domingo, maio 24, 2026

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Chuvas reduzem forragem e afetam bovinos


As variações de temperatura e o aumento das chuvas vêm impactando o estado corporal do rebanho bovino de corte mantido em campos nativos no Rio Grande do Sul. A informação consta no Informativo Conjuntural divulgado pela Emater/RS-Ascar nesta quinta-feira (29). De acordo com o boletim, o efeito climático reduziu a disponibilidade e a qualidade das forrageiras, embora áreas com pastagens cultivadas de aveia e azevém apresentem condições adequadas de uso.

Na região administrativa de Bagé, animais que estavam em áreas de restevas de arroz foram transferidos para pastagens devido aos alagamentos e à formação das primeiras geadas. Segundo o informativo, também há expectativa de frio mais intenso para os próximos dias.

Em Caxias do Sul, a sanidade dos bovinos está sob controle, com ênfase nas ações de manejo contra carrapatos, bernes e miíases. O início do frio também contribuiu para a redução da população de moscas nas propriedades da região.

Em Erechim, o estado nutricional dos rebanhos permanece satisfatório, apesar da menor oferta de pastagens e campos nativos. “Algumas propriedades estão realizando suplementação com silagem e ração para compensar a queda na qualidade e quantidade do pasto”, informa a Emater.

A regional de Frederico Westphalen reportou estabilidade no mercado, mas com expectativa de valorização dos animais de melhor qualidade nos próximos períodos. Em Passo Fundo, o controle de carrapatos, bernes, bicheiras e moscas-do-chifre está na fase final, enquanto o crescimento das pastagens nativas já apresenta desaceleração por causa da estação.

Na região de Pelotas, produtores iniciaram a aquisição de animais para ocupar áreas anteriormente utilizadas com lavouras. No sistema de cria, seguem as atividades de desmame e diagnóstico de gestação das matrizes.

Já em Porto Alegre, produtores relatam dificuldades no controle de carrapatos. Em Santa Maria, a suplementação alimentar com silagem de milho está sendo adotada por diversos pecuaristas. “Permanecem os relatos de incidência de carrapatos em algumas propriedades da região”, aponta o boletim.

Em Soledade, a infestação por carrapatos continua elevada, mesmo com o uso de técnicas como pastejo rotacionado e controle químico.





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Ibama receberá R$ 825 milhões para combate ao desmatamento ilegal



O presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciou, nesta terça-feira (3), o repasse de R$ 825,7 milhões do Fundo Amazônia para reforçar as ações de fiscalização ambiental para o controle do desmatamento ilegal na Amazônia executadas pelo Instituto Nacional de Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis (Ibama).

Os recursos deverão ser usados no prazo de 60 meses para modernizar a resposta ao desmatamento ilegal e aumentar a presença do Estado na Amazônia Legal.

Entre as ações previstas estão a compra de helicópteros de grande porte com proteção balística e de drones de alta tecnologia e a construção de bases aéreas e helipontos estratégicos na floresta.

O anúncio foi feito durante cerimônia no Palácio do Planalto, destacando ações do governo na área e em celebração ao Dia Mundial do Meio Ambiente, a ser comemorado na quinta-feira (5).

Também participaram da cerimônia a ministra do Meio Ambiente e Mudança do Clima, Marina Silva, e os presidentes do Ibama, Rodrigo Agostinho, e do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Aloizio Mercadante. O BNDES é o responsável pela gestão dos recursos do fundo.

Na ocasião, Marina destacou que o repasse mostra a seriedade e o comprometimento do governo na luta contra o desmatamento ilegal.

“O Fundo Amazônia é fruto do Plano de Ação para Prevenção e Controle do Desmatamento na Amazônia Legal. É resultado de doações realizadas a partir da redução do desmatamento que obtivemos no bioma. Neste governo, já evitamos lançar na atmosfera 450 milhões de toneladas de CO2 [dióxido de carbono]. Isso dobrou os recursos do Fundo Amazônia. Esse dinheiro volta agora volta ao Ibama para a compra de mais helicópteros, meios tecnológicos e serviços públicos com o objetivo de prevenir e combater incêndios e desmatamento”, disse Marina.

Unidades de conservação

Na ocasião, o presidente Lula assinou decretos criando mais três unidades de conservação (UCs) federais: duas no Paraná e uma no Espírito Santo. Esta última é a Área de Proteção Ambiental (APA) da Foz do Rio Doce, que visa proteger o ecossistema da região costeira e marinha da região, afetada pelo rompimento da barragem do Fundão, em novembro de 2015, em Mariana (MG).

Com 45.417 hectares nos municípios capixabas de Linhares e Aracruz, a APA Foz do Rio Doce integra áreas terrestres e marinhas no bioma da Mata Atlântica. A unidade foi criada como parte do acordo judicial para reparar os danos causados à população pelo rompimento da barragem de Fundão.

A região da foz do Rio Doce, que abriga 255 espécies de aves, 47 de anfíbios, 54 de mamíferos e 54 de répteis, é a única área continental de desova da tartaruga-de-couro no Brasil, espécie ameaçada de extinção, assim como ocorre com outras espécies marinhas na região, como o mero, a toninha e a tartaruga-cabeçuda.

Ao ler o decreto, a ministra do Meio Ambiente e Mudança do Clima, Marina Silva, disse que houve um trabalho cuidadoso da equipe na criação da APA e na recuperação da bacia do Rio Doce.

“Isso é para comemorar mesmo. Em Mariana, nós tivemos aquele aquele terrível acontecimento, contaminando toda a foz do Rio Doce. Além do acordo que fizemos, no seu governo [do presidente Lula], para a recuperação da bacia [do Rio Doce], reposicionando o que seria uma grande injustiça,” afirmou Marina.

Em razão da sua relevância para o meio ambiente, a nova unidade está inserida em cinco planos de ação nacionais voltados para a conservação de espécies ameaçadas: PAN Tartarugas Marinhas, PAN Corais, PAN Cetáceos Marinhos, PAN Aves Marinhas e PAN Toninha.

Preservação animal

Segundo o Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima, a nova APA permitirá que pescadores, comunidades tradicionais, indígenas e quilombolas desenvolvam atividades sustentáveis enquanto protegem o ambiente marinho e o terrestre na região, palco de agregações reprodutivas de muitas espécies de peixes de elevada importância comercial.

“Como exemplo temos as garoupas e os badejos, além do robalo, encontrados ao longo dos recifes do banco dos Abrolhos e na região do Rio Doce. A área também abriga um dos maiores bancos camaroneiros do país, e a futura APA protegerá justamente o berçário desse importante recurso pesqueiro”, informou a pasta.

Já no Paraná, as duas reservas de proteção ambiental foram criadas no município de Pinhão: a Reserva de Desenvolvimento Sustentável Faxinal São Roquinho (com 1.231,50 hectares) e a Reserva de Desenvolvimento Sustentável Faxinal Bom Retiro (com 1.576,54 hectares). O objetivo é preservar os remanescentes de florestas de araucárias na região, que também é rica em erva-mate e pinhão.

As reservas também permitirão assegurar as condições e os meios necessários para a reprodução e a melhoria dos modos e da qualidade de vida dos povos faxinalenses, comunidades tradicionais que criam animais soltos em terras coletivas, principalmente porcos, que constituem importante fonte de renda e alimentação.

Também foi assinado o decreto que trata da Estratégia e do Plano de Ação Nacionais de Biodiversidade, o decreto que institui a estratégia nacional para a conservação e o uso sustentável dos recifes de coral, decreto que dispõe sobre o programa de áreas protegidas da Amazônia e o que estabelece os limites do Parque Nacional Saint-Hilaire/Lange, localizado na Serra do Mar, no Paraná.



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Justiça bloqueia R$ 119 milhões de investigados por fraude contra INSS



A Advocacia-Geral da União (AGU) informou nesta terça-feira (3) que a Justiça Federal em Brasília proferiu novas decisões que determinaram o bloqueio de R$ 119 milhões em bens de empresas e investigados envolvidos nas fraudes em descontos irregulares nos benefícios de aposentados e pensionistas do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).

Os bloqueios foram determinados pela juíza federal Luciana Raquel Tolentino de Moura, da 7ª Vara Federal do Distrito Federal, e ocorreram em cinco ações protocoladas pela AGU.

Em cada processo na justiça, foram bloqueados R$ 23,8 milhões em bens móveis, imóveis e ativos financeiros de oito empresas e nove pessoas físicas. Os sigilos bancário e fiscal também foram quebrados por determinação judicial.

De acordo com a AGU, há indícios de que as empresas são suspeitas de atuarem como firmas de fechada para praticar os desvios ilegais contra os aposentados. Em troca de autorização para a realização dos descontos, as empresas pagaram propina para agentes públicos.

No mês passado, a AGU pediu o bloqueio de R$ 2,5 bilhões contra 12 entidades associativas e 60 dirigentes. Por determinação da juíza, o caso foi fatiado em 15 ações para facilitar a análise dos pedidos.

As fraudes são investigadas na Operação Sem Desconto, da Polícia Federal, que investiga um esquema nacional de descontos de mensalidades associativas não autorizadas. Estima-se que cerca de R$ 6,3 bilhões foram descontados de aposentados e pensionistas entre 2019 e 2024.

As ações judiciais fazem parte do trabalho do grupo especial montado pela AGU para buscar a recuperação do dinheiro descontado irregularmente dos aposentados.



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Alta em Chicago, dólar em recuo e soja ‘sem reação’ no Brasil



O mercado de soja registrou pouca oscilação nos preços e ritmo lento de comercialização nesta terça-feira (3). A Bolsa de Chicago avançou, mas o dólar recuou frente ao real, o que limitou a movimentação interna. Segundo o consultor da Safras & Mercado, Rafael Silveira, até surgiram algumas oportunidades e lotes foram negociados, porém sem grande expressividade.

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No mercado físico brasileiro, os preços de soja se comportaram da seguinte forma:

  • Passo Fundo (RS): subiu de R$ 129,00 para R$ 130,00
  • Santa Rosa (RS): subiu de R$ 130,00 para R$ 131,00
  • Porto de Rio Grande (RS): manteve em R$ 134,00
  • Cascavel (PR): manteve em R$ 125,00
  • Porto de Paranaguá (PR): manteve em R$ 133,00
  • Rondonópolis (MT): manteve em R$ 115,50
  • Dourados (MS): manteve em R$ 119,00
  • Rio Verde (GO): manteve em R$ 118,00

Soja em Chicago

Os contratos futuros da soja negociados na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) fecharam a sessão com ganhos. A alta foi puxada por movimento de correção técnica e por dados divulgados pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) abaixo das expectativas do mercado, o que deu suporte às cotações.

USDA

Segundo o USDA, até 1º de junho, 84% da área prevista para o plantio de soja estava concluída, contra 77% no mesmo período do ano passado e acima da média de 80% dos últimos cinco anos. Na semana anterior, o índice era de 76%.

Sobre a condição das lavouras, o USDA informou que 67% estavam entre boas e excelentes, abaixo da expectativa de 68% dos analistas. Outros 28% estavam em condição regular e 5% entre ruins e muito ruins.

Contratos futuros da soja

Os contratos com entrega em julho subiram 7,25 centavos (0,7%) e encerraram a US$ 10,40 3/4 por bushel. A posição novembro avançou 7,00 centavos (0,68%), fechando em US$ 10,34 1/4 por bushel.

Nos subprodutos, o farelo para julho caiu US$ 0,60 (0,20%) e fechou a US$ 294,50 por tonelada. Já o óleo subiu 0,53 centavo (1,14%), terminando o dia a 46,81 centavos de dólar por libra-peso.

Dólar

O dólar comercial encerrou a terça-feira em baixa, com desvalorização de 0,64%. A moeda norte-americana foi negociada a R$ 5,6367 para venda e R$ 5,6347 para compra. Durante o pregão, oscilou entre a mínima de R$ 5,6252 e a máxima de R$ 5,7102.



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Santa Catarina lança Projeto Sementes com mais recursos em 2025


O Governo de Santa Catarina lançou oficialmente a edição 2025 do Projeto Sementes de Milho, uma das principais ações do Programa Terra Boa, voltado ao apoio da agricultura familiar no estado. O anúncio foi realizado em Maravilha, no Extremo-Oeste catarinense, durante a segunda edição do evento “Santa Catarina Levada a Sério: Prestando Contas”, na região da Amerios.

Com aumento de 27,5% no orçamento em comparação ao ano anterior, o projeto deve contar com R$ 36,6 milhões em investimentos, dentro do total de R$ 116 milhões previstos para o Terra Boa em 2025. A iniciativa prevê a distribuição de 170 mil sacos de sementes de milho com alto valor genético, beneficiando cerca de 42,5 mil famílias em todos os municípios do estado.

Durante a cerimônia, estiveram presentes o governador Jorginho Mello, o secretário de Estado da Agricultura e Pecuária, Carlos Chiodini, além de representantes de cooperativas, agricultores, técnicos e lideranças regionais e estaduais.

O projeto é executado por meio de uma cooperação entre a Secretaria da Agricultura e Pecuária (SAR) e a Federação das Cooperativas Agropecuárias de Santa Catarina (Fecoagro). As sementes distribuídas contemplam diferentes níveis tecnológicos, com subsídios que variam entre R$ 100 e R$ 240 por saca, a depender da variedade escolhida. Cada família poderá retirar até cinco sacos por ano.

As sementes são destinadas à produção de grãos para abastecer cadeias produtivas da carne, além da silagem para a pecuária leiteira. A autorização para retirada já pode ser solicitada junto à Epagri. A aquisição ocorre por meio de cooperativas e casas agropecuárias credenciadas, que formalizam a parceria com os agricultores.

Além do lançamento do Projeto Sementes de Milho 2025, também foram assinados termos de liberação de recursos dos programas Água no Campo SC e Leite Bom SC.

Criado em 1983, o Programa Terra Boa inclui ainda ações voltadas à correção do solo com calcário, distribuição de kits forrageiras, incentivo à apicultura, à saúde do solo, à produção de abelhas rainhas e aos cereais de inverno.

A cultura do milho ocupa posição estratégica na produção agropecuária catarinense, sendo essencial tanto para a alimentação humana quanto animal, e impulsiona a economia regional. Na safra 2024/2025, foram cultivados 291,1 mil hectares com milho no estado, resultando em 2,73 milhões de toneladas, segundo a Epagri/Cepa. Apesar da redução de 13% na área plantada, a produção foi 23% superior à registrada na safra anterior.





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arroba ensaia mais uma alta; confira



O mercado físico do boi gordo voltou a registrar preços mais altos nesta terça-feira (3). As escalas de abate mostram sinais de encurtamento em várias regiões do país.

De acordo com o analista da consultoria Safras & Mercado Fernando Henrique Iglesias, a obtenção de animais jovens tem sido o grande desafio para a indústria frigorífica neste momento.

“A oferta de fêmeas, em especial vaca gorda, segue presente nas mais diferentes regiões do país. Do ponto de vista da demanda, as exportações são a grande justificativa para o movimento de recuperação dos preços da arroba no início de junho. O desempenho das vendas externas é extremamente positivo, com o país caminhando para um recorde de embarques.”

Preços da arroba do boi gordo (a prazo)

  • São Paulo: R$ 310,92 — ontem: R$ 308,75
  • Goiás: R$ 291,43 — na segunda: R$ 290,54
  • Minas Gerais: R$ 293,82 — anteriormente: R$ 292,94
  • Mato Grosso do Sul: R$ 306,14 — ontem: R$ 305
  • Mato Grosso: R$ 302,84 — na segunda: R$ 300,61

Mercado atacadista

O mercado atacadista voltou a registrar preços estáveis para a carne bovina. De acordo com Iglesias, o ambiente de negócios oferece alguma expectativa de alta no curto prazo, considerando a entrada dos salários na economia, motivando a reposição entre atacado e varejo.

“É importante mencionar que a recente queda dos preços do frango ainda não chegou de maneira contundente no varejo. De qualquer forma, a percepção para 2025 é que mesmo antes desse período de maior fragilidade dessa proteína [em virtude do caso de gripe aviária] a preferência da população tende a recair sobre proteínas mais acessíveis”, assinalou Iglesias.

O quarto traseiro ainda é precificado a R$ 23,00 por quilo; o dianteiro segue cotado a R$ 18,50 por quilo; e a ponta de agulha foi indicada a R$ 18,00 por quilo.

Câmbio

O dólar comercial encerrou a sessão em queda de 0,64%, sendo negociado a R$ 5,6367 para venda e a R$ 5,6347 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,6252 e a máxima de R$ 5,7102.



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Brasil não tem mais casos suspeitos de gripe aviária em granja comercial



O Brasil não tem mais casos suspeitos de gripe aviária em granjas comerciais. A última apuração, em Anta Gorda, no nordeste do Rio Grande do Sul, foi oficialmente descartada pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) nesta terça-feira (3).

De acordo com o painel Síndrome Respiratória e Nervosa das Aves, mantido pela pasta, atualmente existem seis investigações em andamento, mas todas relacionadas a aves silvestres ou domésticas.

Agora, se até o dia 28 de junho – término da quarentena – o Brasil não registrar mais nenhum caso ou suspeita em criação comercial, o país poderá se declarar como nação livre de Influenza Aviária de Alta Patogenicidade (IAAP), estando apto a emitir certificados aos compradores de frango e derivados.

Desde que o primeiro caso foi detectado, em 16 de maio, no município de Montenegro, na Região metropolitana de Porto Alegre, mais de 20 países, incluindo a União Europeia, suspenderam as compras do produto brasileiro.



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Massa de ar polar está chegando e deve derrubar temperaturas em 11 estados


A passagem de uma frente fria baixará as temperaturas em áreas do Sul do país a partir da noite de quinta-feira (5). Assim, o fenômeno manterá os termômetros ainda em baixa no Rio Grande do Sul, mas provocará tempo mais gélido entre Santa Catarina e Paraná.

Você quer entender como usar o clima a seu favor? Preparamos um e-book exclusivo para ajudar produtores rurais a se antecipar às mudanças do tempo e planejar melhor suas ações. Com base em previsões meteorológicas confiáveis, ele oferece orientações práticas para proteger sua lavoura e otimizar seus resultados.

Contudo, no domingo (8), a entrada de outra massa de ar polar, desta vez com uma característica mais forte, deve avançar sobre o continente e trazer queda de temperatura mais acentuada novamente, impactando, desta vez, o Sudeste, Centro-Oeste e áreas do Norte do país. O mapa abaixo mostra que o fenômeno deve afetar 11 estados:

  • Santa Catarina
  • Paraná
  • São Paulo
  • Rio de Janeiro
  • Minas Gerais
  • Mato Grosso do Sul
  • Goiás
  • Mato Grosso
  • Rondônia
  • Acre
  • Amazonas

De acordo com a Climatempo, esta onda de frio tem características um pouco diferentes da primeira registrada no país na última semana de maio.

“O ar frio abrange uma área um pouco menor e não será tão intenso como a primeira onda registrada, porém, em termos de duração, esta será um pouco maior. Muitos locais irão sentir frio por mais tempo do que a onda que encerrou no dia 3 de junho”, diz a empresa, em nota.

Dias mais gelados

mapa frente friamapa frente fria
Foto: Reprodução

As áreas em azul-claro no mapa acima, desde Santa Catarina até o sul de Mato Grosso, terão alguns dias mais gelados e com mínimas e máximas ligeiramente mais baixas ao longo da próxima semana.

Já as áreas do Norte do país podem ter friagem, com temperaturas ligeiramente mais baixas entre o Acre e o sul de Rondônia.

Pode nevar?

O risco de neve, em si, é muito menor ao que foi previsto e ao que aconteceu na onda de frio do final de maio, de acordo com a Climatempo.

“As rodadas mais recentes dos modelos de previsão indicavam uma chance muito baixa para neve na próxima segunda-feira (9), restrita, novamente, a regiões mais altas da Serra Catarinense, como Urupema, São Joaquim e Urubici.”



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Fungos são capazes de eliminar mofo-branco das lavouras de soja, feijão e algodão



Uma pesquisa conduzida por cientistas brasileiros revelou uma solução promissora contra uma das principais doenças que afetam diferentes tipos de cultivo, como soja, feijão e algodão: o mofo-branco. Fungos do gênero Trichoderma foram capazes de eliminar totalmente o patógeno Sclerotinia sclerotiorum em testes de laboratório, o que abre caminho para um controle biológico mais eficaz e sustentável nas lavouras.

A doença é um desafio constante, principalmente na soja, por sua capacidade de sobreviver no solo por longos períodos. Tradicionalmente, o combate envolve o uso intensivo de fungicidas químicos, com alto custo e impacto ambiental. A pesquisa, liderada por Laísy Bertanha (Unesp), com orientação de Wagner Bettiol (Embrapa), identificou duas espécies promissoras: Trichoderma yunnanense e Trichoderma dorotheae. A primeira atingiu 97,5% de eficácia na inibição dos escleródios, estruturas de resistência do fungo.

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O controle biológico surge como alternativa ao modelo químico, especialmente quando combinado a boas práticas agrícolas. A rotação de culturas com gramíneas, o uso de sementes sadias e a adição de matéria orgânica ao solo ajudam a reduzir a presença do patógeno e fortalecer os microrganismos benéficos. Além disso, os fungos antagonistas interferem na produção de substâncias que tornam o mofo-branco mais agressivo, reduzindo o risco de infecções severas.

Na cultura da soja, os impactos do mofo-branco exigem manejo preventivo. A introdução de bioinsumos pode representar a redução de custos e resíduos, além de ganhos em produtividade a longo prazo. A pesquisa mostra que isolar os microrganismos no próprio ambiente onde serão aplicados aumenta sua eficiência no campo.

Fungos e bioinsumos

O Brasil ocupa hoje a liderança mundial no mercado de bioinsumos agrícolas, um setor que cresce, em média, 14% ao ano no mundo. Por aqui, o avanço é ainda mais acelerado: entre 2021 e 2022, o crescimento foi de 67%, segundo dados da Embrapa. Estima-se que o país responda por cerca de 20% do consumo global desses produtos. Essa posição de destaque se deve à combinação entre clima tropical, ampla área agrícola e crescente demanda por soluções sustentáveis. A trajetória brasileira mostra que é possível unir produtividade à inovação com baixo impacto ambiental.

Para manter essa liderança, o Brasil precisa ampliar os investimentos em pesquisa, desenvolvimento e capacitação, especialmente para levar os bioinsumos também aos pequenos e médios produtores. Segundo o pesquisador Wagner Bettiol, é urgente desenvolver novos biofungicidas para o controle da ferrugem asiática da soja e da ferrugem do cafeeiro, além de bioherbicidas. Globalmente, grandes potências agrícolas como Estados Unidos, Europa e China também aceleram o uso de produtos biológicos. O movimento é impulsionado pela urgência climática e pela demanda por alimentos mais limpos. Além de reduzir resíduos químicos, os bioinsumos preservam a biodiversidade, diminuem as emissões de gases de efeito estufa e fortalecem economias locais com tecnologias adaptadas à agricultura familiar.



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Equivalência de serviço de inspeção quer impulsionar pequenos produtores


Uma medida publicada pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) em março de 2025 promete transformar o cenário da agroindústria de pequeno porte no Brasil. Agora, produtos de origem animal considerados de baixo risco — como leite, mel e ovos — que possuam o Selo de Inspeção Municipal (SIM) passam a ter equivalência ao Sistema Brasileiro de Inspeção de Produtos de Origem Animal (SISBI-POA), facilitando sua comercialização em todo o território nacional por um período inicial de um ano.

A mudança visa ampliar o acesso de pequenos e médios empreendedores ao mercado nacional, promovendo inclusão produtiva e geração de renda, além de estimular a legalização e o fortalecimento das agroindústrias regionais.

Alex Virgínio, que atua há mais de uma década no beneficiamento de carnes na região Oeste da Bahia, destaca os impactos positivos do selo SISBI:

“Ele nos ajudou a melhorar a estrutura, os processos internos sanitários e a gestão como um todo. Além disso, agrega valor e fortalece a confiança do consumidor”, afirma.

Sua agroindústria beneficia cerca de 200 toneladas de carne por ano, com matéria-prima oriunda de pecuaristas locais. A adesão ao SISBI habilitou o produto para ser vendido para outras regiões do país. Segundo Alex, um planejamento está sendo elaborado para aumentar a presença de mercado da empresa.

Estrutura local e apoio técnico

Na Bahia, 74 estabelecimentos estão cadastrados no sistema, sendo 8 integrados ao SISBI — dois deles localizados em Barreiras, por meio da atuação do Consórcio Multifinalitário do Oeste da Bahia (Consid).

De acordo com a engenheira de alimentos Kamilla Ruthiélle, “a orientação técnica é constante e as exigências sanitárias não são flexibilizadas. O objetivo é garantir segurança e qualidade ao consumidor final, além de abrir novos mercados para os produtores locais.”.

Apesar das boas perspectivas, a medida também gera debate. O Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais Federais Agropecuários (Anffa Sindical) manifestou preocupação com a segurança sanitária e a capacidade técnica de alguns serviços de inspeção municipais.

“Nem todos os SIMs atuam com o mesmo rigor técnico do serviço federal. É essencial que decisões passem por análise técnica criteriosa”, alerta Beatriz Kuchenbecker, auditora fiscal da Anffa Sindical.

Em resposta, o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) reforça que a equivalência ao SISBI será restrita a municípios que estiverem cadastrados no sistema e-SISBI, com exigência de cumprimento de protocolos sanitários e estruturais.

A proposta do Mapa é apoiar os municípios que já atuam com responsabilidade, acelerando a regularização sem abrir mão da segurança sanitária. Não se trata de flexibilizar, mas de incluir com responsabilidade”, afirma Judi Nóbrega, diretora da Secretaria de Defesa Agropecuária.

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Imagem: Reprodução/Canal Rural BA

Números nacionais

Segundo o Mapa, o Brasil já conta com mais de 3.700 estabelecimentos cadastrados e mais de 1.100 integrados ao SISBI.

São mais de 40 mil produtos registrados no sistema, sendo 15 mil deles com autorização para comercialização nacional.

Além de impulsionar o setor produtivo, a medida foi apontada como uma das tentativas do governo para a redução dos preços dos alimentos, ao ampliar a oferta de produtos regularizados no mercado formal.


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