domingo, maio 24, 2026

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Balança comercial registra alta nas exportações


A Secretaria de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Secex/MDIC) divulgou nesta segunda-feira (26) o balanço parcial do comércio exterior referente à quarta semana de maio. 

De acordo com os dados, a agropecuária registrou crescimento de 4,1% nas exportações, somando US$ 5,94 bilhões. A indústria extrativa teve alta de 2,0%, alcançando US$ 6,02 bilhões. Já a indústria de transformação apresentou avanço de 6,5%, com US$ 12,02 bilhões exportados. Segundo a Secex, “o desempenho combinado dos setores impulsionou o aumento do total das exportações no mês”.

Entre os produtos agropecuários, destacaram-se as exportações de animais vivos, com crescimento de 113,9%, café não torrado (40,2%) e especiarias (170,1%). No setor extrativo, os principais aumentos ocorreram nas vendas de minérios de cobre (26,9%) e alumínio (101,7%), além dos óleos brutos de petróleo (1,7%). Na indústria de transformação, os destaques foram carne bovina (23,7%), celulose (20,3%) e veículos automóveis de passageiros (89,4%).

Por outro lado, alguns produtos registraram queda nas exportações. Na agropecuária, houve recuos significativos em arroz com casca (-99,9%), milho não moído (-78,2%) e algodão em bruto (-25,7%). No setor extrativo, caíram as exportações de fertilizantes brutos (-90,3%) e minérios de metais preciosos (-87,0%). Na indústria de transformação, tiveram retração os embarques de açúcar e melaço (-33,6%), óleos combustíveis (-32,1%) e aeronaves e partes (-36,1%).

Em relação às importações, o relatório mostra desempenho desigual entre os setores. A agropecuária teve queda de 5,4%, somando US$ 360 milhões. A indústria extrativa recuou 40,7%, totalizando US$ 810 milhões. Já a indústria de transformação registrou aumento de 10,1%, com US$ 16,32 bilhões em compras externas. “A elevação das importações foi puxada, principalmente, pela indústria de transformação”, destacou a Secex.

Entre os produtos mais importados, a agropecuária teve alta nas compras de cevada (113,3%), milho (61,5%) e borracha natural (61,7%). A indústria extrativa registrou aumento em minérios de alumínio (20,1%) e outros minerais brutos (3,8%). Na indústria de transformação, cresceram as importações de compostos químicos (30,9%), fertilizantes (26,4%) e peças automotivas (23,3%).

No entanto, também foram registradas quedas nas importações de produtos como soja (-45,1%), pescado (-13,3%) e hortaliças (-28,5%) na agropecuária. No setor extrativo, recuaram as compras de gás natural (-66,7%), carvão (-32,6%) e petróleo bruto (-34,0%). Já na indústria de transformação, houve redução nas importações de óleos combustíveis (-11,3%) e equipamentos industriais (-98,6%).





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Milho silagem sofre com umidade e rende menos



Colheita do milho silagem atinge 98% no Rio Grande do Sul




Foto: Pixabay

A colheita do milho destinado à produção de silagem no Rio Grande do Sul avançou lentamente na última semana, atingindo 98% da área cultivada. A informação consta no Informativo Conjuntural da Emater/RS-Ascar, divulgado na quinta-feira (22). O ritmo mais lento foi atribuído ao excesso de umidade nas lavouras.

Segundo o levantamento, 1% das lavouras ainda se encontra em estágio de maturação fisiológica, enquanto outro 1% está na fase de enchimento de grãos. A Emater também observou um redirecionamento de parte das áreas de milho safrinha inicialmente destinadas à produção de grãos para a silagem, como forma de aproveitar a massa vegetal disponível.

A produtividade média estimada ficou em 35.934 quilos por hectare, o que representa uma redução de 6,52% em relação à expectativa inicial de 38.440 quilos por hectare no momento do plantio. A área total plantada no Estado é de 339.555 hectares.

“A alta umidade prejudicou o avanço da colheita em diversas regiões, o que também impactou no rendimento final esperado”, informou a Emater/RS-Ascar no boletim.





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Aveia branca deve ocupar mais área em 2025


O Informativo Conjuntural da Emater/RS-Ascar, divulgado na quinta-feira (22), aponta avanço na colheita da noz-pecã na região administrativa de Santa Maria, especialmente no município de Cachoeira do Sul. Até o momento, 46% da área cultivada foi colhida. Segundo o levantamento, há uma redução no rendimento médio à medida que a colheita avança, com grande variação entre os pomares.

“A produtividade varia de menos de 0,1 tonelada por hectare até mais de 3 toneladas em alguns talhões”, informou a Emater. A média regional está em torno de 1,3 t/ha, conforme relatos de produtores. Apesar da queda na produtividade, empresas de beneficiamento avaliam que a qualidade dos frutos é elevada, o que deve facilitar as exportações da safra atual.

Na região de Soledade, a colheita segue em andamento. Relatórios preliminares indicam perdas de cerca de 30% em relação a uma safra considerada normal, reflexo das adversidades climáticas enfrentadas desde 2024. Ainda assim, o rendimento e a qualidade das nozes estão sendo considerados satisfatórios. “O maior tamanho das nozes compensou parte da queda no número de frutos”, informou a Emater. O preço ao produtor gira em torno de R$ 20,00 por quilo, valor superior ao registrado em anos anteriores, o que reflete uma demanda firme tanto no mercado interno quanto externo.

Semeadura da aveia branca é retomada com melhora da umidade

A semeadura da aveia branca foi retomada no Estado após as chuvas ocorridas nos dias 8 e 9 de maio, que proporcionaram melhores condições de umidade do solo. Segundo a Emater/RS-Ascar, lavouras implantadas anteriormente apresentaram dificuldades de emergência e desenvolvimento devido à deficiência hídrica. Entre os problemas observados estão a mortalidade de plântulas, desidratação das folhas e menor emissão de novas estruturas vegetativas.

Em 2024, a área cultivada com aveia branca no Rio Grande do Sul foi de 368.450 hectares, com produtividade média de 2.196 kg/ha, segundo o IBGE. A Emater está realizando o levantamento da intenção de plantio para 2025 e, de acordo com informações preliminares, há expectativa de aumento da área semeada. Esse crescimento seria impulsionado pela redução na área destinada ao trigo e pela demanda por cobertura vegetal no inverno.

Na região de Erechim, a semeadura está em curso e deve se expandir. Em Ijuí, os agricultores intensificaram os trabalhos, aproveitando previsões de continuidade das chuvas. As lavouras se encontram em diferentes estádios de desenvolvimento. Já em Santa Rosa, o bom nível de umidade favoreceu o crescimento inicial das plantas, mas as temperaturas mais altas preocupam os produtores pela possibilidade de surgimento de doenças foliares e ataques de pragas.





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Adiamento de dívidas de produtores gaúchos será aprovada até sexta, diz Fávaro



Em audiência no Senado nesta terça-feira (27), o ministro da Agricultura e Pecuária (Mapa), Carlos Fávaro, ressaltou que o governo entende a necessidade de prorrogar as dívidas de produtores rurais do Rio Grande do Sul.

Segundo ele, o voto da resolução – que precisa passar por aprovação do Conselho Monetário Nacional (CMN) – já está pronto e a expectativa é que o aval ocorra ainda nesta semana, no mais tardar na sexta-feira (30). Fávaro ressaltou, inclusive, que o processo contemplará débitos já vencidos.

De acordo com Fávaro, a estimativa do governo é que sejam necessários R$ 136 milhões do orçamento de 2025 para que o adiamento das dívidas seja contemplado.

Ainda assim, o ministro reconheceu que não há definição a respeito de quais programas a verba será remanejada. Para isso, afirmou manter conversas com Fernando Haddad, da Fazenda, e Simone Tebet, do Planejamento e Orçamento.

Para o chefe da Agricultura, é pertinente que parte do dinheiro para a absorção das dívidas seja proveniente do Fundo Clima. “A crise no Rio Grande do Sul é basicamente gerada por mudança climática, então por que não recurso do Fundo Clima para que possa fazer a recuperação das áreas com caucário, com fosfato, com matéria orgânica, com irrigação.”



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Manejo no corte de soqueira: estratégia para canaviais



O manejo biológico tem ganhado espaço como uma alternativa eficiente



Diante desse cenário, o manejo biológico tem ganhado espaço como uma alternativa eficiente
Diante desse cenário, o manejo biológico tem ganhado espaço como uma alternativa eficiente – Foto: Canva

Segundo Tiago Zucchi, fundador da MAVEZ Assessoria, o corte de soqueira é um dos momentos mais críticos para o canavial. As feridas deixadas na planta tornam-na mais suscetível à entrada de patógenos e ao estresse, fatores que podem comprometer tanto a brotação quanto o vigor da lavoura.

Diante desse cenário, o manejo biológico tem ganhado espaço como uma alternativa eficiente. Essa prática visa estimular a brotação, reduzir o estresse pós-corte e controlar pragas e doenças, promovendo mais sustentabilidade e longevidade ao canavial. Entre os principais agentes biológicos utilizados estão Bacillus spp., que produz antibióticos naturais e biofilmes protetores; Trichoderma spp., com ação antagônica a fungos fitopatogênicos; Pseudomonas spp., que solubiliza fósforo e libera compostos voláteis; além de microrganismos que atuam como indutores de resistência, fortalecendo as defesas da planta.

No entanto, Zucchi alerta para os desafios desse manejo. O ambiente do corte é extremamente hostil aos bioinsumos, devido à alta radiação ultravioleta, baixa umidade e à liberação de exsudatos vegetais, que podem favorecer microrganismos oportunistas. Além disso, é fundamental garantir a sincronia entre a aplicação dos bioinsumos e a retomada da atividade metabólica da planta, bem como verificar a compatibilidade dos biológicos com outros defensivos utilizados na lavoura.

“Lembre-se: manejar biologicamente o corte de soqueira é manejar um sistema vivo, interconectado e responsivo – deve ser feito com parcimônia e inteligência. Afinal, o manejo biológico da soqueira não começa no corte… Começa na busca pela produtividade sustentável de quem aplica!”, conclui.

 





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Veja as cotações do boi gordo e os preços do atacado hoje



O mercado físico do boi gordo teve preços acomodados na maioria das regiões nesta terça-feira (27).

Segundo o analista da consultoria Safras & Mercado Fernando Henrique Iglesias, os frigoríficos já não estão mais com tanto espaço para pressionar os preços junto aos pecuaristas.

Preços médios da arroba do boi

  • São Paulo: R$ 304
  • Goiás: R$ 286,07
  • Minas Gerais: R$ 289,29
  • Mato Grosso do Sul: R$ 301,02
  • Mato Grosso: R$ 298,78

Mercado atacadista

O mercado atacadista voltou a registrar preços estáveis para a carne bovina. O ambiente de negócios sugere por recuo das cotações, em linha com a reposição mais lenta entre atacado e varejo durante a segunda quinzena do mês.

O quarto traseiro ainda é precificado a R$ 23,90 por quilo, o dianteiro segue no patamar de R$ 19,00 por quilo e ponta de agulha ainda é precificada a R$ 17,80, por quilo.

Câmbio

O dólar comercial encerrou a sessão em queda de 0,52%, sendo negociado a R$ 5,6457 para venda e a R$ 5,6437 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,6413 e a máxima de R$ 5,6718.



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Ministro da Agricultura anuncia que foco de gripe aviária está contido



O ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), Carlos Fávaro, anunciou que o foco da gripe aviária, identificado no município de Montenegro, no Rio Grande do Sul, está contido.

A fala foi feita durante audiência pública, nesta terça-feira (27), na Comissão de Agricultura e Reforma Agrária do Senado.

“Apesar de estarmos no quinto dia útil depois da desinfecção total da granja e 15 dias do aparecimento do foco, eu posso assegurar com muita tranquilidade que o foco de Montenegro está contido”, afirmou.

O ministro ressaltou que o episódio mostrou a eficácia do sistema sanitário do país. Segundo a pasta, no raio de 10 quilômetros da granja afetada, foram identificados 540 estabelecimentos rurais, e todos já foram vistoriados, sendo que além da granja do foco, mais dois atuam com avicultura comercial.

“O principal ponto que temos que ressaltar foi a capacidade do bloqueio desse foco. Imediatamente se instalou sete barreiras sanitárias e medidas de proteção aos trabalhadores. Ontem (segunda-feira), 21 casos estavam em investigação e dez já descartados hoje. Tínhamos duas granjas e, agora, só uma em investigação”, informou.

O ministro disse que em pouco mais de 20 dias o Brasil deverá anunciar que o país está livre da doença. O prazo se deve a questões sanitárias.

“Passados 28 dias desse período [de identificação do caso mais recente], que é incubatório do vírus, nós vamos de novo anunciar o Brasil livre de gripe aviária, e a tendência, muito forte, de que isso vai acontecer nos próximos 23 dias”, anunciou.

Após o aparecimento do foco, 24 países decidiram suspender a importação de carne e ovos do Brasil por questões sanitárias. Desses, 13 restringiram a compra apenas das aves e dos ovos produzidos no Rio Grande do Sul.

Fávaro disse que com o anúncio de que o país ficou livre da doença, deve ser retomada a normalidade das exportações. “Vamos avançar na repactuação com todos os países que restringiram a compra.”

O ministro comparou o caso do Brasil, que abateu 17 mil aves, após a descoberta do foco, com casos de gripe aviária nos Estados Unidos. Lá, dois dias antes da confirmação da gripe no Brasil, um foco da doença provocou o abate de 700 mil aves.

“Se tivesse escapado esse foco em Montenegro para outras regiões do país, teríamos outros casos de mortalidade. Novos casos letais poderiam surgir em 4 ou 5 dias, mas isso não foi registrado. Ao não ter [ocorridos novos casos], passados 15 dias, isso mostra a capacidade do sistema de controle sanitário brasileiro e de como ele funcionou”, disse.

“O vírus da gripe aviária circula no mundo há pelo menos 30 anos. Há 19 anos já tem registros em granjas comerciais, e o Brasil, nesse período, se tornou o único grande produtor mundial de carne e ovos não tendo o vírus dentro dos seus plantéis comerciais, e isso não é coincidência”, afirmou.

Segundo o Ministério da Agricultura, carnes e ovos podem ser consumidos com segurança, desde que preparados adequadamente.



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Soja perde a força ao longo do dia com dólar firme e EUA acelerados; saiba as cotações de hoje



O mercado brasileiro de soja teve um dia de preços mistos e fraca movimentação nesta terça-feira (27). De acordo com o consultor da Safras & Mercado, Rafael Silveira, o cenário refletiu a estabilidade observada tanto na Bolsa de Chicago quanto na cotação do dólar, que apresentaram variações pouco expressivas. A ausência de grandes players, como tradings e produtores, também contribuiu para o baixo volume de negócios.

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Soja no Brasil

  • Passo Fundo (RS): manteve em R$ 128,00
  • Santa Rosa (RS): manteve em R$ 129,00
  • Porto de Rio Grande (RS): manteve em R$ 135,00
  • Cascavel (PR): caiu de R$ 129,50 para R$ 128,00
  • Porto de Paranaguá (PR): manteve em R$ 135,00
  • Rondonópolis (MT): subiu de R$ 115,00 para R$ 116,00
  • Dourados (MS): subiu de R$ 119,00 para R$ 119,50
  • Rio Verde (GO): caiu de R$ 118,00 para R$ 117,50

Soja em Chicago

Os contratos futuros da soja na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) fecharam a sessão de ontem com leve alta, refletindo um mercado ainda cauteloso após o feriado nos Estados Unidos. O anúncio sobre o adiamento de tarifas referente aos produtos da União Europeia deu sustentação inicial às cotações.

Com o passar do dia, porém, o mercado perdeu força diante da valorização do dólar frente a outras moedas e da retração dos preços do petróleo. Investidores seguem atentos à evolução das lavouras americanas, com plantio avançando em ritmo superior à média dos últimos anos.

O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) divulgará às 17h o novo relatório de condições das lavouras, com dados atualizados sobre a semeadura nos principais estados produtores.

Contratos futuros

Os contratos da soja em grão com entrega em julho encerraram com alta de 2,25 centavos de dólar (0,21%), cotados a US$ 10,62 1/2 por bushel. A posição novembro subiu 0,25 centavo (0,02%), fechando em US$ 10,50 3/4 por bushel.

Nos subprodutos, o farelo para julho teve leve alta de US$ 0,10 (0,03%), para US$ 296,30 por tonelada. O óleo com vencimento em julho avançou 0,22 centavo (0,44%), para 49,57 centavos de dólar por libra-peso.

Dólar

O dólar comercial encerrou o dia em queda de 0,52%, cotado a R$ 5,6457 na venda e R$ 5,6437 na compra. A moeda americana oscilou entre R$ 5,6413 (mínima) e R$ 5,6718 (máxima) ao longo do pregão.



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Projeto quer expandir bioinsumos brasileiros no mercado global


O mercado global de bioinsumos era estimado entre US$ 13 e 15 bilhões em 2023. Agora, novas projeções mostram que pode alcançar a cifra de US$ 45 bilhões até 2032.

Para fortalecer a presença das empresas brasileiras do setor no mercado internacional, foi lançado nesta terça-feira (27), em Brasília, o Projeto Bioinsumos do Brasil, parceria entre Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil) e CropLife Brasil.

A expansão pelo globo já tem tudo resultado em solo nacional. Segundo levantamento da CropLife Brasil, em parceria com a Blink, a taxa média de adoção dos produtos com matéria-prima natural no país subiu de 23% para 26% da área plantada.

Assim, o setor mantém um ritmo de crescimento acelerado, com uma média anual de 22% nos últimos três anos, desempenho quatro vezes superior à média global.

O diretor-presidente da CropLife Brasil, Eduardo Leão, destacou a liderança do país na produção da tecnologia. “O Brasil é uma das agriculturas mais competitivas do mundo e a maior agricultura tropical. Nesse contexto, temos um imenso potencial de exportar bioinsumos produzidos aqui, com 90% da matéria-prima nacional”, afirma.

Segundo ele, de mil produtos, metade foram registrados nos últimos três anos. “Então é um momento decisivo para dar início a esse projeto. A estimativa é que na próxima década o Brasil represente um terço dos bioinsumos do planeta e nós vamos levar os benefícios que o país tem com esse produto para o mundo.”

Avanço dos bioinsumos

Na última safra, o mercado de proteção de cultivos, tanto de biológicos como de químicos, cresceu 7%. O segmento de bioinsumos avançou mais de 35%, consolidando-se como uma das tecnologias de maior expansão no agronegócio brasileiro.

Para Leão, a expansão do mercado brasileiro é sustentada por três pilares fundamentais: qualidade técnica dos produtos, competitividade econômica e aderência crescente às práticas de produção de baixo impacto ambiental exigidas tanto no mercado interno quanto no mercado internacional.

O secretário de Descarbonização e Economia Verde do Ministério de Desenvolvimento, Indústria e Comércio, Rodrigo Rollemberg, destacou a oportunidade para o setor.

“É um projeto importante para falar ao público externo sobre o que é a agricultura brasileira de verdade, que tem a legislação ambiental mais avançada do mundo, que tem tecnologia e agora tem bioinsumos, com os quais podemos inverter a lógica de dependência de insumos, com redução de custos e sustentabilidade. É uma grande oportunidade de mudar a imagem da nossa agricultura na COP este ano no Brasil,” apontou Rollemberg.

Produto tipo exportação

vespas soja biológicos, bioinsumos
Foto: Embrapa/Montagem: Canal Rural

O Brasil conta hoje com mais de 170 empresas produtoras de bioinsumos, responsáveis por um portfólio que já ultrapassa mil produtos registrados, consolidando o país como um polo de excelência no desenvolvimento de soluções agrícolas sustentáveis aplicadas à agricultura tropical.

Segundo os organizadores, o projeto contempla uma série de ações, como participação em feiras internacionais, realização de rodadas de negócios, missões comerciais, promoção institucional e estudos de mercado. O primeiro passo é o desenvolvimento da marca institucional do projeto.

O presidente da ApexBrasil, Jorge Viana, destacou o gesto histórico que inaugurou o projeto. “Uma parceria entre governo e indústria que sempre foi profícua e no caso dos bioinsumos tem tudo para crescer. É um momento oportuno o qual discutimos eventos climáticos e essa é uma pauta que tem a ver com o nosso ambiente. A busca por bioinsumos sempre esteve presente no nosso país e essa conexão com a natureza é fundamental. A agricultura do Brasil está fadada a encarar esses desafios e iniciativas como essas precisam florescer,” afirmou Viana.

A estratégia do projeto prevê atuação prioritária nos mercados dos países vizinhos produtores agrícolas na América Latina, além de Estados Unidos e Europa.



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Tecnologia com drones ganha força no campo



O uso de drones na agricultura é visto como uma tecnologia de grande potencial



O uso de drones na agricultura é visto como uma tecnologia de grande potencial
O uso de drones na agricultura é visto como uma tecnologia de grande potencial – Foto: Pixabay

O Programa Drones SP, uma iniciativa do Centro de Engenharia e Automação (CEA) do Instituto Agronômico (IAC) em parceria com a Fundação Coopercitrus Credicitrus, realizou recentemente um encontro técnico na sede do CEA-IAC, em Jundiaí (SP). O evento reuniu empresas participantes do projeto e teve como foco a apresentação dos primeiros resultados e a definição dos próximos passos.

A parceria entre o CEA-IAC e a Fundação Coopercitrus Credicitrus resultou na criação do Fórum de Pesquisa e Desenvolvimento de Tecnologia de Aplicação com Drones. O programa já começa a gerar dados relevantes que auxiliam as empresas cotistas no desenvolvimento de protocolos específicos para seus produtos e operações no campo.

“Em pouco tempo de programa, já geramos resultados relevantes para embasar discussões. As empresas cotistas do Drones SP podem utilizar os dados extraídos das experiências do Fórum, para desenvolver protocolos específicos para seus produtos e suas iniciativas na área”, exemplifica Hamilton Ramos, coordenador do CEA-IAC.

O uso de drones na agricultura é visto como uma tecnologia de grande potencial, com tendência de rápida expansão no Brasil e no exterior. No entanto, ainda existem desafios a serem superados, especialmente na avaliação da eficácia operacional e da viabilidade econômica dessa ferramenta nas propriedades rurais.

O Programa Drones SP tem como foco principal o uso seguro e eficiente dos drones nas atividades agrícolas. Entre os temas abordados estão o volume de calda, taxa de cobertura, tamanho de gotas, condições climáticas, deriva de produtos e compatibilidade de insumos. O objetivo é garantir que a adoção da tecnologia aconteça de forma sustentável, técnica e segura para os produtores.





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