{"id":13605,"date":"2025-05-12T15:18:05","date_gmt":"2025-05-12T19:18:05","guid":{"rendered":"https:\/\/agromt.news\/?p=13605"},"modified":"2025-05-12T15:18:05","modified_gmt":"2025-05-12T19:18:05","slug":"porcos-selvagens-ameacam-lavouras-de-milho-no-centro-oeste","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agromt.news\/?p=13605","title":{"rendered":"Porcos selvagens amea\u00e7am lavouras de milho no Centro-Oeste"},"content":{"rendered":"<p> <br \/>\n<br \/><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/agromt.news\/wp-content\/uploads\/2025\/05\/Porcos-selvagens-ameacam-lavouras-de-milho-no-Centro-Oeste.jpg\" \/><\/p>\n<div>\n<p>A presen\u00e7a crescente e silenciosa de porcos selvagens nas lavouras de Mato Grosso tem provocado preju\u00edzos expressivos, especialmente nas planta\u00e7\u00f5es de <strong><a href=\"http:\/\/www.canalrural.com.br\/tag\/milho\/\">milho<\/a><\/strong>. Em Brasnorte, no noroeste do estado, produtores j\u00e1 contabilizam perdas em \u00e1reas que superam os 25 hectares. Em algumas fazendas, os animais invadem os talh\u00f5es desde o in\u00edcio do cultivo, desenterrando sementes, quebrando plantas e comprometendo o desenvolvimento da cultura.<\/p>\n<p>Na fazenda Flecha de Ouro, por exemplo, o cen\u00e1rio \u00e9 cr\u00edtico: o plantio de quase 3 mil hectares de milho est\u00e1 sendo atacado por bandos que j\u00e1 causaram perdas de at\u00e9 10% em determinadas \u00e1reas. Al\u00e9m dos danos diretos \u00e0 cultura, a destrui\u00e7\u00e3o causada pelos animais tamb\u00e9m favorece o crescimento de plantas daninhas, devido \u00e0 maior incid\u00eancia de luz nas \u00e1reas danificadas, o que encarece ainda mais o manejo.<\/p>\n<p>Veja os detalhes na reportagem de Pedro Silvestre:<\/p>\n<\/div>\n<div>\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-rich is-provider-incorporar-manipulador wp-block-embed-incorporar-manipulador wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio\">\n<p>\n<iframe title=\"Porcos selvagens devastam lavouras e amea\u00e7am produ\u00e7\u00e3o de milho no Mato Grosso\" width=\"800\" height=\"450\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/d3gTbPdyVQY?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe><noscript><iframe title=\"Porcos selvagens devastam lavouras e amea\u00e7am produ\u00e7\u00e3o de milho no Mato Grosso\" width=\"800\" height=\"450\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/d3gTbPdyVQY?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe><\/noscript>\n<\/p>\n<\/figure>\n<p>A situa\u00e7\u00e3o tem levado produtores a repensar suas estrat\u00e9gias. Em uma das propriedades da regi\u00e3o, a \u00e1rea plantada com milho foi reduzida em 70% nesta safra, numa tentativa de conter os preju\u00edzos. Mesmo assim, os porcos voltaram com for\u00e7a, atacando manchas de at\u00e9 15 hectares de uma s\u00f3 vez. A perspectiva \u00e9 de que novas perdas ainda ocorram at\u00e9 o fim da colheita, o que j\u00e1 levou agricultores a descartarem o cultivo do milho na pr\u00f3xima temporada, diante da inviabilidade econ\u00f4mica.<\/p>\n<p>O impacto n\u00e3o se limita ao milho. Outras culturas, como a soja e o feij\u00e3o, tamb\u00e9m est\u00e3o sendo afetadas. Em uma mesma fazenda, estima-se que os javalis e javaporcos j\u00e1 tenham causado perdas de at\u00e9 20% na soja, e os primeiros danos no feij\u00e3o come\u00e7am a aparecer \u00e0 medida que a cultura entra na fase final do ciclo. O n\u00famero de animais tamb\u00e9m impressiona: estimativas apontam mais de 600 porcos selvagens circulando dentro de uma \u00fanica propriedade.<\/p>\n<p>Al\u00e9m das lavouras, produtores de pecu\u00e1ria tamb\u00e9m t\u00eam relatado transtornos causados pelos animais, com registros de gado ferido e cercas destru\u00eddas durante ataques dos bandos.<\/p>\n<p>A situa\u00e7\u00e3o j\u00e1 \u00e9 tratada como grave por entidades do setor. A Aprosoja Mato Grosso destaca o avan\u00e7o preocupante das esp\u00e9cies, especialmente no sul do estado, em munic\u00edpios como Alto Taquari. Segundo a entidade, os porcos selvagens \u2014 esp\u00e9cies ex\u00f3ticas e agressivas \u2014 n\u00e3o apenas amea\u00e7am a produ\u00e7\u00e3o agr\u00edcola, mas tamb\u00e9m colocam em risco a fauna nativa, com uma taxa de reprodu\u00e7\u00e3o acelerada e sem predadores naturais eficazes.<\/p>\n<p>A Aprosoja e outras lideran\u00e7as do agro est\u00e3o em di\u00e1logo com o Ibama para estabelecer formas de controle legal e respons\u00e1vel da popula\u00e7\u00e3o desses animais, com base em dados e estudos cient\u00edficos. A urg\u00eancia \u00e9 clara: sem medidas efetivas, a continuidade do cultivo de milho \u2014 e outras culturas \u2014 pode estar seriamente comprometida em diversas regi\u00f5es do estado.<\/p>\n<\/p><\/div>\n<p><br \/>\n<br \/><a href=\"https:\/\/www.canalrural.com.br\/agricultura\/porcos-selvagens-ameacam-lavouras-de-milho-no-centro-oeste\/\">Source link <\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A presen\u00e7a crescente e silenciosa de porcos selvagens nas lavouras de Mato Grosso tem provocado preju\u00edzos expressivos, especialmente nas planta\u00e7\u00f5es<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":13606,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_monsterinsights_skip_tracking":false,"_monsterinsights_sitenote_active":false,"_monsterinsights_sitenote_note":"","_monsterinsights_sitenote_category":0,"_uf_show_specific_survey":0,"_uf_disable_surveys":false,"footnotes":""},"categories":[1],"tags":[],"class_list":["post-13605","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-news"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/13605"}],"collection":[{"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=13605"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/13605\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/media\/13606"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=13605"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=13605"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=13605"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}