{"id":1598,"date":"2024-09-14T11:17:14","date_gmt":"2024-09-14T15:17:14","guid":{"rendered":"https:\/\/agromt.news\/?p=1598"},"modified":"2024-09-14T11:17:14","modified_gmt":"2024-09-14T15:17:14","slug":"custo-para-recuperar-area-de-pastagem-degradada-ultrapassa-r-115-bilhoes","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agromt.news\/?p=1598","title":{"rendered":"Custo para recuperar \u00e1rea de pastagem degradada ultrapassa R$ 115 bilh\u00f5es"},"content":{"rendered":"<p> <br \/>\n<\/p>\n<div>\n<p style=\"text-align:justify\">Com o objetivo de discutir a import\u00e2ncia e a dissemina\u00e7\u00e3o das sementes forrageiras em terras brasileiras, j\u00e1 que elas est\u00e3o diretamente ligadas \u00e0 sustentabilidade ambiental, aconteceu o V Simp\u00f3sio Brasileiro de Sementes de Esp\u00e9cies Forrageiras paralelo ao XXII Congresso Brasileiro de Sementes. Estiveram no simp\u00f3sio representantes do governo, da iniciativa privada, da pesquisa e produtores para debater o assunto.\n<\/p>\n<p style=\"text-align:justify\">O engenheiro agr\u00f4nomo, diretor da Infrapar Capital Partners, Marco Ant\u00f4nio Fujihara, trouxe alguns dados obtidos em 2022, pelo Conselho de Desenvolvimento Econ\u00f4mico e Social da PR, bem significativos em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 degrada\u00e7\u00e3o do solo brasileiro. No Brasil, existem 159 milh\u00f5es de hectares de pastagens, sendo que 63%, ou seja, 99 milh\u00f5es de hectares est\u00e3o degradados. Desses 99 milh\u00f5es de ha, 41% (65 milh\u00f5es de ha) tem degrada\u00e7\u00e3o intermedi\u00e1ria e 22% (34 milh\u00f5es de ha) com degrada\u00e7\u00e3o severa. De acordo com ele, levantamento do Banco do Brasil aponta custo na ordem de R$ 116,1 bilh\u00f5es para recupera\u00e7\u00e3o das pastagens degradadas.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify\">Quando falamos em efeito estufa, sabe-se que o Brasil \u00e9 o quinto maior emissor de gases do mundo. Segundo dados do SEEG (Sistema de Estimativas de Emiss\u00f5es e Remo\u00e7\u00f5es de Gases de Efeito Estufa), 49% das emiss\u00f5es totais s\u00e3o por mudan\u00e7as de uso da terra e queima de res\u00edduos florestais. Por\u00e9m, desses 49%, as altera\u00e7\u00f5es de uso do solo representam 92,2% e os res\u00edduos florestais t\u00eam responsabilidade de 7,8%.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify\">Dentro desse cen\u00e1rio, Fujihara mostrou que a revitaliza\u00e7\u00e3o das \u00e1reas degradadas visa, por exemplo, o aumento da produtividade dos solos, a recupera\u00e7\u00e3o da biodiversidade e a redu\u00e7\u00e3o da press\u00e3o sobre novas \u00e1reas.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify\">Existem algumas decis\u00f5es pr\u00e1ticas a serem tomadas e uma delas \u00e9 a utiliza\u00e7\u00e3o das sementes forrageiras, para fazer a reten\u00e7\u00e3o do carbono. \u201cA forrageira \u00e9 a base da recupera\u00e7\u00e3o da \u00e1rea degradada. Se voc\u00ea plantar a forrageira, voc\u00ea consegue recuperar essa \u00e1rea degradada muito mais depressa, em vez de 5 anos, leva 2 anos\u201d, comparou Fujihara.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify\">Ele apresentou no Simp\u00f3sio uma \u00e1rea recuperada no Mato Grosso por meio da utiliza\u00e7\u00e3o das forrageiras. \u201cEra uma fazenda de 5 mil hectares que estava semides\u00e9rtica. Fizemos todo o processo de recupera\u00e7\u00e3o com forrageiras. As forrageiras \u00e9 que fizeram a recupera\u00e7\u00e3o daquela \u00e1rea\u201d, destacou.\n<\/p>\n<p style=\"text-align:justify\">Por\u00e9m, esse tempo de recupera\u00e7\u00e3o tem um custo alto, e muitas vezes o produtor n\u00e3o consegue fazer o processo, que dura em m\u00e9dia, 2 anos. Segundo Fujihara, esse \u00e9 o maior desafio.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify\">Mercado de Forrageiras<\/p>\n<p style=\"text-align:justify\">De acordo com o Coordenador do Comit\u00ea de Forrageiras da ABRASEM (Associa\u00e7\u00e3o Brasileira de Sementes e Mudas), Marcos Roveri Jos\u00e9, estima-se que o mercado de forrageiras fechou o ano de 2023 na m\u00e9dia de R$ 5 bilh\u00f5es. Na vis\u00e3o dele, esse n\u00famero expressivo deu-se devido \u00e0 integra\u00e7\u00e3o lavoura-pecu\u00e1ria. \u201cHoje j\u00e1 temos uma agricultura muito forte trabalhando dentro desses sistemas integrados de produ\u00e7\u00e3o\u201d, disse.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify\">De acordo com Roveri, a braqui\u00e1ria e a russians s\u00e3o as esp\u00e9cies de maior produ\u00e7\u00e3o. \u201cTem a quest\u00e3o da reten\u00e7\u00e3o do carbono, que \u00e9 o que mais prega hoje, ent\u00e3o a inser\u00e7\u00e3o da forrageira dentro do sistema \u00e9 fundamental, voc\u00ea n\u00e3o tem um outro sistema t\u00e3o capaz, t\u00e3o pujante, igual a inser\u00e7\u00e3o de forrageiras\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify\">Durante o debate, Roveri ainda disse que o setor ainda precisa de mais dados oficiais e pol\u00edticas p\u00fablicas.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify\">Evolu\u00e7\u00e3o tecnol\u00f3gica<\/p>\n<p style=\"text-align:justify\">A pesquisadora da Embrapa Gado de Corte e organizadora do V Simp\u00f3sio Brasileiro de Sementes de Esp\u00e9cies Forrageiras, Jaqueline Verzignassi, ressaltou que o setor tem liga\u00e7\u00e3o com a economia, a sustentabilidade ambiental e a sustentabilidade econ\u00f4mica. Refor\u00e7ou tamb\u00e9m que o uso da semente forrageira n\u00e3o \u00e9 exclusivamente mais uma pastagem, mas \u00e9 um grande neg\u00f3cio.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify\">O setor tamb\u00e9m tem uma evolu\u00e7\u00e3o na tecnologia. \u201cTem tecnologia industrial, tecnologia de preparo de sementes, de supera\u00e7\u00e3o de dorm\u00eancia, tem tecnologia de colheita\u201d, explica Jaqueline..<\/p>\n<p style=\"text-align:justify\">\u00a0Segundo ela, o simp\u00f3sio abordou inova\u00e7\u00f5es na produ\u00e7\u00e3o de sementes forrageiras e na ind\u00fastria, al\u00e9m de oportunidades de neg\u00f3cios que visam garantir a sustentabilidade. \u201cO simp\u00f3sio teve a participa\u00e7\u00e3o de produtores, pesquisadores, representantes de grandes associa\u00e7\u00f5es de produtores e fomentadores de pesquisa, que debateram estrat\u00e9gias mais efetivas e abrangentes de implementa\u00e7\u00e3o de normativas para a produ\u00e7\u00e3o e mercado de sementes\u201d, disse Jaqueline.\n<\/p>\n<p style=\"text-align:justify\">Normativas precisam de atualiza\u00e7\u00e3o<\/p>\n<p style=\"text-align:justify\">Izabela Mendes Carvalho, coordenadora geral de sementes e mudas do Minist\u00e9rio da Agricultura e Pecu\u00e1ria (MAPA) disse que tem uma lista de normativas que precisa ser atualizada. Segundo ela, o trabalho iniciou, mas ainda n\u00e3o tem previs\u00e3o de conclus\u00e3o. Em rela\u00e7\u00e3o especificamente \u00e0s sementes forrageiras, Izabela observa que essas esp\u00e9cies apresentam muitas peculiaridades e particularidades. \u201cA gente tem a quest\u00e3o com rela\u00e7\u00e3o \u00e0 importa\u00e7\u00e3o, ao desenvolvimento de materiais, de cultivares registradas, a quest\u00e3o do processo produtivo, precisamos ter algumas especifica\u00e7\u00f5es\u201d. A coordenadora do MAPA lembra que a pasta publicou a Lei 14.515, no final de 2023, instituindo o Programa de Autocontrole que ainda precisa ser regulamentado. \u201cEstamos trabalhando com a regulamenta\u00e7\u00e3o dessa lei para, depois disso, come\u00e7ar a rever as normas espec\u00edficas\u201d.<\/p>\n<\/div>\n<p><script data-cfasync=\"false\">\n    !function (f, b, e, v, n, t, s) {\n        if (f.fbq) return; n = f.fbq = function () {\n            n.callMethod ?\n                n.callMethod.apply(n, arguments) : n.queue.push(arguments)\n        };\n        if (!f._fbq) f._fbq = n; n.push = n; n.loaded = !0; n.version = '2.0';\n        n.queue = []; t = b.createElement(e); t.async = !0;\n        t.src = v; s = b.getElementsByTagName(e)[0];\n        s.parentNode.insertBefore(t, s)\n    }(window, document, 'script',\n        'https:\/\/connect.facebook.net\/en_US\/fbevents.js');\n    fbq('init', '522546078623747');\n    fbq('track', 'PageView');\n<\/script><br \/>\n<br \/><br \/>\n<br \/><a href=\"https:\/\/www.agrolink.com.br\/noticias\/custo-para-recuperar-area-de-pastagem-degradada-ultrapassa-r--115-bilhoes_494932.html\">Source link <\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Com o objetivo de discutir a import\u00e2ncia e a dissemina\u00e7\u00e3o das sementes forrageiras em terras brasileiras, j\u00e1 que elas est\u00e3o<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":1599,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_monsterinsights_skip_tracking":false,"_monsterinsights_sitenote_active":false,"_monsterinsights_sitenote_note":"","_monsterinsights_sitenote_category":0,"_uf_show_specific_survey":0,"_uf_disable_surveys":false,"footnotes":""},"categories":[8,1,14],"tags":[],"class_list":["post-1598","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-agro","category-news","category-politica-agro"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/1598"}],"collection":[{"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=1598"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/1598\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/media\/1599"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=1598"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=1598"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=1598"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}