{"id":13426,"date":"2025-05-08T08:36:40","date_gmt":"2025-05-08T12:36:40","guid":{"rendered":"https:\/\/agromt.news\/?p=13426"},"modified":"2025-05-08T08:36:40","modified_gmt":"2025-05-08T12:36:40","slug":"urucum-de-paranacity-conquista-selo-de-indicacao-geografica-por-procedencia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agromt.news\/?p=13426","title":{"rendered":"Urucum de Paranacity conquista selo de Indica\u00e7\u00e3o Geogr\u00e1fica por Proced\u00eancia"},"content":{"rendered":"<p> <br \/>\n<\/p>\n<div>\n<p>O urucum cultivado em Paranacity e Cruzeiro do Sul, no Paran\u00e1, conquistou recentemente a primeira <a href=\"https:\/\/www.canalrural.com.br\/empreendedorismo\/comunidade-rural-de-ipu-conquista-indicacao-geografica-para-ceramica-tradicional\/\">Indica\u00e7\u00e3o Geogr\u00e1fica<\/a> (IG) de Proced\u00eancia (IP) do Brasil para esse tipo de fruto.\u00a0<\/p>\n<p>O selo, concedido pelo Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI), reconhece a qualidade \u00fanica do produto e chancela a marca como <a href=\"https:\/\/pr.agenciasebrae.com.br\/cultura-empreendedora\/urucum-de-paranacity-conquista-a-primeira-indicacao-geografica-do-brasil-para-o-fruto\/\">\u201curucum de Paranacity<\/a>\u201d. <\/p>\n<p>O fruto tem alto teor de bixina \u2013 um carotenoide respons\u00e1vel pela colora\u00e7\u00e3o avermelhada do fruto -, e um manejo diferenciado, resultado da experi\u00eancia acumulada por d\u00e9cadas pelos produtores locais.<\/p>\n<p>Enquanto o urucum comum t\u00eam cerca de 3% de bixina (o pigmento), o urucum de Paranacity atinge mais de 5%. <\/p>\n<p>O produto \u00e9 utilizado em ind\u00fastrias t\u00eaxteis, cosm\u00e9ticas, farmacol\u00f3gicas, aliment\u00edcias e como condimento \u2013 nas cozinhas dos lares, segundo o INPI, tamb\u00e9m \u00e9 conhecido como \u201ccolorau\u201d ou \u201ccolor\u00edfico\u201d e utilizado para dar cor a variados pratos.<\/p>\n<p>Com o selo de Indica\u00e7\u00e3o de Proced\u00eancia (IP), os produtores ganham visibilidade nacional e at\u00e9 internacional, abrem portas para novos mercados e agregam mais valor ao que j\u00e1 produzem com excel\u00eancia. <\/p>\n<p>A produ\u00e7\u00e3o m\u00e9dia, que chegou a 1,2 mil quilos por hectare na \u00faltima safra, tem grande potencial de valoriza\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li><em>Participe do Porteira Aberta Empreender: envie perguntas, sugest\u00f5es e conte sua hist\u00f3ria de empreendedorismo pelo\u00a0<\/em><a href=\"https:\/\/api.whatsapp.com\/send?phone=5511932796720&amp;PorteiraAbertaEmpreender=SuaMensagem\"><strong>WhatsApp<\/strong><\/a><\/li>\n<\/ul>\n<\/div>\n<div>\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"576\" alt=\"Planta\u00e7\u00e3o de Urucum \" class=\"wp-image-4099349\"  data-lazy- src=\"https:\/\/agromt.news\/wp-content\/uploads\/2025\/05\/Urucum-de-Paranacity-conquista-selo-de-Indicacao-Geografica-por-Procedencia.png\"\/><img decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"576\" src=\"https:\/\/agromt.news\/wp-content\/uploads\/2025\/05\/Urucum-de-Paranacity-conquista-selo-de-Indicacao-Geografica-por-Procedencia.png\" alt=\"Planta\u00e7\u00e3o de Urucum \" class=\"wp-image-4099349\"  \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Fruto \u00e9 cultivado h\u00e1 cerca de meio s\u00e9culo na regi\u00e3o. Fotos: Adriano Oltramari | ASN\/PR.<\/figcaption><\/figure>\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-tradicao-de-decadas-no-campo\">Tradi\u00e7\u00e3o de d\u00e9cadas no campo<\/h2>\n<p>A produ\u00e7\u00e3o local do fruto data do fim da d\u00e9cada de 1970 ao in\u00edcio dos anos 1980. <\/p>\n<p>Os munic\u00edpios s\u00e3o tradicionalmente conhecidos pelo cultivo do urucum e, ali\u00e1s, s\u00e3o os maiores produtores do Paran\u00e1, concentrando 600 hectares de urucuzeiros \u2013 origin\u00e1rios da regi\u00e3o amaz\u00f4nica.\u00a0<\/p>\n<p>Em anos de bons pre\u00e7os, o quilo pode atingir R$ 22, e com a IG, a expectativa \u00e9 de alta ainda maior, al\u00e9m da abertura de possibilidades para exporta\u00e7\u00e3o direta.<\/p>\n<p>Pioneiro na produ\u00e7\u00e3o, Jo\u00e3o Trindade Lopes plantou o primeiro p\u00e9 de urucum no munic\u00edpio em 1981. A fam\u00edlia tem 51 alqueires dedicados \u00e0 produ\u00e7\u00e3o do fruto, enviada para S\u00e3o Paulo e para alguns estados do Nordeste. <\/p>\n<p>Para o neto do pioneiro, Victor Salvadego Lopes, a IG ajudar\u00e1 a agregar valor ao produto.<\/p>\n<p>\u201cMeu av\u00f4 conta que ningu\u00e9m sabia como cultivar quando ele come\u00e7ou. Fez mudas, usou muita m\u00e3o de obra e, com o passar dos anos, estabeleceu a cultura que se disseminou na regi\u00e3o. Com a IG, esperamos atrair novos compradores\u201d, comenta Victor Lopes.<\/p>\n<p>Com a nova conquista, o Paran\u00e1 soma 17 produtos reconhecidos por Indica\u00e7\u00e3o Geogr\u00e1fica. Entre eles, est\u00e3o o mel de Ortigueira, os queijos de Witmarsum, o morango do Norte Pioneiro e a bala de banana de Antonina. <\/p>\n<p>Al\u00e9m desses 17 reconhecidos, h\u00e1 ainda uma Indica\u00e7\u00e3o Geogr\u00e1fica concedida a Santa Catarina, que envolve tamb\u00e9m munic\u00edpios do Paran\u00e1 e do Rio Grande do Sul: o mel de melato da bracatinga do Planalto Sul do Brasil. <\/p>\n<p>A valoriza\u00e7\u00e3o das IGs refor\u00e7a a import\u00e2ncia de preservar tradi\u00e7\u00f5es regionais e estimular pr\u00e1ticas agr\u00edcolas sustent\u00e1veis, que fortalecem a economia rural e geram oportunidades para milhares de fam\u00edlias no campo.<\/p>\n<\/p><\/div>\n<p><br \/>\n<br \/><a href=\"https:\/\/www.canalrural.com.br\/empreendedorismo\/urucum-de-paranacity-conquista-selo-de-indicacao-geografica-de-procedencia\/\">Source link <\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O urucum cultivado em Paranacity e Cruzeiro do Sul, no Paran\u00e1, conquistou recentemente a primeira Indica\u00e7\u00e3o Geogr\u00e1fica (IG) de Proced\u00eancia<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":13427,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_monsterinsights_skip_tracking":false,"_monsterinsights_sitenote_active":false,"_monsterinsights_sitenote_note":"","_monsterinsights_sitenote_category":0,"_uf_show_specific_survey":0,"_uf_disable_surveys":false,"footnotes":""},"categories":[1],"tags":[],"class_list":["post-13426","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-news"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/13426"}],"collection":[{"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=13426"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/13426\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/media\/13427"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=13426"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=13426"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=13426"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}