{"id":11124,"date":"2025-03-18T16:14:06","date_gmt":"2025-03-18T20:14:06","guid":{"rendered":"https:\/\/agromt.news\/?p=11124"},"modified":"2025-03-18T16:14:06","modified_gmt":"2025-03-18T20:14:06","slug":"araucaria-gigante-de-700-anos-que-tombou-em-temporal-e-clonada-no-parana","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agromt.news\/?p=11124","title":{"rendered":"Arauc\u00e1ria gigante de 700 anos que tombou em temporal \u00e9 clonada no Paran\u00e1"},"content":{"rendered":"<p> <br \/>\n<\/p>\n<div>\n<p>Uma arauc\u00e1ria de aproximadamente 700 anos, considerada a maior do <strong><a href=\"https:\/\/www.canalrural.com.br\/nacional\/parana\/\">Paran\u00e1<\/a><\/strong>, foi clonada com sucesso por pesquisadores da <strong><a href=\"http:\/\/www.canalrural.com.br\/tag\/embrapa\/\">Embrapa <\/a><\/strong>Florestas. A \u00e1rvore, que tombou ap\u00f3s um temporal, ganhou novas mudas que foram plantadas no munic\u00edpio de Cruz Machado, onde estava originalmente. <\/p>\n<p>O feito \u00e9 in\u00e9dito na pesquisa florestal brasileira e representa um avan\u00e7o na conserva\u00e7\u00e3o gen\u00e9tica da esp\u00e9cie <em>Araucaria angustifolia<\/em>, s\u00edmbolo da paisagem local.<\/p>\n<p>A clonagem foi realizada por meio da t\u00e9cnica de enxertia, na qual brotos retirados da \u00e1rvore original foram unidos a mudas jovens, garantindo que as novas plantas mantenham o mesmo material gen\u00e9tico. O processo apresentou desafios, j\u00e1 que \u00e1rvores t\u00e3o antigas possuem menor capacidade de regenera\u00e7\u00e3o. Apesar disso, os cientistas conseguiram produzir quatro mudas vi\u00e1veis, marcando um grande avan\u00e7o para a biotecnologia florestal.<\/p>\n<p>\u201cResgatar uma arauc\u00e1ria t\u00e3o antiga e conseguir clon\u00e1-la \u00e9 uma conquista cient\u00edfica significativa. Essas mudas podem ajudar na preserva\u00e7\u00e3o da esp\u00e9cie e at\u00e9 gerar benef\u00edcios econ\u00f4micos para os produtores rurais\u201d, comemora o pesquisador da Embrapa Ivar Wendling. <\/p>\n<p>Por serem origin\u00e1rias de tecidos adultos, as novas plantas ter\u00e3o um porte menor, mas iniciar\u00e3o a produ\u00e7\u00e3o de pinh\u00e3o mais cedo que uma \u00e1rvore convencional, tornando-se uma alternativa vi\u00e1vel para o manejo sustent\u00e1vel da esp\u00e9cie.<\/p>\n<figure class=\"wp-block-image size-full\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" width=\"900\" height=\"642\" alt=\"\" class=\"wp-image-4091497\"  data-lazy- src=\"https:\/\/agromt.news\/wp-content\/uploads\/2025\/03\/Araucaria-gigante-de-700-anos-que-tombou-em-temporal-e.png\"\/><img decoding=\"async\" width=\"900\" height=\"642\" src=\"https:\/\/agromt.news\/wp-content\/uploads\/2025\/03\/Araucaria-gigante-de-700-anos-que-tombou-em-temporal-e.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-4091497\"  \/><figcaption class=\"wp-element-caption\"><em>Plantio de muda da arauc\u00e1ria feito por Terezinha de Jesus Wrubleski e pelo pesquisador Wendling | Foto: K\u00e1tia Pichelli\/Embrapa<\/em><\/figcaption><\/figure>\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-o-processo-de-clonagem-da-araucaria\"><strong>O processo de clonagem<\/strong> da arauc\u00e1ria<\/h2>\n<p>A t\u00e9cnica de clonagem utilizada, conhecida como enxertia, envolve a inser\u00e7\u00e3o de brotos da \u00e1rvore original em mudas j\u00e1 estabelecidas. Isso permite que os novos indiv\u00edduos cres\u00e7am mantendo as caracter\u00edsticas gen\u00e9ticas da planta m\u00e3e, como resist\u00eancia e produtividade. Esse m\u00e9todo \u00e9 particularmente importante para \u00e1rvores antigas, cujos tecidos apresentam menor capacidade de regenera\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>A regenera\u00e7\u00e3o da arauc\u00e1ria envolveu um trabalho minucioso. As mudas passaram por um per\u00edodo de crescimento controlado antes de serem plantadas em campo, onde precisar\u00e3o de cuidados especiais nos primeiros anos. \u201cElas s\u00e3o mais sens\u00edveis e exigem irriga\u00e7\u00e3o e monitoramento para garantir seu desenvolvimento saud\u00e1vel\u201d, explica Wendling.<\/p>\n<\/div>\n<div>\n<p>A clonagem tamb\u00e9m abre novas perspectivas para a conserva\u00e7\u00e3o de outras \u00e1rvores centen\u00e1rias e amea\u00e7adas. O pesquisador ressalta que a preserva\u00e7\u00e3o gen\u00e9tica da arauc\u00e1ria pode contribuir para programas de reflorestamento e para a valoriza\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica do pinh\u00e3o, semente altamente nutritiva e apreciada na culin\u00e1ria regional.<\/p>\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-plantio-das-mudas-e-impacto-ambiental\"><strong>Plantio das mudas e impacto ambiental<\/strong><\/h2>\n<p>Duas das mudas clonadas foram plantadas em locais estrat\u00e9gicos. Uma delas foi levada de volta \u00e0 propriedade rural de Terezinha de Jesus Wrubleski, onde a \u00e1rvore original ficava. \u201cFico emocionada em ver essa nova \u00e1rvore crescer no mesmo lugar da antiga. \u00c9 como se ela estivesse renascendo\u201d, afirma a produtora rural.<\/p>\n<p>A segunda muda foi plantada no Col\u00e9gio Agr\u00edcola de Cruz Machado, em um evento com estudantes, professores e autoridades locais. A iniciativa refor\u00e7a a import\u00e2ncia da educa\u00e7\u00e3o ambiental na conserva\u00e7\u00e3o da biodiversidade. Para o diretor da institui\u00e7\u00e3o, Anilton C\u00e9sar Michels, a \u00e1rvore servir\u00e1 como ferramenta did\u00e1tica. \u201cEsse \u00e9 um marco para nossa escola. Acompanharemos de perto seu crescimento e o impacto do manejo sustent\u00e1vel da arauc\u00e1ria\u201d, diz.<\/p>\n<p>O prefeito de Cruz Machado, Carlos Novak, destacou a relev\u00e2ncia do projeto para a cidade. \u201cEssa \u00e1rvore faz parte da nossa hist\u00f3ria. A clonagem mostra como podemos unir ci\u00eancia e preserva\u00e7\u00e3o ambiental para garantir o futuro dessa esp\u00e9cie\u201d. J\u00e1 o secret\u00e1rio de Agricultura do munic\u00edpio, Daniel Waligura, refor\u00e7a o potencial econ\u00f4mico da arauc\u00e1ria. \u201cNo passado, sua madeira era explorada. Agora, ela pode ser um ativo vivo, gerando renda sem necessidade de desmatamento\u201d.<\/p>\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-perspectivas\"><strong>Perspectivas<\/strong><\/h2>\n<p>Com o sucesso da clonagem, a Embrapa planeja expandir os estudos para outras esp\u00e9cies nativas e amea\u00e7adas. O projeto prev\u00ea a doa\u00e7\u00e3o de uma muda clonada para o governo do Paran\u00e1 e a preserva\u00e7\u00e3o de outra na cole\u00e7\u00e3o gen\u00e9tica da Embrapa Florestas, garantindo que a \u00e1rvore de 700 anos continue a ser estudada.<\/p>\n<p>\u201cEssa arauc\u00e1ria tem um DNA \u00fanico, e precisamos entender o que a tornou t\u00e3o resistente ao longo dos s\u00e9culos\u201d, afirma Wendling. Al\u00e9m disso, a clonagem pode ser uma solu\u00e7\u00e3o para agricultores que desejam investir na produ\u00e7\u00e3o sustent\u00e1vel de pinh\u00e3o.<\/p>\n<p>A t\u00e9cnica utilizada n\u00e3o apenas preserva a gen\u00e9tica da \u00e1rvore original, mas tamb\u00e9m contribui para pr\u00e1ticas sustent\u00e1veis na agropecu\u00e1ria, integrando a arauc\u00e1ria em sistemas de cultivo diversificados. \u201cPrecisamos encontrar formas de conservar a esp\u00e9cie sem comprometer a economia rural\u201d, conclui.<\/p>\n<\/p><\/div>\n<p><br \/>\n<br \/><a href=\"https:\/\/www.canalrural.com.br\/agricultura\/araucaria-gigante-de-700-anos-que-tombou-em-temporal-e-clonada-no-parana\/\">Source link <\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Uma arauc\u00e1ria de aproximadamente 700 anos, considerada a maior do Paran\u00e1, foi clonada com sucesso por pesquisadores da Embrapa Florestas.<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":11125,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_monsterinsights_skip_tracking":false,"_monsterinsights_sitenote_active":false,"_monsterinsights_sitenote_note":"","_monsterinsights_sitenote_category":0,"_uf_show_specific_survey":0,"_uf_disable_surveys":false,"footnotes":""},"categories":[1],"tags":[],"class_list":["post-11124","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-news"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/11124"}],"collection":[{"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=11124"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/11124\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/media\/11125"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=11124"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=11124"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=11124"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}