{"id":14677,"date":"2025-06-05T12:03:01","date_gmt":"2025-06-05T16:03:01","guid":{"rendered":"https:\/\/agromt.news\/?p=14677"},"modified":"2025-06-05T12:03:01","modified_gmt":"2025-06-05T16:03:01","slug":"projetos-de-jovens-de-todos-os-biomas-vencem-premio-nacional-com-solucoes-ambientais","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agromt.news\/?p=14677","title":{"rendered":"Projetos de jovens de todos os biomas vencem pr\u00eamio nacional com solu\u00e7\u00f5es ambientais"},"content":{"rendered":"<p> <br \/>\n<br \/><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/agromt.news\/wp-content\/uploads\/2025\/06\/Projetos-de-jovens-de-todos-os-biomas-vencem-premio-nacional.webp.webp\" \/><\/p>\n<div>\n<p>No <strong>Dia Mundial do Meio Ambiente<\/strong>, celebrado nesta quarta-feira (5), seis projetos desenvolvidos por jovens de todos os biomas brasileiros ganharam destaque por apresentarem propostas que aliam conserva\u00e7\u00e3o e solu\u00e7\u00f5es ambientais \u00e0 valoriza\u00e7\u00e3o do conhecimento das popula\u00e7\u00f5es tradicionais.<\/p>\n<p>As iniciativas venceram o Pr\u00eamio Criativos da Escola + Natureza, promovido pelo Instituto Alana, para encorajar crian\u00e7as e adolescentes a transformar suas realidades, por meio do incentivo ao protagonismo.<\/p>\n<p>\u201cA gente hoje j\u00e1 sabe que crian\u00e7as e adolescentes s\u00e3o a popula\u00e7\u00e3o no mundo mais impactada pelas quest\u00f5es clim\u00e1ticas e das desigualdades raciais, mas nem sempre essa popula\u00e7\u00e3o \u00e9 considerada nas solu\u00e7\u00f5es dos problemas. Ou mesmo escutada em rela\u00e7\u00e3o ao que as afeta, ao que as aflige\u201d, destaca Ana Cl\u00e1udia Leite, especialista em educa\u00e7\u00e3o e culturas infantis do Instituto Alana.<\/p>\n<p>Os estudantes dos ensinos fundamental e m\u00e9dio e seus educadores ser\u00e3o premiados com uma jornada formativa on-line que ao final os levar\u00e1 at\u00e9 Bel\u00e9m (PA), em novembro, para a Confer\u00eancia das Na\u00e7\u00f5es Unidas sobre Mudan\u00e7as Clim\u00e1ticas (COP30).<\/p>\n<p>Segundo Ana Cl\u00e1udia, a ideia \u00e9 que essa jornada possibilite a troca entre as comunidades escolares e seus territ\u00f3rios, al\u00e9m de permitir que os projetos sejam aprimorados tecnicamente e ganhem visibilidade, com mais impacto social.<\/p>\n<p>\u201cSer\u00e3o conte\u00fados, pessoas, experi\u00eancias que possam ampliar a possibilidade de atua\u00e7\u00e3o desses jovens nos seus territ\u00f3rios e de fortalecer esse projeto, para que ele possa ganhar, escala, incidir no entorno da escola, ter mais di\u00e1logo, mais parceiros, seja iniciativa privada, seja com poder p\u00fablico ou terceiro setor.\u201d<\/p>\n<p>A premia\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m inclui um incentivo financeiro de R$ 12 mil para cada equipe, sendo R$ 10 mil para os estudantes e R$ 2 mil para o educador ou adulto respons\u00e1vel. Os premiados foram escolhidos entre quase 1,6 mil projetos de 738 munic\u00edpios de todo o pa\u00eds.<\/p>\n<p>\u201cA gente tem projetos que s\u00e3o de regi\u00f5es quilombolas, de comunidade que \u00e9 atrelada \u00e0 comunidade ind\u00edgena, ou de regi\u00e3o onde h\u00e1 v\u00e1rias comunidades ind\u00edgenas muito pr\u00f3xima \u00e0 escola. Tem projetos em regi\u00f5es densas, urbanas. S\u00e3o diversos n\u00e3o s\u00f3 em rela\u00e7\u00e3o ao que propuseram, de como promovem transforma\u00e7\u00f5es na socialidade, mas tamb\u00e9m s\u00e3o estudantes com hist\u00f3rias de vidas diferentes\u201d, explica a especialista.<\/p>\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-biomas\">Biomas<\/h2>\n<p>Na Caatinga do munic\u00edpio pernambucano de Carna\u00edba, por exemplo, os estudantes da Escola T\u00e9cnica Estadual Paulo Freire desenvolveram um filtro de baixo custo, feito com cascas de pinha e carv\u00e3o ativado, capaz de reduzir a toxicidade da manipueira, res\u00edduo da produ\u00e7\u00e3o de farinha de mandioca, com alto potencial poluente.<\/p>\n<p>\u201cAs alunas que moram na comunidade do Quilombo do Caru\u00e1 perceberam que as casas de farinha, locais de uma import\u00e2ncia inquestion\u00e1vel como fonte de renda da comunidade e s\u00edmbolo de resist\u00eancia, tamb\u00e9m estavam descartando muitos res\u00edduos ao redor da produ\u00e7\u00e3o. Ent\u00e3o, propuseram uma solu\u00e7\u00e3o \u00e0 problem\u00e1tica observada\u201d, explica o professor respons\u00e1vel pela equipe, Gustavo Bezerra.<\/p>\n<p>Foi tamb\u00e9m em busca de solu\u00e7\u00e3o para o desperd\u00edcio de \u00e1gua no Cerrado que a equipe de estudantes do Instituto Estadual de Educa\u00e7\u00e3o, Ci\u00eancia e Tecnologia do Maranh\u00e3o, no munic\u00edpio de Cod\u00f3, desenvolveu um sistema aut\u00f4nomo de reaproveitamento capaz de coletar a \u00e1gua que seria desperdi\u00e7ada em bebedouros e torneiras, filtrar e disponibilizar para uso n\u00e3o pot\u00e1vel, como nos vasos sanit\u00e1rios.<\/p>\n<p>\u201cEles fizeram todo um prot\u00f3tipo, a simula\u00e7\u00e3o de um sistema com encana\u00e7\u00e3o, barris, a parte robotizada. Eles queriam que o sistema fosse todo automatizado e que tivesse um fim sustent\u00e1vel, que se autoprogramasse para poder evitar mais ainda o desperd\u00edcio e a depend\u00eancia humana. Tudo eles que fizeram, sem nenhum engenheiro. Eles foram os pr\u00f3prios engenheiros\u201d, relembra a professora Vivian Sousa.<\/p>\n<p>Enquanto no Cerrado a solu\u00e7\u00e3o veio pela engenharia, no Pantanal, os estudantes da Escola Municipal Rural de Educa\u00e7\u00e3o Integral Polo Sebasti\u00e3o Rolon, no munic\u00edpio de Corumb\u00e1, buscaram na arte o caminho para enfrentar as constantes queimadas.<\/p>\n<p>Ap\u00f3s um trabalho de pesquisa sobre como a popula\u00e7\u00e3o que vive na \u00e1rea rural pode contribuir para diminuir as queimadas, os estudantes desenvolveram uma pe\u00e7a teatral instrutiva para mobilizar a comunidade por meio da cultura.<\/p>\n<p>\u201cMuitos aqui s\u00e3o filhos de agricultores, s\u00e3o filhos de pais que cuidam de gado. Ent\u00e3o, aqui tem sempre incid\u00eancias de queimadas. \u00c9 quando surgem as d\u00favidas sobre para quem ligar ou a quem recorrer. Eles n\u00e3o sabiam o que fazer quando ocorrem esses eventos e falavam que faltava informa\u00e7\u00e3o e, at\u00e9 ent\u00e3o, ningu\u00e9m sabia. Atrav\u00e9s do projeto, eles come\u00e7aram a tirar essas d\u00favidas\u201d, conta a professora Stella de Souza.<\/p>\n<p>O projeto deu t\u00e3o certo, que estudantes e professores j\u00e1 est\u00e3o mobilizados para ampliar tanto o alcance, quanto o formato em que o conte\u00fado \u00e9 apresentado.<\/p>\n<p>\u201cA gente pretende criar livros com a autoria deles, hist\u00f3rias em quadrinhos. A gente tamb\u00e9m est\u00e1 tentando alinhar o conte\u00fado com o conte\u00fado de outras mat\u00e9rias, para que a gente possa ampliar esse conceito e alcan\u00e7ar n\u00e3o somente os adultos, como tamb\u00e9m outras crian\u00e7as\u201d, diz Stella.<\/p>\n<\/div>\n<div>\n<p>A inspira\u00e7\u00e3o na busca pelo equil\u00edbrio com a natureza tamb\u00e9m teve origem em diferentes viv\u00eancias. Na Amaz\u00f4nia, a proximidade com exemplos de sucesso das comunidades ind\u00edgenas, levou os estudantes do Instituto de Educa\u00e7\u00e3o do Amazonas, em Manaus, a desenvolverem um projeto de integra\u00e7\u00e3o dos conhecimentos tradicionais ao curr\u00edculo escolar.<\/p>\n<p>A frase \u201cVoc\u00eas, com o conhecimento de voc\u00eas, podem nos ajudar. E a gente, com o nosso conhecimento, podemos ajudar voc\u00eas\u201d, dita por ind\u00edgena do povo Tukano e ouvida pelos estudantes da professora M\u00e1rcia Gomes em uma visita ao Centro de Medicina Ind\u00edgena Bahserikowi, ecoou profundamente. Ap\u00f3s a experi\u00eancia, a troca foi sendo ampliada e todos passaram por uma transforma\u00e7\u00e3o, dentro e fora do ambiente escolar.<\/p>\n<p>\u201cEu n\u00e3o sabia, naquela \u00e9poca, que eu tinha alunos ind\u00edgenas na escola. Tempos depois, eu fui saber da m\u00e3e de uma dessas alunas, que ela tinha pedido para filha n\u00e3o falar que era ind\u00edgena. Ela tinha medo da filha sofrer preconceito e de ser discriminada ou sofrer bullying como ela tinha sofrido\u201d, conta M\u00e1rcia.<\/p>\n<p>A professora lembra que conforme o projeto foi avan\u00e7ando e novas trocas aconteceram, esses alunos come\u00e7aram a falar mais desse conhecimento e ter orgulho de serem os guardi\u00f5es da sabedoria de sustentar a vida sem degradar a natureza.<\/p>\n<p>\u201cQuando eu via esses meninos, agora, podendo dizer que eles eram ind\u00edgenas, falando da cultura deles, falando como era a tradi\u00e7\u00e3o deles, ent\u00e3o, eu vi que o projeto tinha um algo a mais, que era justamente essa valoriza\u00e7\u00e3o. N\u00e3o somente aprender com eles, mas essa serenidade e autovaloriza\u00e7\u00e3o\u201d, destaca a professora.<\/p>\n<p>No outro extremo do pa\u00eds, em Porto Alegre, esse conhecimento chegou pela leitura do Futuro Ancestral, de Ailton Krenak, que despertou em um grupo de estudantes da Escola Municipal de Ensino Fundamental Saint-Hilaire a vontade de estreitar viv\u00eancia com a natureza.<\/p>\n<p>E foi no parque logo ao lado, que perceberam esse local de conex\u00e3o e o quanto, mesmo perto, toda a comunidade estava distante dessa natureza.<\/p>\n<p>\u201cElas come\u00e7aram a conversar sobre isso \u2013 a gente nunca foi ao parque, a gente podia ir, mas est\u00e1 sempre pegando fogo. Ent\u00e3o, elas come\u00e7aram a monitorar e as queimadas come\u00e7aram a ser constantes naquele per\u00edodo, a partir da leitura do livro. E a\u00ed uma delas disse: \u2018a gente podia fazer um projeto disso\u2019.\u201d, lembra a professora Maria Gabriela Souza.<\/p>\n<p>A partir da\u00ed foram criadas uma s\u00e9rie de atividades educativas, art\u00edsticas e ambientais no Parque Saint-Hilaire, para conscientizar a comunidade sobre a import\u00e2ncia de cuidar e se apropriar do territ\u00f3rio.<\/p>\n<p>\u201cElas criaram conta\u00e7\u00f5es de hist\u00f3ria, performances teatrais, constru\u00edram uma feira liter\u00e1ria, utilizando literatura de autores ind\u00edgenas e negros com Krenak e Ant\u00f4nio Bispo. Elas trabalharam bastante, criaram caixas pedag\u00f3gicas. Foi um sucesso. E tudo isso movimentou a escola inteira\u201d, diz a professora.<\/p>\n<p>O conhecimento tradicional de marisqueiras e pescadores artesanais no munic\u00edpio de Est\u00e2ncia, em Sergipe, inspirou estudantes e professores do Instituto Federal de Sergipe de Est\u00e2ncia (SE) a encontrar um modelo de educa\u00e7\u00e3o ambiental para conserva\u00e7\u00e3o da biodiversidade da Mata Atl\u00e2ntica, presente nas restingas e manguezais.<\/p>\n<p>O projeto do Instituto Federal de Sergipe re\u00fane em diversas pr\u00e1ticas \u2013 como produ\u00e7\u00e3o de document\u00e1rio, sinaliza\u00e7\u00e3o de trilhas ecol\u00f3gicas e identifica\u00e7\u00e3o de fauna e flora \u2013, comunidade tradicional, estudantes e professores em experi\u00eancias imersivas no bioma.<\/p>\n<p>\u201cA gente ent\u00e3o tem uma trilha guiada por marisqueiras e jovens estudantes; um pedal da sustentabilidade, onde uma das estudantes pedalou com a av\u00f3. Ent\u00e3o, a gente busca muito essa inser\u00e7\u00e3o social, al\u00e9m do IEF, al\u00e9m das escolas parceiras que a gente atua. Junto com a pr\u00f3pria comunidade e, principalmente, a for\u00e7a que tem a fam\u00edlia dentro desse engajamento para envolver e sentir\u201d, descreve a professora M\u00e1rcia Santos.<\/p>\n<p>Segundo a educadora, as a\u00e7\u00f5es promovidas pelo projeto tamb\u00e9m s\u00e3o capazes de estimular o protagonismo infantojuvenil.<\/p>\n<p>\u201cEles participaram ativamente, em conjunto, dentro desse processo formativo, porque eles tamb\u00e9m formam. Ent\u00e3o, a ideia \u00e9 que o jovem consiga propagar esse envolvimento em educa\u00e7\u00e3o ambiental. Para que outros jovens da comunidade consigam tamb\u00e9m entender, conhecer e se envolver com a tem\u00e1tica\u201d, diz.<\/p>\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-premio\">Pr\u00eamio<\/h2>\n<p>Criado em 2015, o Pr\u00eamio Criativos da Escola \u00e9 promovido pelo Instituto Alana, uma institui\u00e7\u00e3o sem fins lucrativos que atua na promo\u00e7\u00e3o dos direitos das crian\u00e7as e adolescentes.<\/p>\n<p>O objetivo \u00e9 encorajar crian\u00e7as e adolescentes a transformar suas realidades e fortalecer o protagonismo infantojuvenil, a partir da metodologia Design for Change (Projeto para Mudan\u00e7a, em tradu\u00e7\u00e3o livre), desenvolvida pela educadora indiana Kiran Bir Sethi.<\/p>\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-confira-a-lista-completa-dos-projetos-vencedores-por-bioma\">Confira a lista completa dos projetos vencedores por bioma<\/h3>\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li><strong>Amaz\u00f4nia<\/strong>: O di\u00e1logo com a natureza: Povos ind\u00edgenas da Amaz\u00f4nia e a sustentabilidade, do Instituto de Educa\u00e7\u00e3o do Amazonas, de Manaus (AM);<\/li>\n<li><strong>Cerrado<\/strong>: Prot\u00f3tipo de Sistema de Reuso de \u00c1gua na promo\u00e7\u00e3o da sustentabilidade e o uso respons\u00e1vel dos recursos naturais, do Instituto Estadual de Educa\u00e7\u00e3o, Ci\u00eancia e Tecnologia do Maranh\u00e3o, em Cod\u00f3 (MA);<\/li>\n<li><strong>Caatinga<\/strong>: Filtropinha: dos res\u00edduos aos recursos, da Escola T\u00e9cnica Estadual Paulo Freire, de Carna\u00edba (PE);<\/li>\n<li><strong>Mata Atl\u00e2ntica<\/strong>: Ecotech, do Instituto Federal de Sergipe, de Est\u00e2ncia (SE);<\/li>\n<li><strong>Pampa<\/strong>: Colocar o cora\u00e7\u00e3o no ritmo da Terra: reflorestando mentes e cora\u00e7\u00f5es, da Escola Municipal de Ensino Fundamental Saint-Hilaire, em Porto Alegre (RS);<\/li>\n<li><strong>Pantanal<\/strong>: Queimadas no Pantanal, da Escola Municipal Rural de Educa\u00e7\u00e3o Integral Polo Sebasti\u00e3o Rolon \u2013 Extens\u00e3o Nazar\u00e9, em Corumb\u00e1 (MS).<\/li>\n<\/ul><\/div>\n<p><br \/>\n<br \/><a href=\"https:\/\/www.canalrural.com.br\/cop30\/projetos-de-jovens-de-todos-os-biomas-vencem-premio-nacional-com-solucoes-ambientais\/\">Source link <\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>No Dia Mundial do Meio Ambiente, celebrado nesta quarta-feira (5), seis projetos desenvolvidos por jovens de todos os biomas brasileiros<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":14678,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_monsterinsights_skip_tracking":false,"_monsterinsights_sitenote_active":false,"_monsterinsights_sitenote_note":"","_monsterinsights_sitenote_category":0,"_uf_show_specific_survey":0,"_uf_disable_surveys":false,"footnotes":""},"categories":[1],"tags":[],"class_list":["post-14677","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-news"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/14677"}],"collection":[{"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=14677"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/14677\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/media\/14678"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=14677"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=14677"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=14677"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}