terça-feira, junho 9, 2026
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Taxonomia Sustentável Brasileira avança para segunda edição com foco em uso da terra e crédito


Taxonomia Sustentável Brasileira avança para segunda edição com foco em uso da terra e crédito

O Ministério da Fazenda realizou, entre domingo (25) e quinta-feira (29), em Brasília, a primeira semana de oficinas presenciais de 2026 da Taxonomia Sustentável Brasileira (TSB). Os encontros foram dedicados à construção da segunda edição do instrumento, com debates sobre novos objetivos, critérios técnicos e mecanismos de implementação. A agenda incluiu temas como biodiversidade, uso sustentável da terra e das florestas, economia circular e redução das desigualdades regionais.

Segundo o ministério, participaram das oficinas representantes do governo federal, instituições financeiras, setor produtivo, organismos multilaterais e especialistas técnicos. A proposta desta etapa é ampliar o alcance da taxonomia sem revisar os critérios e atividades já aprovados na primeira edição.

De acordo com o subsecretário de Desenvolvimento Econômico Sustentável, Matias Cardomingo, o trabalho atual está voltado à seleção de novas atividades e à definição de novos critérios técnicos. Em declaração divulgada pela pasta, ele afirmou que a segunda edição não vai reabrir a discussão sobre itens já consolidados, mas incorporar rotas tecnológicas e atividades ainda não contempladas.

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As oficinas também avançaram na implementação da TSB. Entre os pontos discutidos estão o desenvolvimento do Portal MRV, sigla para Monitoramento, Relato e Verificação, em parceria com o Serviço Federal de Processamento de Dados (Serpro), e a estruturação de um sistema de avaliação de conformidade para títulos sustentáveis e operações de crédito, em parceria com o Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro).

Para o setor agropecuário, a discussão tem relação direta com critérios voltados ao uso da terra, florestas e sociobiodiversidade, além de possíveis referências futuras para financiamento e classificação de atividades econômicas alinhadas a objetivos ambientais, climáticos e sociais. O material divulgado, no entanto, não detalha ainda quais cadeias produtivas ou modalidades de crédito poderão ser enquadradas pelos novos critérios.

A programação incluiu reuniões de grupos técnicos organizados pela Classificação Nacional de Atividades Econômicas, oficinas de verificação e debates sobre indicadores ligados ao Objetivo 10, voltado à redução das desigualdades regionais e territoriais.

A expectativa do Ministério da Fazenda é concluir, ainda em 2026, os critérios técnicos da segunda edição da Taxonomia Sustentável Brasileira. Até lá, o avanço da regulamentação e dos parâmetros de conformidade será o ponto central para medir como o instrumento poderá orientar investimentos e operações financeiras em atividades produtivas, inclusive no uso sustentável da terra.

Fonte: gov.br

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