{"id":15063,"date":"2025-06-14T09:11:29","date_gmt":"2025-06-14T13:11:29","guid":{"rendered":"https:\/\/agromt.news\/?p=15063"},"modified":"2025-06-14T09:11:29","modified_gmt":"2025-06-14T13:11:29","slug":"aumento-de-6c-nos-termometros-ate-2100-pode-eliminar-colmeias-e-alimentos-mostra-embrapa","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agromt.news\/?p=15063","title":{"rendered":"Aumento de 6\u00b0C nos term\u00f4metros at\u00e9 2100 pode eliminar colmeias e alimentos, mostra Embrapa"},"content":{"rendered":"<p> <br \/>\n<\/p>\n<div>\n<p>Ondas de calor, secas e inunda\u00e7\u00f5es, reflexos das mudan\u00e7as clim\u00e1ticas, impactam colmeias de abelhas no Brasil e no mundo. Com isso, n\u00e3o apenas a produ\u00e7\u00e3o de mel, mas a seguran\u00e7a alimentar global como um todo enfrenta riscos, mostra estudo da Embrapa.<\/p>\n<p>O ponto central da crise \u00e9 a depend\u00eancia da poliniza\u00e7\u00e3o para a produ\u00e7\u00e3o de alimentos.\u00a0A pesquisadora Fabia Pereira, da Embrapa Meio-Norte, ressalta que apicultores de diversas partes do mundo j\u00e1 percebem os efeitos da mudan\u00e7a clim\u00e1tica em suas atividades. <\/p>\n<p>\u201cA frequ\u00eancia e a intensidade de eventos clim\u00e1ticos extremos representam desafios significativos para a sobreviv\u00eancia das colmeias e a produtividade da cadeia ap\u00edcola\u201d.<\/p>\n<p>Para ela, \u00e9 fundamental desenvolver e implementar medidas de mitiga\u00e7\u00e3o e adapta\u00e7\u00e3o para garantir a resili\u00eancia desses sistemas produtivos diante dos eventos clim\u00e1ticos extremos.<\/p>\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-enchentes-e-incendios-ameacam-colmeias\">Enchentes e inc\u00eandios amea\u00e7am colmeias<\/h2>\n<p>Segundo a Federa\u00e7\u00e3o Ap\u00edcola e de Meliponicultura do Rio Grande do Sul (Fargs), durante as enchentes em 2024 no estado, entre 35 mil e 60 mil colmeias foram destru\u00eddas, causando impacto direto na apicultura, meliponicultura e produ\u00e7\u00e3o de alimentos que dependem da poliniza\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Anteriormente, em 2016, tamb\u00e9m houve registros de perdas de insumos e equipamentos de produtores na Argentina e em outros estados do Brasil. <\/p>\n<p>Inc\u00eandios tamb\u00e9m t\u00eam prejudicado colmeias de v\u00e1rios pa\u00edses al\u00e9m do Brasil, como Portugal, Espanha, Austr\u00e1lia e Canad\u00e1. O fogo consome as colmeias e o pasto ap\u00edcola, que \u00e9 o conjunto de plantas que fornecem os recursos necess\u00e1rios para alimenta\u00e7\u00e3o de abelhas e para a produ\u00e7\u00e3o de mel, p\u00f3len, pr\u00f3polis e cera.<\/p>\n<p>Munic\u00edpios de S\u00e3o Paulo, do Pantanal Matogrossense e at\u00e9 da regi\u00e3o amaz\u00f4nica t\u00eam sentido os efeitos dos inc\u00eandios. \u201cAs colmeias que n\u00e3o s\u00e3o afetadas pelo fogo sofrem com os efeitos da fuma\u00e7a. Estudos demonstram que a qualidade do ar foi afetada a dist\u00e2ncias que variavam de 120 km a 300 km de dist\u00e2ncia. As queimadas que atingiram o Pantanal em 2020 afetaram dez estados brasileiros, chegando \u00e0 regi\u00e3o Sul do pa\u00eds\u201d, afirma F\u00e1bia.<\/p>\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-o-futuro-incerto-ate-2100\"><strong>O futuro incerto at\u00e9 2100<\/strong><\/h2>\n<p>Cientistas projetam um cen\u00e1rio preocupante para o clima brasileiro at\u00e9 o ano de 2100, alertando para um aumento de at\u00e9<strong> 6\u00b0C<\/strong> na temperatura caso as emiss\u00f5es de gases poluentes se mantenham elevadas.<\/p>\n<\/div>\n<div>\n<p>As previs\u00f5es indicam que todos os biomas do pa\u00eds ser\u00e3o afetados, com destaque para a <a href=\"https:\/\/www.canalrural.com.br\/tag\/amazonia\/\">Amaz\u00f4nia<\/a>, que pode registrar um aumento de temperatura entre 1\u00b0C e 6\u00b0C, acompanhado por uma redu\u00e7\u00e3o nas chuvas que varia de <strong>10% a 45%<\/strong>.<\/p>\n<p>No Pantanal, a temperatura deve subir de 1\u00b0C a 4,5\u00b0C, enquanto a diminui\u00e7\u00e3o das chuvas pode atingir entre 5% e 45%. J\u00e1 no Pampa, a eleva\u00e7\u00e3o da temperatura esperada \u00e9 de 1\u00b0C a 3\u00b0C, com uma redu\u00e7\u00e3o de 5% a 40% no volume de precipita\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>A Caatinga, por sua vez, pode sofrer um aumento t\u00e9rmico de 0,5\u00b0C a 4,5\u00b0C, e uma queda nas chuvas que varia de <strong>10% a 50%<\/strong>. Para a por\u00e7\u00e3o nordeste da Mata Atl\u00e2ntica, a previs\u00e3o \u00e9 de um incremento na temperatura entre 0,5\u00b0C e 4\u00b0C, e uma redu\u00e7\u00e3o de 10% a 35% nas chuvas.<\/p>\n<p>No Cerrado, as temperaturas podem se elevar de 1\u00b0C a 5,5\u00b0C, com uma diminui\u00e7\u00e3o de 10% a 45% nas chuvas. Finalmente, a por\u00e7\u00e3o Sul\/Sudeste da Mata Atl\u00e2ntica deve registrar um aumento de temperatura de 0,5\u00b0C a 3\u00b0C, e uma redu\u00e7\u00e3o de 5% a 30% nas chuvas. <\/p>\n<p>A pesquisadora da Embrapa refor\u00e7a que essas proje\u00e7\u00f5es demonstram a urg\u00eancia de a\u00e7\u00f5es para mitigar os impactos das mudan\u00e7as clim\u00e1ticas no Brasil.<\/p>\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-adaptacao-e-resiliencia\"><strong>Adapta\u00e7\u00e3o e resili\u00eancia<\/strong><\/h2>\n<figure class=\"wp-block-image size-full\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" width=\"696\" height=\"529\" alt=\"Besouro das colmeias; abelhas\" class=\"wp-image-4097027\"  data-lazy- src=\"https:\/\/agromt.news\/wp-content\/uploads\/2025\/04\/Aethina-tumida-Bugwood.org_-696x529-1.jpg\"\/><img decoding=\"async\" width=\"696\" height=\"529\" src=\"https:\/\/agromt.news\/wp-content\/uploads\/2025\/04\/Aethina-tumida-Bugwood.org_-696x529-1.jpg\" alt=\"Besouro das colmeias; abelhas\" class=\"wp-image-4097027\"  \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Foto: Jessica Louque, Smithers Viscient, Bugwood.org<\/figcaption><\/figure>\n<p>Para F\u00e1bia \u00e9 importante encarar a mudan\u00e7a clim\u00e1tica n\u00e3o apenas como um problema ambiental, mas como uma amea\u00e7a direta \u00e0 produ\u00e7\u00e3o de alimentos e \u00e0 subsist\u00eancia de comunidades rurais. <\/p>\n<p>A vulnerabilidade do setor ap\u00edcola, evidenciada pelos impactos que tem sofrido, exige uma a\u00e7\u00e3o colaborativa entre cientistas, governos, associa\u00e7\u00f5es de produtores e a sociedade em geral para garantir a prote\u00e7\u00e3o das abelhas e, consequentemente, a sustentabilidade da vida no planeta. <\/p>\n<p>A promo\u00e7\u00e3o de tecnologias e pr\u00e1ticas adaptativas \u00e9 um caminho apontado para mitigar os impactos e assegurar o futuro da apicultura e meliponicultura.<\/p>\n<p><em>*Sob supervis\u00e3o de Victor Faverin<\/em><\/p>\n<\/p><\/div>\n<p><br \/>\n<br \/><a href=\"https:\/\/www.canalrural.com.br\/sustentabilidade\/aumento-de-6c-nos-termometros-ate-2100-pode-eliminar-colmeias-e-alimentos-mostra-embrapa\/\">Source link <\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Ondas de calor, secas e inunda\u00e7\u00f5es, reflexos das mudan\u00e7as clim\u00e1ticas, impactam colmeias de abelhas no Brasil e no mundo. 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