domingo, maio 24, 2026

Agro

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Com ajuda do milho, portos batem recorde de 113 milhões de toneladas movimentadas



Os portos brasileiros movimentaram 113,7 milhões de toneladas de cargas em março de 2025, um crescimento de 5,49% em comparação a março do ano passado. Este é o melhor resultado da série histórica do Estatístico Aquaviário da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq). As mercadorias com maior crescimento foram o milho, com 400 mil toneladas no mês, um aumento de 132,9% em relação a março de 2024, e combustíveis, óleos e produtos minerais, com 300 mil toneladas, equivalente a alta de 79,98%.

A navegação por longo curso respondeu por 80,8 milhões de toneladas movimentadas no período, o que corresponde a um crescimento de 7,85% em relação ao resultado obtido há um ano. A navegação interior movimentou 8,4 milhões de toneladas, com alta de 9,92%.

A movimentação de carga geral aumentou 8,67%, com 5,6 milhões de toneladas. Os granéis sólidos tiveram alta de 7,25%, foram 67,8 milhões de toneladas transportadas no terceiro mês do ano. Os granéis líquidos tiveram evolução de 3,22%, foram 27,5 milhões de toneladas.

A movimentação de contêiner foi de 12,6 milhões de toneladas, com crescimento de 0,16%, sendo 8,6 milhões movimentadas em longo curso e 3,9 milhões por cabotagem.

Portos Públicos

Os portos públicos movimentaram 40,1 milhões de toneladas de cargas em março deste ano, 1,96% a mais em comparação com o mesmo mês de 2024. Entre os 20 portos públicos que mais movimentam no país, o Porto de Santana (BA) teve o com maior crescimento percentual, com aumento de 47,33% e movimentação de 400 mil toneladas.

Terminais privados

Nos terminais autorizados houve um crescimento de 7,52% na movimentação em relação a março do ano passado. O setor movimentou 73,5 milhões de toneladas de cargas.

Entre os 20 TUPs que mais movimentaram em março, o com o maior crescimento de movimentação, comparado ao mesmo mês do ano passado, é o Terminal Marítimo Ponta Ubu (ES) com uma alta de 44,90%. O terminal movimentou 1,2 milhão de toneladas de cargas.

Para o ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, o resultado é fruto dos investimentos em modernização da infraestrutura promovidos pelo governo. “São investimentos na ordem de bilhões de reais para fortalecer o setor portuário, com foco principalmente em ações de longo prazo, que tornam nossos portos competitivos e dinamizam a economia brasileira. Estamos ampliando a capacidade logística dos nossos terminais por meio da maior carteira de investimento da história do setor, que vai garantir crescimento a médio e longo prazo”.



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Batata, café e tomate pressionam a inflação em abril



A inflação oficial fechou abril com alta de 0,43%, pressionada principalmente pelos preços dos alimentos e de produtos farmacêuticos. O resultado mostra desaceleração pelo segundo mês seguido, após o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) ter marcado 1,31% em fevereiro e 0,56% em março.

O índice é o maior para um mês de abril desde 2023 (0,61%). Em abril de 2024, a variação havia sido de 0,38%.

No período de 12 meses, o IPCA soma 5,53%, o maior desde fevereiro de 2023 (5,6%) e acima da meta do governo. Em março, esse acumulado era de 5,48%. Os dados foram divulgados nesta sexta-feira (9), no Rio de Janeiro, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

A meta de inflação estipulada pelo Conselho Monetário Nacional (CMN) é de 3%, com tolerância de 1,5 ponto percentual para mais ou para menos, ou seja, um intervalo de 1,5% a 4,5%.

Desde o início de 2025, a meta é considerada descumprida se ficar seis meses seguidos fora do intervalo de tolerância. Todos os resultados desde janeiro figuraram acima do teto.

Alimentos e remédios puxam a inflação

Dos nove grupos de preços pesquisados pelo IBGE, oito apresentaram inflação positiva, com os maiores pesos exercidos por alimentos e saúde. Juntos, esses dois grupos responderam por 0,34 ponto percentual (p.p.) do IPCA.

  • Alimentação e bebidas: 0,82% (0,18 p.p.)
  • Habitação: 0,14% (0,02 p.p.)
  • Artigos de residência: 0,53% (0,02 p.p.)
  • Vestuário: 1,02% (0,05 p.p.)
  • Transportes: -0,38% (-0,08 p.p.)
  • Saúde e cuidados pessoais: 1,18% (0,16 p.p.)
  • Despesas pessoais: 0,54% (0,05 p.p.)
  • Educação: 0,05% (0 p.p.)
  • Comunicação: 0,69% (0,03 p.p.)

Maior impacto

Apesar de representar o maior impacto de alta na inflação de abril, o grupo alimentos e bebidas mostra desaceleração ante março, quando foi de 1,17%.

Os alimentos integram o grupo de maior peso no IPCA, por isso, mesmo desacelerando, exercem impacto importante na média de preços da cesta de consumo dos brasileiros. Os produtos que mais puxaram para cima o preço da comida foram:

  • batata-inglesa (18,29%)
  • tomate (14,32%)
  • café moído (4,48%)

Café sobe 80,2%

Em 12 meses, o café apresenta alta de 80,2%, configurando-se a maior variação acumulada desde o início do Plano Real em julho de 1994.

Por outro lado, o arroz, que caiu 4,19%, foi o item alimentício que mais colaborou para segurar os preços. O ovo, que vinha sendo um dos vilões (alta de 16,74% em doze meses), recuou 1,29% em abril.

De acordo com o gerente da pesquisa, Fernando Gonçalves, a inflação dos alimentos é muito influenciada por questões climáticas. “Muitos deles tiveram questão de clima, ou chove muito ou não chove”, afirma. “Os efeitos da natureza não têm como controlar”, observou.

Fernando destaca que o índice de difusão – indicador que mostra a proporção de subitens que tiveram aumento de preço no mês – passou de 55% para 70% dos 168 produtos alimentícios pesquisados.

Em todo o IPCA, o índice de difusão ficou em 67% dos 377 subitens apurados – o maior desde dezembro de 2024 (69%).

No grupo saúde e cuidados pessoais, o resultado foi influenciado por produtos farmacêuticos, que subiram 2,32%, por conta do reajuste de medicamentos de até 5,09% autorizado pelo governo a partir de 31 de março.

Alívio nos transportes

O grupo de transportes foi o único a ter queda nos preços (-0,38%), resultado influenciado pela redução dos preços das passagens aéreas (-14,15%), o que exerceu o principal impacto negativo no IPCA de abril, com peso de -0,09 p.p.

Os combustíveis também ajudaram, recuando 0,45%. Todos tiveram variação negativa:

  • gasolina (subitem que mais pesa no IPCA): -0,35%

Fernando Gonçalves destaca que “houve redução no preço do óleo diesel nas refinarias a partir de 1º de abril e, no caso do etanol, houve avanço na safra”.

Foco do BC

Ao separar a inflação entre itens de serviços e controlados, o IBGE aponta que o agregado de serviço desacelerou de 0,62% em março para 0,20% em abril. Já os preços monitorados, ou seja, controlados pelo governo, aceleraram de 0,18% para 0,35%.

O comportamento da inflação de serviços é um dos fatores avaliados pelo Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) para decidir o nível da taxa básica de juros, a Selic, atualmente em 14,75% ao mês. A definição da Selic é uma das formas de buscar o controle da inflação. Quanto maiores os juros, menos favorável ao consumo fica a economia, tendendo a segurar os preços.

“No agregado de serviços, a desaceleração é explicada pela queda das passagens aéreas. E nos monitorados, a explicação para a aceleração vem do aumento dos produtos farmacêuticos”, explica Gonçalves.

A energia elétrica residencial apresentou queda de 0,08%, devido à redução de tributos (PIS/Cofins) em algumas áreas.

INPC

O IBGE divulgou também que o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) teve alta de 0,48% em abril.

A diferença entre os dois índices é que o INPC apura a inflação para as famílias com renda de até cinco salários mínimos. Já o IPCA, para lares com renda de até 40 salários mínimos. Atualmente, o mínimo é de R$ 1.518.

O IBGE confere pesos diferentes aos grupos de preços pesquisados. No INPC, por exemplo, os alimentos representam 25% do índice, mais que no IPCA (21,86%), pois as famílias de menor renda gastam proporcionalmente mais com comida. Na ótica inversa, o preço de passagem de avião pesa menos no INPC do que no IPCA.

O INPC influencia diretamente a vida de muitos brasileiros, pois o acumulado móvel de 12 meses costuma ser utilizado para cálculo do reajuste de salários de diversas categorias ao longo do ano.



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Preços do frango apresentam alta no início de maio



No começo deste mês de maio os preços do frango abatido apresentaram alta de acordo com os dados do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea). Segundo o instituto, este aumento está relacionado com o aumento do poder de compra dos trabalhadores devido ao pagamento dos salários.

Da mesma forma, outro fator que também tem impulsionado o mercado do frango brasileiro é a proximidade do Dia das Mães, data que geralmente estimula as vendas do setor, de acordo com o Cepea.

Observando o cenário externo, os embarques nacionais da proteína se mantiveram estáveis entre os meses de março e abril. Ainda assim, a receita obtida pelos exportadores foi recorde para o período. Analisando a série histórica da Secex, iniciada em 1997.

Os pesquisadores indicam, ainda, que esse valor recorde para as exportações está atrelado ao aumento do dólar frente ao real. Mencionam também a alta no preço médio dos produtos exportados.

Exportação de ovos

Analisando o mercado de ovos, o Cepea aponta que os embarques tanto de produtos in natura quanto de processados cresceram no mês de abril. O aumento, que já é registrado pelo segundo mês consecutivo, foi impulsionado pela demanda dos Estados Unidos.

O país seguiu sendo o maior importador da proteína, responsável por receber 65% de todo o volume escoado dos ovos nacionais. Os Estados Unidos importaram 2,86 mil toneladas de ovos em abril, representando uma alta de 45% frente ao mês de março.

De acordo com dados da Secex, o Brasil exportou 4,34 mil toneladas de ovos in natura e processados em abril. Esse valor representa um aumento de 15% com relação ao mês de março. A comparação com as exportações no mês de abril do ano passado apresenta um valor mais expressivo sendo um aumento de 271%.



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Mercado de citros apresenta queda brusca nesta semana



Fortemente afetado pela oferta de frutas precoces, o mercado de citros registra queda nos preços do mercado de mesa. Isso é o que mostram os dados do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea)

O levantamento aponta que, de segunda a quinta-feira desta semana, a média de negociação foi de R$ 85,35 por caixa de 40,8 kg. Assim, a queda registrada foi de 9,03% na comparação com igual período da semana anterior.

O Fundecitrus divulga hoje a estimativa para a safra 2025/26 que se inicia. A projeção é muito aguardada pelo setor frente ao cenário de incerteza quanto ao preço a ser fixado pela indústria. Os valores pagos ao produtor no ciclo 2024/25 foram recordes como aponta o Cepea.

Ainda de acordo com o instituto, a previsão geral do setor é que esta safra de citros seja maior do que a temporada que está se encerrando. Isso levando em consideração o clima desfavorável que afetou a última safra, com temperaturas elevadas e tempo seco, aponta o instituto.

Além disso, em outubro, as chuvas retornaram com maior intensidade e as temperaturas se firmaram dentro do padrão. Dessa forma, o cenário é favorável a uma maior produtividade para a safra 2025/2026.



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Andrea Illy discute parcerias para café regenerativo no Brasil


O presidente da empresa italiana Illy Caffè, Andrea Illy, esteve em Brasília, onde discutiu futuras parcerias e a possibilidade de aquisição da produção cafeeira brasileira com base na agricultura regenerativa.

Participaram do encontro o secretário de Inovação, Desenvolvimento Sustentável, Irrigação e Cooperativismo do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), Pedro Neto, o presidente do Conselho Nacional do Café (CNC), Silas Brasileiro, e representantes do Ministério das Relações Exteriores (MRE).

Um dos principais temas abordados foi a ampliação da irrigação nas áreas de produção de café, vista como ferramenta estratégica para o aumento da produtividade. Também se destacou o interesse em possíveis parcerias voltadas à pesquisa com uso de inteligência artificial e, sobretudo, no Programa Café Produtor de Água, que despertou grande interesse por parte de Andrea Illy.

Cafeicultor Andrea Illy durante encontro realizado em Brasília
Cafeicultor Andrea Illy durante encontro realizado em Brasília Foto: divulgação / CNC

Foi discutida ainda a viabilidade de cooperação internacional para projetos voltados à melhoria da resiliência climática da cafeicultura, com foco em práticas sustentáveis e uso eficiente da irrigação. O objetivo é posicionar o Brasil como líder mundial no setor.

O secretário Pedro Neto ressaltou que, no Brasil, o avanço das pesquisas, o monitoramento climático e a aplicação de práticas inovadoras vêm elevando significativamente a qualidade do café nacional.

Na ocasião, ele sugeriu a união de esforços para a apresentação, durante a COP 30 — na Agrozone, espaço dedicado à agropecuária brasileira — de estudos sobre as vantagens ambientais e socioeconômicas da produção cafeeira regenerativa.

Andrea Illy destacou o compromisso histórico da empresa com a inovação e a sustentabilidade, manifestando interesse na aquisição de cafés brasileiros produzidos por meio da agricultura regenerativa, que resultam em grãos de alta qualidade e menor impacto ambiental.

O presidente do CNC, Silas Brasileiro, relembrou a parceria histórica entre a cafeicultura brasileira e Ernesto Illy: “o pai de Andrea Illy foi um verdadeiro desbravador, extremamente visionário, que posicionou o Brasil como um dos maiores parceiros comerciais da marca. Isso fortaleceu nossa produção com foco na qualidade. Hoje, tratamos de temas muito relevantes com Andrea, que abraçou o legado do pai e está ampliando a atuação da Illy. Foi uma grande honra recebê-los em Brasília”, afirmou.



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‘Semana do MEI’ chega para incentivar a formalização de microempreendedores individuais


A Semana do microempreendedor individual 2025 (MEI), já tem data marcada e promete movimentar os pequenos negócios de todo o Brasil.

De 26 a 30 de maio, o evento traz uma programação especial com oficinas, palestras e atendimentos personalizados, nas diversas unidades do Sebrae.

A iniciativa é voltada para quem já é microempreendedor individual ou pensa em se formalizar.

O evento, já está na 16ª edição e atendeu mais de 3 milhões de clientes. Para Cristiano Faquini, analista do Sebrae nacional, a ‘Semana do MEI’ é fundamental para empreender com mais segurança.

“O evento é importante para o microempreendedor individual se informar, capacitar, tirar dúvidas e realizar a declaração de faturamento, lembrando que o prazo para a declaração encerra em 30/5“, afirma Faquini.

Veja como participar da ‘Semana do MEI’

Para saber sobre a programação, o primeiro passo é acessar aqui e conferir os destaques do seu estado.

Em seguida, escolha os eventos de interesse e finalize sua inscrição. Todo o processo é gratuito e rápido.

A programação do Sebrae São Paulo, por exemplo, incluirá consultorias e cursos gratuitos sobre vendas, marketing, crédito e gestão financeira.

“Alguns estados terão parcerias com bancos que oferecerão orientações e até mesmo acesso ao crédito. Além disso, quem deseja se formalizar como MEI pode procurar o Sebrae em uma agência de atendimento ou pelo telefone 0800 570 0800”, complementa Faquini.

  • Participe do Porteira Aberta Empreender: envie perguntas, sugestões e conte sua história de empreendedorismo pelo WhatsApp

MEl: benefícios e oportunidades para quem quer empreender

John Wesile Pontes de Andrade é produtor rural na RDS/Juréia, região de Iguape. Foto: Divulgação | Canal Rural

Ser microempreendedor individual é a maneira mais simples de formalizar um negócio e obter um CNPJ.

Uma vez formalizado como MEI, o empresário pode emitir notas fiscais com facilidade, abrir uma conta empresarial e ter acesso a empréstimos com melhores taxas de juros.

Além disso, pode contribuir para a aposentadoria e receber alguns benefícios da seguridade social como salário-maternidade e auxílio-doença.

O faturamento do MEI pode ser de até R$ 81 mil por ano e pode contratar até um funcionário para auxiliar nas tarefas.

John Wesile Pontes de Andrade é produtor rural na Reserva de Desenvolvimento Sustentável Juréia, localizada na região de Iguape, em São Paulo. Na propriedade, cultiva banana, mandioca e inhame, além de produzir artesanalmente farinha de mandioca.

“Com a assistência do Sebrae, consegui participar de várias entregas de merenda escolar — algo que eu nunca fazia e que hoje faço regularmente. Além disso, o Sebrae me auxiliou com toda a documentação do MEI e do CNPJ Rural, o que contribuiu significativamente para o aumento da minha renda”, afirma Andrade.

Assim como Andrade, a formalização pode abrir novas oportunidades, garantindo mais segurança e crescimento empresarial. Com apoio e orientação adequada, é possível expandir as atividades e melhorar os negócios.



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Carne do Brasil: importação pelos EUA cresce quase 500%


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Foto: Agência Brasil/arquivo

As exportações de carne bovina do Brasil mantiveram trajetória de crescimento em abril de 2025, com embarques que totalizaram 273,4 mil toneladas e geraram receita de US$ 1,33 bilhão. A China manteve a liderança no mês, com 107,8 mil toneladas exportadas (39,4% do total) e US$ 530 milhões em receita. Os Estados Unidos ocuparam a segunda posição, com 47,8 mil toneladas (17,5%). No entanto, um dado chama a atenção: em comparação com abril de 2024, os EUA compraram 498% mais carne no período.

No acumulado do quadrimestre, os americanos mais que quintuplicaram suas compras, somando 135,8 mil toneladas e consolidando-se como o segundo maior destino das exportações brasileiras (14,3% de participação). Os dados são da Secretaria de Comércio Exterior (Secex/MDIC), compilados pela Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (ABIEC).

Os números expressivos coincidem com o período em que entraram em vigor as sobretaxas do governo Donald Trump. Mesmo com tarifas mais altas, os Estados Unidos ampliaram significativamente as compras de carne brasileira.

Dados gerais das exportações de carne bovina brasileira

Os números representam altas de 13,1% em valor e de 10,2% em volume na comparação com março. Em relação a abril de 2024, o avanço foi de 27,6% em receita e de 15,3% em volume exportado. A categoria in natura respondeu por 88,4% do volume total exportado e por 91,3% do faturamento em abril, reforçando sua posição de liderança entre os produtos embarcados.

No acumulado de janeiro a abril, o Brasil exportou 949,9 mil toneladas de carne bovina, crescimento de 13,5% em relação ao mesmo período de 2024. A receita somou US$ 4,55 bilhões, avanço de 23,7%. A China segue como principal destino no ano, com 392,3 mil toneladas embarcadas (US$ 1,89 bilhão), alta de 12,8% em relação ao mesmo período do ano anterior. Isso representa 41,3% do volume total exportado.

Destaca-se também o crescimento nas exportações de gordura bovina, que avançaram 199,4% em volume em relação a abril do ano passado. As carnes industrializadas (+11,5% em receita), miúdos (+11,8%) e produtos salgados (+62,2%) também apresentaram desempenho positivo, sinalizando a diversificação da pauta exportadora.

Principais destinos da carne brasileira

Completam a lista dos dez principais mercados no quadrimestre de 2025: Chile (39.819 t), Hong Kong (33.711 t), União Europeia (29.777 t), Egito (27.421 t), Rússia (27.397 t), Argélia (24.985 t), México (24.313 t) e Arábia Saudita (20.909 t).

Em abril, além da China e dos Estados Unidos, também se destacaram o México (10.978 t), Hong Kong (9.423 t), Chile (9.329 t), Egito (9.099 t), Rússia (7.938 t), União Europeia (7.425 t), Filipinas (7.078 t) e Arábia Saudita (6.294 t), que, juntos, responderam por mais de 81% dos embarques do mês.

“Esse desempenho é fruto direto do trabalho integrado de toda a cadeia da pecuária brasileira — do produtor ao frigorífico exportador — e da imagem de qualidade, sustentabilidade e confiabilidade construída ao longo dos anos. Embora apenas cerca de 30% da produção nacional seja destinada à exportação, esse volume representa uma das principais fontes de geração de divisas para o Brasil, movimenta centenas de municípios e garante o aproveitamento pleno da carcaça, incluindo produtos distintos do consumo interno. Seguimos empenhados no compromisso de abastecer o mundo com excelência e contribuir para o crescimento do nosso país”, afirma Roberto Perosa, presidente da ABIEC.

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Acordo EUA-Reino Unido e política de juros fazem Ibovespa bater recorde: ouça o Diário Econômico



No morning call de hoje, a economista-chefe do PicPay, Ariane Benedito, destaca o recorde do Ibovespa, que subiu 2,12%, puxado pelo acordo EUA-Reino Unido e sinais de fim do ciclo da Selic.

O dólar caiu para abaixo de R$ 5,67, com forte ingresso de capital estrangeiro. Bolsas globais avançaram, enquanto Treasuries subiram e o petróleo ganhou força.

Hoje, atenção aos discursos do Fed, CPI e PPI na China e ao IPCA de abril no Brasil.



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AgroNewsPolítica & Agro

Preços da soja apresentam variações


O mercado da soja do estado do Rio Grande do Sul tem indicações no porto, para entrega maio e pagamento 12/05 na casa de R$ 131,00, marcando queda de -1,50%, de acordo com informações da TF Agroeconômica. “No interior os preços de fábricas seguiram o balizamento de cada praça. R$ 129,00 Cruz Alta – Pgto. 30/05 – para fábrica R$ 129,00 Passo Fundo – Pgto. 30/05 R$ 129,00 Ijuí – Pgto. 30/05 – para fábrica R$ 128,00 Santa Rosa / São Luiz – Pgto. meados de junho. Os preços da pedra, em Panambi, caíram para R$ 120,00 a saca, para o produtor”, comenta.

Santa Catarina deve colher 12,7% mais soja na safra 2024/25, impulsionada por aumento de área e produtividade, segundo a Epagri/Cepa. O estado acumula alta de 93% na produção em 12 anos, com destaque para o Planalto Norte. No entanto, a seca no Oeste preocupa, afetando lavouras tardias e provocando perdas de até 20% em Campo Belo do Sul. A Conab alerta para riscos na fase final da cultura. No mercado, a soja é vendida entre R\$ 123 e R\$ 127 no Vale do Itajaí e a R\$ 133,30 no porto de São Francisco, com alta de 0,89%.

No Paraná, os preços apresentaram variações entre o porto, o interior e o balcão. Em Paranaguá, no porto, a cotação da saca atingiu R\$ 134,66, com alta de 0,49%. No interior do estado, houve movimentos mistos: em Cascavel, o preço recuou para R\$ 122,90 (-0,88%), enquanto em Maringá a queda foi maior, com a saca negociada a R\$ 123,19 (-1,23%). Em Ponta Grossa, a cotação ficou em R\$ 126,69, uma leve baixa de 0,53%, ao passo que em Pato Branco houve valorização, com a saca chegando a R\$ 133,30, representando alta de 0,89% no FOB. No balcão, os preços em Ponta Grossa permaneceram em R\$ 130,00 por saca.

No Mato Grosso do Sul, a colheita da soja 2024/25 alcançou 99,8% da área monitorada, com 4,49 milhões de hectares colhidos. A produtividade média foi revisada para 54,4 sacas/ha, 11,4% acima da safra anterior, elevando a produção estimada para 14,686 milhões de toneladas (+18,9%). Mesmo com estresse hídrico em 52% das lavouras, o estado expandiu 6,8% sua área plantada. O clima seco tem favorecido o término da colheita. A soja foi cotada a R$ 118,81 (-0,33%) em Dourados, Campo Grande, Maracaju e Sidrolândia. Em Chapadão do Sul, o valor recuou para R$ 110,51 (-1,94%).

O Mato Grosso, o maior exportador nacional, mantém cautela após a supersafra 24/25 (50,9 mi t), com ajustes nos fluxos logísticos e industriais. “Campo Verde: R$ 115,53(+0,43). Lucas do Rio Verde: R$ 110,40(+0,51%), Nova Mutum: R$ 110,40(+0,51%). Primavera do Leste: R$ 115,53(+0,43%). Rondonópolis: R$ 115,53(0,42%). Sorriso: R$ 110,40(-0,36%)”, conclui.

 





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AgroNewsPolítica & Agro

Milho fecha em baixa em Chicago


Na Bolsa de Mercadorias de São Paulo (B3), o milho fechou em baixa com a pressão sazonal do milho safrinha, de acordo com informações da TF Agroeconômica. “As cotações de milho na B3 seguem acompanhando as quedas de Chicago. A consolidação de uma boa colheita do milho safrinha pressiona o mercado. O comprador segue esperando maiores volumes para voltar às grandes compras e o produtor começa a negociar mais para evitar perdas e carrego de estoque”, comenta.

“Diante deste quadro, as cotações futuras fecharam em baixa no dia: o vencimento de julho/25 foi de R$ 64,92 apresentando baixa de R$ -0,34 no dia, baixa de R$ -2,37 na semana; julho/25 fechou a R$ 65,87, baixa de R$ -0,43 no dia, baixa de R$ -1,91 na semana; o vencimento setembro/25 fechou a R$ 68,17, baixa de R$ -0,46 no dia e baixa de R$ -2,46 na semana”, completa.

Na Bolsa de Chicago, o milho fechou em baixa com avanço das safras nos EUA e Brasil. “A cotação de julho, referência para a nossa safra de verão, fechou em baixa de -1,32 % ou $ -6,25 cents/bushel a $ 449,50. A cotação para julho, fechou em baixa de -0,17 % ou $ – 0,75 cents/bushel a $ 429,50”, indica.

“O milho negociado em Chicago fechou o dia em baixa. As primeiras cotações tiveram quedas mais acentuadas, visto a evolução da safrinha brasileira e da boa semeadura nos EUA. Com isso o comprador deve ter uma boa disponibilidade de milho nos próximos meses. A demanda segue aquecida, e o conjunto de operadores de mercado esperam que o USDA reduz os estoques finais de milho na próxima segunda-feira, no relatório de oferta e demanda de maio”, conclui a consultoria.

 





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