domingo, maio 24, 2026

Agro

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Demanda por etanol e ração seguram maiores quedas nos preços do milho



O mercado brasileiro de milho seguiu pressionado na semana passada, com queda de preços em quase todas as regiões. Isso porque a oferta cresceu com o avanço da colheita da primeira safra e as boas condições da safrinha no Centro-Oeste e Sul.

Ao mesmo tempo, compradores mostraram-se cautelosos, aguardando melhores oportunidades. A demanda interna segue estável, com destaque para usinas de etanol e o setor de ração, que ajudam a limitar quedas mais acentuadas.

No exterior, o milho também caiu, influenciado pelo avanço do plantio nos Estados Unidos e pelas vendas mais fracas. O contrato com vencimento em julho fechou em US$ 4,69/bushel na semana anterior.

O que esperar do mercado do milho?

Análise da plataforma Grão Direto destaca pontos de atenção ao produtor de milho para esta semana. Acompanhe:

  • Oferta crescente e demanda cautelosa: o cenário climático segue favorável para a safrinha e a colheita da primeira safra avança. Com compradores mais retraídos, a tendência é de manutenção da pressão de baixa no físico, especialmente no curto prazo.
  • Demanda pode limitar quedas maiores: setores como o de etanol e ração mantêm certo apetite, o que pode evitar recuos mais agressivos, principalmente se houver repiques pontuais.
  • Atenção ao USDA: a divulgação do novo relatório de oferta e demanda (Wasde) em 12 de maio pode trazer volatilidade adicional para os preços internacionais. O ritmo de plantio nos Estados Unidos também continuará sendo acompanhado de perto.
  • Dólar: a moeda norte-americana segue em trajetória de enfraquecimento frente ao real, com foco nos dados econômicos dos Estados Unidos e na evolução das tensões comerciais com a China. Para esta semana, indicadores como o IPCA (Brasil) e o CPI (EUA) podem movimentar o câmbio e, por consequência, afetar diretamente a competitividade das exportações brasileiras.
  • Cenário externo mais calmo: a melhora no tom diplomático entre Estados Unidos e China também trouxe certo alívio ao mercado, reduzindo a busca por proteção e contribuindo para a valorização de moedas emergentes, como o real.
  • Impactos no agro: essa queda na moeda norte-americana afeta diretamente a competitividade das exportações brasileiras, tornando os produtos menos atrativos no exterior e pressionando os preços no mercado físico, especialmente para a soja e o milho. Porém, pode melhorar as condições de compras de insumos e implementos.

Recomendação ao produtor

A Grão Direto pontua que em um ambiente de ampla oferta e incerteza internacional, a gestão de margem se torna ainda mais estratégica.

“Fique atento a oportunidades pontuais de comercialização, aproveite momentos de repique nos preços e negocie com base em informações atualizadas. O cenário exige cautela, mas também pode oferecer boas janelas para travas de preços com rentabilidade”, diz a plataforma, em nota.



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Teremos onda de calor em maio?



Maio é um mês com características mais próximas do inverno do que do outono. A frequência de dias frios aumenta no centro-sul do Brasil e as precipitações diminuem muito na região central do país. Frente frias especiais podem chegar ao Nordeste com muita chuva e o ar frio polar pode chegar ao Norte do Brasil, causando o fenômeno da friagem. Além disso, o ar mais seco, provocado por bloqueios atmosféricos, é capaz de causar ondas de calor como as que assolaram o país no ano passado.

Conheça algumas características meteorológicas típicas dos meses de maio no Brasil, segundo a Climatempo.

Frio, geada e neve

Maio é considerado um dos meses mais frios do ano nos estados da região Sul. A entrada de massas de ar frio de origem polar, de moderada a forte intensidade, já são mais prováveis causando quedas de temperatura bastante acentuadas, que podem ocasionar eventos de geada generalizada, até de moderada a forte intensidade. Muitos meses de maio têm frio suficiente para provocar geada na região Sudeste e em Mato Grosso do Sul. Episódios de queda de neve na região Sul também já ficam mais prováveis em maio.

Frentes frias continentais

A passagem de frentes frias é bastante comum sobre o Sul e o Sudeste do Brasil e algumas podem provocar temporais. Algumas frentes frias especiais conseguem influenciar o Centro-Oeste, o sul da região Norte e chegam ao Nordeste. Estas frentes frias são chamadas de continentais e espalham o ar frio de origem polar pelo interior do país, causando temperaturas bastante baixas em áreas como o norte de Mato Grosso, o Distrito Federal, Rondônia, Acre e sul do Amazonas.

Redução da chuva em algumas partes do país

O mês de maio marca uma grande redução das médias de precipitação nos estados das regiões Sudeste e Centro-Oeste. A maior influência do ar frio de origem polar causa a diminuição dos níveis de umidade no ar e consequentemente da nebulosidade e também das condições para a chuva. Por isso, é comum a ocorrência de vários dias consecutivos sem precipitação durante o mês de maio em muitas áreas destas regiões. Dias com baixos níveis de umidade no ar também ficam mais comuns no Sul, no Sudeste, no Centro-Oeste e em parte do interior do Nordeste.

Época de chuva em outras partes do Brasil

Ao mesmo tempo, maio é um mês de aumento da frequência e da intensidade da chuva na costa leste do Nordeste. Além das frentes frias que conseguem avançar pela costa da Bahia, fenômenos como Ondas de Leste trazem chuva forte volumosa para a faixa litorânea entre Natal e Salvador.

No extremo norte do Brasil, maio ainda é um mês de chuva frequente e volumosa no Amapá, no norte do Pará e do Amazonas e em Roraima.

Frio de perda radiativa

As madrugadas de maio podem ser frias não apenas por causa da passagem do ar frio de origem polar, mas também pelo efeito de perda radiativa. Os dias secos, com noites com pouca ou nenhuma nebulosidade, geram um resfriamento mais acentuado da atmosfera fazendo com que as temperaturas fiquem baixas durante a madrugada, mesmo sem a presença de ar frio polar intenso.

Grande amplitude térmica

A falta da nebulosidade durante o dia e à noite gera outro fenômeno típico desta época do ano, que é a grande amplitude térmica diária, que significa uma grande diferença entre a temperatura mínima e a temperatura máxima no mesmo dia. Podemos dizer que um dia com grande amplitude térmica tem uma diferença de pelo menos 15°C entre a menor e a maior temperatura de um mesmo dia.

Nevoeiro

A formação de nevoeiro no começo da manhã também é um fenômeno típico de maio. O resfriamento acentuado que ocorre com a passagem de massas de ar frio, de origem polar, e também pelo efeito de subsidência de sistemas de alta pressão atmosférica, são os principais causadores do nevoeiro em maio, especialmente no centro-sul do Brasil. Mas vale lembrar que o nevoeiro (ou neblina, como se fala popularmente) é um fenômeno que pode ocorrer em qualquer lugar e em qualquer época do ano, desde que as condições atmosféricas estejam adequadas.

Pode ocorrer onda de calor em maio?

Sim, pode! Ondas de calor são eventos meteorológicos que podem ocorrer em qual quer época do ano e que estão ficando mais comuns também no Brasil. Em maio de 2024, o Brasil enfrentou uma onda de calor histórica que fez com que a cidade de São Paulo as cinco maiores temperaturas para este mês, em mais de 80 anos de medições.



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Como foi a primeira semana de maio no mercado de soja?



A primeira semana de maio foi marcada por forte volatilidade nas cotações internacionais da soja. Segundo a plataforma Grão Direto, em Chicago, os preços recuaram após semanas de recuperação, influenciados pelo bom ritmo do plantio nos Estados Unidos e pelas condições climáticas favoráveis. Segundo o USDA, o andamento do plantio está dentro da média histórica, o que reforça a expectativa de uma safra cheia.

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Além disso, a ausência de avanços concretos nas negociações comerciais entre China e EUA contribuiu para a pressão negativa sobre os preços, mantendo o mercado internacional em compasso de espera e alimentando a incerteza entre os agentes.

Colheita no Brasil

No cenário doméstico, a colheita de soja da safra 2024/25 está praticamente finalizada. No entanto, foram observados problemas pontuais de qualidade no Rio Grande do Sul e no Paraná. Com isso, o foco do mercado brasileiro se volta para os prêmios de exportação, que seguem pressionados pela lentidão nos embarques. Apesar desse cenário, a soja brasileira continua competitiva frente ao produto norte-americano, o que sustenta parte da demanda externa.

Câmbio

O dólar recuou ao longo da semana, encerrando cotado a R$5,69. A valorização do real, combinada à instabilidade das cotações internacionais, trouxe cautela ao mercado físico. Como resultado, o ritmo de comercialização permanece lento, com produtores avaliando estrategicamente os momentos de venda.

O que esperar do mercado de soja?

O clima seco em importantes estados produtores dos EUA favorece o avanço do plantio, o que mantém a expectativa de uma produção robusta. Acompanhar os boletins meteorológicos e o ritmo das atividades agrícolas no hemisfério norte seguirá sendo essencial para entender os movimentos futuros das cotações em Chicago.

Além disso, a Associação Nacional dos Exportadores de Cereais (Anec) revisou para baixo suas estimativas de exportação da soja brasileira para maio, refletindo a lentidão nos embarques e a pressão sobre os prêmios. Esse cenário pode contribuir para manter o mercado físico travado no curto prazo.

O impasse nas relações comerciais entre China e Estados Unidos também segue com incertezas. Qualquer sinal de avanço nas negociações pode provocar reações imediatas nos preços internacionais, o que torna esse um ponto de atenção para o setor.

Diante de um cenário de ampla oferta global e incertezas externas, a orientação é reforçar a gestão de margem. Vendas pontuais devem ser aproveitadas em momentos de repique nos preços. O monitoramento atento do câmbio e dos prêmios de exportação será essencial para decisões comerciais mais estratégicas.



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Clima e vencimentos de custeio derrubam preços da soja



O clima favorável à colheita tem contribuído para a safra de Soja 2024/25 no Brasil e na Argentina. O clima também favoreceu o cultivo da safra 2025/26 nos Estados Unidos de acordo com os dados do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea).

O cenário favorável para o cultivo nos Estados Unidos pressionou os prêmios para a exportação da oleaginosa nos portos e no mercado spot na última semana. 

Ainda de acordo com os pesquisadores do instituto, outro fator que também influenciou as cotações foram os vencimentos de custeio no final de abril. 

Essa questão contribuiu para aumentar o interesse de vendas e, consequentemente, abaixar o valor das cotações 

Por outro lado, os pesquisadores do Cepea apontam que muitos vendedores ainda esperam por preços maiores nos próximos meses, indicando preferência por contratos a termo. 

A colheita segue avançando no Brasil e na Argentina. De acordo com a medição da Conab, até o dia 26 de abril, 94,8% da área de soja nacional já havia sido colhida, superando os 90,5% registrados no mesmo período de 2024.

*Sob supervisão de Thiago Dantas



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AgroNewsPolítica & Agro

Mais uma arma no controle de buva



A buva é particularmente problemática em culturas como soja e canola



A buva é particularmente problemática em culturas como soja e canola
A buva é particularmente problemática em culturas como soja e canola – Foto: Nadia Borges

De acordo com relato publicado por Andrey Zarur, cofundador, presidente e CEO da GreenLight Biosciences Inc., a empresa alcançou um marco revolucionário no combate a uma das plantas daninhas mais destrutivas da agricultura mundial: o Conyza canadensis, conhecido como buva. Em testes realizados em estufas e em campo, a companhia demonstrou controle consistente, eficaz e seguro da erva utilizando um produto proprietário à base de RNA de fita dupla (dsRNA), sinalizando uma possível nova era no manejo sustentável de plantas daninhas. A publicação foi feita por Zarur em sua conta oficial no LinkedIn.

A buva é particularmente problemática em culturas como soja e canola, sendo amplamente conhecida por sua resistência crescente aos herbicidas químicos tradicionais, como o glifosato. Segundo Zarur, já se passaram mais de 30 anos desde que a indústria agroquímica lançou um novo mecanismo de ação eficaz contra essa planta, o que deixou muitos produtores com opções limitadas e ineficazes para proteger suas lavouras de forma sustentável.

A GreenLight Biosciences reafirma seu compromisso com os agricultores, autoridades reguladoras e a sociedade em geral para levar ao mercado essa nova geração de herbicidas baseados em RNA com segurança e agilidade. Zarur destaca que, há mais de 15 anos, a empresa assumiu a missão de enfrentar os desafios da proteção da cadeia global de alimentos de maneira eficaz, limpa e segura, e que esse avanço representa um passo importante nessa jornada.

O executivo também agradeceu às equipes envolvidas na conquista, ressaltando o esforço coletivo que tornou possível essa inovação. Para os produtores, a promessa é de uma alternativa moderna e eficiente frente às dificuldades impostas pelas plantas daninhas resistentes — uma solução que pode transformar o cenário do manejo agrícola nos próximos anos.

 





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Laranja encerra o mês de abril em queda



As cotações da laranja pera seguem em queda no mercado de mesa frente às entradas das variedades precoces da fruta e das tangerinas poncã. Isso de acordo com os dados do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea).

Segundo o instituto, outro fator que influencia no movimento de desvalorização da fruta são os recuos nos preços pagos pela indústria.

Os levantamentos do Cepea mostram que na última semana, o valor médio da caixa de 40,8 kg foi de R$ 93,82, uma baixa de 4,8% com relação ao período anterior. No mês de abril, a laranja pera teve média de 92,46/cx, queda de 1,75% frente ao mês de março.

Outro fator que vem contribuindo para a desvalorização da laranja é o clima. De acordo com o instituto, o clima diminui o consumo da fruta, o que, consequentemente, limita o interesse da parte dos compradores. 

*Sob supervisão de Thiago Dantas



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Governo libera R$ 179 milhões para o seguro rural e define recursos para 2025



O governo federal anunciou a liberação de R$ 179 milhões, em maio, para o Programa de Subvenção ao Prêmio do Seguro Rural (PSR). O valor faz parte dos R$ 1 bilhão previstos na Lei Orçamentária Anual (LOA) aprovada pelo Congresso. O restante deverá ser disponibilizado a partir de junho.

A Resolução nº 105, publicada nesta segunda-feira (5), aprovou o valor inicial do PSR para 2025. Serão destinados R$ 170 milhões para culturas de inverno, como milho 2ª safra e trigo; R$ 5 milhões para frutas; R$ 1 milhão para pecuária; R$ 500 mil para florestas; e R$ 2,7 milhões para demais culturas.

“O seguro rural é essencial diante do aumento dos eventos climáticos extremos. Só nos últimos cinco anos, as seguradoras pagaram cerca de R$ 19 bilhões em indenizações”, destacou Guilherme Campos, secretário de Política Agrícola do Mapa.

O governo federal informou que o PSR está disponível para produtores, pessoas físicas ou jurídicas, com ou sem acesso ao crédito rural. A subvenção cobre 40% do prêmio do seguro para todas as culturas, exceto soja, que tem 20%. Atualmente, 17 seguradoras estão habilitadas para operar no programa.



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Nova concessão da BR-116 prevê R$ 24 bi em investimentos



O novo projeto de concessão da BR-116 (324/BA), batizado como Rota 2 de Julho, ganha um novo capítulo na Bahia com o início de uma série de audiências públicas promovidas pela Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), para apresentar e colher contribuições da sociedade.

De acordo com a ANTT, a partir desta segunda-feira (5), serão realizadas sessões presenciais em Salvador (BA), Feira de Santana (BA), Vitória da Conquista (BA) e uma última sessão híbrida (presencial e virtual) em Brasília (DF).

O projeto prevê a concessão de 663 km de rodovias, com investimentos estimados em R$ 24 bilhões ao longo de 30 anos.

O objetivo é modernizar a infraestrutura viária da Bahia, melhorando a segurança e a fluidez no tráfego da BR-116.

“Essa é uma das maiores concessões da história da ANTT. Teremos investimentos substanciais em ampliação de capacidade, incluindo 356 km de duplicações, novas faixas adicionais, passarelas, viadutos e vias laterais. Tudo isso para melhorar o fluxo e garantir mais segurança aos usuários”, destacou o superintendente de Concessão da Infraestrutura da ANTT, Marcelo Fonseca.

O trecho está atualmente sob responsabilidade da ViaBahia, que terá o contrato encerrado no próximo dia 15 de maio, por meio de acordo firmado entre a ANTT, o Ministério dos Transportes, o Tribunal de Contas da União (TCU) e a própria concessionária.

A partir dessa data, a gestão dos trechos passará a ser de responsabilidade do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT), até que a nova concessão entre em vigor, prevista para 2026.

Audiências públicas

Salvador (BA)
Data: 5 de maio de 2025
Hora: 14h
Local: Hotel Mercure Pituba – Av. Prof. Magalhães Neto, Pituba
Capacidade: 180 lugares

Feira de Santana (BA)
Data: 6 de maio de 2025
Hora: 14h
Local: CDL – Praça Monsenhor Renato Galvão, Centro
Capacidade: 180 lugares

Vitória da Conquista (BA)
Data: 8 de maio de 2025
Hora: 14h
Local: Sincomercio – R. Sifredo Pedral Sampaio, Escola Normal
Capacidade: 180 lugares

Brasília (DF) (presencial e virtual)
Data: 16 de maio de 2025
Horário: 14h
Local: Auditório da ANTT – SCES, trecho 03, lote 10, Projeto Orla
Capacidade: 353 lugares


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JBS transforma metano em energia e gera mais de 2 mil MWh para abastecer fábricas



Com um investimento de R$ 17 milhões, a JBS passa a utilizar o metano capturado em suas operações industriais como combustível para geração de energia elétrica. O metano, transformado em biogás, abastece geradores que fornecem energia para quatro fábricas da Friboi, promovendo maior eficiência energética e reduzindo custos operacionais.

Desde 2023, a produção de cerca de 50 milhões de m³ de biogás evitou a emissão de 263,70 mil toneladas de CO₂ equivalente (tCO₂e), o correspondente à retirada de 105,5 mil carros das ruas por um ano.

Nas unidades de Ituiutaba (MG) e Andradina (SP), os geradores abastecidos por biogás já estão em pleno funcionamento. Desde 2023, essas unidades geraram, respectivamente, 1.179.017 kWh e 874.000 kWh de energia elétrica, resultando em uma economia de cerca de R$ 1 milhão (considerando os valores médios da energia nos respectivos estados). A produção total de 2.053.017 kWh seria suficiente para abastecer cerca de 12 mil residências durante um mês.

Já as fábricas da Friboi em Barra do Garças (MT) e Mozarlândia (GO) passarão a ser abastecidas de forma semelhante nos próximos meses, com o potencial de adicionar aproximadamente 1.100.000 kWh à produção, o que corresponderia ao consumo mensal de 6 mil residências.

Ao todo, até o final do primeiro semestre de 2025, serão 18 geradores em funcionamento através do investimento conjunto da JBS e parceiros para viabilizar essa conversão.

O projeto atual foi possível graças a um investimento da JBS iniciado em 2021, quando a Friboi implementou biodigestores em nove de suas plantas frigoríficas para capturar o metano gerado pelas operações industriais e convertê-lo em biogás.

Nos próximos meses, mais unidades da Friboi poderão contar com geradores movidos a biogás, garantindo o abastecimento de energia elétrica tanto para as áreas administrativas quanto para o setor industrial.

Esse é considerado um grande projeto do segmento na indústria de proteína no Brasil. “O projeto reflete o compromisso da JBS com a gestão eficiente de recursos e com a busca por soluções que gerem valor econômico e ambiental de forma integrada”, afirma Liège Vergili Correia, diretora de Sustentabilidade da JBS Brasil.

“A geração de energia a partir do biogás também reduz a dependência da rede elétrica e contribui para mitigar os riscos associados à volatilidade dos preços da energia”, explica.

O investimento total no projeto de biodigestores, que abrange as nove unidades, alcançou R$ 77 milhões. Desses, R$ 55 milhões são provenientes de recursos próprios da JBS, R$ 4 milhões da Âmbar Energia, da holding J&F Investimentos, e R$ 18,4 milhões de outros parceiros.

Esses valores de terceiros são destinados principalmente aos geradores, que incorporam tecnologias de monitoramento e controle para otimizar a geração de energia através do biogás. A JBS monitora o desempenho do sistema em tempo real para maximizar a geração de energia e custos.

O biogás apresenta-se como uma alternativa energética promissora, alinhada com os princípios da economia circular. Além da geração de vapor e eletricidade, a JBS avalia o uso do biogás como combustível para sua frota, buscando reduzir os custos com diesel e as emissões de gases de efeito estufa (GEEs).

“Além dos benefícios operacionais, estamos atentos às oportunidades de receita com a comercialização do biogás ou da energia elétrica excedente, seja para distribuidoras de gás, seja para indústrias. A ideia é ampliar cada vez mais esse modelo”, comenta Liège.

Com os resultados, a JBS demonstra o papel estratégico do biogás na construção de um futuro energético mais sustentável, com aplicações que vão desde a substituição da biomassa em caldeiras até a geração de eletricidade e a potencial transição para uma frota de transporte menos dependente de combustíveis fósseis. “Esse é apenas o começo de um movimento estratégico. Tenho certeza de que colheremos excelentes resultados a partir desses investimentos”, conclui a diretora.



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AgroNewsPolítica & Agro

Suplementação com caroço de algodão aumenta gordura do leite



A pesquisa não observou mudanças significativas na produção



O estudo foi publicado no Journal of Dairy Science
O estudo foi publicado no Journal of Dairy Science – Foto: Canva

Apesar da queda no consumo de leite fluido nos Estados Unidos, o apetite por derivados como queijo e manteiga segue em alta, segundo o Departamento de Agricultura dos EUA (USDA). Essa mudança de hábitos tem incentivado a indústria leiteira a valorizar a produção de gordura e proteína no leite — componentes essenciais desses alimentos. Em resposta a essa demanda, pesquisadores da Universidade Estadual da Pensilvânia descobriram que a inclusão de 15% de caroço de algodão integral na dieta de vacas leiteiras aumenta significativamente a concentração e a produção de gordura no leite.

O estudo, publicado no Journal of Dairy Science, foi conduzido com 16 vacas multíparas alimentadas com e sem o suplemento por períodos de 21 dias. As vacas que receberam caroço de algodão integral produziram leite com 0,2% a mais de gordura e um aumento diário de 5% na produção total de gordura, sem apresentar redução na ingestão de ração nem alterações na proteína do leite. O caroço de algodão é um subproduto rico em ácidos graxos insaturados e proteínas essenciais, liberando gordura lentamente no rúmen — o que evita efeitos negativos à digestão microbiana e reduz o risco de depressão da gordura do leite.

A análise também considerou a presença de gossipol, um composto potencialmente tóxico presente na semente de algodão, mas os níveis detectados no sangue das vacas ficaram bem abaixo dos limites prejudiciais. Além disso, a quantidade de sementes não digeridas foi mínima — menos de 3%, o que indica boa eficiência digestiva do suplemento.

Apesar do aumento na produção de gordura, a pesquisa não observou mudanças significativas na produção ou emissão de metano pelas vacas. Estudos anteriores já sugeriram que ácidos graxos insaturados podem reduzir metanógenos no rúmen, mas esse efeito não foi verificado nesta experiência. Ainda assim, os resultados são promissores e reforçam a importância do caroço de algodão integral como alternativa viável e segura para atender às exigências de um mercado que valoriza cada vez mais os sólidos do leite.

 





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