{"id":11991,"date":"2025-04-05T09:42:37","date_gmt":"2025-04-05T13:42:37","guid":{"rendered":"https:\/\/agromt.news\/?p=11991"},"modified":"2025-04-05T09:42:37","modified_gmt":"2025-04-05T13:42:37","slug":"embrapa-conta-trajetoria-da-soja-no-brasil-central","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agromt.news\/?p=11991","title":{"rendered":"Embrapa conta trajet\u00f3ria da soja no Brasil Central"},"content":{"rendered":"<p> <br \/>\n<\/p>\n<div>\n<p style=\"text-align:justify\">Tornar o Brasil o maior produtor mundial de <a href=\"https:\/\/www.agrolink.com.br\/culturas\/soja?utm_source=agrolink-detalhe-noticia&amp;utm_medium=detalhe-noticia&amp;utm_campaign=links-internos\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">soja<\/a> &#8211; 147,35 milh\u00f5es de toneladas, na safra 2023\/2024 &#8211; s\u00f3 foi poss\u00edvel com investimento em ci\u00eancia para adaptar essa esp\u00e9cie para o cultivo em regi\u00e3o tropical. Para demonstrar a evolu\u00e7\u00e3o das cultivares de <a href=\"https:\/\/www.agrolink.com.br\/culturas\/soja?utm_source=agrolink-detalhe-noticia&amp;utm_medium=detalhe-noticia&amp;utm_campaign=links-internos\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">soja<\/a> no Brasil, com foco no Centro-Oeste, a Embrapa estar\u00e1 demonstrando uma linha do tempo com diferentes cultivares de <a href=\"https:\/\/www.agrolink.com.br\/culturas\/soja?utm_source=agrolink-detalhe-noticia&amp;utm_medium=detalhe-noticia&amp;utm_campaign=links-internos\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">soja<\/a> na sua Vitrine de Tecnologias no Tecnoshow Comigo, que ser\u00e1 realizado de 08 a 12 de abril, em Rio Verde (GO). A iniciativa pretende demonstrar a evolu\u00e7\u00e3o deste gr\u00e3o, cujo in\u00edcio do plantio comercial no Brasil foi h\u00e1 100 anos e tamb\u00e9m celebrar os 50 anos da Embrapa <a href=\"https:\/\/www.agrolink.com.br\/culturas\/soja?utm_source=agrolink-detalhe-noticia&amp;utm_medium=detalhe-noticia&amp;utm_campaign=links-internos\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">soja<\/a>, em 2025. Desde a introdu\u00e7\u00e3o experimental da <a href=\"https:\/\/www.agrolink.com.br\/culturas\/soja?utm_source=agrolink-detalhe-noticia&amp;utm_medium=detalhe-noticia&amp;utm_campaign=links-internos\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">soja<\/a> no Brasil, foram desenvolvidas diversas cultivares, sempre buscando incremento de produtividade, adaptabilidade e resist\u00eancia a doen\u00e7as.\u00a0&#13;\n<\/p>\n<p style=\"text-align:justify\">A Embrapa Soja teve participa\u00e7\u00e3o ativa nessa evolu\u00e7\u00e3o, tanto que em 50 anos a institui\u00e7\u00e3o desenvolveu cerca de 440 cultivares de soja. \u00a0\u201cA soja \u00e9 a alavanca do agroneg\u00f3cio e da economia brasileira e isso foi poss\u00edvel, gra\u00e7as aos diversos atores que comp\u00f5em a cadeia produtiva da soja \u2013 cientistas, t\u00e9cnicos e produtores &#8211; \u00a0e que fizeram um trabalho de excel\u00eancia\u201d, destaca Nepomuceno. Alexandre Nepomuceno, chefe-geral da Embrapa Soja.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify\">Para compor a Vitrine da Embrapa, foram selecionadas 15 cultivares de soja, que fazem parte do Banco Ativo de Germoplasma (BAG), uma cole\u00e7\u00e3o de aproximadamente 65 mil acessos (tipos de soja) introduzidos da cole\u00e7\u00e3o dos Estados Unidos e de outros pa\u00edses da \u00c1frica, Europa, \u00c1sia, Oriente M\u00e9dio e Oceania. &#8220;O BAG, mantido pela Embrapa, \u00e9 respons\u00e1vel por guardar a variabilidade gen\u00e9tica da soja. Quanto mais acessos diferentes e caracterizados, melhor \u00e9 a utiliza\u00e7\u00e3o nos programas de melhoramento para desenvolvimento de novas variedades,&#8221; esclarece o pesquisador e curador do BAG-Soja, Marcelo Fernandes. Marcelo Fernandes de Oliveira, curador do BAG-Soja.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify\">Linha do tempo da soja &#8211; Logo na entrada da Vitrine da Embrapa, o visitante poder\u00e1 ver a soja selvagem (que \u00e9 perene), e a ancestral \u201cmais pr\u00f3xima\u201d da soja (Glycine soja), cujo ciclo \u00e9 anual. Al\u00e9m destas, tamb\u00e9m estar\u00e3o em exposi\u00e7\u00e3o algumas cultivares de Glycine max (soja cultivada). A cultivar Pelicano, introduzida dos Estados Unidos na d\u00e9cada de 1950, se adaptou no Brasil e foi semeada at\u00e9 meados de 1960. Ainda na d\u00e9cada de 1960, a pesquisadora M\u00f4nica Zavaglia, da Embrapa Soja, cita a cultivar Davis, que devido \u00e0 resist\u00eancia \u00e0s doen\u00e7as mancha-olho-de-r\u00e3 e podrid\u00e3o parda da haste perdurou por v\u00e1rios anos e deu origem a outras cultivares. \u201cFinalmente, em 1966, temos o lan\u00e7amento da primeira cultivar de soja genuinamente brasileira de import\u00e2ncia comercial, que \u00e9 a cultivar Santa Rosa. Ela \u00e9 considerada uma das cultivares mais importantes de todos os tempos, destacando-se em v\u00e1rias d\u00e9cadas\u201d, relata a pesquisadora.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify\">Nas duas d\u00e9cadas seguintes, a soja passa por um processo de expans\u00e3o no Centro-Norte do Brasil, gra\u00e7as ao desempenho das primeiras cultivares genuinamente brasileiras com adapta\u00e7\u00e3o para as baixas latitudes brasileiras. Na d\u00e9cada de 1970, o destaque s\u00e3o as cultivares UFV-1, desenvolvida pela Universidade Federal de Vi\u00e7osa, e a FT Cristalina, desenvolvida pela FT Sementes. Em seguida, foi lan\u00e7ada a primeira cultivar desenvolvida pela Embrapa para o Brasil Central, a cultivar Doko, lan\u00e7ada em 1980. Ainda na d\u00e9cada de 1980, destaca-se tamb\u00e9m a cultivar BR 9 (Savana), com adapta\u00e7\u00e3o para BA, TO, MA e PI.&#13;\n<\/p>\n<p style=\"text-align:justify\">Na d\u00e9cada de 1990, o foco dos programas de melhoramento foi direcionado para o aprimoramento da sanidade de raiz, com cultivares resistentes aos nematoides de galha e de cisto. Como destaque desta d\u00e9cada, estar\u00e3o em exposi\u00e7\u00e3o as cultivares MG\/BR 46 \u2013 Conquista (com resist\u00eancia aos dois nematoides formadores de galhas, Meloidogyne incognita e M. javanica), BRSMG 68 [Vencedora] (com resist\u00eancia \u00e0 Meloidogyne incognita e moderada resist\u00eancia \u00e0 M. javanica) e BRSMT Pintado (com resist\u00eancia \u00e0s ra\u00e7as 1 e 3 e moderada resist\u00eancia \u00e0s ra\u00e7as 4, 10 e 14 do nematoide de cisto da soja). \u201c\u00c9 importante mencionar que o nematoide de cisto da soja foi identificado pela primeira vez no Brasil na safra 1991\/92, progredindo rapidamente. Devido \u00e0 sua resist\u00eancia, a cultivar BRSMT Pintado foi uma das cultivares mais importantes no Brasil Central desde seu lan\u00e7amento, sendo semeada at\u00e9 in\u00edcio dos anos 2020, explica M\u00f4nica.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify\">A partir dos anos 2000, teve in\u00edcio uma nova gera\u00e7\u00e3o de cultivares, com a introdu\u00e7\u00e3o dos transg\u00eanicos (soja com resist\u00eancia ao herbicida glifosato). De acordo com o pesquisador Roberto Zito, da Embrapa Soja, destaca-se a cultivar BRS Valiosa RR, grande contribui\u00e7\u00e3o para os sojicultores do Brasil Central. Segundo ele, a busca por cultivares de ciclo e porte de planta que viabilizassem a semeadura do milho 2\u00aa safra, foi o cen\u00e1rio para o sucesso da cultivar BRS 284, registrada em 2007: \u201cgrande destaque e continua sendo cultivada at\u00e9 os dias atuais&#8221;, ressalta Zito.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify\">Na d\u00e9cada de 2010, depois da entrada dos transg\u00eanicos, houve grande redu\u00e7\u00e3o das \u00e1reas com soja convencional, principalmente devido \u00e0 falta de op\u00e7\u00f5es de cultivares. \u201cNeste cen\u00e1rio, a cultivar convencional BRS 8381, de tipo de crescimento indeterminado (novidade para a \u00e9poca), arquitetura diferenciada de plantas, ampla adapta\u00e7\u00e3o (recomendada para os estados de GO, DF, MT, BA, TO e MG), ocupou grande espa\u00e7o e \u00e9 semeada at\u00e9 os dias atuais\u201d, conta Zito. Outro destaque, nesta d\u00e9cada, foi a cultivar transg\u00eanica BRS 7380 RR, que deu grande contribui\u00e7\u00e3o aos agricultores nas \u00e1reas com problemas de nematoides de cisto e formadores de galhas.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify\">Nos anos 2020, com a chegada da plataforma de soja transg\u00eanica com a tecnologia BT para o manejo das lagartas, o pesquisador destaca duas cultivares. A primeira \u00e9 a BRS 5980 IPRO, cultivar precoce e que tem ampla resist\u00eancia a nematoides de cisto e formadores de galhas. A outra \u00e9 a cultivar BRS 7881IPRO, o mais recente lan\u00e7amento, com alta produtividade e resistente aos nematoides de cisto e galha Meloidogyne javanica.&#13;\n<\/p>\n<p style=\"text-align:justify\">Hist\u00f3rico da soja -H\u00e1 quatro mil anos, a soja era uma planta selvagem, que crescia na costa leste da \u00c1sia. Nesse per\u00edodo, a leguminosa foi domesticada pelos chineses, o que a torna uma das culturas agr\u00edcolas mais antigas do mundo. \u201cA soja semeada atualmente tem a constitui\u00e7\u00e3o gen\u00e9tica da ancestral chinesa, mas ela \u00e9 diferente tanto em apar\u00eancia quanto em caracter\u00edsticas morfol\u00f3gicas e de produ\u00e7\u00e3o\u201d, explica Nepomuceno.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify\">De acordo com a publica\u00e7\u00e3o \u201cA saga da soja: de 1050 a.C. a 2050 d.C\u201d, editada pela Embrapa Soja, a soja chegou ao Brasil pela Bahia, em 1882, quando foram realizados os primeiros testes com cultivares introduzidas dos Estados Unidos, mas n\u00e3o houve sucesso. Somente ap\u00f3s chegar ao RS, em 1914, para testes, e a partir de 1924, em plantios comerciais, \u00e9 que a soja apresentou adapta\u00e7\u00e3o. Por\u00e9m, a soja obteve import\u00e2ncia econ\u00f4mica somente na d\u00e9cada de 1960. At\u00e9 o final da d\u00e9cada de 1970, os plantios comerciais de soja no mundo restringiam-se a regi\u00f5es de climas temperados e sub-tropicais, cujas latitudes estavam pr\u00f3ximas ou superiores aos 30\u00ba. \u201cO produtor brasileiro tinha que usar as cultivares importadas dos Estados Unidos que eram adaptadas apenas para a regi\u00e3o Sul do Brasil\u201d, explica o pesquisador Carlos Arias.<br \/>&#13;<br \/>\nNo quadro abaixo, est\u00e3o as cultivares da Embrapa que fizeram e fazem a hist\u00f3ria da soja na regi\u00e3o Centro-Norte do Brasil.<\/p>\n<\/p><\/div>\n<p><script data-cfasync=\"false\">\n    !function (f, b, e, v, n, t, s) {\n        if (f.fbq) return; n = f.fbq = function () {\n            n.callMethod ?\n                n.callMethod.apply(n, arguments) : n.queue.push(arguments)\n        };\n        if (!f._fbq) f._fbq = n; n.push = n; n.loaded = !0; n.version = '2.0';\n        n.queue = []; t = b.createElement(e); t.async = !0;\n        t.src = v; s = b.getElementsByTagName(e)[0];\n        s.parentNode.insertBefore(t, s)\n    }(window, document, 'script',\n        'https:\/\/connect.facebook.net\/en_US\/fbevents.js');\n    fbq('init', '522546078623747');\n    fbq('track', 'PageView');\n<\/script><br \/>\n<br \/><br \/>\n<br \/><a href=\"https:\/\/www.agrolink.com.br\/noticias\/embrapa-conta-trajetoria-da-soja-no-brasil-central_500873.html\">Source link <\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Tornar o Brasil o maior produtor mundial de soja &#8211; 147,35 milh\u00f5es de toneladas, na safra 2023\/2024 &#8211; s\u00f3 foi<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":4168,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_monsterinsights_skip_tracking":false,"_monsterinsights_sitenote_active":false,"_monsterinsights_sitenote_note":"","_monsterinsights_sitenote_category":0,"_uf_show_specific_survey":0,"_uf_disable_surveys":false,"footnotes":""},"categories":[8,1,14],"tags":[],"class_list":["post-11991","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-agro","category-news","category-politica-agro"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/11991"}],"collection":[{"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=11991"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/11991\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/media\/4168"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=11991"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=11991"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=11991"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}