{"id":10982,"date":"2025-03-15T12:52:54","date_gmt":"2025-03-15T16:52:54","guid":{"rendered":"https:\/\/agromt.news\/?p=10982"},"modified":"2025-03-15T12:52:54","modified_gmt":"2025-03-15T16:52:54","slug":"mel-produzido-no-sertao-do-ceara-ganha-indicacao-geografica","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agromt.news\/?p=10982","title":{"rendered":"Mel produzido no Sert\u00e3o do Cear\u00e1 ganha Indica\u00e7\u00e3o Geogr\u00e1fica"},"content":{"rendered":"<p> <br \/>\n<br \/><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/agromt.news\/wp-content\/uploads\/2025\/03\/Mel-produzido-no-Sertao-do-Ceara-ganha-Indicacao-Geografica.jpg\" \/><\/p>\n<div>\n<p>O Instituto Nacional da Propriedade Industrial (Inpi) publicou, na Revista da Propriedade Industrial, na \u00faltima ter\u00e7a-feira (11), o reconhecimento de <strong><a href=\"https:\/\/www.canalrural.com.br\/tag\/indicacao-geografica\/\">indica\u00e7\u00e3o geogr\u00e1fica (IG)<\/a><\/strong>, na modalidade indica\u00e7\u00e3o de proced\u00eancia (IP), para a regi\u00e3o do Sert\u00e3o dos Inhamuns, no Cear\u00e1, como produtora do mel de <strong>aroeira<\/strong>.<\/p>\n<p>Esse tipo de mel \u00e9 produzido no per\u00edodo de estiagem, quando h\u00e1 escassez de flores dispon\u00edveis para que as abelhas se alimentem e possam produzir seu mel.<\/p>\n<p>Como a estiagem n\u00e3o afeta a florada da \u00e1rvore de aroeira, nesse per\u00edodo, suas flores permanecem dispon\u00edveis \u00e0s abelhas, o que permite a produ\u00e7\u00e3o de um mel monofloral mais puro, com maior consist\u00eancia quando comparada com outras floradas.<\/p>\n<p>O produto possui colora\u00e7\u00e3o \u00e2mbar mais escurecida, com elevados n\u00edveis de compostos fen\u00f3licos, sendo um mel que n\u00e3o cristaliza, conforme informa\u00e7\u00f5es do Inpi.<\/p>\n<p>Segundo o Censo Agropecu\u00e1rio de 2017, 94% dos estabelecimentos com apicultura no Nordeste est\u00e3o no Semi\u00e1rido, mais especificamente no Piau\u00ed, Cear\u00e1 e na Bahia, com destaque para os Inhamuns.<\/p>\n<\/div>\n<div>\n<p>De acordo com dados do IBGE, em 2019, o Cear\u00e1 atingiu 16,99% da produ\u00e7\u00e3o de mel do pa\u00eds, sendo grande parte dessa produ\u00e7\u00e3o origin\u00e1ria da regi\u00e3o com a nova IG.<\/p>\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-historia-do-mel-dos-inhamuns\">Hist\u00f3ria do mel dos Inhamuns<\/h2>\n<p>Historicamente, o trabalho com o mel na regi\u00e3o data, pelo menos, da d\u00e9cada de 1980. No entanto, h\u00e1 relatos que apontam para a produ\u00e7\u00e3o antes mesmo desse per\u00edodo, na \u00e9poca em que o mel de abelha era o ado\u00e7ante que os sertanejos dos Inhamuns dispunham.<\/p>\n<p>A partir de 2001, o trabalho com as abelhas africanizadas foi estabelecido como uma atividade econ\u00f4mica fundamental para toda a regi\u00e3o. Nessa \u00e9poca, a apicultura trazia o avan\u00e7o que viria a se desdobrar nos anos seguintes, por meio de investimentos em programas que alavancaram a produ\u00e7\u00e3o de mel.<\/p>\n<p>Esse desenvolvimento estimulou a expans\u00e3o da venda do produto n\u00e3o apenas localmente, mas tamb\u00e9m nas regi\u00f5es pr\u00f3ximas, em v\u00e1rios estados do Brasil e no exterior. <\/p>\n<p>No mercado nacional, as regi\u00f5es Sul e Sudeste s\u00e3o os principais destinos do mel. J\u00e1 no exterior, os embarques mais frequentes s\u00e3o para o mercado europeu, com exporta\u00e7\u00f5es para pa\u00edses como Su\u00e9cia, Alemanha e Fran\u00e7a.<\/p>\n<p>Com essa concess\u00e3o, o Inpi atinge 140 IGs reconhecidas no Brasil, sendo 101 IPs (todas nacionais) e 39 denomina\u00e7\u00f5es de origem (DOs), com 29 nacionais e 10 estrangeiras.<\/p>\n<\/p><\/div>\n<p><br \/>\n<br \/><a href=\"https:\/\/www.canalrural.com.br\/agricultura\/mel-produzido-no-sertao-do-ceara-ganha-indicacao-geografica\/\">Source link <\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O Instituto Nacional da Propriedade Industrial (Inpi) publicou, na Revista da Propriedade Industrial, na \u00faltima ter\u00e7a-feira (11), o reconhecimento de<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":10983,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_monsterinsights_skip_tracking":false,"_monsterinsights_sitenote_active":false,"_monsterinsights_sitenote_note":"","_monsterinsights_sitenote_category":0,"_uf_show_specific_survey":0,"_uf_disable_surveys":false,"footnotes":""},"categories":[1],"tags":[],"class_list":["post-10982","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-news"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/10982"}],"collection":[{"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=10982"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/10982\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/media\/10983"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=10982"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=10982"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=10982"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}