{"id":15933,"date":"2025-07-01T03:35:18","date_gmt":"2025-07-01T07:35:18","guid":{"rendered":"https:\/\/agromt.news\/?p=15933"},"modified":"2025-07-01T03:35:18","modified_gmt":"2025-07-01T07:35:18","slug":"novo-bioinsumo-da-embrapa-promete-pastagens-mais-produtivas-e-menor-uso-de-fertilizantes","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agromt.news\/?p=15933","title":{"rendered":"Novo bioinsumo da Embrapa promete pastagens mais produtivas e menor uso de fertilizantes"},"content":{"rendered":"<p> <br \/>\n<br \/><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/agromt.news\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/Novo-bioinsumo-da-Embrapa-promete-pastagens-mais-produtivas-e-menor.jpg\" \/><\/p>\n<div>\n<p>Um novo bioinsumo desenvolvido pela <strong>Embrapa Agrobiologia (RJ)<\/strong> em parceria com a empresa <strong>Agrocete<\/strong> promete aumentar a produtividade e melhorar a qualidade das pastagens brasileiras, al\u00e9m de reduzir o uso de fertilizantes qu\u00edmicos. O produto, que deve chegar ao mercado em 2026, combina tr\u00eas estirpes bacterianas que promovem o crescimento vegetal e podem ser aplicadas em diferentes tipos de pastagens, incluindo gram\u00edneas.<\/p>\n<p>De acordo com o pesquisador <strong>Bruno Alves<\/strong>, da Embrapa Agrobiologia, o diferencial do novo inoculante est\u00e1 em seu amplo espectro de a\u00e7\u00e3o. \u201cVai atender tanto ao pecuarista que maneja as pastagens de modo tradicional, quanto \u00e0quele que pretende investir na mitiga\u00e7\u00e3o de gases de efeito estufa por meio do uso do cons\u00f3rcio da gram\u00ednea com a leguminosa, ou mesmo ao produtor que investe na Integra\u00e7\u00e3o Lavoura-Pecu\u00e1ria (ILP)\u201d, conta.<\/p>\n<p>O inoculante multiforrageiras re\u00fane tr\u00eas microrganismos: <\/p>\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li><strong>Bradyrhizobium<\/strong>, conhecido pelo sucesso na cultura da soja por sua capacidade de fixa\u00e7\u00e3o biol\u00f3gica de nitrog\u00eanio; <\/li>\n<li><strong>Azospirillum<\/strong>, que al\u00e9m de fixar nitrog\u00eanio estimula o desenvolvimento de gram\u00edneas; <\/li>\n<li><strong>Nitrospirillum<\/strong>, em fase final de valida\u00e7\u00e3o, que apresentou alta efici\u00eancia no crescimento de ra\u00edzes e na fixa\u00e7\u00e3o de nitrog\u00eanio em testes laboratoriais.<\/li>\n<\/ul>\n<p>Para o pesquisador <strong>Jerri Zilli<\/strong>, tamb\u00e9m da Embrapa Agrobiologia, o objetivo \u00e9 garantir benef\u00edcios mesmo em \u00e1reas sem leguminosas. \u201cEm casa de vegeta\u00e7\u00e3o, os resultados mostraram aumento superior a 30% na biomassa da leguminosa com o uso do inoculante, o que impulsionou os testes de campo e os planos de registro comercial\u201d, destaca. <\/p>\n<p>Ele acrescenta que, mesmo em pastagens exclusivamente de gram\u00edneas, como braqui\u00e1ria, o inoculante proporciona economia na aplica\u00e7\u00e3o de nitrog\u00eanio, gerando ganho real ao produtor.<\/p>\n<\/div>\n<div>\n<p>A diretora da Agrocete, <strong>Andrea Giroldo<\/strong>, afirma que o produto representa um avan\u00e7o estrat\u00e9gico para o mercado. \u201cO fato de ser um inoculante multiforrageiras \u00e9 determinante para o desenvolvimento e comercializa\u00e7\u00e3o do produto biol\u00f3gico. A possibilidade de aplic\u00e1-lo em diferentes tipos de pastagens garante mais praticidade e economia ao pecuarista\u201d, avalia.<\/p>\n<p>Atualmente, segundo a Embrapa, <strong>159 milh\u00f5es de hectares do territ\u00f3rio brasileiro<\/strong> s\u00e3o ocupados por pastagens, das quais 78% apresentam degrada\u00e7\u00e3o intermedi\u00e1ria a severa. Isso equivale a cerca de 100 milh\u00f5es de hectares de pastagens degradadas. A tecnologia chega em um momento cr\u00edtico, j\u00e1 que mais de 70 milh\u00f5es de hectares no pa\u00eds apresentam pastagens de baixa produtividade.<\/p>\n<p>Al\u00e9m do impacto na produ\u00e7\u00e3o, o novo bioinsumo pode contribuir para a redu\u00e7\u00e3o das <strong>emiss\u00f5es de gases de efeito estufa (GEE)<\/strong> na <strong><a href=\"https:\/\/www.canalrural.com.br\/pecuaria\/\">pecu\u00e1ria<\/a> <\/strong>brasileira. Pesquisas da Embrapa indicam que a ado\u00e7\u00e3o de leguminosas em pastagens pode reduzir de 20% a 30% as emiss\u00f5es de GEE, principalmente por diminuir o uso de fertilizantes nitrogenados sint\u00e9ticos. \u201cTamb\u00e9m contribui para reduzir as emiss\u00f5es de gases de efeito estufa, configurando-se como um componente essencial na transi\u00e7\u00e3o para uma pecu\u00e1ria regenerativa\u201d, afirma Alves.<\/p>\n<p>O cons\u00f3rcio de leguminosas com gram\u00edneas, al\u00e9m de fixar nitrog\u00eanio atmosf\u00e9rico, melhora a fertilidade do solo, amplia a biodiversidade e promove a circularidade dos nutrientes. Estudos mostram que essas pr\u00e1ticas podem sequestrar at\u00e9 4,4 toneladas de carbono por hectare ao ano, auxiliando na recupera\u00e7\u00e3o do carbono perdido com a mudan\u00e7a do uso da terra.<\/p>\n<p>Para a ind\u00fastria, a nova tecnologia representa uma solu\u00e7\u00e3o sustent\u00e1vel e com grande potencial de mercado. \u201cPara expandir a produ\u00e7\u00e3o bovina com menor impacto ambiental, \u00e9 essencial melhorar a qualidade e produtividade das pastagens sem aumentar os custos para o pecuarista\u201d, completa Giroldo.<\/p>\n<p>O cronograma prev\u00ea o lan\u00e7amento comercial do bioinsumo em 2026, ap\u00f3s a conclus\u00e3o dos estudos agron\u00f4micos de valida\u00e7\u00e3o da efic\u00e1cia e seguran\u00e7a no campo, conduzidos pela Embrapa e pela Agrocete. A expectativa \u00e9 que o produto contribua para a pecu\u00e1ria regenerativa, fortale\u00e7a a sustentabilidade e gere economia aos produtores.<\/p>\n<\/p><\/div>\n<p><br \/>\n<br \/><a href=\"https:\/\/www.canalrural.com.br\/agricultura\/novo-bioinsumo-da-embrapa-promete-pastagens-mais-produtivas-e-menor-uso-de-fertilizantes\/\">Source link <\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Um novo bioinsumo desenvolvido pela Embrapa Agrobiologia (RJ) em parceria com a empresa Agrocete promete aumentar a produtividade e melhorar<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":15934,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_monsterinsights_skip_tracking":false,"_monsterinsights_sitenote_active":false,"_monsterinsights_sitenote_note":"","_monsterinsights_sitenote_category":0,"_uf_show_specific_survey":0,"_uf_disable_surveys":false,"footnotes":""},"categories":[1],"tags":[],"class_list":["post-15933","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-news"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/15933"}],"collection":[{"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=15933"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/15933\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/media\/15934"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=15933"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=15933"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=15933"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}