domingo, maio 24, 2026

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Confira como está o milho nos estados


Com o mês de maio praticamente fechado, as compras se concentram no milho diferido para junho e no milho da safrinha para entrega em julho no estado do Rio Grande do Sul, segundo informações da TF Agroeconômica. “No interior, os preços pedidos para maio variam entre R$ 70,00 e R$ 74,00 por saca, com o mês já praticamente coberto. As médias regionais atualizadas ficaram em R$ 70,00 em Santa Rosa e Ijuí; R$ 71,00 em Não-Me-Toque; R$ 72,00 em Marau, Gaurama e Seberi; R$ 73,00 em Arroio do Meio e Lajeado; e R$ 74,00 em Montenegro. Os preços da pedra caíram para R$ 64,00 por saca em Panambi”, comenta.

Para aumentar o ritmo das negociações do milho, o mercado ainda aguarda o término da colheita da soja. “No porto, mantêm-se os valores de R$ 72,00 para entrega em agosto com pagamento em 30/09 e de R$ 73,00 para entrega em outubro com pagamento em 28/11. As cooperativas locais seguem pagando R$ 69,00 em Papanduva, R$ 70,00 em Campo Alegre e R$ 71,00 para o oeste do estado e a região serrana”, completa.

O mercado de milho no Paraná segue travado, com pouca movimentação, já que os produtores continuam priorizando a conclusão da colheita da soja. “Nos Campos Gerais, o milho para pronta-entrega segue com referência em torno de R$ 76,00 por saca FOB, embora ainda haja vendedores pedindo até R$ 80,00 por saca. Para entregas em junho, com pagamento no fim do mês, os preços giram em torno de R$ 73,00 por saca CIF indústria. Apesar da lentidão nas negociações, o avanço da colheita da soja pode destravar o mercado nas próximas semanas”, indica.

No Mato Grosso do Sul, o mercado segue travado, com preços em queda. “As cotações estão em torno de R$ 122,00 por saca em Dourados, Campo Grande e Caarapó; R$ 121,00 em Maracaju e Ponta Porã; e cerca de R$ 120,00 em Sidrolândia, São Gabriel do Oeste e Chapadão do Sul. Nos portos, os preços permanecem estáveis, com referência em R$ 135,00 por saca tanto em Paranaguá quanto em Santos, servindo de base para as operações de exportação”, conclui.

 





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Congresso da carne reunirá cadeia produtiva para debater futuro da pecuária



Durante a 90ª ExpoZebu, em Uberaba (MG), o Sistema Faemg Senar anunciou oficialmente o lançamento do Congresso Nacional da Carne (Conacarne), que será realizado em parceria com a Confederação Nacional da Agricultura e Pecuária (CNA) nos dias 18 e 19 de setembro, no Expominas, em Belo Horizonte.

A primeira edição do Conacarne pretende reunir mais de 2 mil participantes e promover discussões estratégicas sobre os principais desafios e oportunidades da cadeia produtiva da carne no Brasil. A programação será voltada para produtores rurais, representantes da indústria frigorífica, pesquisadores, técnicos, empresários e agentes do setor público e privado.

Para o presidente do Sistema Faemg, Antônio Pitangui de Salvo, o congresso é uma oportunidade de dar visibilidade ao setor pecuário brasileiro e fomentar novos negócios. “Crescemos nos últimos anos e temos muitas oportunidades de negócios e um potencial imenso pela frente para explorar”, afirmou.

O presidente da Associação Brasileira dos Criadores de Zebu (ABCZ), Gabriel Garcia Cid, elogiou a iniciativa e destacou a importância de um evento com foco na pecuária. “Precisávamos de um congresso como esse”, afirmou. Ele também ressaltou que a ABCZ está comprometida em contribuir com o desenvolvimento do setor.

O Conacarne deve abordar temas como sanidade animal, sustentabilidade, exportações, rastreabilidade, tecnologia, bem-estar animal e políticas públicas para o setor. Segundo a organização, o objetivo é posicionar o Brasil como referência global em qualidade, produtividade e responsabilidade ambiental na produção de carne.



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Clima favorece algodão em Mato Grosso, mas umidade preocupa para maio



Excesso de umidade pode comprometer o rendimento final do ciclo




Foto: Pixabay

O Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea) divulgou nesta segunda-feira (28) sua análise semanal, apontando que 51,14% das lavouras de algodão no estado estão na fase de pendoamento e 9,46% se encontram em florescimento. Segundo o instituto, as condições climáticas desde o início do plantio têm sido favoráveis ao desenvolvimento da cultura no estado.

Os volumes de chuva registrados em abril beneficiaram especialmente as áreas de segunda safra, semeadas fora da janela ideal, que se encerrou em 31 de janeiro. De acordo com o Imea, 46,52% das áreas foram plantadas após esse período. “O clima tem favorecido o crescimento do algodão, mas a atenção agora se volta para o mês de maio”, afirmou o instituto em nota.

O Imea alertou que a ocorrência de chuvas volumosas durante a fase atual pode prejudicar as práticas culturais e afetar a qualidade dos capulhos do baixeiro, principalmente nas áreas da primeira safra, semeadas mais cedo. Segundo previsões do NOAA, há expectativa de precipitações acima da média até 7 de maio em parte das regiões Norte, Nordeste e Médio-Norte do estado.

“O excesso de umidade nesta fase pode comprometer o rendimento final do ciclo, caso o cenário se prolongue”, informou o instituto.





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Carregador frontal lançado na Agrishow tem tecnologia alemã



Durante a Agrishow 2025, em Ribeirão Preto (SP), a Marispan anunciou o lançamento da linha Profiline by Stoll, resultado de uma parceria com a fabricante alemã Stoll. Trata-se de uma nova categoria de carregadores frontais, considerada a mais tecnológica já disponibilizada no mercado nacional.

A linha é composta pelos modelos P90, P100, P110 e P130, e foi desenvolvida para atender diferentes faixas de potência de tratores, de 50 a 240 cavalos. Os equipamentos possuem capacidade de carga que varia entre 300 kg e 2.000 kg.

Segundo a empresa, o lançamento visa ampliar a atuação no mercado global e atender a diferentes níveis de demanda, desde pequenos produtores até grandes operações mecanizadas. A iniciativa também marca a entrada da Stoll no mercado brasileiro, por meio da parceria com a Marispan.

“Essa cooperação é estratégica para ampliar a presença internacional da empresa e garantir oferta de equipamentos com tecnologia avançada no Brasil”, disse o diretor da Marispan, Paulo Nascimento. Ele afirmou que a escolha da Stoll se baseou na experiência e no histórico da marca alemã no segmento de carregadores frontais.




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Frente fria com até 160 mm de chuva avança sobre o país; veja os estados na rota



A costa norte da Bahia, o litoral de Sergipe e o sul de Alagoas estão na rota de uma frente fria que avança lentamente sobre o litoral nordestino. Com isso, os próximos dias serão marcados por chuvas expressivas nestas regiões, com destaque para cidade de Aracaju (SE), onde os acumulados podem ultrapassar 150 mm em apenas cinco dias. Os dados foram divulgados pela Climatempo.

Frente fria avança de forma lenta

Segundo o instituto, o sistema frontal que favorece esse cenário tem uma característica diferente: avança lentamente e encontra as águas do oceano aquecidas na costa nordestina, o que reforça ainda mais a formação de nuvens carregadas.

A atuação dessa frente fria, especialmente entre sexta-feira (2) e terça-feira (6) de maio, contribui para volumes significativos de chuva.

A capital Aracaju pode registrar até 160 mm de chuva nesse intervalo, valor que representa cerca de 70% da média mensal esperada para maio. O mês, inclusive, é historicamente o mais chuvoso do ano na capital sergipana — com uma média em torno de 227 mm —, e este evento reforça esse padrão climático típico da estação chuvosa no litoral nordestino.

Frio

Nas regiões Sul, Sudeste e parte do Centro-Oeste, o tempo segue com poucas nuvens e muito sol. Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, São Paulo e a parte sul do Mato Grosso do Sul ainda sofrem com as consequências de uma massa de ar polar, por causa disso, as temperaturas permanecem amenas.

Calor

Nos demais regiões de Mato Grosso do Sul e estados do Centro-Oeste, o ar quente e úmido continua estimulando nuvens de chuva sobre o centro-norte e leste de MT e no interior e oeste de GO, com condições de pancadas mais irregulares. Não chove no DF.

Na região Norte, a semana termina com tempo abafado e com risco alto de chuva forte em todos os estados. O potencial para temporais é elevado no AM, em RR, no noroeste e norte do PA e no estado do AP ao longo do dia.



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Cacau promove a sustentabilidade e a diversificação agrícola em SP



O governo de São Paulo, por meio A Coordenadoria de Assistência Técnica Integral (Cati), apresentou na Agrishow 2025 o Programa Cacau SP. O projeto tem o objetivo de fomentar a produção de cacau no estado e visa diversificar a agricultura local, promovendo a sustentabilidade e aumentando a renda dos produtores rurais.​

Iniciado em 2014 como um projeto piloto de cultivo integrado de cacau e seringueira na região de São José do Rio Preto, o programa expandiu-se após estudos indicarem que áreas do estado possuem condições climáticas semelhantes a importantes polos cacaueiros do país, como Ilhéus (BA) e Medicilândia (PA).

Potencial para produção de cacau

Estima-se que existam muitas áreas com potencial para o cultivo de cacau em São Paulo, incluindo áreas de banana, seringueira, pupunha e regiões com passivo ambiental, que podem ser recuperadas por meio de sistemas agroflorestais.

O governo de São Paulo montou um espaço dedicado ao programa. No local, os interessados puderam conhecer um pouco do trabalho desenvolvido. Além disso, o chocolate produzido a partir do cacau paulista pôde ser apreciado pelos visitantes.

Os produtores que integram ou têm interesse no programa contam com suporte técnico, incluindo informações sobre produção de mudas, modelos de plantio, material genético, manejo integrado de pragas, colheita e pós-colheita, além de aspectos econômicos.



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O poder da mulher na agricultura brasileira: intelecto, liderança e transformação



Nas últimas décadas, as mulheres têm ocupado um papel cada vez mais importante não só na agropecuária, mas em todas as instituições. Muito disso vem da colaboração de diversas lideranças, inclusive religiosas, que enalteceram e transformaram a potência feminina em inclusão de cargos majoritariamente masculinos. Isso aconteceu até mesmo na Igreja Católica.

Acabamos de nos despedir do papa Francisco, que deixou um legado forte. Além de ser defensor das pautas ligadas ao meio ambiente, com esforços em busca da mitigação das mudanças climáticas e do combate à fome em direção ao caminho da segurança alimentar no futuro, ele trouxe a valorização da mulher dentro do Vaticano e a aproximação da igreja com temas muito contemporâneos como a diversidade. Após séculos de exclusão, foi ele quem, corajosamente, nomeou mulheres para cargos de poder e decisão na cúpula da Igreja, rompendo tradições de séculos de exclusão e lançando um claro sinal de que a inteligência feminina é essencial para os rumos da humanidade.

Com a eleição de um novo papa, não apenas a liderança da Igreja Católica é renovada, mas também a responsabilidade histórica de dar continuidade a um dos maiores avanços institucionais das últimas décadas: o dever moral do mundo de não retroceder. O que foi conquistado precisa ser mantido e ampliado pelo sucessor de Francisco e de todas as outras lideranças do mundo.

Esse mesmo espírito de transformação atravessa fronteiras e se manifesta de forma vigorosa no campo brasileiro. A presença feminina no agronegócio não é mais uma exceção simbólica. É força real, concreta, produtiva e cada vez mais estratégica. São milhares de mulheres que, com preparo técnico, visão de gestão e sensibilidade para o futuro, vêm redesenhando a paisagem do agro nacional. 

Dados do IBGE apontam que mais de 30% dos estabelecimentos rurais do Brasil têm participação direta ou compartilhada de mulheres. Mas o protagonismo feminino vai além dos números: ele se revela na qualidade das decisões, na modernização da gestão, na adoção de tecnologias e no compromisso com a sustentabilidade. No olhar 360° que observa o céu e a terra, vigia os filhos e a lavoura, mistura força com sensibilidade na arte de produzir alimentos, com empatia na gestão. 

Carmem Peres, por exemplo, é símbolo dessa nova era ao unir tradição pecuarista com práticas sustentáveis e planejamento sucessório. Desde seus 22 anos, trabalha com a criação de bezerros, na fazenda Orvalho das Flores, em Barra do Garças (MT). Começou acompanhando seu tio e, com sua já latente obstinação, não permitiu que a família vendesse as terras, seu primeiro desafio ainda jovem. Insatisfeita com o sistema vigente na propriedade – considerado bruto demais por ela à época – assumiu o compromisso de buscar alternativas lucrativas, porém respeitosas para com a vida dos animais.

“Quando eu tinha 22 anos, eu tive o privilégio de ouvir a voz da terra e isso me fez começar um movimento de transformação e de evolução da minha fazenda”, diz ela. Carmem se manteve fiel aos seus princípios e à sua convicção de que era viável ter uma produção baseada no respeito às pessoas, aos animais e à natureza. Sua história virou um filme e documentário indicado para premiações internacionais como o festival britânico Lift-Off Sessions e o Latino and Native American Film Festival.

Michelle Morais transformou a dor da perda do pai, Amilton Morais, em uma sucessão familiar de sucesso na gestão da fazenda CBM em Patos de Minas (MG), que foi muito desacreditada no início. “Somos em quatro mulheres, eu e minhas duas irmãs e minha mãe. Foi um desafio pessoal e profissional. Juntos, tivemos que enfrentar um luto e ao mesmo tempo ficar à frente da fazenda”.

Ela conta que no começo teve muitas dificuldades em provar sua legitimidade perante funcionários e fornecedores, e levou tempo para ganhar a confiança das pessoas. O que há 19 anos foi visto com descrença, hoje é exemplo. Ela e a irmã, Cynthia Morais, introduziram sistemas de integração e alta performance nas atividades de pecuária de corte e silvicultura. Investiram em gestão de pessoas e processos, tecnologia de ponta, além da melhoria no manejo do solo e pastagem. A visão empresarial também criou um forte foco em sustentabilidade e elas se tornaram uma inspiração para novas gerações de mulheres do agro. Desde 2023, são idealizadoras do evento Conexão Mulheres do Agro, para a troca de informações e competências. A terceira edição do evento vai acontecer no dia 23 de agosto, em Patos de Minas.

São milhares de exemplos que podem ser citados, inclusive o de algumas mulheres que entraram para a história do agronegócio, como a Teresa Vendramini, a primeira mulher a presidir a Sociedade Rural Brasileira (SRB) em mais de cem anos, sendo hoje uma das principais vozes do setor. Teka, como é conhecida, começou sua jornada no agronegócio na Fazenda Jacutinga, no interior de São Paulo. Desde jovem, ela se dedicou à pecuária e, com coragem, enfrentou os desafios que surgiram em sua trajetória.

“Para a mulher da minha geração, chegar ao protagonismo exigiu muita coragem e determinação. Muitas vezes, era preciso que o pai ou o marido dessem espaço, ou até mesmo que assumíssemos responsabilidades inesperadamente”, diz ela. Esses espaços já estão preenchidos agora e precisam continuar a crescer em um movimento que enxergue competências além do gênero.

Muitas mulheres ocupam cargos, lideram movimentos, influenciam decisões e provam que o agro moderno passa, necessariamente, por elas. E por trás dessas lideranças estão milhares de outras mulheres anônimas, principalmente da agricultura familiar, que garantem o alimento do país com dignidade, força e sabedoria. São mães, gestoras, técnicas, empreendedoras. São as colunas invisíveis que sustentam o presente e constroem o futuro.

Se o novo papa tem o dever de continuar a abrir portas para as mulheres na Igreja, o Brasil — e especialmente o agronegócio — tem o dever de manter e ampliar o espaço conquistado por essas mulheres que fazem da terra, da gestão e da inovação um campo fértil de liderança.

A mulher no agro não é coadjuvante. É arquiteta do presente e engenheira do futuro. Amém.



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Aprosoja São Paulo elege novo presidente



Em um novo passo para o setor, Andrey Rodrigues assume a presidência da Aprosoja São Paulo para o biênio atual, trazendo uma visão estratégica para os desafios e oportunidades que marcam o agronegócio.

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Rodrigues reconhece a realidade difícil enfrentada pelos produtores rurais, com dois anos consecutivos de safras frustrantes em diversas regiões do estado e do país. ”Estamos em um período desafiador. As margens estão apertadas, os custos de insumos continuam elevados, e como qualquer setor que compra no varejo e vende no atacado, a vulnerabilidade às flutuações do mercado internacional é grande”, afirma, destacando a incerteza que paira sobre o setor.

A missão da nova gestão, segundo o presidente, será garantir que os produtores possam manter suas atividades de forma sustentável e financeiramente viável. “A agricultura é uma paixão, mas precisa ser rentável para que os produtores possam honrar seus compromissos e continuar investindo no futuro de suas propriedades”, enfatiza Rodrigues, reforçando a importância de adaptação às novas realidades econômicas.

Um dos principais objetivos da nova gestão é expandir a atuação da Aprosoja São Paulo para municípios que ainda não contam com a presença da entidade. “Vamos buscar parcerias com sindicatos rurais e outras instituições, fortalecendo a base e oferecendo o apoio necessário ao produtor onde ele mais precisa, seja em questões técnicas, legais ou financeiras”, afirma o novo presidente, sinalizando uma gestão mais inclusiva e proativa.

Andrey transmite uma mensagem de esperança e fé, com destaque para a importância do apoio governamental ao setor rural: “Gostaríamos que nossos governantes, em todas as esferas, municipal, estadual e federal, olhassem para nós, produtores, com carinho e atenção, pois tudo começa na terra. Plantamos uma semente, cuidamos dela, rezamos para que o clima nos favoreça e que a safra seja farta e abençoada. A nossa esperança é que, com o auxílio de Deus, possamos colher os frutos do nosso trabalho e que a colheita seja abundante em todos os momentos.”

Ele enfatiza o papel da fé e da confiança: “Estamos sempre confiantes de que dias melhores virão. Contem conosco. Um grande abraço, e que a sabedoria e as bênçãos de Deus nos acompanhem em cada plantio e colheita.”



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Mercados de grãos iniciam maio com altas



Para a soja, o cenário é oposto



O trigo iniciou o dia em alta
O trigo iniciou o dia em alta – Foto: Divulgação

Segundo boletim da TF Agroeconômica desta quarta-feira (01/05), mesmo com feriado em países como Brasil, Argentina e Paraguai, os mercados internacionais seguem operando normalmente nos Estados Unidos, puxando as cotações na Bolsa de Chicago com destaques distintos entre os principais grãos.

O trigo iniciou o dia em alta, com o contrato de maio/25 negociado a US$ 517,50 (+4,50) e o de dezembro/25 a US$ 571,00 (+2,75). A valorização é explicada pelo alívio nas tensões comerciais: a isenção de tarifas sobre automóveis deve manter ativa a demanda do principal comprador de trigo dos EUA. Essa dinâmica ocorre a exatos 30 dias do início da colheita americana, o que exige escoamento rápido da produção.

Para a soja, o cenário é oposto. Os contratos de maio/25 caíram para US$ 1.027,00 (-7,75), enquanto os de maio/26 recuaram para US$ 1.036,50 (-5,25). A ausência de acordos comerciais sólidos com a China e as boas condições climáticas para a safra americana continuam pressionando os preços. Mesmo com a Europa tendo importado 11,46 milhões de toneladas — alta de 8,19% em relação ao ano anterior — os EUA ainda precisam fortalecer suas relações com o continente europeu para garantir o escoamento da colheita 25/26.

No milho, os preços também abriram em alta, com o contrato de maio negociado a US$ 468,50 (+1,25). A isenção tarifária para automóveis mexicanos, que influencia a demanda, junto com o aumento da produção de etanol e a liberação para maior uso do biodiesel via E-15, têm sustentado os preços em Chicago nesta manhã. As informações foram divulgadas nesta quinta-feira.

 





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