\u00e3o dessa usina seria destinada a usinas de fabrica\u00e7\u00e3o de a\u00e7o americanas. Havia uma perspectiva de expans\u00e3o da demanda no pa\u00eds com base na competitividade do gusa brasileiro, que contribui para descarbonizar a ind\u00fastria do a\u00e7o, pois \u00e9 produzido uso de carv\u00e3o vegetal\u201d, afirma o empres\u00e1rio.<\/p>\n<p>Exportadores de manga e uva do Vale do S\u00e3o Francisco tamb\u00e9m temem o que pode acontecer com seu setor se as tarifas entrarem mesmo em vigor. A regi\u00e3o, com produ\u00e7\u00e3o concentrada em Juazeiro (BA) e Petrolina (PE), \u00e9 respons\u00e1vel por mais de 90% da exporta\u00e7\u00e3o brasileira dessas frutas.<\/p>\n<p>A GrandValle, produtora e exportadora de manga e uva sediada na regi\u00e3o, estima preju\u00edzo entre US$ 2 milh\u00f5es e US$ 3 milh\u00f5es apenas com cargas de manga caso n\u00e3o surjam acordos at\u00e9 a data. O diretor de exporta\u00e7\u00f5es da empresa, Luca Balallai, disse que o envio de manga exportada pela empresa para os EUA est\u00e1 previsto para come\u00e7ar em cerca de quatro semanas. E a grande preocupa\u00e7\u00e3o \u00e9 a falta de destinos vi\u00e1veis para escoar a produ\u00e7\u00e3o caso o tarifa\u00e7o se concretize. \u201cN\u00e3o temos outros mercados como alternativa para um volume t\u00e3o concentrado em um per\u00edodo curto de tempo\u201d, disse.<\/p>\n<p>O setor de pescados \u00e9 outro que j\u00e1 v\u00ea efeitos do tarifa\u00e7o. \u201cProvavelmente, n\u00e3o sairemos (para alto-mar) em agosto\u201d, disse Arimar Fran\u00e7a Filho, diretor da Produmar, uma das maiores exportadoras de peixes frescos para os EUA, e vice-presidente do Sindicato da Ind\u00fastria de Pesca do Estado do Rio Grande do Norte (Sindipesca-RN). \u201cExportamos peixe fresco e n\u00e3o temos alternativa para vend\u00ea-lo, j\u00e1 que o mercado brasileiro n\u00e3o absorve nossa produ\u00e7\u00e3o e o europeu est\u00e1 fechado para a pesca brasileira desde 2017\u201d, diz.<\/p>\n<p>Com custos maiores para a pesca de peixes frescos, os barcos que atuam nesse segmento ficam 20 dias em alto-mar, antes de voltar aos portos. Caso o tarifa\u00e7o seja mantido, a frota de 35 navios das empresas da regi\u00e3o, que movimentam por volta de US$ 50 milh\u00f5es anuais na pesca de peixes como atum e costeiros, deve ficar parada no pr\u00f3ximo m\u00eas.<\/p>\n<p>Parte dos cerca 1,5 mil trabalhadores dessa ind\u00fastria na regi\u00e3o tamb\u00e9m ser\u00e1 afetada. \u201cOs pescadores s\u00e3o CLT, mas t\u00eam um sal\u00e1rio vari\u00e1vel, ligado \u00e0 produ\u00e7\u00e3o\u201d, afirmou Fran\u00e7a. \u201cV\u00e3o receber menos.\u201d<\/p>\n<p><b>Movimenta\u00e7\u00e3o dos empres\u00e1rios contra o tarifa\u00e7o<\/b><\/p>\n<p>Apesar de as negocia\u00e7\u00f5es sobre as tarifas estarem a cargo do governo, as empresas tamb\u00e9m t\u00eam se movimentado para tentar influenciar a decis\u00e3o de Trump. O que boa parte delas tem tentado \u00e9 buscar o apoio de seus parceiros americanos, que importam os produtos brasileiros, para que a press\u00e3o seja feita em solo americano, pelas empresas de l\u00e1.<\/p>\n<p>O argumento, nesse caso, seriam as perdas que os consumidores americanos teriam com o encarecimento de produtos importantes no dia a dia, como o caf\u00e9 ou o suco de laranja \u2013 produtos nos quais o Brasil tem uma participa\u00e7\u00e3o muito importante no mercado americano.<\/p>\n<p>\u00c9 o que tem feito, por exemplo, o setor de laranja. \u201cO produto brasileiro \u00e9 muito importante para as empresas americanas\u201d, disse Ibiapaba Netto, diretor executivo da associa\u00e7\u00e3o CitrusBR. \u201cEles t\u00eam grande interesse em que o problema seja resolvido e cada uma delas est\u00e1 procurando sua forma de levar a demanda a quem de direito, sem que pare\u00e7a uma afronta ao governo.\u201d A CitrusBR re\u00fane as principais empresas produtoras e exportadoras brasileiros de sucos c\u00edtricos: Citrosuco, Cutrale e Louis Dreyfus Company.<\/p>\n<p>Quase 60% do suco de laranja presente em todas as garrafinhas consumidas nos EUA sai do Brasil. Na safra 2024\/2025, o Pa\u00eds enviou 306 mil toneladas \u2013 ou 85 milh\u00f5es de caixas \u2013 do insumo aos EUA, que equivalem a nada menos do que 70% das importa\u00e7\u00f5es do produto feitas por aquele pa\u00eds. Na sequ\u00eancia, o M\u00e9xico responde por 22%, a Costa Rica por 3% e outros pa\u00edses por 1%, segundo a CitrusBR.<\/p>\n<p>Mesmo com todo esse poder, os exportadores brasileiros \u2013 e seus clientes \u2013 t\u00eam se mantido discretos nesse momento. Negocia\u00e7\u00f5es est\u00e3o em curso em diferentes frentes, mas a ideia \u00e9 evitar posicionamentos p\u00fablicos que soem como atos de hostilidade ao governo Trump. \u201cTodos t\u00eam o mesmo interesse, mas as companhias americanas t\u00eam mais condi\u00e7\u00f5es de levar adiante essa prerrogativa\u201d, disse Netto.<\/p>\n<p>No caso do caf\u00e9, um dos principais produtos vendidos pelo Brasil aos EUA, entidades que representam os exportadores t\u00eam tratando diretamente do tema com a National Coffee Association (NCA). O di\u00e1logo vem sendo conduzido pelo Conselho dos Exportadores de Caf\u00e9 do Brasil (Cecaf\u00e9) com a NCA. A entidade americana, por sua vez, j\u00e1 acionou o governo dos EUA.<\/p>\n<p>\u201c76% dos americanos consomem caf\u00e9. Al\u00e9m disso, a ind\u00fastria do caf\u00e9 gera 2,2 milh\u00f5es de empregos e US$ 343 bilh\u00f5es na economia americana. Por isso, o pedido que ser\u00e1 levado pela ind\u00fastria americana \u00e9 para que o caf\u00e9 entre em lista de exce\u00e7\u00e3o \u00e0 tarifa\u201d, relatou uma lideran\u00e7a do setor nacional quanto aos argumentos utilizados nos Estados Unidos, maior consumidor da bebida no mundo.<\/p>\n<p>No caso das mineradoras, o presidente do Instituto Brasileiro de Minera\u00e7\u00e3o (Ibram), Raul Jungmann, informou na segunda-feira (21), , que as empresas do setor est\u00e3o se organizando para ir aos EUA negociar com empresas daquele pa\u00eds medidas a serem adotadas por conta do tarifa\u00e7o.<\/p>\n<p>De acordo com Jungmann, apesar de o cen\u00e1rio em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 sobretaxa ainda estar bastante incerto, as empresas \u201cficam no aguardo, mas v\u00e3o tomando provid\u00eancias\u201d. Isso porque h\u00e1 um fluxo de produ\u00e7\u00e3o, log\u00edstica e contratual que precisa ser respeitado e que tem impactado cada empresa de forma diferente. No caso da minera\u00e7\u00e3o, os EUA respondem por 20% das importa\u00e7\u00f5es e 3,5% das exporta\u00e7\u00f5es do setor.<\/p>\n<p><b>Plano de conting\u00eancia<\/b><\/p>\n<p>De qualquer forma, com a perspectiva cada vez mais concreta de um tarifa\u00e7o no radar, tamb\u00e9m est\u00e1 em gesta\u00e7\u00e3o no governo um \u201cplano de conting\u00eancia\u201d para responder \u00e0s taxas impostas pelos Estados Unidos. Na quinta-feira, 24, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, informou que esse plano j\u00e1 est\u00e1 conclu\u00eddo e ser\u00e1 submetido \u00e0 an\u00e1lise do presidente Lula.<\/p>\n<p>Segundo o ministro, o documento re\u00fane \u201cmedidas de todo gosto\u201d, incluindo a possibilidade de abertura de linhas de cr\u00e9dito em apoio a empresas afetadas.<\/p>\n<p>\u201cO card\u00e1pio encomendado por Lula foi elaborado, inclusive dentro da lei internacional\u201d, afirmou Haddad em entrevista \u00e0 r\u00e1dio Itatiaia. \u201cTodo o card\u00e1pio poss\u00edvel e imagin\u00e1vel vai ser apresentado a Lula para decis\u00e3o.\u201d<\/p>\n<\/p><\/div>\n<p><br \/>\n<br \/><a href=\"https:\/\/www.canalrural.com.br\/economia\/tarifaco-de-trump-entra-na-semana-decisiva-perspectiva-de-acordo-com-os-eua-fica-mais-distante\/\">Source link <\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O Brasil entra esta semana em um per\u00edodo decisivo, que pode mudar para pior o rumo de sua economia \u2013<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":17187,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_monsterinsights_skip_tracking":false,"_monsterinsights_sitenote_active":false,"_monsterinsights_sitenote_note":"","_monsterinsights_sitenote_category":0,"_uf_show_specific_survey":0,"_uf_disable_surveys":false,"footnotes":""},"categories":[1],"tags":[],"class_list":["post-17531","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-news"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/17531"}],"collection":[{"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=17531"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/17531\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/media\/17187"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=17531"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=17531"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=17531"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}