{"id":1012,"date":"2024-09-02T06:55:53","date_gmt":"2024-09-02T10:55:53","guid":{"rendered":"https:\/\/agromt.news\/?p=1012"},"modified":"2024-09-02T06:55:53","modified_gmt":"2024-09-02T10:55:53","slug":"ciencia-mapeia-regioes-com-risco-de-desenvolvimento-de-novas-pragas-agricolas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agromt.news\/?p=1012","title":{"rendered":"Ci\u00eancia mapeia regi\u00f5es com risco de desenvolvimento de novas pragas agr\u00edcolas"},"content":{"rendered":"<p> <br \/>\n<br \/><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/agromt.news\/wp-content\/uploads\/2024\/09\/Ciencia-mapeia-regioes-com-risco-de-desenvolvimento-de-novas-pragas.jpg\" \/><\/p>\n<div>\n<p>Uma pesquisa recente realizada pela <a href=\"https:\/\/www.canalrural.com.br\/tag\/embrapa\/\">Embrapa<\/a> identificou as regi\u00f5es e polos produtores brasileiros mais propensos ao desenvolvimento de tr\u00eas insetos-praga quarenten\u00e1rios ausentes: a <em>Anastrepha curvicauda<\/em>, a <em>Bactrocera dorsalis<\/em> e a <em>Lobesia botrana<\/em>. Essas pragas, que ainda n\u00e3o chegaram ao Brasil, s\u00e3o conhecidas por causar grandes preju\u00edzos \u00e0 fruticultura em outros pa\u00edses. Se forem introduzidas, elas poderiam se tornar uma preocupa\u00e7\u00e3o constante para os agricultores, atacando diversas culturas e impactando o com\u00e9rcio internacional.<\/p>\n<p>O estudo mapeou as regi\u00f5es e \u00e9pocas do ano em que essas pragas encontrariam condi\u00e7\u00f5es clim\u00e1ticas favor\u00e1veis e hospedeiros adequados no Brasil. Al\u00e9m disso, a pesquisa tamb\u00e9m identificou potenciais inseticidas e agentes de controle biol\u00f3gico que poderiam ser utilizados caso essas pragas sejam detectadas no pa\u00eds.<\/p>\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-pragas-e-os-riscos-identificados\"><strong>Pragas e os riscos identificados<\/strong><\/h2>\n<p>A <em>Bactrocera dorsalis<\/em>, conhecida como mosca-das-frutas-oriental, poderia se desenvolver no Brasil entre julho e outubro, afetando culturas como abacate, banana, cacau, e caf\u00e9. A Embrapa identificou regi\u00f5es nas \u00e1reas Nordeste, Centro-Oeste e Sudeste como prop\u00edcias ao desenvolvimento dessa praga. Em algumas \u00e1reas do Nordeste, o risco \u00e9 cont\u00ednuo ao longo do ano.<\/p>\n<\/div>\n<div>\n<p>A <em>Anastrepha curvicauda<\/em>, mosca-das-frutas-do-mam\u00e3o, preocupa especialmente devido \u00e0 import\u00e2ncia do mam\u00e3o e da manga para a exporta\u00e7\u00e3o brasileira. O zoneamento identificou 721 munic\u00edpios vulner\u00e1veis em todas as regi\u00f5es, com destaque para estados produtores dessas frutas.<\/p>\n<p>J\u00e1 a <em>Lobesia botrana<\/em>, conhecida como tra\u00e7a europeia dos cachos da videira, representa uma amea\u00e7a \u00e0 viticultura e outras culturas frut\u00edferas no Brasil. A praga tem condi\u00e7\u00f5es favor\u00e1veis para se desenvolver durante todos os meses do ano nas Regi\u00f5es Centro-Oeste e Sudeste e em diversos meses no Nordeste e Sul.<\/p>\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-estrategias-de-controle-e-preparacao-antecipada\"><strong>Estrat\u00e9gias de controle e prepara\u00e7\u00e3o antecipada<\/strong><\/h2>\n<p>De acordo com o analista Rafael Mingoti, da Embrapa Territorial (SP), a equipe utilizou m\u00e9todos avan\u00e7ados de zoneamento clim\u00e1tico e algoritmos para identificar as regi\u00f5es de risco no Brasil. Esses m\u00e9todos consideram dados hist\u00f3ricos de clima e a presen\u00e7a de plantas hospedeiras para mapear \u00e1reas de risco. Quando dados laboratoriais espec\u00edficos n\u00e3o est\u00e3o dispon\u00edveis, s\u00e3o utilizados algoritmos para comparar dados ambientais de regi\u00f5es afetadas no exterior com condi\u00e7\u00f5es semelhantes no Brasil.<\/p>\n<p>Em se tratando de pragas quarenten\u00e1rias ausentes, ainda n\u00e3o existem produtos registrados no Brasil para seu controle. A Embrapa realizou um levantamento internacional de agrot\u00f3xicos e agentes de controle biol\u00f3gico j\u00e1 utilizados contra essas pragas em outros pa\u00edses. Foram avaliados 41 princ\u00edpios ativos para a <em>Lobesia botrana<\/em>, 8 para a <em>Anastrepha curvicauda<\/em> e 23 para a <em>Bactrocera dorsalis<\/em>.<\/p>\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-cooperacao-e-sustentabilidade-no-combate-as-pragas\"><strong>Coopera\u00e7\u00e3o e sustentabilidade no combate \u00e0s pragas<\/strong><\/h2>\n<p>Os resultados da pesquisa foram compilados em relat\u00f3rios para a Secretaria de Defesa Agropecu\u00e1ria (SDA) do Minist\u00e9rio da Agricultura e Pecu\u00e1ria (Mapa). Esses relat\u00f3rios ir\u00e3o subsidiar pol\u00edticas p\u00fablicas e regulamenta\u00e7\u00f5es para o controle fitossanit\u00e1rio dessas pragas. Segundo Jos\u00e9 Victor Alves Costa, coordenador-geral de Agrot\u00f3xicos e Afins do Mapa, a identifica\u00e7\u00e3o de agrot\u00f3xicos e agentes de controle biol\u00f3gico \u00e9 crucial para medidas emergenciais em caso de ingresso dessas pragas no territ\u00f3rio nacional.<\/p>\n<p>A pesquisa contou com a colabora\u00e7\u00e3o de diversas unidades da Embrapa, incluindo Meio Ambiente, Amap\u00e1, Semi\u00e1rido e Territorial, al\u00e9m de fiscais federais do Mapa. A antecipa\u00e7\u00e3o e prepara\u00e7\u00e3o para o poss\u00edvel surgimento dessas pragas demonstram o compromisso da Embrapa e do governo brasileiro com a sustentabilidade e a prote\u00e7\u00e3o da agropecu\u00e1ria nacional.<\/p>\n<\/div>\n<p><br \/>\n<br \/><a href=\"https:\/\/www.canalrural.com.br\/agricultura\/ciencia-mapeia-regioes-com-risco-de-desenvolvimento-de-novas-pragas-agricolas\/\">Source link <\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Uma pesquisa recente realizada pela Embrapa identificou as regi\u00f5es e polos produtores brasileiros mais propensos ao desenvolvimento de tr\u00eas insetos-praga<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":1013,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_monsterinsights_skip_tracking":false,"_monsterinsights_sitenote_active":false,"_monsterinsights_sitenote_note":"","_monsterinsights_sitenote_category":0,"_uf_show_specific_survey":0,"_uf_disable_surveys":false,"footnotes":""},"categories":[1],"tags":[],"class_list":["post-1012","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-news"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/1012"}],"collection":[{"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=1012"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/1012\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/media\/1013"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=1012"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=1012"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=1012"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}