domingo, maio 24, 2026

Agro

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Demanda por plantas aromáticas e medicinais cresce no Brasil



A crescente demanda brasileira por produtos naturais, provenientes da produção sustentável, chamou a atenção do Instituto Agronômico de Campinas (IAC), que ampliou a divulgação dos seus trabalhos. Um dos projetos divulgados foi o programa de sistemas de produção de plantas aromáticas e medicinais, desenvolvido pelo Centro de Horticultura do IAC.

Algumas das plantas que ganham novas funcionalidades incluem lavanda, alecrim, manjericão, gerânio e melaleuca, entre outras. A pesquisadora do instituto Eliane Gomes Fabri afirma que a população está procurando consumir cada vez mais produtos naturais. Os tratamentos terapêuticos a base de óleos são uma prova disso. 

Assim, com base no estudo das  espécies que se adaptam melhor a cada região, é desenvolvido o cultivo para a produção de óleos essenciais. Nesse sentido, o IAC conta com uma planta piloto para a extração do produto de seus bioinsumos.

De acordo com Eliane, o IAC já possui produtos para consumo humano, mas também para animais de pequeno porte e até mesmo animais de grande porte e da agropecuária. O instituto divulga esse projeto através de cursos e palestra realizados na unidade em campinas ou em outras regiões de acordo com a demanda,

*Sob supervisão de Thiago Dantas



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Bocal de Ouro 2025 foi dominado por uruguaios e gaúchos; confira os vencedores


Uruguaios fizeram a festa na final do Bocal de Ouro 2025, na Arena do Cavalo Crioulo, neste sábado (3), em Esteio, Rio Grande do Sul. Duas das quatro primeiras colocações entre as fêmeas foram conquistadas por criatórios do país vizinho.

Após uma disputa acirrada, a égua Tempestade Charrua (box 31), da Cabanha La Julieta, de Rio Negro (UY), de José Ignacio e Santiago Gomez Platero, sagrou-se Bocal de Ouro montada pelo ginete Ricardo Gigena Wrege.

O criador José Ignacio Platero definiu como uma “aposta linda” a conquista obtida em parceria com o ginete. Tempestade foi adquirida no ano passado no Brasil e é considerada essencial no criatório.

“Agora é hora de se preparar para o Freio de Ouro na Expointer”, disparou otimista com o futuro da jovem exemplar, que deve se tornar uma das grandes mães do criatório.

Bocal de prata e bronze

Ao correr a Paleateada, Ricardo Wrege dividiu a prova com o amigo Jorge Missioneiro Filho, que conduziu Santa Alice Sinhá Moça (box 42) ao Bocal de Prata. A fêmea pertence a Marcelo Bomfiglio Marçal, da Estância Santa Alice, de Rosário do Sul.

Já o Bocal de Bronze foi para Índia Envenenada del Chamame (box 38), dos criadores Tomas e Martin Marquez, da Cabanha El Chamamé, de Florida, também no Uruguai.

O Bocal de Alpaca ficou com Fascinação da Melodia (box 13), de Renaro Cardoso dos Santos, da Cabanha Melodia, de Santiago, Rio Grande do Sul, montada por Luís Gustavo Rodrigues Ruas.

Vitórias dos machos

bocal de ouro machobocal de ouro macho
Box 57 Ópio da Baraúna | Nota: 21,421

Entre os machos, Ópio da Baraúna (box 57) levou a vitória para a Baraúna Agropastoril Industrial Ltda, de Arroio Grande (RS), e foi montado por Raul Teixeira Lima. O criador Vanderlei Guerra comemorou: “O Bocal é uma etapa do Freio, é o começo. É um animal fantástico, maravilhoso, que cuidamos desde o pé da mãe, com uma genética importante. Ele provou hoje que é muito bom”, afirmou.

O Bocal de Prata foi para Murano da SNC (box 72), pertencente ao expositor Parceria Murano, da Estância Tamareira e da Cabanha SNC, de Santa Rita do Passa Quatro, em São Paulo, e São José dos Pinhais, no Paraná.

O ginete Cezar Augusto Schell Freire foi quem montou o animal. O Bocal de Bronze é de Santa Tecla Recuerdo (box 62), do expositor Rafael Vargas Caetano, montado por Luis Gustavo Rodrigues Ruas.

Já o Bocal de Alpaca nos machos foi para o Condomínio Jaguar da GAP São Pedro (box 93), do expositor Parceria GAP Genética, de Uruguaiana (RS). A montaria ficou a cargo do ginete Fábio Teixeira da Silveira.

Em uma das provas de Bocal mais movimentadas dos últimos tempos, o sábado foi de programação intensa. “O Bocal é sempre repleto de muita expectativa e qualidade. Tivemos neste final de semana um evento lotado. Ver a nossa pista cheia em um dia maravilhoso e com muita qualidade depois de um ano como foi 2024 é uma superação”, afirmou o presidente da Associação Brasileira de Criadores de Cavalos Crioulos (ABCCC), César Augusto Rabassa Hax.

Veja a planilha com os vencedores, notas e detalhes.



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Embraer projeta reação nas vendas de aviões agrícolas neste ano



A Embraer projeta que o ano de 2025 pode representar o início de um ciclo de retomada firme para sua divisão de aviação agrícola. Com produção concentrada em Botucatu, interior de São Paulo, a empresa mantém ritmo estável de 60 a 70 aeronaves vendidas por ano – número que deve se repetir neste ano, caso o cenário político e econômico se mantenha favorável.

“Nosso plano, por ora, é continuar nessa faixa de produção”, afirmou o líder da aviação agrícola da companhia, Sany Onofre, durante a Agrishow, feira de máquinas e produtos agrícolas que terminou na última sexta-feira (2).

A capacidade de produção atual permite até 100 unidades por ano sem grandes investimentos. Ainda que não pretenda usá-la por completo, o sentimento da Embraer é de virada. “Este ano já percebemos um otimismo maior que no ano passado, que também foi bom”, disse o executivo. “A gente acha que este ano marca uma virada”, comentou.

Aeronave a etanol

A principal estrela da companhia no segmento é o Ipanema, com mais de cinco décadas. A atual geração do modelo, que já nasce 100% movida a etanol, acumula quase 400 unidades entregues e faz parte de uma frota ativa de cerca de 1.200 aeronaves no país.

“O Ipanema é o avião mais vendido do Brasil – não apenas entre os agrícolas, mas considerando todos os segmentos.”

O modelo, segundo ele, é mais barato de operar do que manter quatro pulverizadores terrestres, substituindo-os em eficiência. O preço atual de um Ipanema gira em torno de R$ 4 milhões, variando conforme os equipamentos embarcados.

Segundo a Embraer, produtores com propriedades acima de 1,5 mil hectares já conseguem justificar o investimento em uma aeronave própria.

Mapeamento de fazenda

Além do Ipanema, a Embraer vem apostando em inovação com o lançamento da plataforma digital Agro Explore, voltada ao mapeamento de fazendas. A solução usa satélites da Visiona, empresa do grupo, para detectar falhas de plantio e focos de pragas, gerando recomendações de aplicação precisa.

Embora a companhia observe tendências como aviões não tripulados, não enxerga os drones como concorrentes diretos. “O Ipanema tem capacidade para mil litros no tanque. Um drone agrícola, como os chineses, carrega cerca de 40 litros. São tecnologias complementares. O importante é usar a ferramenta certa para cada tipo de operação”, comparou.



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Ribeirinhos resgatam filhote de peixe-boi e fazem atendimento emergencial


Um filhote de peixe-boi-da-Amazônia (Trichechus inunguis), espécie ameaçada de extinção, foi resgatado no dia 24 de abril na Vila São José, em Santa Cruz do Arari, no Arquipélago do Marajó.

A operação foi coordenada pelo Escritório Regional do Marajó do Instituto de Desenvolvimento Florestal e da Biodiversidade (Ideflor-Bio), com apoio das secretarias municipais de Meio Ambiente de Santa Cruz do Arari e de Cachoeira do Arari, além do Instituto Bicho D’água.

O animal foi localizado por comunitários da região, que acionaram a Prefeitura de Soure e o 
Ideflor-Bio. Diante da urgência do caso, o Instituto Bicho D’água foi mobilizado para prestar suporte técnico à operação.

A equipe do instituto orientou remotamente os cuidados emergenciais com o filhote e indicou uma fórmula alimentar específica para garantir sua estabilidade até a chegada da equipe especializada.

O filhote foi transportado por via fluvial até o município de Cachoeira do Arari, com apoio logístico da Polícia Militar. O trajeto seguiu protocolos de segurança e bem-estar, minimizando o estresse do animal durante o deslocamento.

Ele será encaminhado à Base de Estabilização de Fauna do Instituto Bicho D’água, onde passará por avaliação clínica e cuidados iniciais antes de ser transferido para o centro de reabilitação em Castanhal.

Retorno à natureza

Filhote de peixe-boi-da-AmazôniaFilhote de peixe-boi-da-Amazônia
Foto: Divulgação

O filhote será incorporado ao Programa de Conservação do peixe-boi-da-Amazônia, desenvolvido pelo Instituto Bicho D’água, Universidade Federal do Pará (UFPA) e Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama).

No Centro de Reabilitação de Fauna Aquática, o animal receberá atendimento veterinário contínuo, alimentação controlada e acompanhamento especializado até atingir condições adequadas para retornar à natureza.

A gerente do Escritório Regional do Marajó Oriental do Ideflor-Bio, Osiane Barbosa, destacou o esforço conjunto envolvido na ação. “Esse resgate é resultado direto da confiança entre as comunidades ribeirinhas e os órgãos ambientais. Cada elo da rede atuou com compromisso e rapidez, mostrando que a conservação é possível quando há diálogo, ciência e envolvimento comunitário”, enfatizou.

O peixe-boi-da-Amazônia está na lista de espécies ameaçadas de extinção segundo o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), e seu resgate representa um passo importante para a preservação da biodiversidade amazônica.

*Sob supervisão de Victor Faverin



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Conheça o primeiro laboratório agrícola de saúde de solo do Brasil



O Brasil vai sediar, pela primeira vez fora da Europa, um centro internacional de pesquisa agrícola voltado à análise de solos e desenvolvimento de soluções biotecnológicas. O laboratório está instalado no Centro Universitário Ingá (Uningá), em Maringá, no Paraná, e é fruto da parceria entre duas grandes multinacionais do setor: Alltech e Ideagro.

Com investimento superior a US$ 1 milhão, o espaço de 230 metros quadrados está equipado para realizar análises físico-químicas e biológicas, além de detectar, por PCR (técnica que amplifica fragmentos específicos de DNA, permitindo a detecção e quantificação de micro-organismos específicos no solo), de até 340 tipos de vírus e doenças nas principais culturas agrícolas do país.

O objetivo é ampliar a eficiência no uso de tecnologias no campo, com ganhos em produtividade e rentabilidade para os produtores brasileiros.

O laboratório também vai se dedicar ao conceito de solo supressivo, ou seja, um ambiente equilibrado biologicamente, menos propenso ao surgimento de pragas e mais favorável ao desenvolvimento das plantas. A meta é lançar ao menos cinco novas soluções voltadas ao controle biológico e ao estímulo radicular.

Além da estrutura de pesquisa, a parceria com a Uningá também vai oferecer oportunidades de intercâmbio. Dois alunos do curso de Agronomia poderão, anualmente, viajar à Espanha para participar de um programa de troca de conhecimentos.

Confira a reportagem completa da repórter Valéria Burbello, direto de Maringá (PR).



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Frente fria e ciclone trazem chuva de 150 mm e ventos de 100 km/h nesta semana



Instabilidades formadas no Paraguai pegam a Região Sul do Brasil em cheio nesta semana. Condições também afetam o Centro-Oeste, principalmente às áreas de fronteira. Temporais também no Nordeste e muita chuva no Norte. Já no Sudeste, a prevalência será de tempo firme e seco.

Confira a previsão do tempo e os destaques do clima entre segunda (5) e sexta (9) fornecidos pelo meteorologista do Canal Rural, Arthur Müller:

Sul

As instabilidades que atuam no Paraguai organizam um pouco de chuva para o extremo sul do Rio Grande do Sul na noite desta segunda-feira (5). Contudo, a maior parte do dia ainda será de sol e poucas nuvens. Não chove nas demais áreas da região e as temperaturas sobem à tarde. Entretanto, uma nova frente fria avança sobre o território gaúcho na quarta-feira (7), levando chuva e temporais para todo o estado, mas sem força para chegar em Santa Catarina e no Paraná.

No entanto, essa calmaria é passageira: entre quinta e sexta-feira (8 e 9) haverá a formação de um ciclone extratropical próximo ao litoral sul do Rio Grande do Sul, levando mais temporais para o estado, com intensidade o suficiente para afetar os outros dois estados da Região. O meteorologista destaca que há sério risco de queda de granizo e rajadas de vento acima de 100km/h em solo gaúcho a partir de quarta-feira, mesmas condições que devem suceder em território catarinense e paranaense na quinta-feira.

“Alerta também para chuva volumosa no Rio Grande do Sul com acumulados que variam entre 100 e 150 mm entre quarta e quinta, deixando o estado sob risco de alagamentos e deslizamentos de terra. Em Santa Catarina e no centro-sul do Paraná, o volume de precipitação varia entre 20 e 30 mm, porém, ficam sob atenção devido ao risco de granizo e rajadas de vento intensas entre quinta e sexta feira”, reforma Müller.

Sudeste

A semana começa com padrão de tempo firme e mais seco em São Paulo, no interior e Triângulo de Minas Gerais. O vento úmido que sopra do mar contra a costa favorece chuva
mais rápida e isolada no litoral do Espírito Santo e no nordeste mineiro. O tempo segue firme, com sol e poucas nuvens no Rio de Janeiro neste começo de semana.

De acordo com o meteorologista do Canal Rural, a semana será ensolarada e seca no estado de São Paulo, Rio de Janeiro, sul e oeste de Minas e Triângulo mineiro, o que favorece os trabalhos em campo em relação à colheita do café.

“No extremo nordeste de Minas e Espírito Santo, uma semana com mais umidade com chuvas de 30 a 50 mm que ajudam a manter a boa umidade do solo, mas atrasam as operações em campo. Por outro lado, atenção para a baixa umidade relativa do ar no interior de São Paulo, que deve ficar abaixo dos 30%”.

Centro-Oeste

A semana começa com um pouco de chuva no oeste de Mato Grosso do Sul devido às instabilidades que atuam no Paraguai, mas a maior parte da segunda-feira (5) será de sol, com calor. Müller destaca as pancadas de chuva de moderada a forte intensidade no noroeste e norte de Mato Grosso. Entretanto, o tempo será firme no Distrito Federal e em todo o estado de Goiás.

“A temperatura volta a se elevar em Mato Grosso do Sul e sul de Mato Grosso com os termômetros entre 38ºC e 40ºC, causando estresse térmico em lavouras de milho 2ª safra e no gado em confinamento”.

O meteorologista ressalta que a umidade atinge somente o extreme sul do território sul-mato-grossense e noroeste de Mato Grosso, ou seja, em áreas de fronteira com o Paraguai e a Bolívia. Nessas áreas, os acumulados variam entre 10 e 20 mm. Em Goiás, semana ensolarada, sem previsão de chuva.

Nordeste

Os temporais continuam entre Bahia e Sergipe, com o volume de chuva aumentando em Aracaju. Algumas pancadas fortes podem ocorrer no decorrer da segunda no litoral e norte do
Maranhão. Tempo instável em Fortaleza (CE) e ar seco no interior nordestino.

“A chuva se concentra em toda a faixa litorânea da região com chuva de 30 a 50 mm, porém, em áreas de interior o predomínio é de tempo quente e seco, mantendo as lavouras sob déficit hídrico”.

Segundo o meteorologista, o alerta para o litoral da Bahia continua, especialmente para Salvador e região devido ao risco de alagamentos e deslizamentos de terra. Isso porque no litoral norte do estado, os acumulados de chuva giram em torno de 80 a 100 mm nos próximos dias.

Norte

Risco de temporal entre Acre, Amazonas, Roraima e o Amapá. Dia abafado com sol entre nuvens e chance de pancadas mais fortes entre a tarde e à noite, com risco alto para transtornos.

De acordo com Müller, o tempo fica firme no sul do Tocantins. Semana mais úmida no centro norte do Pará, Amapá, de Roraima e centro norte do Amazonas, com acumulados que variam entre 50 e 70 mm. “No Tocantins, Acre, Rondônia, centro-sul do Amazonas e centro-sul do Pará, a chuva varia entre 20 e 30 mm. No geral, a umidade ajuda a manter as pastagens e os cultivos em desenvolvimento sem prejudicar os trabalhos em campo”, destaca.

Segundo ele, a tendência nas próximas semanas é da chuva diminuir, reduzindo a umidade em grande parte das regiões até o final do mês.



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comunidades da Amazônia sofrem com falta de água potável e saneamento



A 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP30), marcada para novembro, na cidade de Belém, reunirá líderes mundiais com o objetivo de pensar e agir pelo futuro dos territórios urbanos e florestais do planeta diante dos desafios impostos pelo aquecimento global.

Pela primeira vez, o principal palco das negociações mundiais sobre o tema será na Amazônia, um dos biomas mais estratégicos para esse debate, tanto pela riqueza de recursos naturais quando pela vulnerabilidade.

Distante apenas 1,5 quilômetro do centro histórico de Belém, a Ilha do Combu é parte integrante da área insular da cidade, que representa 65% do território da capital, com 39 ilhas catalogadas pela Companhia de Desenvolvimento de Belém. Para acessar o local a partir da área continental, é necessário cruzar o Rio Guamá, em uma travessia que dura em média 15 minutos.

Esse caminho é percorrido com frequência pelo comerciante Rosivaldo de Oliveira Quaresma, 49 anos, em busca de água mineral. Morador nascido e criado na ilha e proprietário de um restaurante, o comerciante diz que os maiores desafios de quem vive nesse lado da cidade são água potável e esgoto.

“Alguns turistas acham que a gente usa água do rio para fazer suco, para bater açaí. Aí a gente fala que a nossa água é desses tambores de 20 litros, e que é caro para a gente, mas não tem outra opção. Então, o consumo geralmente é água mineral”, explica.

De acordo com o comerciante, a água do Rio Guamá é utilizada apenas nos banheiros e para lavagem de roupa e de louça, após ser bombeada para uma pequena caixa d´água e passar por um tratamento caseiro.

“O certo era mesmo fazer o puxado da água do rio, fazer um tratamento mais forte e botar numa caixa para 20 famílias. Lá na outra comunidade, botar para mais 20. Mas o problema é o valor que é caro para um ribeirinho fazer.”

Diferentemente da área continental da cidade, que na sua maioria é abastecida pela rede de distribuição ligada aos mananciais da Área de Proteção Ambiental (APA) da Região Metropolitana de Belém, como os lagos Água Preta e Bolonha, grande parte da região insular depende de sistemas de distribuição independentes. A criação de infraestrutura também depende de um planejamento ambiental.

As ilhas não foram incluídas nas obras para a COP30, mas os comitês brasileiros co-organizadores apontam a realização de 30 obras na parte continental da cidade, entre as quais o serviço de macrodrenagem de 13 canais.

A Ilha do Combu é uma área de proteção ambiental (APA) criada há 28 anos pela Lei Estadual 6.083/1997 e gerida pelo Instituto de Desenvolvimento Florestal e da Biodiversidade (Ideflor-bio).

Em março, a instituição publicou uma nota informando que o plano de manejo para orientar o uso sustentável dos recursos naturais da ilha e definir o ordenamento territorial só começou a ser elaborado no último ano e está prestes a ser concluído, no entanto, não foi informado quando o documento estará disponível.

Apesar da COP30, falta saneamento

O mesmo problema ocorre com o sistema de saneamento. A maior parte das 596 famílias que vivem na ilha possui fossa séptica, mas, com o turismo crescente no local, as estruturas existentes acabam não sendo adequadas para atender também os visitantes.

“A gente não joga o esgoto no rio ou na mata. Mas, quando enche, a gente tem que tirar e jogar na mata, sempre. E a gente não tem um apoio até o momento para resolver isso”, explica.

As exceções são casos como o da professora aposentada Ana Maria de Souza, 61 anos, que, antes mesmo de empreender na ilha, decidiu adequar a própria moradia para hospedar turistas e oferecer refeições caseiras. Junto com a ampliação do local, a moradora da ilha decidiu construir uma fossa ecológica.

O modelo levado à região por pesquisadores da Universidade Federal Rural da Amazônia (Ufra) faz uso de tanques de evapotranspiração de baixo custo por usar entulhos e pneus como matéria-prima. Também usa plantas da região amazônica, como bananeiras e helicônias, que possuem alto potencial de evapotranspiração (soma da evaporação da água pela superfície de solo mais a transpiração de plantas).

De forma prática, os dejetos percorrem diferentes materiais colonizados por bactérias que promovem uma digestão do esgoto sem a necessidade de oxigênio e, ao final, as plantas absorvem os líquidos devolvendo a água limpa à atmosfera pela evapotranspiração. “Eu posso dizer que eu estou muito feliz, porque eu também tenho a fossa ecológica na minha casa”, comemora.

De acordo com a presidente do comitê da COP30 no estado do Pará, Hana Ghassan, as obras estão dentro do cronograma e, até novembro, estarão concluídas. Até o momento, dois rios já foram canalizados. Os serviços incluem, além de canalização de rios, instalação de água esgoto e drenagem, além da pavimentação asfáltica nas ruas no entorno.

O técnico em eletrônica Glaybson Ribeiro, 46 anos, vive há 25 anos em uma casa às margens do canal da Rua Timbó, um dos dois locais onde as obras já foram concluídas. Ele considera que o investimento no saneamento da região trouxe uma mudança significativa.

“Antes era um sofrimento para a gente. Era uma chuva atrás da outra e todo tempo as casas ficavam cheias de água, e a gente colocava tijolo, madeira para levantar a geladeira, o fogão. A gente saia para trabalhar e tinha que deixar tudo suspenso”, lembra Ribeiro.

O vendedor de peixe Raimundo da Costa Nunes, 63 anos, mora há 40 anos na região e diz que precisou ao longo dos anos subir a estrutura da casa três vezes para não ser afetado pelas águas. Agora não precisa mais se preocupar com o problema. “Tem morador que fica xingando e perguntando “cadê as árvores?’ Melhor quente, sem a sombra, que cheio de água”, diz.

De acordo com Hana, a nova infraestrutura de saneamento já estava prevista na ação do governo estadual, por isso foi uma das primeiras a ficarem prontas antes da COP30. Com a conclusão das demais, o impacto positivo alcançará cerca de 900 mil pessoas, afirma a presidente do comitê.

A reportagem da Agência Brasil entrou em contato com o Ideflor-bio em busca de mais informações sobre o Plano de Manejo da Ilha do Combu, mas até a publicação da matéria não houve resposta.



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AgroNewsPolítica & Agro

Produção de silagem depende de manejo adequado


A produção de silagem exige atenção em todas as etapas para evitar perdas e garantir um alimento de qualidade ao rebanho. Quando mal produzida ou manejada de forma incorreta, a silagem pode resultar em perdas elevadas no armazenamento, além de prejudicar a saúde e o desempenho dos animais.

Segundo Thiago Neves Teixeira, engenheiro agrônomo, mestre em conservação de forragens e técnico da Sementes Oeste Paulista (SOESP), “detalhes fazem grande diferença no resultado final”. Ele destaca que a escolha da cultura, o manejo da lavoura, o momento da colheita, o tamanho das partículas, a regulagem das máquinas, a compactação e a vedação do silo são fatores decisivos para o sucesso do processo.

De acordo com o especialista, “no caso de forrageiras como o Panicum maximum, é essencial optar por variedades com boa produtividade de matéria seca e qualidade de fibra”. Teixeira observa que “variedades com menor teor de lignina e uma maior proporção de folhas em relação aos colmos favorecem a digestibilidade, impactando diretamente na qualidade bromatológica do alimento volumoso ofertado ao rebanho”.

Para garantir a qualidade da silagem, Teixeira ressalta a importância do solo bem manejado e do controle de pragas, doenças e plantas daninhas. “Pode-se obter uma silagem de baixa qualidade a partir de uma forrageira de alta qualidade se a tecnologia empregada não for adequada, mas jamais será obtido uma silagem de alta qualidade a partir de uma forrageira de baixa qualidade”, alerta.

O momento da colheita também é determinante. Segundo a Embrapa, o ideal é que a planta atinja entre 28% e 40% de matéria seca. No caso de capins tropicais, o teor costuma estar mais próximo do limite inferior no ponto ideal de corte. “Colher fora desse ‘time’ pode prejudicar a fermentação ou reduzir drasticamente a digestibilidade”, explica Teixeira.

O especialista recomenda atenção ao tamanho das partículas. “Para silagem de Panicum, o ideal são partículas entre 1,5 e 2,5 centímetros, cortes abaixo dessa faixa podem gerar distúrbios metabólicos nos animais e/ou aumento das perdas por efluentes uma vez que geralmente o capim é um material mais úmido em relação a outras plantas forrageiras e o menor tamanho de partícula está associado ao maior rompimento das células. Por outro lado, tamanhos de partícula acima dessa faixa podem gerar dificuldade de compactação e segregação do alimento pelos animais”.

A regulagem das máquinas também é fundamental. “Equipamentos corretamente ajustados garantem colheita homogênea e fermentação eficiente”, explica Teixeira.

Para evitar perdas, a compactação deve ser eficiente. “Compactar bem é essencial, especialmente no caso do Panicum, cuja estrutura é mais fibrosa”, afirma o especialista. A vedação do silo também merece atenção. “Se há entrada de oxigênio, ocorre fermentação aeróbia, o que consome nutrientes, gera calor e facilita o desenvolvimento de microrganismos indesejáveis”, alerta.

O uso de sementes certificadas é outro ponto relevante. “Sementes certificadas proporcionam melhor rendimento por hectare, melhor formação da pastagem e uma produção mais uniforme da planta forrageira, o que resulta em silagem de maior qualidade”, orienta Teixeira.

O especialista recomenda ainda o uso de aditivos. “Para forrageiras como o Panicum e outros capins tropicais, deve-se focar nos inoculantes a base de bactérias produtoras de ácido lático para acelerar a redução do pH após a vedação do silo, reduzindo perdas ao longo do processo fermentativo. isso pode ser um diferencial importante para manter a qualidade da silagem de capim”, observa.

Por fim, Teixeira explica como identificar uma silagem bem fermentada. “A silagem está pronta quando apresenta temperatura estável, ausência de oxigênio e adequados teores de ácidos orgânicos que impedem a proliferação de microrganismos indesejáveis, podendo ficar armazenadas por longos períodos desde que mantida a condição de anaerobiose dentro do silo. O tempo mínimo de fermentação recomendado é de 3 a 4 semanas, podendo sofrer alterações de acordo com a forragem e inoculante microbiano utilizados”, finaliza.





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AgroNewsPolítica & Agro

Três parasitas causam prejuízos bilionários à pecuária



Os nematoides, parasitas internos presentes em praticamente todas as pastagens



Os nematoides, parasitas internos presentes em praticamente todas as pastagens
Os nematoides, parasitas internos presentes em praticamente todas as pastagens – Foto: Bing

Os parasitas representam um dos principais desafios da pecuária brasileira, sendo responsáveis por perdas anuais que superam R$ 80 bilhões, de acordo com o médico veterinário Felipe Pivoto, gerente de serviços técnicos da Vetoquinol. Entre os agentes mais danosos estão o carrapato-do-boi, a mosca-dos-chifres e os nematoides gastrintestinais, que afetam diretamente a saúde e a produtividade do rebanho.

O carrapato-do-boi (Rhipicephalus microplus) é um ectoparasita hematófago que pode causar doenças graves como a Tristeza Parasitária Bovina, além de reduzir o ganho de peso e a eficiência produtiva dos animais. Estima-se que os prejuízos causados por ele atinjam R\$ 6 bilhões por ano. Já a mosca-dos-chifres (Haematobia irritans), também hematófaga, estressa o animal com dezenas de picadas diárias, o que compromete a ingestão de alimentos e pode levar à anemia, gerando perdas de cerca de R\$ 15 bilhões anuais.

Os nematoides, parasitas internos presentes em praticamente todas as pastagens do país, afetam o trato gastrintestinal dos bovinos e podem reduzir em até 20% a absorção de nutrientes, com impacto financeiro estimado em R\$ 42 bilhões por ano. Esses números demonstram a importância de estratégias eficazes para o controle parasitário.

Para enfrentar o problema, a Vetoquinol oferece o Bullmax Premium, um endectocida injetável com fluazuron e eprinomectina, que atua com eficácia sobre os três principais parasitas da bovinocultura. Segundo Pivoto, a tecnologia avançada do produto reforça o compromisso da empresa com a saúde animal e a rentabilidade da pecuária nacional.

“A estimativa é de que os prejuízos anuais ultrapassem os R$ 80 bilhões por ano. A tecnologia avançada de Bullmax® Premium oferece alta eficácia antiparasitária. Com essa solução, a Vetoquinol reforça seu compromisso com a saúde do rebanho nacional, promovendo bem-estar animal e maior rentabilidade para o pecuarista”, ressalta Pivoto.

 





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AgroNewsPolítica & AgroSafra

Brasil tem superávit comercial de US$8,155 bi em março, acima do esperado


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BRASÍLIA (Reuters) – A balança comercial brasileira registrou um superávit de US$8,155 bilhões em março, uma alta de 13,8% sobre o saldo apurado no mesmo mês do ano passado, informou o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic) nesta sexta-feira.

O saldo veio acima de expectativas de economistas consultados pela Reuters, que previam superávit de US$7 bilhões para o mês.

As exportações somaram US$29,178 bilhões no mês, uma alta de 5,5%% em relação a março de 2024. As importações, por outro lado, cresceram 2,6%, totalizando US$21,023 bilhões.

Os dados de março seguem um forte resultado negativo no mês anterior, quando a balança registrou déficit de US$323,7 milhões, o primeiro saldo negativo mensal desde janeiro de 2022, sob o impacto da importação de uma plataforma de petróleo da China no valor de US$2,7 bilhões, segundo os dados do governo.

No ano, o país acumulou até março um superávit comercial de US$9,982 bilhões, uma queda de 46% em relação ao observado no mesmo período de 2024. No período, as exportações somaram US$77,314 (-0,5%), e as importações, US$67,332 bilhões (+13,7%).

O Mdic atualizou suas estimativas para a balança comercial no ano, prevendo um superávit de US$70,2 bilhões em 2025, o que representaria uma redução de 5,4% em relação ao saldo de 2024. Em janeiro, o ministério havia estimado um saldo positivo de US$60 bilhões a US$80 bilhões para o ano.

A projeção para as exportações foi atualizada para US$353,1 bilhões (US$320-US$360 bilhões antes) e a estimativa para as importações passou a US$282,9 bilhões(US$260-US$280 bilhões antes).

(Por Victor Borges)





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