domingo, maio 24, 2026

Agro

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São Paulo começa a Campanha de Atualização de Rebanhos



São Paulo começou nesta quinta-feira, dia 1º de maio, a terceira Campanha de Atualização de Rebanhos após o fim da obrigatoriedade da vacinação contra a Febre Aftosa.

Devem ser atualizados, além dos bovídeos, os rebanhos de búfalos, equinos, asininos, muares, suínos, ovinos, caprinos, aves, peixes e outros animais aquáticos, colmeias de abelhas e bicho da seda.

A Coordenadoria de Defesa Agropecuária (CDA) da Secretaria de Agricultura e Abastecimento (SAA) informa que os proprietários devem declarar todas as espécies presentes em suas propriedades até o dia 7 de junho.

O governo paulista informou que o produtor rural passa, também em caráter obrigatório, a ter que atualizar seus rebanhos junto ao sistema de Gestão de Defesa Animal e Vegetal (Gedave).

O produtor que não atualizar os dados junto ao Gedave, fica impedido de emitir, por espécie, a Guia de Trânsito Animal (GTA).

“A atualização de rebanhos é de fundamental importância para que a Defesa Agropecuária faça um monitoramento eficaz em relação à sanidade dos rebanhos paulistas, além de ser um balizador para identificar e controlar com maior agilidade um possível surto de doenças que podem trazer prejuízos econômicos aos produtores”, explica Luiz Henrique Barrochelo, médico-veterinário e coordenador da Defesa Agropecuária.

Como fazer a declaração de rebanho

A declaração pode ser feita diretamente no sistema do Gedave. Outra forma de efetuar a declaração é pessoalmente em uma das Unidades da Defesa Agropecuária e também, através do envio por e-mail do formulário que está disponível no site http://defesa.agricultura.sp.gov.br



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Projeto impulsiona produção e qualidade do rebanho de búfalos



Aumento na produção leiteira e produto premiado mundialmente são alguns dos benefícios que o criador de búfalos, Fabio Montezuma, vem obtendo com seu plantel. Resultados viabilizados após parceria com a Associação Brasileira de Criadores de Búfalos (ABCB) e o Instituto de Zootecnia (IZ-Apta) da Secretaria de Agricultura e Abastecimento de São Paulo (SAA).

Durante a Agrishow, o produtor foi um dos participantes de um evento, realizado pela secretaria com a ABCB, que enalteceu o trabalho do projeto. O estado de São Paulo é o maior consumidor e produtor de leite de búfala no Brasil, como aponta o pesquisador do IZ, Aníbal Eugênio Vercesi Filho. “Temos programas de ponta em diversas áreas, entre elas na produção de enzimas como a kappa kazeína do leite. Ela ajuda a ter maior rendimento na produção de queijos”, exemplifica.

Outro trabalho em andamento é a pesquisa da enzima lactoferrina que poderá ser utilizada como aditivo na alimentação e suplemento alimentar. Ela também melhora sensivelmente a flora animal.

Simon Riess, presidente da ABCB, destaca a importância do suporte técnico do IZ para o avanço do rebanho brasileiro. Com metade de seus 115 associados localizados em São Paulo, a associação observa grande entusiasmo dos produtores em relação ao aprimoramento da raça e das práticas de manejo.

Presente na Agrishow, o secretário de Agricultura de São Paulo, Guilherme Piai, destacou o trabalho desenvolvido para ampliar o conhecimento e a produção sustentável de búfalos no estado.



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AgroNewsPolítica & Agro

Agrishow destaca máquinas agrícolas a etanol


O agronegócio brasileiro tem papel central na transição energética global, com o etanol despontando como alternativa para reduzir as emissões de motores a combustão. Esse movimento é impulsionado pelo aumento da oferta de tratores e equipamentos pesados movidos a biocombustível, tendência em destaque na 30ª edição da Agrishow, principal feira de tecnologia para o agronegócio da América Latina.

Para João Marchesan, presidente da Agrishow, a expansão da oferta de veículos agrícolas a etanol no Brasil é resultado de múltiplos fatores. “A cada edição da Agrishow, temos mais expositores apresentando equipamentos movidos a etanol e outras fontes renováveis. E o mais interessante é perceber que todo esse desenvolvimento acontece aqui no Brasil. Se produzir e exportar etanol continuará sendo cada vez mais importante para o nosso setor, avançaremos também com a oferta para o mercado mundial com maquinário agrícola de baixa emissão”, afirmou.

O presidente destaca ainda o pioneirismo nacional no uso do biocombustível, a posição do país como segundo maior produtor mundial de etanol e o compromisso do setor com práticas sustentáveis.

A indústria brasileira de máquinas agrícolas aposta na adaptação e no desenvolvimento de novos equipamentos a etanol. A MWM, fabricante de motores e expositora da Agrishow, já oferece um motor a etanol para trator agrícola, desenvolvido integralmente no Brasil, com desempenho similar ao modelo a diesel. A empresa estima um mercado potencial de 5 mil unidades no país.

No transporte de pessoal em áreas rurais, a Volare, líder em micro-ônibus no Brasil, apresenta o Attack 9, modelo híbrido etanol/elétrico, além de veículos com motores a GNV e biometano.

Na aviação agrícola, o etanol já tem uso consolidado. O Ipanema 203, fabricado pela Embraer, chega à Agrishow 2025 com 180 unidades vendidas nos últimos três anos. Um exemplar da aeronave movida a etanol está exposto na feira. Fora do setor agrícola, o etanol também avança como base para o SAF (combustível sustentável de aviação), apontado como solução para reduzir emissões no transporte aéreo.

Além das inovações tecnológicas, a Agrishow celebra sua 30ª edição com ações educativas. Um e-book gratuito, “Exploradores do Agro”, convida crianças a conhecerem a importância do agronegócio de forma lúdica, com quadrinhos e passatempos.

A programação inclui ainda a coletiva de imprensa da ABIMAQ, que será realizada nesta terça-feira (30), às 14h, no estande das Entidades Realizadoras. A coletiva ocorrerá presencialmente e em formato híbrido, com transmissão online.





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Núcleo das Mulheres do Agro elege nova diretoria para o biênio 2025/2026



Em Assembleia Geral Ordinária e Extraordinária realizada na tarde desta quarta-feira (30), em Luís Eduardo Magalhães, o Núcleo das Mulheres do Agro do Oeste da Bahia elegeu sua nova diretoria para o biênio 2025/2026.

Apesar da renovação de algumas integrantes da diretoria, a produtora rural Suzana Viccini foi reeleita por unanimidade para a presidência da entidade.

Durante a assembleia, as associadas também debateram ideias, compartilharam conquistas e definiram o calendário de atividades que será executado ao longo do próximo ano, com destaque para o projeto “Algodão que Aquece”.

Na ocasião, também foram apresentados o novo estatuto e a prestação de contas da associação.

De acordo com a entidade, a eleição refletiu a confiança em lideranças que nasceram da própria base — mulheres que conhecem a realidade da agropecuária regional e que carregam consigo a missão de manter o Núcleo das Mulheres do Agro em constante movimento.

Além disso, novas associadas foram oficialmente apresentadas. Com um propósito alinhado às causas sociais, à sustentabilidade e ao fortalecimento das relações humanas no agro, temas como protagonismo feminino no campo, participação ativa das associadas e representatividade da entidade na região também foram abordados pela nova diretoria.

Nova Diretoria – Gestão 2025/2026

  • Suzana Viccini – presidente
  • Rosane Hopp – vice-presidente
  • Dileta Maier – secretária
  • Carolina da Cunha – segunda-secretária
  • Dayana Coneglian – tesoureira
  • Cristiane Teixeira – Segunda-tesoureira

Conselho Fiscal

  • Sônia Gross
  • Naira Parizzi
  • Betina Schwengber
  • Carolina Zuttion (suplente)

Reportagem do Canal Rural Bahia, exibida em agosto de 2023 sobre a entrega de agasalhos para crianças carentes através do projeto idealizado pelo Núcleo das Mulheres do Agro.

Você também pode participar deixando uma sugestão de pauta. Siga o Canal Rural Bahia no Instagram e nos envie uma mensagem.





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Operação apreende mais de 6 mil litros de vinho sem procedência



A Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi), do Rio Grande do Sul, fez duas ações de fiscalização de vinhos sem procedência nos dias 22 e 29 de abril, em estabelecimentos comerciais e distribuidoras de bebidas nos municípios de Porto Alegre e Gravataí.

Segundo a pasta, a ação faz parte das atividades de fiscalização para combater a comercialização de bebidas derivadas da uva e do vinho clandestinas, sem o controle sanitário adequado.

Foram apreendidas 4.430 garrafas de vinho, totalizando 6.645 litros. Em um das operações, os agentes encontraram garrafas que possuíam rótulos com a expressão “Vinho Colonial”.

“Existe um enquadramento diferenciado para o vinho produzido por agricultor familiar ou empreendedor familiar rural. O vinho colonial é a bebida elaborada de acordo com as características culturais, históricas e sociais da vitivinicultura, conforme está previsto na Lei Federal n° 12.959/2014. Somente o produto que atende as exigências previstas nessa lei pode utilizar a denominação de Vinho Colonial”, informa Andresa Lucho, chefe substituta da Divisão de Inspeção de Produtos de Origem Vegetal (DIPOV) da secretaria.

De acordo com a Seapi, o vinho colonial somente pode ser comercializado diretamente para o consumidor final na sede do imóvel rural onde foi produzido, em estabelecimento mantido por associação ou cooperativa de produtores rurais, ou em feiras da agricultura familiar.

Vinho importado

Outro foco das ações fiscais foram os vinhos de procedência estrangeira, os “vinhos importados”. Somente poderão efetuar a importação de vinhos e produtos derivados da uva e do vinho estabelecimentos devidamente registrados no Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), conforme previsão legal.

No contra rótulo afixado na garrafa deverá constar as características do produto, o nome empresarial do estabelecimento importador, o seu endereço e o número de registro do importador junto ao Mapa.

É proibido e constitui infração a importação de vinhos e derivados da uva e do vinho sem o prévio registro do estabelecimento importador no Mapa e importar, manter em depósito ou comercializar vinhos e derivados da uva e do vinho importados em desconformidade com o disposto na legislação.

Além das apreensões dos produtos, os comerciantes poderão ser responsabilizados nas esferas administrativa – multas, civil e penal pelo produto que estiver sob a sua guarda, quando a procedência deste não for comprovada por meio de documento fiscal ou quando ele concorrer para a alteração da identidade e qualidade do produto, conforme previsto na legislação.

A Seapi informou que os produtos que foram apreendidos ficam no local, sendo o proprietário o fiel depositário até o encerramento do processo. Já os documentos são enviados ao Mapa, que abre processo e faz o julgamento.

Os riscos do consumo

Consumir a bebida sem procedência pode representar graves riscos à saúde, pois esses produtos não passam por inspeções sanitárias que garantem sua qualidade e segurança. Além disso, há a possibilidade de adulteração, o que pode comprometer o sabor e até causar danos à saúde dos consumidores.

Para evitar problemas, as pessoas devem estar atentas ao rótulo do produto. A verificação ajuda a garantir a autenticidade e qualidade da bebida, além de fornecer informações sobre o vinho. O conhecimento da procedência garante a sua rastreabilidade.

A fiscalização é continua para coibir a comercialização de bebidas sem procedência e proteger os consumidores, destacou a Seapi.



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AgroNewsPolítica & Agro

Produção de milho deve superar 120 milhões de toneladas



Paraná mantém boas condições na safra de milho




Foto: Nadia Borges

As condições das lavouras da segunda safra de milho 2024/25 no Paraná permaneceram estáveis na última semana, segundo o Boletim de Conjuntura Agropecuária divulgado nesta quinta-feira (30) pelo Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento (Seab).

De acordo com os analistas do Deral, dos 2,7 milhões de hectares plantados nesta safra, 63% apresentam condição considerada boa, com potencial para atingir a produtividade média esperada. Outros 23% estão em condição mediana, o que, segundo o boletim, representa um cenário de incerteza quanto ao alcance da produtividade esperada. Já 14% da área está em condição ruim, com expectativa de produção abaixo da média.

“Houve chuvas em todas as regiões do estado nos últimos dez dias, o que provavelmente contribuiu para estabilizar a situação das lavouras e evitar uma piora das condições no campo”, informaram os técnicos no boletim.

Em nível nacional, a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) projeta uma produção superior a 120 milhões de toneladas de milho na soma da primeira e segunda safra. O Centro-Oeste lidera a produção, respondendo por 57% do total estimado.





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Tecnologia é aposta do setor para enfrentar queda na safra de cana



A safra de cana-de-açúcar no Brasil deve alcançar 663,4 milhões de toneladas, segundo projeção da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), o que representa uma queda de 2% em relação ao ciclo anterior. O recuo é atribuído, principalmente, às condições climáticas adversas no Sudeste do país.

Apesar do cenário desafiador, o setor canavieiro mostra resiliência e aposta em tecnologia para manter a produtividade. A área plantada deve crescer 0,3%, atingindo 8,79 milhões de hectares — um reflexo da confiança dos produtores e da força da inovação no campo.

Na maior feira de tecnologia agrícola da América Latina, empresas destacam soluções voltadas ao aumento da eficiência nas lavouras. A Basf, por exemplo, apresentou um novo fungicida com aplicação recomendada para o final do ciclo da cana, etapa crítica para evitar perdas de produtividade.

Outro destaque vem da Valley, com um pivô de irrigação adaptável a diferentes cultivos, projetado para garantir maior controle hídrico e eficiência no uso dos recursos. Equipamentos como esse mostram como a mecanização e a agricultura de precisão seguem sendo aliadas importantes do setor diante de instabilidades climáticas.

As tecnologias apresentadas demonstram que, mesmo diante da queda na safra, o agrocanavieiro continua investindo em soluções que garantam não apenas a produção atual, mas a sustentabilidade e a competitividade do setor a longo prazo.



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BB se une a Ambipar e Coopercitrus por reflorestamento



Com foco na recuperação de 50 mil hectares de vegetação nativa de Cerrado e Mata Atlântica no interior do estado de São Paulo, o Banco do Brasil (BB) assinou nesta quarta-feira (30), com a Ambipar e a Coopercitrus um contrato para o desenvolvimento do projeto, o “Águas do Interior Paulista”.

O objetivo da ação é promover a regularização ambiental a partir do reflorestamento com espécies nativas em áreas de reserva legal e áreas de preservação permanente (APP) em propriedades particulares. Serão priorizadas áreas próximas a rios, de maneira a melhorar o fluxo e qualidade hídrica da região.

Atualmente, a área contemplada pelo projeto possui somente 15% de vegetação nativa preservada de Mata Atlântica e de Cerrado. Devido à fragmentação das áreas verdes, muitas espécies de fauna e flora encontram-se ameaçadas.

O reflorestamento dos 50 mil hectares, alvo do projeto, possui potencial para a geração de cerca de 12 milhões de créditos de carbono, ao longo dos 37 anos de projeto, na metodologia de ARR – Afforestation, Reforestation e Revegetation da VERRA, principal certificadora do mercado voluntário de carbono.

Estima-se um preço de venda em torno de USD 45 por crédito, representando potencial financeiro de cerca de R$ 3 bilhões ao longo de todo o projeto. A ideia é de que sejam plantadas em torno de 50 a 80 espécies por hectare, reconstituindo as áreas de APP e Reserva Legal de propriedades de cooperados da Coopercitrus.

De acordo com José Ricardo Sasseron, vice-presidente de Negócios de Governo e Sustentabilidade Empresarial do Banco do Brasil, o BB reforça o compromisso com um futuro mais sustentável ao participar de ações como o projeto Águas do Interior Paulista.

“Ao lado dos parceiros Coopercitrus e Ambipar, estamos promovendo a recuperação de ecossistemas, a geração de créditos de carbono e o fortalecimento de uma agricultura cada vez mais responsável e alinhada à economia de baixo carbono”, afirmou Sasseron.

“Nossa parceria com o Banco do Brasil é construída ao longo dos anos e reflete o nosso compromisso de entregar valor ao cooperado. O apoio do BB em projetos como o Águas do Interior Paulista é essencial para que possamos entregar valor ao cooperado, fortalecer práticas ambientais responsáveis e impulsionar a produção rural com foco na preservação dos recursos naturais”, afirma Simonia Sabadin, diretora financeira da Coopercitrus.

“O Projeto ARR Águas do Interior é um exemplo de como o reflorestamento com espécies nativas pode gerar impactos positivos em múltiplas frentes: recuperação ambiental, geração de créditos de carbono e valorização da produção agropecuária sustentável. Por meio da restauração de corredores ecológicos, vamos ampliar a conectividade entre fragmentos florestais e fortalecer a resiliência hídrica de uma das regiões mais produtivas do país”, acrescenta Plínio Ribeiro, conselheiro da Ambipar.

Efeito e resultados

Segundo o BB, ações como essa geram diversos impactos positivos. “As questões Ambiental, Social e Governança (ASG) estão na ordem do dia das empresas que visam identificar e gerenciar riscos e oportunidades nas dimensões econômica, social e ambiental e, com isso, aprimorar a sua capacidade de gerar valor no longo prazo para os seus públicos de relacionamento”, informa a instituição.



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Perigo no litoral, ar seco e condições pra geada; veja como fica o tempo pelo Brasil no feriadão



O feriado do dia do trabalhador começa com a atuação de uma área de alta pressão sobre o centro-sul do país que deve manter a condição de tempo firme na maior parte dos estados das regiões Sul e Sudeste. Segundo a Climatempo, o ar frio segue impactando sobre parte da região e mantém a madrugada e início da manhã mais gelados, com condições para formação de geada nas áreas mais elevadas do sudeste gaúcho, na serra gaúcha e catarinense.

No decorrer do dia, o sol deve predominar entre algumas nuvens e não há previsão de chuva na maioria das áreas. Nas missões e noroeste gaúcho, e também no norte paulista, o ar seco ganha força durante o dia e estabelece o alerta para baixa umidade do ar – com índices variando entre 21 e 30%.

Excepcionalmente no extremo norte e noroeste de Minas Gerais, e também em alguns pontos do litoral do Espírito Santo, haverá condições para pancadas de chuva isoladas no período da tarde.

Na região Centro-Oeste, a chuva segue se espalhando entre a metade norte do Mato Grosso, de Goiás e no Distrito Federal, caindo em forma de pancadas no período da tarde. Entre o norte de Mato Grosso e de Goiás, o cenário ainda é de atenção para chuva localmente forte, seguida por raios e ventos.

No Mato Grosso do Sul, a atuação de uma área de alta pressão em níveis médios da atmosfera deve manter a condição de tempo firme, e gradativamente as temperaturas também voltam a aumentar durante o dia. Destaque para o oeste do estado, que também entra em atenção para baixa umidade do ar no decorrer das horas mais quentes.

Atenção para chuva forte!

Na região Nordeste, o deslocamento da frente fria sobre a costa mantém a chuva pesada caindo sobre a Bahia, com destaque para a metade sul do estado que entra na rota dos temporais. No litoral sul da Bahia, o cenário é de perigo para chuva forte com volumes elevados. Ainda chove também no litoral do Maranhão.

Nas demais regiões do interior nordestino, predomínio de tempo firme e as temperaturas seguem elevadas durante o dia. Em boa parte do sertão, o ar seco ganha força durante o dia e derruba os índices de umidade relativa do ar, que entram em limiares de atenção.

Na região Norte, as instabilidades devem seguir se espalhando por todos os estados, ainda associadas à interação entre calor e umidade presentes na atmosfera. Destaque para os temporais que seguem caindo entre o norte do Amazonas e do Amapá, e também no estado de Roraima. Entre o Acre, Rondônia, no Pará e no Tocantins, atenção para chuva localmente forte.



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Japoneses transformam cacau de Tomé-Açu, no Pará, em ‘joia da Amazônia’


Se tem uma coisa que deixa muita gente de bom humor é o chocolate, certo? 

Agora, imagine um cacau especial, cultivado no meio da região amazônica, com todo o cuidado e tradição de uma comunidade japonesa. 

Essa é a história do cacau de Tomé-Açu, um fruto que não só faz a alegria de chocólatras de plantão, mas também virou um símbolo de agricultura sustentável.

Os pequenos agricultores locais cultivam o cacau em meio a outros frutos típicos da região Amazônica.

Inclusive, o produto será apresentado na 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (COP30) como exemplo de como agricultura e sustentabilidade podem andar juntas.

Imigração japonesa e o cacau de Tomé-Açu 

Mapa de Tomé-AçuMapa de Tomé-Açu
Foto: Divulgação Data Sebrae/map data OpenStreetMap

Tomé-Açu está localizada a quase 200 quilômetros de Belém (PA), e é um pequeno município com pouco mais de 64 mil habitantes com destaque especial à colônia japonesa.

Tudo começou há mais de 90 anos, quando imigrantes japoneses chegaram à região para trabalhar com a pimenta-do-reino. 

O negócio ia bem até que, no final dos anos 60, uma doença causada pelo fungo fusoriose – que afeta plantas e animais -, devastou as plantações e deixou muita gente sem rumo. 

Mas se tem algo que os agricultores de Tomé-Açu têm de sobra, resiliência. Foi então que o maracujá entrou em cena e em seguida o cacau –  trazendo uma nova esperança e transformando a cidade do Pará em referência mundial.

Floresta e agricultura no mesmo terreno

Se você acha que o cacau é plantado sozinho, em fileiras organizadas, se engana!

O diferencial do cacau de Tomé-Açu está no sistema agroflorestal, onde o cacau cresce ao lado do açaí, castanha, taperebá e outras árvores.

É quase como se a floresta e a agricultura tivessem fechado um acordo de convivência pacífica. Um plantio ajuda o outro.  

Esse modelo não só mantém o solo saudável e a biodiversidade intacta, mas também garante uma produção mais equilibrada.

Em vez de depender de uma única cultura (e correr o risco de perder tudo), os produtores colhem diferentes frutos ao longo do ano.

Quem sai ganhando?

Todo mundo: o meio ambiente, os agricultores e, claro, quem ama um bom chocolate.

Indicação geográfica 

Em 2022, cacau de Tomé-Açu recebeu o selo IG de Procedência. Foto: Divulgação – Polo Sebrae Agro

A joia da Amazônia não demorou para se destacar pela qualidade e sabor únicos. Em 2022, o cacau recebeu o selo de Indicação Geográfica (IG) de Procedência (IP) do Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI). 

“Todo o trabalho da Indicação Geográfica, veio para abrir mercados e também para valorizar o produto que hoje é conhecido no Brasil e no mundo”, diz Fabiano Andrade,  gerente do Sebrae/PA. 

Em abril, o cacau da Amazônia, acompanhado pelo Sebrae, chegou ao Japão com o objetivo de atrair e conquistar novos negócios.

A presença do Brasil em uma vitrine internacional como a Expo Osaka 2025 reforçou a importância de valorizar e difundir a pluralidade cultural brasileiras.

“O país com seus seis biomas – Amazônia, Cerrado, Pantanal, Caatinga, Mata Atlântica e Pampa – gera oportunidades para os pequenos negócios do país, que são 95% das empresas do Brasil. Os pequenos negócios são parte da engrenagem de desenvolvimento do país”, afirmou Décio Lima, presidente do Sebrae.

A presença brasileira na Expo Osaka é ainda mais especial, pois neste ano marca a celebração dos 130 anos de relações diplomáticas entre Brasil e Japão.

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O papel do Sebrae e a COP30 no radar

O Sebrae tem sido um grande aliado dos produtores de Tomé-Açu. A entidade auxilia na capacitação, certificação do cacau e na abertura de novos mercados.

Na COP30, que será realizada em Belém, em novembro de 2025, os agricultores, com o apoio do Sebrae/PA, querem mostrar ao mundo que é possível produzir alimentos de forma sustentável, sem desmatar a Amazônia.

“Vamos apresentar ao mundo o cacau como uma solução sustentável para a agricultura. Ou seja, é possível fazer agricultura na Amazônia de forma responsável, e os sistemas agroflorestais comprovam isso. O cacau, atualmente, respeita todo o meio ambiente. Esse diferencial é significativo. Tenho certeza de que a COP30 trará a visibilidade que o nosso produto merece e precisa”, diz Andrade.

Amêndoas de cacauAmêndoas de cacau
Cacau de Tome-Açu. Foto: Divulgação do Polo Sebrae Agro

É uma prova concreta de que tradição, inovação e respeito à natureza podem, de fato, resultar em algo verdadeiramente especial.

“Hoje, além do chocolate, estão sendo lançados produtos como licor de cacau, o ‘chá-colate’—chá feito a partir do nibs (pequenos pedaços de grãos de cacau torrados)—, o próprio nibs, manteiga, entre outros itens. Dessa maneira, agrega-se ainda mais valor à amêndoa e ao local,” finaliza o gerente do Sebrae/PA.

A dica é: ao saborear um chocolate incrível, lembre-se de que, por trás daquela delícia, há o trabalho de pequenos, médios e grandes agricultores. Mais do que isso, pode haver um pedacinho da Amazônia, especialmente se for de Tomé-Açu, um cacau cultivado com tradição pela comunidade nipônica, que soube transformar desafios em empreendedorismo.



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