{"id":10972,"date":"2025-03-15T08:34:57","date_gmt":"2025-03-15T12:34:57","guid":{"rendered":"https:\/\/agromt.news\/?p=10972"},"modified":"2025-03-15T08:34:57","modified_gmt":"2025-03-15T12:34:57","slug":"estudo-calcula-preco-das-emissoes-de-carbono-na-agropecuaria","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agromt.news\/?p=10972","title":{"rendered":"estudo calcula pre\u00e7o das emiss\u00f5es de carbono na agropecu\u00e1ria"},"content":{"rendered":"<p> <br \/>\n<\/p>\n<div>\n<p>O pre\u00e7o das emiss\u00f5es de carbono na agropecu\u00e1ria brasileira foi estimado em US$ 11,54 por tonelada de g\u00e1s carb\u00f4nico equivalente (US$ 11,54\/tCO2e), conforme estudo da Embrapa Territorial embasado em trabalhos cient\u00edficos de diversos pa\u00edses.<\/p>\n<p>A pesquisa analisou valores, m\u00e9todos de c\u00e1lculo e fatores que determinam o pre\u00e7o do carbono emitido pelo setor ao redor do mundo. <\/p>\n<p>Para a economista Daniela Tatiane de Souza, analista da <strong><a href=\"https:\/\/www.canalrural.com.br\/tag\/embrapa\/\">Embrapa<\/a><\/strong>, ter uma estimativa de valor \u00e9 importante para que as empresas e institui\u00e7\u00f5es que queiram desenvolver programas e pol\u00edticas de incentivo a pr\u00e1ticas sustent\u00e1veis tenham pre\u00e7os de refer\u00eancia.<\/p>\n<p>Os valores encontrados para a tonelada de CO2 equivalente variaram bastante conforme a fonte pesquisada pelo estudo da Embrapa. Assim, iam de US$ 2,60 a US$ 157,50\/tCO2e.<\/p>\n<p>Daniela explica que essa variabilidade \u00e9 natural, j\u00e1 que os artigos analisados utilizam m\u00e9todos distintos e tratam da agricultura em pa\u00edses com n\u00edveis de ado\u00e7\u00e3o de tecnologias diversos. <\/p>\n<p>Desta forma, a revis\u00e3o sistem\u00e1tica revelou os principais fatores que influenciam o custo das emiss\u00f5es de carbono na agropecu\u00e1ria. O principal deles \u00e9 o Produto Interno Bruto (PIB) de cada pa\u00eds. <\/p>\n<p>\u201cQualquer varia\u00e7\u00e3o no PIB afeta o pre\u00e7o do carbono. Verificou-se que economias maiores tendem a ter pre\u00e7os de carbono mais baixos. Se aumentar o n\u00edvel de CO2 na agricultura, o que vai acontecer com o pre\u00e7o do carbono? Em mercados volunt\u00e1rios ou menos regulamentados, um aumento nas emiss\u00f5es de CO2 pode n\u00e3o resultar em pre\u00e7os mais altos para o carbono\u201d, detalha. <\/p>\n<p>Al\u00e9m do PIB e do n\u00edvel de emiss\u00f5es de CO2, s\u00e3o considerados, principalmente, a participa\u00e7\u00e3o da agricultura na economia e o uso de fertilizantes nitrogenados.<\/p>\n<\/div>\n<div>\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-preco-no-brasil\">Pre\u00e7o no Brasil<\/h2>\n<p>Para estimar o pre\u00e7o do carbono para a agropecu\u00e1ria brasileira, a equipe da Embrapa Territorial utilizou esses fatores determinantes globais. Com dados pr\u00f3prios do Brasil e adotando um modelo econom\u00e9trico, chegou-se ao pre\u00e7o de US$ 11,54\/tCO2e. <\/p>\n<p>De acordo com Daniela, o valor est\u00e1 pr\u00f3ximo do que tem sido observado no mercado volunt\u00e1rio internacional de carbono, para a agricultura.<\/p>\n<p>O chefe-geral da Embrapa Territorial, Gustavo Spadotti, ressalta que \u00e9 importante reconhecer que, em alguns casos, o aumento do n\u00edvel tecnol\u00f3gico da produ\u00e7\u00e3o pode elevar as emiss\u00f5es. \u201cMas, quando pensamos na sustentabilidade de forma mais ampla, isso \u00e9 compensado com ganhos na produtividade e maior sequestro de carbono nos sistemas agropecu\u00e1rios.\u201d<\/p>\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-por-que-o-precificar-o-carbono\">Por que o precificar o carbono?<\/h2>\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" width=\"640\" height=\"427\" alt=\"Carbono CO2\" class=\"wp-image-2851398\"  data-lazy- src=\"https:\/\/agromt.news\/wp-content\/uploads\/2025\/03\/estudo-calcula-preco-das-emissoes-de-carbono-na-agropecuaria.jpg\"\/><img decoding=\"async\" width=\"640\" height=\"427\" src=\"https:\/\/agromt.news\/wp-content\/uploads\/2025\/03\/estudo-calcula-preco-das-emissoes-de-carbono-na-agropecuaria.jpg\" alt=\"Carbono CO2\" class=\"wp-image-2851398\"  \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Foto: Pixabay<\/figcaption><\/figure>\n<p>Por ser o g\u00e1s de efeito estufa (GEE) mais emitido na atmosfera desde o in\u00edcio da industrializa\u00e7\u00e3o, o g\u00e1s carb\u00f4nico tornou-se indicador ambiental. Para efeitos comparativos e uniformiza\u00e7\u00e3o no mercado, a gera\u00e7\u00e3o de outros GEE e agentes causadores de impacto ambiental s\u00e3o convertidos em toneladas de CO2 equivalente para mensura\u00e7\u00e3o e valora\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Ao se estimar o pre\u00e7o do carbono de uma atividade econ\u00f4mica, cria-se um incentivo financeiro para se investir em tecnologias e pr\u00e1ticas mais sustent\u00e1veis. Por exemplo, a melhoria nas pr\u00e1ticas de aduba\u00e7\u00e3o para diminuir o uso de nitrog\u00eanio e a emiss\u00e3o de \u00f3xido nitroso \u2013 outro importante GEE \u2013 para a atmosfera.<\/p>\n<p>\u201cComo a redu\u00e7\u00e3o das emiss\u00f5es de GEE e a remo\u00e7\u00e3o de CO2 da atmosfera t\u00eam um custo (social, econ\u00f4mico e ambiental), a precifica\u00e7\u00e3o \u00e9 necess\u00e1ria para saber quanto se deve pagar por uma tonelada de CO2 equivalente que deixou de ser emitida ou que foi removida da atmosfera por uma atividade ou projeto\u201d, detalha o pesquisador da Embrapa Lauro Rodrigues Nogueira J\u00fanior. <\/p>\n<p>Segundo ele, a precifica\u00e7\u00e3o de carbono serve de refer\u00eancia para quem vai receber e para quem vai pagar por isso. \u201c\u00c9 claro que ela \u00e9 s\u00f3 uma refer\u00eancia, pois quando j\u00e1 se tem o certificado de emiss\u00e3o reduzida (CER), pode-se negociar valores maiores do que quem ainda vai iniciar um projeto. Esse valor serve tamb\u00e9m para programas governamentais de redu\u00e7\u00e3o de emiss\u00f5es que precisam de refer\u00eancias, assim como para os programas de pagamento por servi\u00e7os ambientais que v\u00eam sendo implementados no Brasil\u201d, complementa.<\/p>\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-como-o-estudo-foi-realizado\">Como o estudo foi realizado?<\/h2>\n<p>A equipe da Embrapa conduziu uma revis\u00e3o sistem\u00e1tica de publica\u00e7\u00f5es cient\u00edficas sobre precifica\u00e7\u00e3o do carbono na agropecu\u00e1ria ao redor do mundo, a partir de fontes como Science Direct, Web of Science, Springer, Wiley Online e Google Scholar. <\/p>\n<p>A pesquisa considerou diferentes metodologias para a precifica\u00e7\u00e3o, incluindo custo marginal de abatimento, modelos de avalia\u00e7\u00e3o integrada e pre\u00e7o sombra. Foram selecionados 32 estudos, abarcando o per\u00edodo entre 2004 e 2024. O maior n\u00famero de trabalhos tem origem na China, Austr\u00e1lia e Reino Unido.<\/p>\n<\/p><\/div>\n<p><br \/>\n<br \/><a href=\"https:\/\/www.canalrural.com.br\/agricultura\/estudo-calcula-o-preco-das-emissoes-de-carbono-na-agropecuaria-brasileira\/\">Source link <\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O pre\u00e7o das emiss\u00f5es de carbono na agropecu\u00e1ria brasileira foi estimado em US$ 11,54 por tonelada de g\u00e1s carb\u00f4nico equivalente<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":2218,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_monsterinsights_skip_tracking":false,"_monsterinsights_sitenote_active":false,"_monsterinsights_sitenote_note":"","_monsterinsights_sitenote_category":0,"_uf_show_specific_survey":0,"_uf_disable_surveys":false,"footnotes":""},"categories":[1],"tags":[],"class_list":["post-10972","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-news"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/10972"}],"collection":[{"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=10972"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/10972\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/media\/2218"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=10972"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=10972"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=10972"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}