{"id":1209,"date":"2024-09-08T11:42:45","date_gmt":"2024-09-08T15:42:45","guid":{"rendered":"https:\/\/agromt.news\/?p=1209"},"modified":"2024-09-08T11:42:45","modified_gmt":"2024-09-08T15:42:45","slug":"para-exporta-mais-de-61-mil-toneladas-de-acai-por-ano-aponta-estudo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agromt.news\/?p=1209","title":{"rendered":"Par\u00e1 exporta mais de 61 mil toneladas de a\u00e7a\u00ed por ano, aponta estudo"},"content":{"rendered":"<p> <br \/>\n<\/p>\n<div>\n<p>Considerado uma joia da <a href=\"https:\/\/www.canalrural.com.br\/tag\/amazonia\/\">Amaz\u00f4nia<\/a>, o a\u00e7a\u00ed ganhou destaque internacional e hoje os pre\u00e7os dos produtos derivados do a\u00e7a\u00ed paraense aumentaram em mais de 5 mil, indicando um forte processo de agrega\u00e7\u00e3o de valor comercializado, informa a Funda\u00e7\u00e3o Amaz\u00f4nia de Amparo a Estudos e Pesquisas (Fapespa), em estudo publicado em julho.<\/p>\n<p>Os produtos exportados derivados da produ\u00e7\u00e3o paraense saltaram de menos de 1 tonelada no ano de 1999 para mais de 61 mil toneladas em 2023. Quanto ao valor exportado, observou-se que os produtos derivados do a\u00e7a\u00ed paraense saltaram de US$ 1,00, em 1999, para quase US$ 45 milh\u00f5es, em 2023.<\/p>\n<\/div>\n<div>\n<p>Atualmente, o a\u00e7a\u00ed cultivado no Par\u00e1 representa a parcela dominante da produ\u00e7\u00e3o nacional, respondendo por 87,3% do total. Este fen\u00f4meno reflete n\u00e3o apenas o potencial do cultivo controlado do a\u00e7a\u00ed, mas tamb\u00e9m os avan\u00e7os tecnol\u00f3gicos e estrat\u00e9gias de manejo que impulsionaram esse setor para novos patamares de crescimento e desenvolvimento econ\u00f4mico.<\/p>\n<p>Entendendo a import\u00e2ncia do fruto para a economia paraense, a Fapespa elaborou um estudo baseado nessa cadeia produtiva, em julho deste ano. O estudo aponta que o ponto de virada significativo ocorreu em 2015, quando a produ\u00e7\u00e3o na lavoura permanente atingiu a marca de 1 milh\u00e3o de toneladas, inaugurando um novo cap\u00edtulo na hist\u00f3ria do a\u00e7a\u00ed no pa\u00eds. At\u00e9 esse ano, a produ\u00e7\u00e3o do fruto estava predominantemente ligada \u00e0 atividade extrativa, registrando cerca de 200 mil toneladas.<\/p>\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-exportacao\"><strong>Exporta\u00e7\u00e3o <\/strong><\/h2>\n<p>A Nota T\u00e9cnica do A\u00e7a\u00ed revela que em compara\u00e7\u00e3o com o segundo estado exportador, o Amazonas, os derivados do a\u00e7a\u00ed passaram de menos de 1 tonelada, em 1999, para 57 toneladas, em 2023. Na economia amazonense, os derivados do a\u00e7a\u00ed passaram de US$ 692, em 2002, para pouco mais de US$ 93 mil, no mesmo per\u00edodo.<\/p>\n<p>De acordo com o esse mais recente estudo, o cen\u00e1rio da produ\u00e7\u00e3o de a\u00e7a\u00ed no Brasil revela uma ascens\u00e3o not\u00e1vel ao longo das \u00faltimas d\u00e9cadas. Os dados oficiais mostram que, entre 1987 e 2022, o a\u00e7a\u00ed registrou crescimento admir\u00e1vel, com a produ\u00e7\u00e3o saltando de 145,8 mil toneladas para impressionantes 1,9 milh\u00e3o de toneladas, representando um aumento de mais de 13 vezes em um per\u00edodo de 36 anos.<\/p>\n<figure class=\"wp-block-image size-full\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" width=\"800\" height=\"533\" alt=\"a\u00e7a\u00ed;\" class=\"wp-image-4066040\"  data-lazy- src=\"https:\/\/agromt.news\/wp-content\/uploads\/2024\/09\/Para-exporta-mais-de-61-mil-toneladas-de-acai-por.jpg\"\/><img decoding=\"async\" width=\"800\" height=\"533\" src=\"https:\/\/agromt.news\/wp-content\/uploads\/2024\/09\/Para-exporta-mais-de-61-mil-toneladas-de-acai-por.jpg\" alt=\"a\u00e7a\u00ed;\" class=\"wp-image-4066040\"  \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Foto: Ag\u00eancia Par\u00e1<\/figcaption><\/figure>\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-destaque\"><strong>Destaque <\/strong><\/h2>\n<p>Em 2022, 14 estados brasileiros contribu\u00edram para a produ\u00e7\u00e3o de a\u00e7a\u00ed, com destaque para o Par\u00e1, que manteve sua posi\u00e7\u00e3o de lideran\u00e7a ao alcan\u00e7ar uma produ\u00e7\u00e3o de 1,7 milh\u00e3o de toneladas, representando expressivos 90,4% da produ\u00e7\u00e3o nacional. Em seguida, o Amazonas e o Maranh\u00e3o ocuparam, respectivamente, o segundo e terceiro lugares, contribuindo com 7,4%.<\/p>\n<p>Em rela\u00e7\u00e3o ao mercado de trabalho ligado ao a\u00e7a\u00ed, o Par\u00e1 apresentou varia\u00e7\u00e3o positiva da ordem de 864,5% no n\u00famero de v\u00ednculos empregat\u00edcios formais, entre os anos de 2010 e 2022. Entre 2021 e 2022, a varia\u00e7\u00e3o, neste sentido, foi de 107,6%, passando de 288 para 598 v\u00ednculos, um aumento de 310 postos formais, informa o estudo.<\/p>\n<p>\u201c<em>O Par\u00e1 \u00e9 o maior produtor do mundo, mas outras regi\u00f5es do pa\u00eds de clima at\u00e9 oposto ao nosso est\u00e3o plantando a\u00e7a\u00ed \u2013 e n\u00e3o queremos ver a hist\u00f3ria se repetir como aconteceu com a borracha, levada para a Mal\u00e1sia pelos ingleses e aniquilando nossa economia da borracha. Precisamos certificar, criar um selo e identificar geograficamente, contar sua hist\u00f3ria e sua cultura, entre tantas potencialidades que essa fruta e sua identidade podem nos proporcionar econ\u00f4mica e culturalmente<\/em>\u201d, completa M\u00e1rcio Ponte.<\/p>\n<p>Os dados exp\u00f5em a crescente participa\u00e7\u00e3o do cultivo de a\u00e7a\u00ed na gera\u00e7\u00e3o de empregos formais. Com base em c\u00e1lculos estat\u00edsticos abordados na nota t\u00e9cnica quanto ao estoque de v\u00ednculos formais no ano de 2022, foram criados 598 empregos diretos e 2.536 indiretos no cultivo de a\u00e7a\u00ed ao longo de toda a cadeia produtiva do fruto. A soma dos v\u00ednculos totaliza, portanto, 3.143 empregos gerados no setor.<\/p>\n<p>Os dados utilizados neste exerc\u00edcio foram os valores brutos da produ\u00e7\u00e3o agr\u00edcola referentes \u00e0s lavouras tempor\u00e1rias e permanentes do Par\u00e1 e seus munic\u00edpios, extra\u00eddos da Pesquisa Agr\u00edcola Municipal, de lavra do Instituto Brasileiro de Geografia e Estat\u00edstica (IBGE), para o ano de 2022. Tendo em vista as limita\u00e7\u00f5es te\u00f3ricas e conceituais na proposi\u00e7\u00e3o metodol\u00f3gica da ADA (2004), optou-se pelo emprego do valor bruto da produ\u00e7\u00e3o enquanto indicador de refer\u00eancia dos n\u00edveis de especializa\u00e7\u00e3o produtiva do a\u00e7a\u00ed<\/p>\n<p>Com base nos tr\u00eas \u00faltimos Censos Agropecu\u00e1rios, identifica-se que o recrudescimento do n\u00famero de estabelecimentos foi bastante contundente, passando de quase 13 mil, em 1996, para pouco mais de 81 mil, em 2017, o que representou um aumento de 533% em 22 anos. Em compara\u00e7\u00e3o \u00e0 realidade econ\u00f4mica do Amazonas, os empreendimentos do Par\u00e1 representaram quatro vezes o n\u00famero existente naquele estado<\/p>\n<p>\u201c<em>Comemorar o dia do a\u00e7a\u00ed no dia da Amaz\u00f4nia tem um simbolismo muito grande, afinal de contas essa \u00e9 uma das principais cadeias produtivas da nossa regi\u00e3o e os estudos da Fapespa mostram claramente o protagonismo do Par\u00e1 na produ\u00e7\u00e3o de a\u00e7a\u00ed para o mundo inteiro<\/em>\u201c, avalia o presidente da Fapespa, Marcel Botelho.<\/p>\n<hr class=\"wp-block-separator has-alpha-channel-opacity\"\/>\n<em>Saiba em primeira m\u00e3o informa\u00e7\u00f5es sobre agricultura, pecu\u00e1ria, economia e previs\u00e3o do tempo. <a href=\"https:\/\/news.google.com\/publications\/CAAqBwgKMPKZlQswq_mqAw?ceid=BR:pt-419&amp;oc=3&amp;hl=pt-BR&amp;gl=BR\"><strong>Siga o Canal Rural no Google News<\/strong><\/a>.<\/em>\n<\/div>\n<p><br \/>\n<br \/><a href=\"https:\/\/www.canalrural.com.br\/agricultura\/para-exporta-mais-de-61-mil-toneladas-de-acai-por-ano-aponta-estudo\/\">Source link <\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Considerado uma joia da Amaz\u00f4nia, o a\u00e7a\u00ed ganhou destaque internacional e hoje os pre\u00e7os dos produtos derivados do a\u00e7a\u00ed paraense<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":1210,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_monsterinsights_skip_tracking":false,"_monsterinsights_sitenote_active":false,"_monsterinsights_sitenote_note":"","_monsterinsights_sitenote_category":0,"_uf_show_specific_survey":0,"_uf_disable_surveys":false,"footnotes":""},"categories":[1],"tags":[],"class_list":["post-1209","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-news"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/1209"}],"collection":[{"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=1209"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/1209\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/media\/1210"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=1209"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=1209"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=1209"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}