{"id":15417,"date":"2025-06-22T16:57:30","date_gmt":"2025-06-22T20:57:30","guid":{"rendered":"https:\/\/agromt.news\/?p=15417"},"modified":"2025-06-22T16:57:30","modified_gmt":"2025-06-22T20:57:30","slug":"reflorestamento-com-mudas-cobre-area-acima-da-meta-em-mt","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agromt.news\/?p=15417","title":{"rendered":"Reflorestamento com mudas cobre \u00e1rea acima da meta em MT"},"content":{"rendered":"<p> <br \/>\n<br \/><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/agromt.news\/wp-content\/uploads\/2025\/06\/Reflorestamento-com-mudas-cobre-area-acima-da-meta-em-MT.jpg\" \/><\/p>\n<div>\n<p>A <a href=\"https:\/\/www.canalrural.com.br\/tag\/embrapa\/\">Embrapa <\/a>Agrossilvipastoril, em Sinop (MT), realizou uma avalia\u00e7\u00e3o ap\u00f3s oito anos de instala\u00e7\u00e3o de diferentes estrat\u00e9gias de restaura\u00e7\u00e3o de reserva legal. Analisando as \u00e1reas de reflorestamento com plantio de mudas, a cobertura do solo pelas copas j\u00e1 superou os indicadores determinados pela Secretaria de Estado de Meio Ambiente de Mato Grosso (Sema-MT) para aferir o \u00eaxito na revegeta\u00e7\u00e3o. <\/p>\n<p>Por\u00e9m, no que diz respeito \u00e0 quantidade de regenerantes e \u00e0 diversidade de esp\u00e9cies, o cen\u00e1rio observado ainda \u00e9 insuficiente, segundo a pesquisa.<\/p>\n<p>A Sema-MT visa atingir tr\u00eas par\u00e2metros em at\u00e9 20 anos para avalia\u00e7\u00e3o de sucesso na recomposi\u00e7\u00e3o florestal em \u00e1reas com mais de quatro m\u00f3dulos fiscais. O primeiro \u00e9 a cobertura do solo gerada pela copa das \u00e1rvores com mais de dois metros de altura. Este fator deve ser superior a 80% com esp\u00e9cies nativas. O segundo \u00e9 a densidade de regenerantes com o m\u00ednimo de 3 mil indiv\u00edduos por hectare. O terceiro diz respeito \u00e0 riqueza da diversidade, com ao menos 20 esp\u00e9cies diferentes entre os indiv\u00edduos regenerantes.<\/p>\n<p>O pesquisador da Embrapa Florestas (PR) Ingo Isernhagen ressalta que a avalia\u00e7\u00e3o foi feita faltando 12 anos para o prazo final para atingir os par\u00e2metros. Por\u00e9m, os dados j\u00e1 s\u00e3o indicadores importantes considerando-se que se trata de uma \u00e1rea experimental:<\/p>\n<p>\u201cEste \u00e9 o \u00fanico experimento com esse n\u00edvel de monitoramento e com essa idade que tenho conhecimento em Mato Grosso. \u00c9 importante termos esses par\u00e2metros para se pensar em poss\u00edveis interven\u00e7\u00f5es para contribuir para o alcance dos indicadores definidos pela Sema. Mas n\u00e3o quer dizer que se deixarmos de mexer n\u00e3o vai acontecer nada\u201d, avalia o pesquisador.<\/p>\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-aprimorando-parametros-ambientais\"><strong>Aprimorando par\u00e2metros ambientais<\/strong><\/h2>\n<p>Tanto a legisla\u00e7\u00e3o brasileira que trata sobre a prote\u00e7\u00e3o da vegeta\u00e7\u00e3o nativa, conhecida como Novo C\u00f3digo Florestal Brasileiro (Lei Federal n\u00ba 12.651\/2012), quanto o Decreto Estadual n\u00ba 1.491\/2018 que aborda os Programas de Regulariza\u00e7\u00e3o Ambiental (PRA) definidos ap\u00f3s an\u00e1lise do Cadastro Ambiental Rural (CAR) s\u00e3o recentes. No caso de Mato Grosso, os par\u00e2metros adotados pela Sema se basearam nos poucos estudos existentes at\u00e9 ent\u00e3o, alguns deles em outros biomas. Dessa forma, resultados da pesquisa conduzida na Embrapa Agrossilvipastoril podem contribuir para melhorias nos par\u00e2metros adotados.<\/p>\n<p>\u201cNosso estudo vem somar ao que a Sema vem recebendo de relat\u00f3rios das \u00e1reas j\u00e1 em recupera\u00e7\u00e3o. \u00c9 mais um tijolinho do conhecimento. Um lugar em que conseguimos analisar com mais crit\u00e9rios, de forma mais controlada, o caminhar desse processo de constru\u00e7\u00e3o no alcance dos indicadores. \u00c9 salutar que a Sema avalie agora ou daqui a alguns anos e fa\u00e7a alguma adequa\u00e7\u00e3o que seja necess\u00e1ria\u201d, sugere Isernhagen.<\/p>\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-como-foram-feitos-os-experimentos\">Como foram feitos os experimentos<\/h2>\n<p>A isntala\u00e7\u00e3o dos ensaios sobre restaura\u00e7\u00e3o de reserva legal da Embrapa Agrossilvipastoril se deu em 2012. O objetivo era gerar informa\u00e7\u00f5es sobre as diferentes t\u00e9cnicas de adequa\u00e7\u00e3o ambiental para a regi\u00e3o m\u00e9dio-norte de Mato Grosso. Como resultado, considerou-se a possibilidade de uso econ\u00f4mico das \u00e1reas com produ\u00e7\u00e3o de bens madeireiros e n\u00e3o madeireiros.<\/p>\n<\/div>\n<div>\n<p>Assim, realizaram-se tratamentos utilizando plantio de mudas, plantio direto de sementes ou semeadura \u00e0 lan\u00e7o e, ainda, regenera\u00e7\u00e3o natural por meio do isolamento da \u00e1rea. Foram usadas esp\u00e9cies nativas com diferentes prop\u00f3sitos, tanto considerando servi\u00e7os ecossist\u00eamicos quanto produ\u00e7\u00e3o de frutos, ess\u00eancias e madeira. Conforme permite a lei, em um dos tratamentos com mudas tamb\u00e9m foi usado o eucalipto sendo uma fonte de renda a m\u00e9dio prazo. Este uso poderia compensar gastos com a recupera\u00e7\u00e3o da \u00e1rea. Na avalia\u00e7\u00e3o feita aos oito anos conforme par\u00e2metros da Sema-MT s\u00f3 os tratamentos com plantio de mudas foram acompanhados.<\/p>\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-regenerantes\">Regenerantes<\/h2>\n<p>A avalia\u00e7\u00e3o aos oito anos mostrou que a \u00e1rea experimental da Embrapa Agrossilvipastoril ainda est\u00e1 longe de atingir o indicador estipulado pela Sema-MT aos 20 anos no que diz respeito aos regenerantes. O tratamento que teve maior n\u00famero de regenerantes teve 1.083 indiv\u00edduos por hectare, enquanto o que teve menor n\u00famero s\u00f3 foram encontrados 483 indiv\u00edduos em um hectare.<\/p>\n<p>No que diz respeito \u00e0 riqueza da diversidade, os dois tratamentos com melhor desempenho possuem dez esp\u00e9cies e o pior desempenho possui apenas cinco esp\u00e9cies. Dessa forma, esses resultados parciais levam \u00e0 discuss\u00e3o sobre poss\u00edveis interven\u00e7\u00f5es na \u00e1rea, como podas de \u00e1rvores para maior entrada de luz no sub-bosque, plantio de novas mudas ou semeadura.<\/p>\n<p>\u201cEstamos articulando com potenciais parceiros em busca da viabiliza\u00e7\u00e3o de recursos para insumos e m\u00e3o-de-obra que possibilitem fazer as interven\u00e7\u00f5es para termos cen\u00e1rios com e sem interven\u00e7\u00e3o ao longo do tempo\u201d, explica Diego Alves Ant\u00f4nio, engenheiro florestal e analista da Embrapa.<\/p>\n<p>H\u00e1 ainda a possibilidade de os oito anos da avalia\u00e7\u00e3o serem pouco tempo para a evolu\u00e7\u00e3o desses indicadores. Isernhagen lembra que nos pr\u00f3ximos anos haver\u00e1 morte de \u00e1rvores de ciclo mais curto, como emba\u00fabas, abrindo clareiras e que a serrapilheira depositada seguir\u00e1 melhorando as condi\u00e7\u00f5es qu\u00edmicas e f\u00edsicas do solo. H\u00e1 tamb\u00e9m a tend\u00eancia de maior circula\u00e7\u00e3o de animais dispersores de sementes com o bosque formado.<\/p>\n<p>\u201cNosso objetivo \u00e9 trazer contribui\u00e7\u00f5es para os produtores que precisam recuperar suas \u00e1reas, quer seja apenas para atingir os par\u00e2metros exigidos pela Sema, quer seja para obter renda com a explora\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica de madeira, frutos e ess\u00eancias produzidas na \u00e1rea recuperada\u201d, declara Isernhagen.<\/p>\n<p>Dessa forma, al\u00e9m dos tr\u00eas par\u00e2metros determinados pela Sema-MT, tamb\u00e9m est\u00e1 sendo avaliado no experimento o aporte de carbono no solo. Uma pesquisa futura, realizada pela Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), ir\u00e1 avaliar o estoque de carbono na biomassa das \u00e1rvores.<\/p>\n<\/p><\/div>\n<p><br \/>\n<br \/><a href=\"https:\/\/www.canalrural.com.br\/sustentabilidade\/reflorestamento-com-mudas-cobre-solo-acima-da-meta-em-mt\/\">Source link <\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A Embrapa Agrossilvipastoril, em Sinop (MT), realizou uma avalia\u00e7\u00e3o ap\u00f3s oito anos de instala\u00e7\u00e3o de diferentes estrat\u00e9gias de restaura\u00e7\u00e3o de<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":15418,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_monsterinsights_skip_tracking":false,"_monsterinsights_sitenote_active":false,"_monsterinsights_sitenote_note":"","_monsterinsights_sitenote_category":0,"_uf_show_specific_survey":0,"_uf_disable_surveys":false,"footnotes":""},"categories":[1],"tags":[],"class_list":["post-15417","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-news"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/15417"}],"collection":[{"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=15417"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/15417\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/media\/15418"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=15417"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=15417"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=15417"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}