{"id":15558,"date":"2025-06-24T19:31:40","date_gmt":"2025-06-24T23:31:40","guid":{"rendered":"https:\/\/agromt.news\/?p=15558"},"modified":"2025-06-24T19:31:40","modified_gmt":"2025-06-24T23:31:40","slug":"regras-do-projeto-piloto-de-zarc-para-o-programa-do-seguro-rural-sao-divulgadas-pelo-mapa","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agromt.news\/?p=15558","title":{"rendered":"Regras do projeto-piloto de Zarc para o programa do seguro rural s\u00e3o divulgadas pelo Mapa"},"content":{"rendered":"<p> <br \/>\n<\/p>\n<div>\n<p>O Minist\u00e9rio da Agricultura e Pecu\u00e1ria <strong><a href=\"https:\/\/www.canalrural.com.br\/tag\/mapa\/\">(Mapa)<\/a><\/strong> publicou a Resolu\u00e7\u00e3o n\u00ba 107, do Comit\u00ea Gestor Interministerial do Seguro Rural na \u00faltima ter\u00e7a-feira (20). O documento aprovou as regras do projeto-piloto de Zoneamento Agr\u00edcola de Risco Clim\u00e1tico (Zarc) \u2013 N\u00edveis de Manejo (NMs), no \u00e2mbito do Programa de Subven\u00e7\u00e3o ao Pr\u00eamio do Seguro Rural (PSR).<\/p>\n<p>O Zarc tem como fun\u00e7\u00e3o disponibilizar dados mais precisos sobre riscos agroclim\u00e1ticos \u00e0 planta\u00e7\u00f5es nas diferentes regi\u00f5es do Brasil. Assim, o Zoneamento apoia a formula\u00e7\u00e3o, aperfei\u00e7oamento e a operacionaliza\u00e7\u00e3o de programas e pol\u00edticas p\u00fablicas.<\/p>\n<p>O projeto-piloto tem como objetivo identificar a melhor \u00e9poca para o plantio das culturas nos diferentes tipos de solo e ciclos de cultivares. Dessa forma, o estudo visa minimizar os riscos relacionados a fen\u00f4menos clim\u00e1ticos adversos. A t\u00e9cnica \u00e9 de f\u00e1cil entendimento e ado\u00e7\u00e3o pelos produtores rurais, agentes financeiros e demais usu\u00e1rios.<\/p>\n<p>Os estudos do Zarc analizam os par\u00e2metros de clima, solo e ciclos de cultivares a partir de uma metodologia validada pela Embrapa. Dessa forma, qualifica os riscos clim\u00e1ticos envolvidos na condu\u00e7\u00e3o das lavouras, que podem ocasionar perdas na produ\u00e7\u00e3o.\u00a0<\/p>\n<p>Por fim, os portarias da Secretaria de Pol\u00edtica Agr\u00edcola do Mapa, por Cultura e Unidade da Federa\u00e7\u00e3o publicam os resultados do estudo. Nos resultados s\u00e3o relacionados os munic\u00edpios indicando seus respectivos calend\u00e1rios de plantio ou semeadura.<\/p>\n<p>A Embrapa desenvolveu uma nova metodologia que tem como objetivo avaliar o impacto da ado\u00e7\u00e3o de boas pr\u00e1ticas de manejo do solo, que aumentam o volume de \u00e1gua dispon\u00edvel para as plantas e mitiga os riscos clim\u00e1ticos enfrentados pelas culturas. Esta abordagem \u00e9 crucial em cen\u00e1rios de escassez h\u00eddrica, que atualmente \u00e9 a principal causa de perdas na produ\u00e7\u00e3o brasileira de soja.<\/p>\n<p>Essa metodologia, baseada em dados cient\u00edficos e experimenta\u00e7\u00f5es agr\u00edcolas, prop\u00f5e crit\u00e9rios e indicadores diretamente ligados \u00e0 qualidade do manejo e \u00e0 fertilidade do solo.\u00a0<\/p>\n<p>Esses par\u00e2metros permitir\u00e3o classificar as lavouras em diferentes n\u00edveis de manejo (NM), promovendo uma gest\u00e3o eficaz e sustent\u00e1vel das pr\u00e1ticas agr\u00edcolas.<\/p>\n<p>Se considerar\u00e3o quatro n\u00edveis de manejo do solo (NM). O NM2 representa a parametriza\u00e7\u00e3o atualmente utilizada no ZARC, com os mesmos riscos clim\u00e1ticos por d\u00e9ficit h\u00eddrico. Os NMs 3 e 4 pressup\u00f5em melhorias na fertilidade qu\u00edmica, f\u00edsica e biol\u00f3gica do solo. Para tanto, aprimorando as t\u00e9cnicas de manejo utilizadas, de forma a aumentar a disponibilidade h\u00eddrica e, assim, reduzir os riscos h\u00eddricos \u00e0s culturas.<\/p>\n<p>Agora, o NM1 se aplica \u00e0s \u00e1reas manejadas de forma inadequada, apresentando degrada\u00e7\u00e3o dos atributos f\u00edsicos, qu\u00edmicos e biol\u00f3gicos do solo. \u00c1reas em que, consequentemente, haver\u00e1 maiores riscos de perdas por d\u00e9ficit h\u00eddrico.<\/p>\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-percentual-de-subvencao\">Percentual de subven\u00e7\u00e3o<\/h2>\n<p>Em rela\u00e7\u00e3o ao projeto-piloto, o principal objetivo \u00e9 fomentar a ado\u00e7\u00e3o desse novo modelo pelos produtores. Para isso, se aplicar\u00e3o, no \u00e2mbito do Pr\u00eamio do Seguro Rural, incentivos financeiros por meio do percentual de subven\u00e7\u00e3o, nas seguintes propor\u00e7\u00f5es:\u00a0<\/p>\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li>\u00b7 20% para a \u00e1rea classificada como N\u00edvel de Manejo 1 (NM1)<\/li>\n<li>\u00b7 25% para a \u00e1rea classificada como N\u00edvel de Manejo 2 (NM2)<\/li>\n<li>\u00b7 30% para a \u00e1rea classificada como N\u00edvel de Manejo 3 (NM3)<\/li>\n<li>\u00b7 35% para a \u00e1rea classificada como N\u00edvel de Manejo 4 (NM4)<\/li>\n<\/ul>\n<\/div>\n<div>\n<p>Al\u00e9m do percentual de subven\u00e7\u00e3o diferenciado, se destinar\u00e1 um or\u00e7amento de R$ 8 milh\u00f5es exclusivo para essa iniciativa. Assim, mesmo a \u00e1rea classificada como N\u00edvel de Manejo 1, cujo percentual de subven\u00e7\u00e3o ao pr\u00eamio n\u00e3o difere da regra regular, poder\u00e1 acessar esse recurso.<\/p>\n<p>\u201cEstamos dando o pontap\u00e9 inicial para atender a uma demanda antiga dos produtores. Vamos conseguir tra\u00e7ar o perfil de cada \u00e1rea agr\u00edcola e identificar o hist\u00f3rico do manejo adotado. Com isso, as seguradoras poder\u00e3o ofertar coberturas mais aderentes \u00e0 realidade de cada lavoura e cobrar pre\u00e7os mais justos pelas ap\u00f3lices\u201d, ressaltou o secret\u00e1rio de Pol\u00edtica Agr\u00edcola do Mapa, Guilherme Campos.<\/p>\n<p>\u201cNesse primeiro momento, o modelo ser\u00e1 testado para a cultura da soja, no estado do Paran\u00e1, local onde a metodologia foi desenvolvida e validada (Embrapa Soja\/Londrina). Posteriormente, pretendemos expandir para outros estados e culturas. O mais importante agora \u00e9 atrair os produtores e demais agentes para participar do projeto-piloto, que servir\u00e1 para testar o protocolo desenvolvido e identificar eventuais gargalos operacionais\u201d, pontuou Campos.<\/p>\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-zarc-nivel-de-manejo\">Zarc \u2013 N\u00edvel de Manejo<\/h2>\n<figure class=\"wp-block-image size-full\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" width=\"640\" height=\"480\" alt=\"assist\u00eancia t\u00e9cnica\" class=\"wp-image-169903\"  data-lazy- src=\"https:\/\/agromt.news\/wp-content\/uploads\/2025\/06\/Regras-do-projeto-piloto-de-Zarc-para-o-programa-do-seguro.jpg\"\/><img decoding=\"async\" width=\"640\" height=\"480\" src=\"https:\/\/agromt.news\/wp-content\/uploads\/2025\/06\/Regras-do-projeto-piloto-de-Zarc-para-o-programa-do-seguro.jpg\" alt=\"assist\u00eancia t\u00e9cnica\" class=\"wp-image-169903\"  \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Foto: Joseani Antunes\/ Embrapa Trigo<\/figcaption><\/figure>\n<p>A nova metodologia do Zoneamento Agr\u00edcola de Risco Clim\u00e1tico (ZARC), desenvolvida pela Embrapa, tem o objetivo de classificar cada \u00e1rea agr\u00edcola com base em dados de solo e no hist\u00f3rico de pr\u00e1ticas agr\u00edcolas aplicadas. Assim, permitindo uma precifica\u00e7\u00e3o de riscos mais precisa por parte dos agentes de mercado e incentivando a ado\u00e7\u00e3o de boas pr\u00e1ticas pelos produtores rurais.<\/p>\n<p>Dessa forma, espera-se promover a conserva\u00e7\u00e3o do solo, preserva\u00e7\u00e3o dos recursos h\u00eddricos, aumento do teor de carbono no solo, a redu\u00e7\u00e3o de riscos e a eleva\u00e7\u00e3o da produtividade.\u00a0<\/p>\n<p>A nova metodologia ter\u00e1 inicialmente em car\u00e1ter experimental, por meio de um projeto-piloto inserido no Programa de Subven\u00e7\u00e3o ao Pr\u00eamio do Seguro Rural. Em primeira inst\u00e2ncia ser\u00e1 exclusivo para a cultura da soja no Paran\u00e1, onde j\u00e1 houve a valida\u00e7\u00e3o t\u00e9cnica.<\/p>\n<p>O funcionamento do piloto exige que o agente operador \u2013 que pode ser uma empresa, cooperativa, institui\u00e7\u00e3o financeira ou o pr\u00f3prio produtor \u2013 envie \u00e0 Embrapa, via sistema eletr\u00f4nico, um conjunto de informa\u00e7\u00f5es previsto em protocolo. <\/p>\n<p>Entre os dados solicitados est\u00e3o: Cadastro Ambiental Rural (CAR), CPF, pol\u00edgono da gleba, cultivos realizados nos \u00faltimos tr\u00eas anos, resultados da an\u00e1lise de solo e indicadores derivados de sensoriamento remoto, como, por exemplo, \u00edndices vegetativos.<\/p>\n<p>\u00c9 importante ressaltar que os dados de solo e sensoriamento remoto devem ser previamente processados por empresas ou institui\u00e7\u00f5es especializadas, contratadas pelo operador ou pelo produtor rural. Essas entidades s\u00e3o respons\u00e1veis por consolidar os indicadores que ser\u00e3o inseridos no sistema da Embrapa.<\/p>\n<p>A partir dessas informa\u00e7\u00f5es, a Embrapa classificar\u00e1 a \u00e1rea em uma das quatro categorias de N\u00edvel de Manejo. Assim, o produtor interessado em aderir ao projeto-piloto dever\u00e1 procurar uma seguradora de sua prefer\u00eancia e apresentar os dados fornecidos pela Embrapa no momento da contrata\u00e7\u00e3o da ap\u00f3lice.<\/p>\n<p>A seguradora, ent\u00e3o, encaminhar\u00e1 as informa\u00e7\u00f5es ao Mapa, aplicando o percentual de subven\u00e7\u00e3o ao pr\u00eamio correspondente ao n\u00edvel de manejo da \u00e1rea. O Mapa ser\u00e1 respons\u00e1vel por verificar e validar as informa\u00e7\u00f5es recebidas.<\/p>\n<p>Por fim, o produtor poder\u00e1 encontrar as regras gerais a serem observadas pelo agente operador em  Instru\u00e7\u00e3o Normativa que o Minist\u00e9rio da agricultura publicar\u00e1 em breve.<\/p>\n<p><em>*Sob supervis\u00e3o de Luis Roberto Toledo<\/em><\/p>\n<\/p><\/div>\n<p><br \/>\n<br \/><a href=\"https:\/\/www.canalrural.com.br\/agricultura\/regras-do-projeto-piloto-de-zarc-para-o-programa-do-seguro-rural-sao-divulgadas-pelo-mapa\/\">Source link <\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O Minist\u00e9rio da Agricultura e Pecu\u00e1ria (Mapa) publicou a Resolu\u00e7\u00e3o n\u00ba 107, do Comit\u00ea Gestor Interministerial do Seguro Rural na<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":15559,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_monsterinsights_skip_tracking":false,"_monsterinsights_sitenote_active":false,"_monsterinsights_sitenote_note":"","_monsterinsights_sitenote_category":0,"_uf_show_specific_survey":0,"_uf_disable_surveys":false,"footnotes":""},"categories":[1],"tags":[],"class_list":["post-15558","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-news"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/15558"}],"collection":[{"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=15558"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/15558\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/media\/15559"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=15558"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=15558"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=15558"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}