{"id":13889,"date":"2025-05-18T16:42:29","date_gmt":"2025-05-18T20:42:29","guid":{"rendered":"https:\/\/agromt.news\/?p=13889"},"modified":"2025-05-18T16:42:29","modified_gmt":"2025-05-18T20:42:29","slug":"embalagem-inteligente-muda-de-cor-para-mostrar-quando-alimento-esta-estragado","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agromt.news\/?p=13889","title":{"rendered":"Embalagem inteligente muda de cor para mostrar quando alimento est\u00e1 estragado"},"content":{"rendered":"<p> <br \/>\n<\/p>\n<div>\n<p>Cientistas brasileiros desenvolveram uma tecnologia inovadora que pode transformar o controle de qualidade de alimentos: uma embalagem inteligente que muda de cor \u00e0 medida que o produto se deteriora. <\/p>\n<p>A novidade utiliza pigmentos naturais extra\u00eddos do repolho roxo e foi criada por pesquisadores da Embrapa Instrumenta\u00e7\u00e3o (SP), em parceria com a Embrapa Agroind\u00fastria de Alimentos (RJ) e a Universidade de Illinois, em Chicago (<a href=\"https:\/\/www.canalrural.com.br\/tag\/eua\/\">EUA<\/a>).<\/p>\n<p>As mantas desenvolvidas para embalar alimentos s\u00e3o capazes de monitorar, em tempo real, a qualidade dos produtos por meio da mudan\u00e7a de cor. A altera\u00e7\u00e3o \u00e9 provocada por uma rea\u00e7\u00e3o qu\u00edmica entre compostos liberados na deteriora\u00e7\u00e3o e o material da embalagem. <\/p>\n<p>Em testes de laborat\u00f3rio, a tecnologia apresentou resultados promissores: durante o monitoramento do frescor do fil\u00e9 de merluza, a manta mudou de roxo para azul, indicando o processo de degrada\u00e7\u00e3o do alimento.<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/www.embrapa.br\/documents\/10180\/97848192\/250507_EmbalagemInteligente_Matheus_Falanga_cor+roxa_alimento+apropriado.png\/c9ca3574-7159-d590-01e1-3b25deabce29?t=1746200988820\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">A cor roxa indicou que o alimento estava apropriado ao consumo. No entanto, depois de 24 horas, a cor tornou-se menos intensa e, ap\u00f3s 48 horas, surgiram tons azul-acinzentados. Passadas 72 horas, a colora\u00e7\u00e3o azul sinalizou a deteriora\u00e7\u00e3o do fil\u00e9 de peixe armazenado, sem a necessidade de abrir a embalagem.<\/p>\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-necessidade-de-ampliar-estudos\">Necessidade de ampliar estudos<\/h2>\n<figure class=\"wp-block-image size-full\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" width=\"900\" height=\"642\" alt=\"\" class=\"wp-image-4101199\"  data-lazy- src=\"https:\/\/agromt.news\/wp-content\/uploads\/2025\/05\/Embalagem-inteligente-muda-de-cor-para-mostrar-quando-alimento-esta.jpg\"\/><img decoding=\"async\" width=\"900\" height=\"642\" src=\"https:\/\/agromt.news\/wp-content\/uploads\/2025\/05\/Embalagem-inteligente-muda-de-cor-para-mostrar-quando-alimento-esta.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-4101199\"  \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Foto: Matheus Falanga\/Embrapa<\/figcaption><\/figure>\n<p>Para os pesquisadores, os resultados mostram que mantas compostas de nanofibras se comportam como materiais inteligentes, exibindo mudan\u00e7as vis\u00edveis na cor durante o processo de deteriora\u00e7\u00e3o de fil\u00e9s de peixe. <\/p>\n<p>Embora essa caracter\u00edstica aponte uso potencial das mantas no monitoramento do frescor de peixes e frutos do mar, os cientistas dizem que h\u00e1 necessidade de ampliar os estudos para validar sua aplica\u00e7\u00e3o em diferentes esp\u00e9cies.<\/p>\n<p>O m\u00e9todo de fia\u00e7\u00e3o por sopro em solu\u00e7\u00e3o \u00e9 capaz de produzir micro e nanoestruturas polim\u00e9ricas, e apresenta diversas vantagens. Entre elas, a rapidez no desenvolvimento das nanofibras, que leva apenas duas horas. <\/p>\n<p>A t\u00e9cnica foi desenvolvida em 2009 por pesquisadores da Universidade Federal da Para\u00edba (UFPB), da Embrapa Instrumenta\u00e7\u00e3o, em parceria com o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (<a href=\"https:\/\/www.canalrural.com.br\/tag\/usda\/\">USDA<\/a>).<\/p>\n<\/div>\n<div>\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-producao-em-escala-e-facil-manejo\">Produ\u00e7\u00e3o em escala e f\u00e1cil manejo<\/h2>\n<p>Al\u00e9m disso, a t\u00e9cnica apresenta escalabilidade, versatilidade, f\u00e1cil manejo, al\u00e9m de ser de baixo custo e utilizar for\u00e7as aerodin\u00e2micas para a produ\u00e7\u00e3o das nanofibras, o que reduz muito o consumo de energia. <\/p>\n<p>As nanofibras s\u00e3o estruturas extremamente finas, em escala nanom\u00e9trica e podem ser usadas na forma\u00e7\u00e3o de materiais semelhantes a tecidos. <\/p>\n<p>No entanto, a t\u00e9cnica tradicional para produzir essas fibras, chamada eletrofia\u00e7\u00e3o, apresenta diversas limita\u00e7\u00f5es: \u00e9 pouco escal\u00e1vel, tem alto custo, baixo rendimento, exige at\u00e9 24 horas para a produ\u00e7\u00e3o e depende de voltagens elevadas.<\/p>\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-manta-e-reforcada-com-pigmentos-naturais\"><strong>Manta \u00e9 refor\u00e7ada com pigmentos naturais<\/strong><\/h3>\n<figure class=\"wp-block-image size-full\"><img decoding=\"async\" width=\"900\" height=\"507\" alt=\"\" class=\"wp-image-4101201\"  data-lazy- src=\"https:\/\/agromt.news\/wp-content\/uploads\/2025\/05\/Embalagem-inteligente-muda-de-cor-para-mostrar-quando-alimento-esta.jpg\"\/><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"900\" height=\"507\" src=\"https:\/\/agromt.news\/wp-content\/uploads\/2025\/05\/Embalagem-inteligente-muda-de-cor-para-mostrar-quando-alimento-esta.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-4101201\"  \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Foto: Matheus Falanga\/Embrapa<\/figcaption><\/figure>\n<p>No estudo, os pesquisadores utilizaram antocianinas e o pol\u00edmero biocompat\u00edvel e biodegrad\u00e1vel, conhecido como policaprolactona. <\/p>\n<p>As antocianinas s\u00e3o pigmentos naturais encontrados em algumas plantas, frutas, flores e vegetais, que exibem uma ampla gama de cores como vermelho, rosa, azul, roxo, cinza, verde e amarelo. Elas mudam de cor conforme o pH do meio em que se encontram.<\/p>\n<p>Na pesquisa, as antocianinas foram extra\u00eddas de res\u00edduos de repolho roxo. Como o repolho roxo \u00e9 rico em antocianinas, pode ser utilizado como indicador de pH. O estudo testou mais de dez pigmentos, a maioria de vegetais. <\/p>\n<p>\u201cAs nanofibras demonstraram capacidade de monitorar a deteriora\u00e7\u00e3o de fil\u00e9s de peixe em tempo real, revelando potencial como materiais de embalagem inteligentes para alimentos\u201d, avalia Josemar Gon\u00e7alves de Oliveira Filho, que desenvolveu o processo em seu p\u00f3s-doutorado.<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/www.embrapa.br\/documents\/10180\/97848192\/250507_EmbalagemInteligente_Matheus_Falanga_po%CC%81s+dotorando+Oliveira+Filho.jpg\/c5ffd6ff-4560-e793-e735-b56adbec06f3?t=1746201972638\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">O p\u00f3s-doutorando esclarece que, embora, as pesquisas sobre o uso de antocianinas de res\u00edduos alimentares na produ\u00e7\u00e3o de outros materiais inteligentes estejam documentadas na literatura, as informa\u00e7\u00f5es s\u00e3o escassas sobre a aplica\u00e7\u00e3o desses extratos na produ\u00e7\u00e3o de nanofibras inteligentes.<\/p>\n<p>J\u00e1 Mattoso explica que a policaprolactona, pol\u00edmero biodegrad\u00e1vel usado na embalagem, possui boa flexibilidade e resist\u00eancia mec\u00e2nica, o que \u00e9 vantajoso para a prote\u00e7\u00e3o de alimentos. Al\u00e9m disso, tem potencial para uso em uma ampla gama de solventes e baixa temperatura de fus\u00e3o, o que facilita o processamento com menor consumo de energia.<\/p>\n<p><em>*Sob supervis\u00e3o de Victor Faverin<\/em><\/p>\n<\/p><\/div>\n<p><br \/>\n<br \/><a href=\"https:\/\/www.canalrural.com.br\/nacional\/embalagem-inteligente-muda-de-cor-para-mostrar-quando-alimento-esta-estragado\/\">Source link <\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Cientistas brasileiros desenvolveram uma tecnologia inovadora que pode transformar o controle de qualidade de alimentos: uma embalagem inteligente que muda<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":13890,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_monsterinsights_skip_tracking":false,"_monsterinsights_sitenote_active":false,"_monsterinsights_sitenote_note":"","_monsterinsights_sitenote_category":0,"_uf_show_specific_survey":0,"_uf_disable_surveys":false,"footnotes":""},"categories":[1],"tags":[],"class_list":["post-13889","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-news"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/13889"}],"collection":[{"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=13889"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/13889\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/media\/13890"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=13889"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=13889"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=13889"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}