{"id":17258,"date":"2025-07-23T02:20:38","date_gmt":"2025-07-23T06:20:38","guid":{"rendered":"https:\/\/agromt.news\/?p=17258"},"modified":"2025-07-23T02:20:38","modified_gmt":"2025-07-23T06:20:38","slug":"milho-25-26-custo-de-producao-traz-preocupacoes-para-produtores-diante-da","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agromt.news\/?p=17258","title":{"rendered":"Milho 25\/26: custo de produ\u00e7\u00e3o traz preocupa\u00e7\u00f5es para produtores diante da&#8230;"},"content":{"rendered":"<p> <br \/>\n<\/p>\n<p>Com custos maiores e pre\u00e7os est\u00e1veis ou em queda, expectativa \u00e9 de press\u00e3o sobre os resultados financeiros no milho 2025\/26<\/p>\n<div>\n<p><img decoding=\"async\" alt=\"Logotipo Not&#xED;cias Agr&#xED;colas\" height=\"21\" src=\"https:\/\/cdn.noticiasagricolas.com.br\/dbimagens\/e12363a00741f9cc7caf23469101a4aa.png\" width=\"106\"\/><\/p>\n<p>A safra 2025\/26 do milho come\u00e7a a ser planejada por produtores brasileiros em um cen\u00e1rio marcado por desafios que podem impactar diretamente a rentabilidade da cultura. A combina\u00e7\u00e3o de custos elevados, oscila\u00e7\u00f5es cambiais e incertezas no mercado internacional tem preocupado especialistas e agricultores, especialmente nas regi\u00f5es do Cerrado, Sul e Sudeste do pa\u00eds.\u00a0<\/p>\n<p>Segundo Anderson Galv\u00e3o, Diretor da C\u00e9lieres Consultoria, o Brasil importa cerca de 70% a 75% dos fertilizantes consumidos na agricultura, tornando a produ\u00e7\u00e3o agr\u00edcola sens\u00edvel \u00e0s varia\u00e7\u00f5es nos mercados externos. \u201cO principal ponto de aten\u00e7\u00e3o \u00e9 a volatilidade no pre\u00e7o e na oferta de fertilizantes nitrogenados, principalmente a ureia, que pode ser afetada pelo conflito entre Israel e Ir\u00e3 no Oriente M\u00e9dio\u201d, explica Galv\u00e3o. No entanto, ele ressalta que o Brasil conta com diversos fornecedores globais, o que pode minimizar o impacto de eventuais interrup\u00e7\u00f5es no fornecimento de insumos iranianos.\u00a0<\/p>\n<p>Al\u00e9m do conflito, outro fator que pressiona os custos \u00e9 a valoriza\u00e7\u00e3o do real frente ao d\u00f3lar, que, apesar de beneficiar a compra de insumos importados, afeta negativamente os pre\u00e7os dom\u00e9sticos do milho, reduzindo a competitividade dos produtores. \u201cUm aumento de 10 centavos na taxa de c\u00e2mbio pode significar quase R$ 5,00 a menos no pre\u00e7o da saca de milho, e a valoriza\u00e7\u00e3o atual do real traz preocupa\u00e7\u00e3o para os resultados financeiros do agricultor\u201d, detalha Galv\u00e3o.\u00a0<\/p>\n<p>Jeferson Souza, Analista de Fertilizantes da Agrinvest, refor\u00e7a o alerta sobre a necessidade de um planejamento financeiro rigoroso para a pr\u00f3xima safra. \u201cDiante da alta volatilidade dos pre\u00e7os dos fertilizantes e da press\u00e3o cambial, o produtor precisa travar custos e receitas em reais para garantir o equil\u00edbrio do fluxo de caixa e proteger sua margem de lucro\u201d, afirma Souza. Ele destaca que, especialmente para o milho safrinha \u2014 que representa grande parte da produ\u00e7\u00e3o no Centro-Oeste \u2014 o impacto no custo de produ\u00e7\u00e3o tem sido expressivo.\u00a0<\/p>\n<p>O presidente da Aprosoja Goi\u00e1s, Clodoaldo Calegari, refor\u00e7a esse cen\u00e1rio de custos crescentes e pre\u00e7os preocupantes: \u201cOs custos da pr\u00f3xima safra s\u00e3o superiores aos custos dessa safra que acabamos de fechar. Tivemos um aumento bastante significativo nos fertilizantes, principalmente a partir da virada do ano, fevereiro em diante, e tamb\u00e9m subiu muito o pre\u00e7o de produtos \u00e0 base de pot\u00e1ssio e do fosfatado. Agora, recentemente, com esses conflitos, o nitrogenado puxado pela ureia tamb\u00e9m est\u00e1 se elevando. Estamos entrando em uma nova safra com custos acima da anterior e com a perspectiva de pre\u00e7os iguais ou at\u00e9 menores do que a safra que conclu\u00edmos. Ent\u00e3o, se n\u00e3o colhermos uma safra robusta, a coisa ficar\u00e1 muito s\u00e9ria.\u201d\u00a0<\/p>\n<p>Por outro lado, um levantamento recente do Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecu\u00e1ria (Imea) mostra uma leve redu\u00e7\u00e3o no custo de produ\u00e7\u00e3o do milho no Mato Grosso, maior estado produtor do pa\u00eds. De acordo com o relat\u00f3rio, o custeio do milho de alta tecnologia para a safra 2025\/26 est\u00e1 estimado em R$ 3.216,06 por hectare, uma queda de 0,29% em rela\u00e7\u00e3o ao levantamento anterior. \u201cEssa retra\u00e7\u00e3o \u00e9 explicada principalmente pela redu\u00e7\u00e3o nos custos das sementes, corretivos de solo e macronutrientes\u201d, detalham os t\u00e9cnicos do Imea.\u00a0<\/p>\n<p>Apesar da redu\u00e7\u00e3o no custeio operacional, o Custo Total (CT) teve leve alta, chegando a R$ 6.638,14 por hectare, impactado por custos de oportunidade da terra, capital circulante e m\u00e1quinas, que subiram em fun\u00e7\u00e3o da eleva\u00e7\u00e3o da Taxa Selic. Para cobrir o custo operacional efetivo (COE), considerando a produtividade m\u00e9dia das \u00faltimas tr\u00eas safras de 116,7 sacas por hectare, o produtor precisa comercializar o milho a pelo menos R$ 40,33 a saca, valor pr\u00f3ximo aos pre\u00e7os atuais em algumas regi\u00f5es, mas que pode n\u00e3o garantir margens confort\u00e1veis diante das demais vari\u00e1veis.\u00a0<\/p>\n<p>O cen\u00e1rio internacional tamb\u00e9m traz elementos que influenciam o mercado dom\u00e9stico. O aumento do pre\u00e7o do petr\u00f3leo, decorrente dos conflitos no Oriente M\u00e9dio, tende a elevar os custos dos combust\u00edveis no Brasil. Por outro lado, esse movimento pode favorecer a ind\u00fastria de etanol, aumentando a demanda pelo milho como mat\u00e9ria-prima para biocombust\u00edveis, um segmento que tem crescido nos \u00faltimos anos.\u00a0<\/p>\n<p>O analista da Royal Rural, Ronaldo Fernandes, acrescenta que a guerra no Oriente M\u00e9dio gera uma grande indefini\u00e7\u00e3o para os custos da pr\u00f3xima safra, especialmente porque o Ir\u00e3 \u00e9 respons\u00e1vel por quase 20% da ureia consumida no Brasil e Israel por insumos \u00e0 base de f\u00f3sforo.\u00a0\u00a0<\/p>\n<p>\u201cMuitas ind\u00fastrias de fertilizantes j\u00e1 est\u00e3o retirando produtos das listas de venda, aumentando a incerteza. Apesar dessa alta nos custos, o mercado s\u00f3 vai considerar isso se os produtores pararem de vender. Infelizmente, muitos acabam vindo ao mercado mesmo com margem negativa, pois precisam liberar caixa ou espa\u00e7o\u201d, explica.\u00a0\u00a0<\/p>\n<p>Fernandes tamb\u00e9m destaca que, diante de um mercado diferente dos anos anteriores, com safra cheia e tens\u00f5es geopol\u00edticas e comerciais, o produtor est\u00e1 atrasado na comercializa\u00e7\u00e3o e deve agir com cautela para n\u00e3o ficar exposto aos riscos que o cen\u00e1rio apresenta.\u00a0<\/p>\n<p>Apesar das dificuldades, tanto Galv\u00e3o quanto Souza destacam que a demanda pelo milho permanece s\u00f3lida. Internamente, o setor de prote\u00edna animal \u2014 incluindo avicultura, suinocultura e latic\u00ednios \u2014 segue com consumo em expans\u00e3o, assim como o mercado de etanol de milho. Externamente, a exporta\u00e7\u00e3o continua sendo um dos principais motores para absorver a produ\u00e7\u00e3o nacional, com proje\u00e7\u00f5es acima de 47 milh\u00f5es de toneladas para o ciclo 2025\/26.\u00a0<\/p>\n<p>\u201cAinda que o avan\u00e7o da colheita da segunda safra traga press\u00e3o para baixo nos pre\u00e7os no curto prazo, h\u00e1 expectativa de recupera\u00e7\u00e3o dos valores a partir do segundo semestre, sustentada por essa demanda robusta\u201d, avalia Galv\u00e3o.\u00a0<\/p>\n<p>O desafio para os produtores, portanto, ser\u00e1 equilibrar os custos de produ\u00e7\u00e3o com as condi\u00e7\u00f5es de mercado, garantindo planejamento financeiro e aproveitando oportunidades para mitigar riscos em um ambiente ainda marcado por volatilidade cambial e geopol\u00edtica incerta.\u00a0<\/p>\n<\/p><\/div>\n<p><script async defer src=\"https:\/\/connect.facebook.net\/en_US\/sdk.js\"><\/script><script>\n  !function(f,b,e,v,n,t,s)\n  {if(f.fbq)return;n=f.fbq=function(){n.callMethod?\n    n.callMethod.apply(n,arguments):n.queue.push(arguments)};\n    if(!f._fbq)f._fbq=n;n.push=n;n.loaded=!0;n.version='2.0';\n    n.queue=[];t=b.createElement(e);t.async=!0;\n    t.src=v;s=b.getElementsByTagName(e)[0];\n    s.parentNode.insertBefore(t,s)}(window, document,'script',\n    'https:\/\/connect.facebook.net\/en_US\/fbevents.js');\n  fbq('init', '153495679422335');\n  fbq('track', 'PageView');\n<\/script><br \/>\n<br \/><br \/>\n<br \/><a href=\"https:\/\/www.noticiasagricolas.com.br\/noticias\/milho\/403244-milho-25-26-custo-de-producao-traz-preocupacoes-para-produtores-diante-da-volatilidade-dos-insumos-e-valorizacao-do-real.html\">Source link <\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Com custos maiores e pre\u00e7os est\u00e1veis ou em queda, expectativa \u00e9 de press\u00e3o sobre os resultados financeiros no milho 2025\/26<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":17259,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_monsterinsights_skip_tracking":false,"_monsterinsights_sitenote_active":false,"_monsterinsights_sitenote_note":"","_monsterinsights_sitenote_category":0,"_uf_show_specific_survey":0,"_uf_disable_surveys":false,"footnotes":""},"categories":[8,1,14,16],"tags":[],"class_list":["post-17258","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-agro","category-news","category-politica-agro","category-safra"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/17258"}],"collection":[{"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=17258"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/17258\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/media\/17259"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=17258"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=17258"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=17258"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}