{"id":12291,"date":"2025-04-12T10:34:00","date_gmt":"2025-04-12T14:34:00","guid":{"rendered":"https:\/\/agromt.news\/?p=12291"},"modified":"2025-04-12T10:34:00","modified_gmt":"2025-04-12T14:34:00","slug":"microorganismos-da-amazonia-podem-controlar-doencas-em-tomates","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agromt.news\/?p=12291","title":{"rendered":"Microorganismos da Amaz\u00f4nia podem controlar doen\u00e7as em tomates"},"content":{"rendered":"<p> <br \/>\n<\/p>\n<div>\n<p>Uma nova pesquisa realizada por cientistas brasileiros apontou que microorganismos encontrados em sedimentos de rios na Amaz\u00f4nia podem ser a chave para combater a bact\u00e9ria do solo <em>Ralstonia solanacearum,<\/em> respons\u00e1vel pela murcha bacteriana do tomate.<\/p>\n<p>Os resultados da pesquisa se mostraram promissores para a cria\u00e7\u00e3o de um inoculante bacteriano. Este se mostrou prop\u00edcio para diminuir a ocorr\u00eancia da doen\u00e7a, que amea\u00e7a a produ\u00e7\u00e3o de tomate e tamb\u00e9m de vegetais na regi\u00e3o amaz\u00f4nica.<\/p>\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-murcha-bacteriana-do-tomate\">Murcha bacteriana do tomate<\/h2>\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li>Tamb\u00e9m conhecida como murchadeira, a murcha bacteriana \u00e9 uma doen\u00e7a causada pela bact\u00e9ria <em>Ralstonia solanacearum<\/em>. Essa bact\u00e9ria vive no solo e ataca o sistema vascular da planta, impedindo o fluxo de \u00e1gua e nutrientes, o que leva \u00e0 murcha e morte da planta.<\/li>\n<\/ul>\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-desenvolvimento-da-pesquisa\">Desenvolvimento da pesquisa<\/h2>\n<p>O estudo foi coordenado pelo pesquisador da <strong><a href=\"https:\/\/www.canalrural.com.br\/tag\/embrapa\/\">Embrapa Amaz\u00f4nia Ocidental<\/a><\/strong> Gilvan Ferreira da Silva, que tem analisado a microbiota da Amaz\u00f4nia com foco no desenvolvimento de solu\u00e7\u00f5es para a agricultura.<\/p>\n<p>Foram analisadas 36 bact\u00e9rias isoladas dos rios Negro e Solim\u00f5es sendo encontrados tr\u00eas isolados bacterianos, <em>Priestia aryabhattai RN 11<\/em>, o <em>Streptomyces sp. RN 24<\/em> e o <em>Kitasatospora sp. SOL 195 <\/em>\u00a0que apresentaram respectivamente 100%, 87,62% e 100% de capacidade de inibir o crescimento da <em>Ralstonia solanacearum<\/em>.<\/p>\n<p>\u201cA <em>Ralstonia solanacearum<\/em> \u00e9 uma bact\u00e9ria de solo que ataca dezenas de outras esp\u00e9cies vegetais como a batata, o piment\u00e3o, a pimenta, a berinjela, a banana, o amendoim, o feij\u00e3o e a soja\u201d, lembra Gilvan Ferreira.<\/p>\n<\/div>\n<div>\n<p>Nos ensaios, realizados nas esta\u00e7\u00f5es seca e chuvosa, o P.<em> aryabhattai RN 11<\/em> reduziu a incid\u00eancia da murcha bacteriana em 40% e 90%. Ao mesmo tempo, promoveu o crescimento das plantas infectadas. <em>Streptomyces sp. RN 24<\/em> e <em>Kitasatospora sp. SOL 195<\/em> exibiram altas taxas de sobreviv\u00eancia (85 a 90%) e supress\u00e3o do pat\u00f3geno no solo (maior que 90%), demonstrando seu potencial como agentes de biocontrole.<\/p>\n<p>A identifica\u00e7\u00e3o de microrganismos retirados de sedimentos de rios amaz\u00f4nicos vem sendo feita pela Embrapa Amaz\u00f4nia Ocidental a partir de coletas nos rios Madeira, Purus, Solim\u00f5es, Juru\u00e1 e Negro, realizadas entre 2018 e 2019. <\/p>\n<figure class=\"wp-block-image size-full\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" width=\"900\" height=\"642\" alt=\"Solo do Rio Nego, no Amazonas, \u00e9 alvo de pesquisa da Embrapa \" class=\"wp-image-4094600\"  data-lazy- src=\"https:\/\/agromt.news\/wp-content\/uploads\/2025\/04\/Microorganismos-da-Amazonia-podem-controlar-doencas-em-tomates.jpg\"\/><img decoding=\"async\" width=\"900\" height=\"642\" src=\"https:\/\/agromt.news\/wp-content\/uploads\/2025\/04\/Microorganismos-da-Amazonia-podem-controlar-doencas-em-tomates.jpg\" alt=\"Solo do Rio Nego, no Amazonas, \u00e9 alvo de pesquisa da Embrapa \" class=\"wp-image-4094600\"  \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Resultados da pesquisa evidenciam o potencial biotecnol\u00f3gico da diversidade microbiana amaz\u00f4nica Foto: Siglia Souza<\/figcaption><\/figure>\n<p>A poss\u00edvel descoberta de novas esp\u00e9cies tamb\u00e9m refor\u00e7a a import\u00e2ncia da biodiversidade microbiana amaz\u00f4nica como fonte de compostos bioativos e agentes de biocontrole. <\/p>\n<p>\u201cH\u00e1 outros estudos em andamento, mostrando que microbiota do Bioma Amaz\u00f4nia, principalmente a dos rios, pode ter uma aplica\u00e7\u00e3o importante na agricultura, tanto na parte de controle de pat\u00f3genos quanto na prospec\u00e7\u00e3o de novas mol\u00e9culas. Ent\u00e3o \u00e9 um material muito rico que est\u00e1 sendo desdobrado em diversos trabalhos\u201d, disse o pesquisador da Embrapa.<\/p>\n<p>O estudo consta no artigo \u201cAmazonian Bacteria from River Sediments as a Biocontrol Solution against Ralstonia solanacearum\u201d publicado no peri\u00f3dico Microorganisms.<\/p>\n<p><em>*Sob supervis\u00e3o deThiago Dantas <\/em><\/p>\n<\/p><\/div>\n<p><br \/>\n<br \/><a href=\"https:\/\/www.canalrural.com.br\/agricultura\/microorganismos-encontrados-em-rios-da-amazonia-podem-controlar-doencas-em-tomates\/\">Source link <\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Uma nova pesquisa realizada por cientistas brasileiros apontou que microorganismos encontrados em sedimentos de rios na Amaz\u00f4nia podem ser a<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":12292,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_monsterinsights_skip_tracking":false,"_monsterinsights_sitenote_active":false,"_monsterinsights_sitenote_note":"","_monsterinsights_sitenote_category":0,"_uf_show_specific_survey":0,"_uf_disable_surveys":false,"footnotes":""},"categories":[1],"tags":[],"class_list":["post-12291","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-news"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/12291"}],"collection":[{"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=12291"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/12291\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/media\/12292"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=12291"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=12291"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=12291"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}