{"id":13571,"date":"2025-05-11T15:59:11","date_gmt":"2025-05-11T19:59:11","guid":{"rendered":"https:\/\/agromt.news\/?p=13571"},"modified":"2025-05-11T15:59:11","modified_gmt":"2025-05-11T19:59:11","slug":"modelo-baseado-na-bioeconomia-atrai-investimentos-para-a-amazonia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agromt.news\/?p=13571","title":{"rendered":"Modelo baseado na bioeconomia atrai investimentos para a Amaz\u00f4nia"},"content":{"rendered":"<p> <br \/>\n<br \/><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/agromt.news\/wp-content\/uploads\/2024\/10\/bioeconomia-Amazonia.jpg\" \/><\/p>\n<div>\n<p>A bioeconomia, modelo de produ\u00e7\u00e3o sem perda da biodiversidade, \u00e9 um das principais apostas de desenvolvimento na transi\u00e7\u00e3o para uma economia de baixo carbono, necess\u00e1ria ao enfrentamento \u00e0s mudan\u00e7as clim\u00e1ticas. Na Amaz\u00f4nia, os resultados positivos dessa forma sustent\u00e1vel de neg\u00f3cio atraem, cada vez mais, investimentos de governos e da iniciativa privada.<\/p>\n<p>O Conselho Empresarial Mundial para o Desenvolvimento Sustent\u00e1vel (WBCSD, na sigla em ingl\u00eas) aponta um potencial global de US$ 7,7 trilh\u00f5es em oportunidade de neg\u00f3cio at\u00e9 2030, no relat\u00f3rio Uma Oportunidade de Neg\u00f3cio que Contribui para um Mundo Sustent\u00e1vel.<\/p>\n<p>Na capital do Par\u00e1, cidade-sede que vai sediar a pr\u00f3xima Confer\u00eancia das Na\u00e7\u00f5es Unidas sobre Mudan\u00e7as Clim\u00e1ticas <strong><a href=\"https:\/\/www.canalrural.com.br\/tag\/cOP30\/\">(COP30)<\/a><\/strong>, em novembro, o estudo Bioeconomia da Sociobiodiversidade apontou, em 2021, a capacidade de incrementar as cadeias produtivas da floresta em R$ 170 bilh\u00f5es, at\u00e9 2040.<\/p>\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-centro-de-inovacao-e-bioeconomia\">Centro de Inova\u00e7\u00e3o e Bioeconomia<\/h2>\n<p>Uma das obras que preparam a regi\u00e3o para os debates da COP30 \u00e9 a do Centro de Inova\u00e7\u00e3o e Bioeconomia de Bel\u00e9m (CIBB). Com investimentos de R$ 20 milh\u00f5es, uma for\u00e7a-tarefa que envolve os governos federal e municipal e a empresa Itaipu Binacional resultar\u00e1 na revitaliza\u00e7\u00e3o de um casar\u00e3o tombado para abrigar 20 novas iniciativas em desenvolvimento.<\/p>\n<p>A ideia \u00e9 que o espa\u00e7o seja um local de divulga\u00e7\u00e3o do modelo econ\u00f4mico e tamb\u00e9m a base de um ecossistema de apoio aos neg\u00f3cios. Empresas como a de Izete Costa, conhecida como dona Nena, que produz chocolate e outros derivados do cacau, na Ilha do Combu.<\/p>\n<p>Ribeirinha, nascida na comunidade Igarap\u00e9 de Piriquitaquara, filha de agricultores, dona Nena cresceu percorrendo o Rio Guam\u00e1 com os pais para comercializar o cacau nativo na parte continental de Bel\u00e9m.<\/p>\n<p>Com o passar dos anos, a mudan\u00e7a no clima e a a crescente demanda por outras culturas, a empres\u00e1ria viu uma diminui\u00e7\u00e3o dos cacaueiros na regi\u00e3o. \u201dN\u00f3s costum\u00e1vamos descer de l\u00e1 com tr\u00eas, quatro canoas cheias de frutos de cacau. Hoje, meus irm\u00e3os n\u00e3o descem nem com uma\u201d, diz.<\/p>\n<p>Preocupada com a persist\u00eancia do fruto na ilha e em busca de valoriza\u00e7\u00e3o desse recurso natural, dona Nena iniciou uma busca pela melhor forma de beneficiar o cacau e agregar valor \u00e0 produ\u00e7\u00e3o local. De forma artesanal, passou a produzir chocolates, a partir do que era plantado e colhido em seu quintal e nos dos vizinhos.<\/p>\n<p>Em 20 anos de trabalho, a empresa de dona Nena beneficia hoje 16 fam\u00edlias, que, como ela, vivem do manejo sustent\u00e1vel da Floresta Amaz\u00f4nica, sem precisar desmatar ou deixar a regi\u00e3o em busca de outras oportunidades.<\/p>\n<\/div>\n<div>\n<p>Essas fam\u00edlias t\u00eam acesso \u00e0 \u00e1gua pot\u00e1vel por meio de um sistema de capta\u00e7\u00e3o da chuva, e o beneficiamento do cacau tamb\u00e9m financiou melhores condi\u00e7\u00f5es de saneamento e infraestrutura para receber turistas, que fortalecem a cadeia produtiva sem a necessidade de atravessadores.<\/p>\n<p>A empres\u00e1ria tem muito orgulho desse trabalho, que permite a conserva\u00e7\u00e3o do bioma, mas destaca que ainda n\u00e3o \u00e9 uma realidade para o restante da regi\u00e3o.<\/p>\n<p>\u201cO povo precisa manter a floresta de p\u00e9? Precisa. Mas precisa de \u00e1gua tratada, de saneamento b\u00e1sico, de um mont\u00e3o de coisas, assist\u00eancia \u00e0 sa\u00fade, que faz com que ele se fixe aqui. Porque muitas vezes sai daqui, vem outra pessoa que vem desmatar. Porque ele n\u00e3o tem as condi\u00e7\u00f5es adequadas para se manter aqui\u201d, diz dona Nena.<\/p>\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-praticas-mais-sustentaveis\">Pr\u00e1ticas mais sustent\u00e1veis<\/h2>\n<p>A solu\u00e7\u00e3o apontada pela empres\u00e1ria \u00e9 maior investimento em assist\u00eancia t\u00e9cnica e fomento aos produtores locais. Segundo a secret\u00e1ria adjunta de Bioeconomia do estado do Par\u00e1, Camille Bemerguy, para atrair investidores, o governo estadual lan\u00e7ou o PlanBio Par\u00e1, que tra\u00e7a uma estrat\u00e9gia de valoriza\u00e7\u00e3o do patrim\u00f4nio gen\u00e9tico e fortalecimento das cadeias produtivas, com ci\u00eancia e inova\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>\u201c\u00c9 um plano de Estado, n\u00e3o \u00e9 um plano de governo, para garantir a continuidade, em que se estabelecem novas bases de uso da terra e uso da floresta. Ent\u00e3o, a bioeconomia est\u00e1 ancorada dentro desse plano, o que d\u00e1 um novo ambiente para isso, d\u00e1 uma seguran\u00e7a jur\u00eddica para aqueles que querem investir aqui\u201d, diz.<\/p>\n<p>De acordo com a gestora, embora a bioeconomia j\u00e1 venha sendo praticada h\u00e1 muitos anos pelos povos da floresta, a forma extrativista como o setor se desenvolveu nos \u00faltimos anos precisou ser revista e adequada \u00e0s pr\u00e1ticas mais sustent\u00e1veis. Associada a essa revis\u00e3o, tamb\u00e9m foram estudadas formas de escalonar a produ\u00e7\u00e3o e dar mais visibilidade aos produtos finais, explica Camille.<\/p>\n<p>O Planbio tamb\u00e9m prev\u00ea a constru\u00e7\u00e3o do Parque de Bioeconomia e Inova\u00e7\u00e3o da Amaz\u00f4nia, que est\u00e1 em andamento \u00e0s margens da Ba\u00eda do Guajar\u00e1, no projeto Porto Futuro 2. De acordo com o governo estadual, est\u00e3o sendo investidos R$ 300 milh\u00f5es na restaura\u00e7\u00e3o e adapta\u00e7\u00e3o de armaz\u00e9ns da antiga regi\u00e3o portu\u00e1ria de Bel\u00e9m.<\/p>\n<p>O local abrigar\u00e1 as estruturas do Observat\u00f3rio da Bioeconomia, do Centro de Cultura Alimentar, do Centro de Sociobioeconomia e um Centro de Turismo de Base Local.<\/p>\n<p>Segundo Camille Bemerguy, os investimentos j\u00e1 se refletem diretamente na estrutura\u00e7\u00e3o do setor, antes com poucas iniciativas inovadoras e preparadas para se manter no mercado.<\/p>\n<p>\u201cVoc\u00ea tinha cerca de 70 startups, e a maioria morria no meio do caminho, porque n\u00e3o tinha condi\u00e7\u00f5es de avan\u00e7ar, sobrava uma no final, como um produto vi\u00e1vel e de acesso ao mercado. Hoje, a gente j\u00e1 tem cerca de 300. Com o Parque de Bioeconomia e Inova\u00e7\u00e3o do estado, a gente quer ainda atrair mais 200 startups\u201d, ressalta a secret\u00e1ria adjunta de Bioeconomia.<\/p>\n<p>Com o setor mais estruturado, a gestora destaca que o estado tamb\u00e9m espera tirar empreendedores da informalidade e alcan\u00e7ar, com a bioeconomia, 4,5% do Produto Interno Bruto (PIB) do Par\u00e1, at\u00e9 2030. \u201cVoc\u00ea precisa destravar certos elementos para que esse desenvolvimento efetivamente possa n\u00e3o ser, de novo, mais um ciclo, para que ele seja transformador. Ent\u00e3o, [vamos] melhorar toda essa parte de infraestrutura, de conectividade, de tornar menos invis\u00edveis esses atores que est\u00e3o aqui e que tanto contribu\u00edram para esse desenvolvimento\u201d, conclui.<\/p>\n<\/p><\/div>\n<p><br \/>\n<br \/><a href=\"https:\/\/www.canalrural.com.br\/cop30\/modelo-baseado-na-bioeconomia-atrai-investimentos-para-a-amazonia\/\">Source link <\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A bioeconomia, modelo de produ\u00e7\u00e3o sem perda da biodiversidade, \u00e9 um das principais apostas de desenvolvimento na transi\u00e7\u00e3o para uma<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":3661,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_monsterinsights_skip_tracking":false,"_monsterinsights_sitenote_active":false,"_monsterinsights_sitenote_note":"","_monsterinsights_sitenote_category":0,"_uf_show_specific_survey":0,"_uf_disable_surveys":false,"footnotes":""},"categories":[1],"tags":[],"class_list":["post-13571","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-news"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/13571"}],"collection":[{"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=13571"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/13571\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/media\/3661"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=13571"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=13571"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=13571"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}