domingo, maio 24, 2026

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Produtores do RS rejeitam proposta do governo e protestos se espalham por 60 municípios



Quatro secas, uma enchente histórica e R$ 150 bilhões em prejuízos nos últimos anos. Esse é o passivo enfrentado por produtores rurais do Rio Grande do Sul. Resultado: débitos rurais impagáveis.

Na tentativa de resolver o problema, a Resolução 5.220 do Conselho Monetário Nacional (CMN), publicada nessa quinta-feira (29), prorroga por três anos as dívidas de custeio. Para as parcelas de investimento com vencimento neste ano, o prazo será estendido por um ano.

Os produtores com dívidas contraídas no Pronaf e no Pronamp poderão renegociar os débitos de até R$ 90 mil. Além disso, a instituição financeira só pode renegociar até 8% do saldo das parcelas de custeio com vencimento em 2025, contratadas com recursos equalizados pelo tesouro nacional.

Solução não agradou produtores

A proposta do governo federal não agradou os agricultores do estado. Prova disso é a continuidade dos protestos que bloqueiam rodovias importantes e que se seguiram nesta sexta-feira, um dia após a publicação do CMN. A estimativa é que as mobilizações estão espalhadas em mais de 60 municípios gaúchos.

Os agricultores que fazem parte do movimento pedem uma solução a longo prazo, como a securitização de R$ 60 bilhões para pagamento em 20 anos. O projeto do senador Luís Carlos Heinze já foi aprovado pela Comissão de Agricultura e Reforma Agrária do Senado e aguarda apreciação da Comissão de Assuntos Econômicos.

“Prometeram quatro anos [de prorrogação de dívidas], ofereceram três anos, tem problemas com o Pronamp, com o Pronaf, com o limite de 8% para os demais. Será um problema para o Sicredi, por exemplo, que não vai ter condição de contemplar todos os agricultores. Os outros bancos da mesma forma. Não saiu na resolução a questão específica dos bancos de fábrica, que muita gente tem problema. Então tem muito a consertar”, diz o senador Luiz Carlos Heinze.

Segundo ele, o grupo técnico da bancada do Congresso que analisa o tema, composto por bancos e entidades, como Fetag e Farsul, está trabalhando para corrigir as distorções que apontam na resolução.

Esta semana também foi entregue ao ministro da Agricultura, Carlos Fávaro, uma proposta do deputado Alceu Moreira que não depende de orçamento do governo federal, mas sim dos fundos.

“Os modelos anteriores de pegar dinheiro do Orçamento [não servem mais], nós não temos folga orçamentária. A securitização precisa, na verdade, transformar a dívida do produtor, dívida líquida, contraída e certa com o credor e tamanho da dívida correta. Quando este modelo estiver pronto, se pega e se compra essa dívida com o Fundo e coloca esse título, uma CPR, um papel que representa esse compromisso para o produtor pagar em 15, 20 anos. Ao comprar essa dívida, se reabilita o produtor, ele fica sem débito nenhum e vai ter o compromisso de pagar a safra seguinte e 1/15 da safra que passou. […] o que estou dizendo não precisa de um centavo do Orçamento, os Fundos financiam por si só”, diz Moreira.



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Como ficaram as cotações de soja na última sexta-feira do mês?



O mercado de soja no Brasil registrou oscilações nesta sexta-feira, refletindo a combinação de queda nos contratos futuros em Chicago, valorização do dólar e leve alta nos prêmios de exportação. De acordo com o consultor da Safras & Mercado, Rafael Silveira, o cenário criou algumas janelas de oportunidade, mas o volume total de negócios foi moderado, estimado entre 300 mil e 500 mil toneladas.

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Soja no Brasil

  • Passo Fundo (RS): subiu de R$ 128,00 para R$ 130,00
  • Santa Rosa (RS): subiu de R$ 129,00 para R$ 131,00
  • Rio Grande (RS): subiu de R$ 134,00 para R$ 135,00
  • Cascavel (PR): caiu de R$ 128,00 para R$ 126,00
  • Paranaguá (PR): subiu de R$ 134,00 para R$ 134,50
  • Rondonópolis (MT): subiu de R$ 115,00 para R$ 117,00
  • Dourados (MS): subiu de R$ 119,00 para R$ 120,50
  • Rio Verde (GO): subiu de R$ 116,00 para R$ 118,00

Soja em Chicago

Na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT), os contratos futuros da soja encerraram o dia em queda, ampliando as perdas semanais e mensais. O ambiente negativo foi intensificado pela reativação das tensões comerciais entre China e Estados Unidos, com o ex-presidente Donald Trump acusando Pequim de violar acordo comercial firmado em 12 de maio.

Adicionalmente, crescem as incertezas sobre as regras para o uso de biocombustíveis nos EUA, incluindo possíveis isenções para refinarias, o que pressionou o óleo de soja. A ampla oferta brasileira, a fraca demanda por soja americana e o avanço do plantio nos EUA também contribuíram para o recuo.

O contrato de julho da soja em grão fechou a US$ 10,41 3/4 por bushel, com baixa de 10,00 centavos (0,95%). A posição novembro caiu 10,50 centavos (1,01%) para US$ 10,26 3/4 por bushel.

No farelo, julho recuou US$ 0,10 (0,03%), para US$ 296,30 por tonelada. O óleo de soja para julho fechou a 46,89 centavos de dólar por libra-peso, com perda de 1,50 centavo (3,09%).

Dólar

O dólar comercial encerrou o dia em alta de 0,93%, cotado a R$ 5,7201 na venda e R$ 5,7181 na compra. A moeda norte-americana variou entre R$ 5,6599 e R$ 5,7409 ao longo da sessão. Na semana, o dólar acumulou valorização de 1,3%, enquanto em maio registrou alta de 0,8%.



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veja como os preços encerraram a semana



O mercado físico do boi gordo volta a se deparar com predominante acomodação em seus preços, com uma ou outra negociação realizada acima da referência média.

De acordo com o analista da consultoria Safras & Mercado Fernando Henrique Iglesias, os frigoríficos se deparam com escalas de abate posicionadas entre sete e nove dias úteis na média nacional.

“O mercado ainda acompanha com proximidade as consequências do foco de gripe aviária no município de Montenegro, no Rio Grande do Sul, e seus desdobramentos para a avicultura de corte. O principal ponto de suporte neste momento ainda é o acelerado ritmo de exportação, com números espetaculares durante o primeiro semestre”, assinalou.

Preços médios da arroba do boi

  • São Paulo: R$ 306,50
  • Goiás: R$ 289,29
  • Minas Gerais: R$ 288,82
  • Mato Grosso do Sul: R$ 303,98
  • Mato Grosso: R$ 299,68

Mercado atacadista

O mercado atacadista encerra a semana apresentando acomodação em seus preços. Segundo Iglesias, a expectativa é de melhora da reposição entre atacado e varejo durante a primeira quinzena do mês, período pautado por maior apelo ao consumo.

“Vale destacar que importante parcela da população prioriza o consumo de proteínas mais acessíveis, a exemplo da carne de frango, ovos e embutidos”, apontou Iglesias.

O quarto traseiro ainda é precificado a R$ 23,00, por quilo, o dianteiro segue a R$ 18,50 por quilo e a ponta de agulha é precificada a R$ 18,00, por quilo.

Câmbio

O dólar comercial encerrou a sessão em alta de 0,93%, sendo negociado a R$ 5,7201 para venda e a R$ 5,7181 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,6599 e a máxima de R$ 5,7409. Na semana, a moeda acumulou valorização 1,3%. Em maio, a alta foi de 0,8%.



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AgroNewsPolítica & Agro

Safra de arroz encerra com pressão sobre orizicultor



Preço do arroz cai 1,01% no RS, aponta Emater




Foto: Pixabay

A colheita da safra de arroz 2023/2024 no Rio Grande do Sul está tecnicamente encerrada, segundo o Informativo Conjuntural divulgado pela Emater/RS-Ascar na quinta-feira (29). As poucas áreas remanescentes, segundo o órgão, não possuem representatividade estatística suficiente para alterar os números consolidados da produção estadual.

O tempo seco registrado no início do período favoreceu a drenagem das lavouras e a incorporação da palhada. Com menos de um mês para o início do inverno e cerca de 100 dias para a próxima janela de plantio, os produtores das regiões Sul e Campanha acompanham com cautela o nível das barragens. Apesar das chuvas recentes, os volumes acumulados ainda são insuficientes para uma recuperação completa dos reservatórios nessas regiões.

Na Fronteira Oeste e Centro-Oeste, o cenário é mais favorável, com maior volume de precipitações contribuindo para a recuperação hídrica. A área cultivada para a safra 2024/2025 foi estimada em 970.194 hectares, com produtividade média prevista de 8.558 quilos por hectare, conforme os dados técnicos da Emater/RS-Ascar.

Na região administrativa de Bagé, a colheita foi finalizada em todos os municípios da Campanha e da Fronteira Oeste, exceto em Itaqui. No município, restam cerca de 150 hectares semeados tardiamente, atualmente em fase de maturação. A Emater alerta que as fortes chuvas recentes podem comprometer ainda mais a produtividade nessas áreas.

A colheita também foi encerrada nas regiões de Pelotas, Soledade e Santa Maria. No mercado, o levantamento semanal da Emater/RS-Ascar aponta que o preço médio da saca de 50 quilos de arroz recuou 1,01% em relação à semana anterior, passando de R$ 74,40 para R$ 73,65. Lotes com qualidade inferior, especialmente aqueles com percentual de grãos inteiros abaixo de 58%, não alcançam esse valor, o que tem gerado insatisfação entre os orizicultores.





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Comissão de Valores Mobiliários também aprova dupla listagem da JBS



A JBS obteve nesta sexta-feira (30) aprovação da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) dos registros de emissor estrangeiro da JBS N.V. e do BDRs (Programa de Brazilian Depositary Receipts) Nível II.

Também foi aprovada a admissão à negociação dos BDRs pela B3. Trata-se de mais um passo para a implementação da Dupla Listagem das ações da companhia no Brasil e nos Estados Unidos. No mês passado a JBS obteve a conclusão do registro junto a Securities and Exchange Commission (SEC).

Dessa forma, as ações da companhia serão ofertadas na Bolsa de Valores brasileira até 6 de junho. Já o primeiro dia de negociação dos BDRs da JBS N.V. na B3 será 09 de junho. A expectativa é que as ações da JBS comecem a ser negociadas na NYSE, a Bolsa de Valores de Nova York, em 12 de junho.

Na assembleia geral extraordinária realizada em 23 de maio, os acionistas minoritários da JBS aprovaram a proposta de dupla listagem, um marco histórico para a companhia criada há 72 anos no interior do Brasil.

De acordo com a empresa, o objetivo é destravar valor, adequar a estrutura de capital ao perfil global e diversificado da JBS e ampliar a capacidade de investimento, mantendo disciplina financeira.

“A dupla listagem se mostra o caminho para que a companhia atinja seu potencial dentro do mercado global de alimentos. Isso deve potencializar a nossa estratégia em diversificação de proteínas e geográfica, baseada em marcas fortes e produtos de valor agregado”, afirma Gilberto Tomazoni, CEO Global da JBS.

JBS no mundo

A JBS figura entre as maiores empresas de alimentos do mundo, com uma plataforma diversificada de proteínas e geografias. Com mais de 250 fábricas, a empresa conta com produção em 17 países, atende a mais de 300 mil clientes e seus produtos alcançam mais de 180 países. Nascida no Brasil em 1953, emprega atualmente 280 mil pessoas globalmente.

“A dupla listagem é a estrutura que mais se adequa aos negócios da JBS e deve destravar ainda mais o valor da Companhia, com maior acesso a investidores e a juros mais competitivos, para ampliar a capacidade de financiar o crescimento a um menor custo, acelerando a estratégia de diversificação”, conta o CFO da JBS, Guilherme Cavalcanti.



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Chuvas intensas ameaçam lavouras na próxima semana; onde o tempo exige atenção dos produtores?



Depois de dias de frio intenso e registro de geadas em áreas do Paraná, Santa Catarina e sul do Mato Grosso do Sul, o ciclone que causou instabilidade começa a se afastar para o oceano. Com isso, a chuva se desloca em direção ao Espírito Santo, o que exige atenção dos produtores de soja da região, enquanto o ar frio perde força nos próximos cinco dias.

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As temperaturas devem subir gradualmente. No Sul, ainda há previsão de frio abaixo dos 10 °C em algumas regiões, mas em estados como São Paulo e Mato Grosso do Sul, os termômetros devem se manter acima dos dois dígitos, afastando o risco de novas geadas.

Esse cenário é especialmente importante para os produtores rurais, que devem aproveitar a trégua climática para avançar com a colheita do milho da segunda safra no Paraná.

Produtores de soja devem ficar atentos ao ‘cavado’

Na próxima semana, uma nova área de baixa pressão atmosférica, o chamado cavado, deve se formar sobre o Paraná, provocando fortes chuvas, rajadas de vento e risco elevado de temporais, inclusive com granizo, a partir de quarta-feira.

Os volumes de chuva devem ser elevados e se espalhar também por Santa Catarina, São Paulo e Mato Grosso do Sul. A situação pode causar alagamentos, queda de energia e paralisação dos trabalhos no campo. Rajadas de vento podem ultrapassar os 100 km/h em pontos isolados.

Enquanto isso, o tempo segue firme em grande parte do Mato Grosso, Goiás e interior da região conhecida como Matopiba.

Além disso, a previsão para a semana seguinte indica o avanço de temporais sobre o Brasil Central, com risco de chuvas volumosas e transtornos também nessas áreas.



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Agro puxa crescimento e PIB responde com alta de 1,4% no 1º trimestre



Com o crescimento de 1,4% no Produto Interno Bruto (PIB) no primeiro trimestre deste ano em relação ao trimestre anterior, a economia brasileira tem crescido a níveis recordes desde o quarto primeiro período de 2021.

Nos primeiros três meses deste ano, também atingiram os maiores patamares da história os setores da agropecuária e dos serviços. Sob a ótica da demanda, o consumo das famílias, do governo e as exportações representaram as maiores marcas já registradas para o início do ano.

Por outro lado, indústria e investimentos estão longe de seus patamares recordes, ambos atingidos em 2013. A formação bruta de capital fixo, ou seja, os investimentos, por exemplo, está 6,7% abaixo do nível do segundo trimestre de 2013, enquanto a indústria está 4,7% abaixo do nível do terceiro trimestre daquele ano.

“A indústria é a única das grandes três atividades econômicas que ainda está no patamar abaixo do pico”, ressalta a pesquisadora do IBGE, Rebeca Palis.

Agropecuária: motor da economia

O crescimento do PIB do quarto trimestre de 2024 para o primeiro trimestre deste ano foi puxado principalmente pelo desempenho da agropecuária, que teve crescimento de 12,2%.

“A agropecuária tem dois efeitos principais este ano: um é a questão climática que está favorável e a outra é que as colheitas que estão crescendo muito, como a soja, que é a nossa principal lavoura, está concentrada no primeiro semestre. A gente também tem o milho crescendo, o fumo, o arroz, várias colheitas que estão crescendo esse ano. Tem muita safra no primeiro semestre”, contextualiza Rebeca.

Os serviços, que correspondem a 70% do PIB, também tiveram desempenho positivo, crescendo 0,3% no trimestre em relação ao trimestre anterior, com destaque para as atividades de informação e comunicação (3%).

Já a indústria apresentou taxa negativa (-0,1%), devido a resultados da construção (com queda de 0,8%) e da indústria da transformação (-1%).

Segundo a pesquisadora, esses são setores que estão sentindo os efeitos da alta taxa básica de juros (Selic).

Sob a ótica da demanda, houve altas em todos os componentes no primeiro trimestre deste ano em relação ao trimestre anterior: consumo das famílias (1%), formação bruta de capital fixo (3,1%), exportações (2,9%) e consumo do governo (0,1%).

“Em relação ao consumo das famílias, a gente ainda tem fatores que prejudicam, como a inflação bem resiliente e a política monetária restritiva. Mas a gente continua tendo melhora no mercado de trabalho, continua tendo programas de transferência de renda do governo para as famílias e o crédito continua crescendo, apesar de estar mais caro, então são várias coisas contribuindo positivamente”, disse Rebecca. “Mas o consumo das famílias poderia ser mais alto se a gente não tivesse uma política monetária restritiva”.



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AgroNewsPolítica & AgroSafra

Sinais de maior oferta de café pesam sobre os preços e NY fecha com baixas…


Entrada das novas safras da Indonésia e do Brasil contribuiu para o recuo dos futuros em Londres

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Os preços do café encerram a sessão desta sexta-feira (16) registrando baixas de mais de 2% nas bolsas internacionais. 

Segundo informações da Reuters, os negociantes disseram que o mercado foi prejudicado pela ampla oferta, já que as safras de robusta estão sendo colhidas na Indonésia e no Brasil. “Os estoques de robusta monitorados pela ICE testemunharam uma recuperação, pressionando os preços”, disse um trader do Vietnã. 

De acordo com o Barchart, os estoques de robusta monitorados pela ICE atingiram o maior nível em 7 meses e meio nesta sexta-feira, com 4.890 lotes, e os estoques de arábica atingiram o maior nível em 3 meses, com 851.169 sacas. 

Boletim do Escritório Carvalhaes aponta que mesmo com as projeções mais otimistas sobre a produção brasileira de café em 2025, seguimos com um cenário tão apertado como o atual no novo ano-safra, que começará em julho. “Nossos estoques de passagem serão historicamente baixos, e os maiores números de produção lançados no mercado apontam para uma safra 2025 com tamanho próximo ao da atual. O equilíbrio precário entre produção e consumo global vai continuar no ano-safra 2025/2026”, destaca ainda o documento.

Leia mais:

Em Londres, o robusta fecha o dia registrando baixa de US$ 106 nos contratos de maio/25 e julho/25 negociado por US$ 4,816/tonelada e US$ 4,865/tonelada, um recuo de US$ 100 no valor de US$ 4,860/tonelada no de setembro/25, e uma queda de US$ 88 no valor de US$ 4,830/tonelada no de novembro/25.

O arábica encerra com baixa de 870 pontos no valor de 376,25 centa/lbp no vencimento de maio/25, uma perda de 935 pontos cotado por 365,65 cents/lbp no de julho/25, um recuo de 885 pontos no valor de 362,50 cents/lbp no de setembro/25, e uma queda de 805 pontos negociado por 357,50 cents/lbp no de dezembro/25.

Mercado Interno

Dados divulgados pela Safras & Mercado apontam que as vendas da safra 2024/25 alcançaram 97% da produção, ante 94% há um ano, conforme o fluxo dos negócios no mercado físico migra cada vez mais em direção à safra nova. As vendas de café da safra 2025/26 do Brasil seguem lentas, após um atraso na colheita, alcançando apenas 16% da produção prevista. 

Ainda de acordo de acordo com o acompanhamento semanal da Safras, até o último dia 13 de maio, a colheita da safra/25 no Brasil estava em 7%, o que representa um avanço de 5 pontos percentuais em relação à semana anterior, quando os trabalhos mal haviam começado. O ritmo está atrasado em comparação ao mesmo período do ano passado e também abaixo da média das últimas cinco safras, ambas com 10% da produção colhida até esta data.

“As chuvas têm prejudicado os trabalhos, especialmente nas áreas de conilon/robusta do Espírito Santo, Bahia e a Rondônia, assim como em parte da região de arábica das Matas de Minas. A decisão de alguns produtores de adiar o início da colheita, aguardando uma melhor maturação dos frutos ou a diminuição da umidade, também contribui para o andamento mais moroso das atividades”, destacou o consultor de Safras, Gil Barabach.

Leia mais:

Nas áreas monitoradas pelo Notícias Agrícolas as variações acompanharam as baixas da bolsa de NY, e o Café Arábica Tipo 6 registra recuo de 2,31% em Franca/SP no valor de R$ 2.540,00/saca, uma perda de 2,36% em Varginha/MG negociado por R$ 2.480,00/saca, e uma queda de 2,67% em Araguai/MG no valor de R$ 2.550,00/saca. Já o Cereja Descascado encerra com a desvalorização de 3,07% em Varginha/MG no valor de R$ 2.530,00/saca, e um recuo de 1,16% em Guaxupé/MG cotado por R$ 2.563,00/saca.

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Damping-off exige controle desde o plantio do algodão



Manejo reduz risco de tombamento em lavouras de algodão


Foto: Canva

A doença conhecida como Damping-off, também chamada de mela ou tombamento, representa um desafio para a cotonicultura brasileira. Segundo a engenheira agrônoma Gressa Chinelato, em artigo publicado no Blog da Aegro, o problema afeta as plântulas do algodoeiro, provocando o tombamento das plantas ainda nas fases pré e pós-emergência. Esse processo leva à morte das mudas e compromete o estande final da lavoura.

A doença tem origem em diferentes patógenos, sendo os mais recorrentes Rhizoctonia solani e Colletotrichum gossypii, com ampla distribuição nas regiões produtoras do país. “Trata-se de um problema recorrente nas lavouras de algodão e que pode comprometer o desenvolvimento inicial das plantas”, explica Chinelato.

As condições ambientais desempenham papel decisivo no desenvolvimento do Damping-off. A combinação de alta umidade e temperaturas entre 18°C e 30°C favorece a proliferação dos fungos. “As sementes contaminadas funcionam como principal fonte de inóculo da doença, o que torna o manejo adequado essencial desde a semeadura”, destaca a agrônoma.

Para conter o avanço da doença, algumas práticas são recomendadas. Chinelato ressalta a importância de utilizar sementes sadias, quimicamente deslintadas e tratadas com fungicidas. Além disso, é fundamental garantir o espaçamento adequado entre as plantas e adotar a rotação de culturas como estratégia preventiva.

A presença do Damping-off nas lavouras pode resultar em prejuízos econômicos diretos, com a necessidade de replantio e redução no potencial produtivo. Por isso, medidas preventivas devem fazer parte do planejamento das áreas de algodão.





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BNDES aprova R$ 77 mi do Fundo Clima para projeto de silvicultura com espécies nativas



O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) aprovou R$ 77,6 milhões, por meio da linha Fundo Clima – modalidade Florestas Nativas e Recursos Hídricos, para a implantação de um projeto de silvicultura de espécies nativas em região de Mata Atlântica, no sul da Bahia.

A silvicultura de espécies nativas é uma atividade de longo prazo, onde as árvores de diferentes espécies têm tempos de crescimento entre 12 e 36 anos em média, até chegar no tamanho para o corte e extração da madeira. Objetivo é o de ampliar oferta de madeira tropical de origem sustentável, livre de desmatamento.

O projeto, primeiro financiado pelo banco no setor, será conduzido pela Symbiosis Florestal S.A., empresa voltada à produção de madeira tropical de alto valor. Prevê o plantio de 1.500 hectares de florestas produtivas com espécies nativas da Mata Atlântica, bioma historicamente ameaçado e hoje reduzido a 12,5% de sua cobertura original na região. A área total da operação será de 3 mil hectares, com o plantio intercalado de espécies nativas e exóticas, sendo exclusivamente o componente nativo financiado pelo BNDES.

O modelo adotado pelo projeto financiado pelo BNDES combina o uso de espécies mistas com manejo florestal contínuo, garantindo não apenas a produção de madeira de alta qualidade – inclusive de espécies ameaçadas de extinção – como também a preservação da biodiversidade, com geração de créditos de carbono, promoção da biodiversidade e mitigação de riscos climáticos.

O financiamento de longo prazo do BNDES, através do Fundo Clima, se adequa ao perfil desse tipo de investimento, que apresenta um tempo de maturação muito mais longo que outros projetos de investimento.

Além do impacto ambiental positivo, o projeto deverá gerar 220 empregos diretos e indiretos ao longo da implantação e operação, contribuindo para o fortalecimento da economia verde no sul da Bahia.

“Esse projeto é um marco para a silvicultura de espécies nativas no Brasil e mostra como é possível aliar produção florestal, preservação da biodiversidade e geração de créditos de carbono. Ao financiar o cultivo de espécies nativas na Mata Atlântica, o Governo Federal por meio do BNDES fortalece a economia verde, estimula a restauração de um bioma crítico e cria empregos de qualidade no sul da Bahia, em linha com as diretrizes de desenvolvimento formuladas pelo Presidente Lula”, afirmou o presidente do BNDES, Aloizio Mercadante.

“Com o apoio do BNDES, conseguiremos ampliar a escala e o impacto do nosso projeto, que é pioneiro em viabilizar economicamente a silvicultura de espécies nativas com inclusão social de comunidades locais. A produção de madeira é a forma mais eficiente de viabilizar o reflorestamento em larga escala que o mundo precisa para enfrentar as atuais crises climática e de biodiversidade”, afirmou Bruno Mariani, CEO da Symbiosis.

Fundo Clima

O Fundo Nacional sobre Mudança do Clima, um dos instrumentos da Política Nacional sobre Mudança do Clima, é vinculado ao Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA) e tem como finalidade de garantir recursos para apoio a projetos ou estudos e financiamento de empreendimentos que tenham como objetivo a mitigação das mudanças climáticas.

O BNDES já aprovou R$ 262 milhões para projetos florestais com a linha de crédito modalidade Florestas Nativas e Recursos Hídricos do Novo Fundo Clima.



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