domingo, maio 24, 2026

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Manga apresenta forte alta nos preços



A última semana no Vale do São Francisco, região produtora de frutas, foi marcada por forte alta nos preços da manga. Isso é o que apontam os dados do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea).

De acordo com o instituto, a média de preço nas negociações da manga palmer na última semana ficaram entre R$ 3,16/kg, na região. Isso representa um avanço de 9% no comparativo com o período anterior.

A variedade Tommy sofreu uma variação ainda mais intensa, chegando a R$ 3,63/kg, um aumento de 21% com relação à média da semana passada. 

De acordo com o Cepea, a movimentação é reflexo da baixa oferta na região e nas demais praças produtoras do semiárido.

Assim, a previsão para as próximas semanas é de que os preços continuarão em alta, uma vez que a oferta deverá seguir sendo limitada.



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Governo do Maranhão suspende taxa sobre grãos e reduz alíquota a partir de agosto



Após reunião entre produtores, empresários e representantes do governo do Maranhão, ficou acertado que a Contribuição Especial de Grãos (CEG) — taxa de 1,8% incidente sobre a saída de soja, milho, sorgo e milheto destinados à exportação ou à entrada desses produtos no estado — será suspensa até o mês de agosto de 2025.

O acordo prevê que, a partir de agosto, a alíquota passe a ser de 0,5%, e, em 2026, será fixada em 1%. Também ficou definida a criação de um conselho com a participação de todas as entidades envolvidas, que será responsável por deliberar sobre a aplicação dos recursos arrecadados. Inicialmente, os investimentos devem se concentrar na área de logística.

A decisão foi tomada durante a Agrobalsas 2025, realizada na Fazenda Sol Nascente, no município de Balsas, no sul do Maranhão.

Instituída pela Lei nº 12.428/2024, a CEG tem como finalidade financiar o Fundo Estadual de Desenvolvimento Industrial. A taxa incide sobre o valor da tonelada dos grãos, com base nos valores de referência definidos pelo Poder Executivo.

O governador do Maranhão, Carlos Brandão (PSB) — que também é produtor rural — afirmou que compreende tanto as dificuldades enfrentadas pelo setor quanto os desafios fiscais do estado. “Houve um ano atípico em relação ao clima, e nós resolvemos abrir mão desse imposto”, justificou.

Segundo Brandão, a cobrança de taxas semelhantes ocorre em boa parte dos estados produtores de grãos. Com o novo entendimento, o Maranhão passará a ter o menor percentual do país. “Foi o acordo que fiz com eles, principalmente em função do verão com poucas chuvas. Neste momento, precisamos ser parceiros”, declarou.

Ele também destacou a importância dos conselhos que acompanharão a execução dos recursos. “Transparência é a melhor coisa que existe. Por isso, estou muito tranquilo com a participação deles nesse grande conselho.”

O presidente da Aprosoja Maranhão, Gesiel Dal Pont, afirmou que a decisão representa um marco para o setor. “Há alguns meses estamos tratando dessa demanda, diante da iminência da cobrança de um novo imposto, sem ouvir a palavra do produtor. Unimos todas as entidades e chegamos, junto com o governo, a um denominador comum, sem precisar judicializar a questão.”

Dal Pont também ressaltou a relevância do momento. “É um passo importante. Só prosperaremos com união, inteligência e parceria entre a iniciativa privada e o governo. Muitas vezes, vamos discordar, mas o importante é que isso não gere atrito.”

O presidente da Fapcen — organizadora da Agrobalsas —, Paulo Roberto Kreling, também comentou os desdobramentos positivos da negociação. “Ele (Carlos Brandão) nos surpreendeu com a redução das taxas sobre o transporte de grãos, algo que ninguém esperava. É com parceria e diálogo que vamos atingir nossos objetivos, que são o desenvolvimento do estado”, concluiu.



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Acompanhe ao vivo o resultado o Prêmio Personagem Soja Brasil!



Falta bem pouco! É amanhã, quarta-feira (14), às 18h50, que acontecerá a cerimônia do Prêmio Personagem Soja Brasil. O evento acontece diretamente da Casa Canal Rural, na sede da Aprosoja Brasil, em Brasília (DF). E você pode acompanhar todos os detalhes, pois a premiação será transmitida ao vivo pela tela do Canal Rural, pelo site oficial e também pelas redes sociais do canal.

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O pesquisador e o produtor que mais se destacaram na jornada com a soja serão reconhecidos no encontro, depois da votação popular e pelo júri. O Prêmio Personagem Soja Brasil celebra histórias inspiradoras de profissionais que, com dedicação, inovação e um forte compromisso com a sustentabilidade, estão transformando a produção de soja no Brasil.

Indicados ao Prêmio do projeto Soja Brasil

  • Alberto Schlatter (Chapadão do Sul – MS): produtor que alia tradição familiar com práticas modernas no campo, apostando em tecnologia e sustentabilidade.
  • Anderson Cavenaghi (MT): professor e doutor, referência nacional em proteção de plantas, com pesquisas que fortalecem a produtividade e a segurança ambiental.
  • Cecilia Czepak (UFG): destaque no manejo integrado de pragas, com atuação decisiva na sanidade das lavouras em várias regiões do país.
  • Claudia D’Agostini (Sabáudia – PR): produtora rural que inova ao lado da irmã na gestão da propriedade, com foco em tecnologia e sucessão familiar.
  • Julio Cezar Franchini (Embrapa Soja – PR): pesquisador que trabalha pelo manejo e conservação do solo, promovendo a sustentabilidade no campo.
  • Oliverio Alves de Melo (Balsas – MA): produtor com papel relevante no Cerrado, integra a Cooperação Nipo-Brasileira e promove o desenvolvimento sustentável da soja na região.



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Produção animal cresce no 1º trimestre de 2025 e reforça força do agronegócio



O setor de proteína animal iniciou 2025 em ritmo de crescimento. Segundo os dados divulgados pela Pesquisa Trimestral do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o abate de bovinos, suínos e frangos registrou avanço no primeiro trimestre do ano frente ao mesmo período de 2024, refletindo maior demanda interna e movimentação positiva nas exportações.

Pecuária de corte: bovinos lideram o crescimento

No primeiro trimestre de 2025, o Brasil abateu 9,71 milhões de cabeças de bovinos, com inspeção sanitária oficial. Isso representa um crescimento de 3,8% em relação ao mesmo período de 2024 e de 1,5% na comparação com o quarto trimestre de 2024. O volume de carcaças bovinas chegou a 2,45 milhões de toneladas, alta de 1,6% ano a ano, embora tenha recuado 2% frente ao último trimestre de 2024.

O desempenho reforça a retomada gradual da pecuária de corte, após um período de preços pressionados e ajuste no ciclo pecuário.

Suínos: leve saldo positivo

Com 14,25 milhões de cabeças abatidas, a suinocultura brasileira registrou crescimento de 1,4% em relação ao 1º trimestre de 2024. O volume de carcaças atingiu 1,31 milhão de toneladas, avanço de 1,9% em igual comparação. Frente ao trimestre anterior, no entanto, houve estabilidade, com leve queda de 0,2% no número de animais abatidos e alta de 0,2% na produção de carcaças.

Frango mantém trajetória de alta

A avicultura industrial segue em expansão. O país abateu 1,63 bilhão de cabeças de frango nos três primeiros meses de 2025, com crescimento de 2,3% frente ao mesmo período do ano passado e 0,9% em relação ao trimestre anterior. O peso das carcaças somou 3,45 milhões de toneladas, avanço de 2,3% na comparação anual e de 2,6% em relação ao quarto trimestre de 2024.

Leite: crescimento no comparativo anual, mas queda frente ao trimestre anterior

A aquisição de leite cru por estabelecimentos sob inspeção sanitária somou 6,48 bilhões de litros no primeiro trimestre de 2025. O volume representa um aumento de 3,1% na comparação com o mesmo período de 2024. No entanto, houve queda de 4,5% em relação ao trimestre anterior, reflexo do período de entressafra em algumas regiões e custos ainda elevados para o produtor.

Couro tem alta de 8,4%

Os curtumes brasileiros adquiriram 10,08 milhões de peças inteiras de couro bovino entre janeiro e março de 2025, registrando alta de 8,4% frente ao primeiro trimestre de 2024 e avanço de 1,3% em relação ao quarto trimestre do ano passado. O dado é positivo para o setor coureiro-calçadista, que depende diretamente da oferta vinda da pecuária.

Produção de ovos atinge 1,16 bilhão de dúzias

A produção de ovos de galinha alcançou 1,16 bilhão de dúzias no trimestre, crescimento expressivo de 5,6% em relação ao primeiro trimestre de 2024. Na comparação com o quarto trimestre de 2024, houve recuo de 3,2%, comportamento sazonal comum no início do ano.



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AgroNewsPolítica & Agro

Exportações de ovos crescem em abril e Brasil amplia presença em novos mercados


As exportações brasileiras de ovos (considerando produtos in natura e processados) totalizaram 4,3 mil toneladas em abril, volume 271% superior ao registrado no mesmo período do ano passado, com 1,17 mil toneladas, informa a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA). Em receita, os embarques geraram US$ 10,57 milhões, resultado 252,9% maior que o obtido em abril de 2024, quando as exportações totalizaram US$ 2,99 milhões.

Com o desempenho do mês, o acumulado do quadrimestre de 2025 alcança 13 mil toneladas, alta de 133,8% em relação ao mesmo período do ano passado, com 5,5 mil toneladas. A receita no período chegou a US$ 28,3 milhões, alta de 152,6%, em relação ao mesmo período de 2024, com US$ 11,2 milhões.

“O mês de abril mantém o ritmo positivo das exportações de ovos, com presença crescente do produto brasileiro em mercados de alto valor e rigor sanitário. A ampliação das vendas para os Estados Unidos e o Japão, por exemplo, reforça a confiança internacional na qualidade e na segurança da nossa produção”, destaca o presidente da ABPA, Ricardo Santin.

Destaques de abril

Entre os principais destinos, os Estados Unidos lideraram as importações de ovos do Brasil no mês, com 2,8 mil toneladas embarcadas e receita de US$ 6,3 milhões. O Japão aparece na sequência, com 371 toneladas (+298,9%) e receita de US$ 777 mil (+299,7%).

Outros destaques:

México: 242 toneladas embarcadas – país que retoma posição entre os principais compradores;

 

Chile: 638 toneladas (-11,7%), com receita de US$ 1,58 milhão (-8,4%);

 

Uruguai: 83 toneladas (+18,6%), com receita de US$ 406 mil (+61,6%);

 

União Europeia: 22 toneladas (+64%), com receita de US$30 mil (-21,6%);

 

Libéria: 15 toneladas (+36,7%) com receita de US$40 mil (+51,9%);

 

Ilhas Marshall e Aruba também integraram a lista de destinos do mês.

 

“Estamos observando uma recomposição estratégica da pauta exportadora. Os embarques estão mais diversificados e com presença em mercados que demandam produtos com alto padrão de qualidade, abrindo caminho para a consolidação de fluxos duradouros”, analisa Santin.





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Lula e Xi Jinping criticam os EUA e reforçam aliança sino-brasileira contra o protecionismo


Durante o Fórum Ministerial China-CELAC, realizado em Pequim, hoje, dia 13 de maio, os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Xi Jinping apresentaram um discurso afinado contra o que denominaram como “bullying” e “hegemonismo” dos Estados Unidos. Em um cenário global tensionado por guerras comerciais e disputas geopolíticas, os dois líderes reforçaram a importância da cooperação entre países em desenvolvimento e criticaram com veemência a adoção de tarifas unilaterais por parte de Washington.

Xi Jinping foi direto ao afirmar que o protecionismo norte-americano “leva ao autoisolamento” e que “não há vencedores em guerras tarifárias”. O líder chinês reiterou o compromisso de Pequim com o multilateralismo e a ampliação dos laços com América Latina e Caribe. Para ele, o momento exige diplomacia e abertura, e não imposições.

Lula, por sua vez, destacou que “a imposição de tarifas arbitrárias só agrava a situação do comércio global”, e defendeu que a América Latina não deve repetir os erros da Guerra Fria. “Não queremos nos tornar palco de disputas entre potências”, declarou. O presidente brasileiro aproveitou o encontro para convocar os países da região a investirem em infraestrutura com apoio chinês, citando projetos de rodovias, ferrovias, portos e linhas de transmissão como fundamentais para o desenvolvimento sustentável.

Além das declarações políticas, o encontro ocorreu dias após Estados Unidos e China anunciarem uma trégua tarifária temporária — um acordo de 90 dias para reduzir mutuamente algumas tarifas, numa tentativa de distensionar o cenário econômico global. Mesmo assim, tanto Lula quanto Xi Jinping demonstraram desconfiança quanto à estabilidade desse acordo, alertando para a volatilidade da política externa norte-americana.

A retórica de Lula e Xi não é isolada. Outros líderes latino-americanos, como Gustavo Petro (Colômbia) e Gabriel Boric (Chile), também têm se aproximado da China, numa clara tentativa de diversificar suas relações comerciais e reduzir a dependência de mercados dominados pelos EUA. Essa movimentação sinaliza uma mudança importante na geopolítica regional, com a América Latina buscando maior autonomia e inserção em uma ordem mundial multipolar.

No campo prático, o fortalecimento da parceria sino-brasileira deve gerar impactos concretos para o agronegócio e para a indústria de base do Brasil. Com apoio chinês, é possível destravar investimentos em infraestrutura que há décadas emperram a competitividade brasileira. No entanto, a cautela é necessária: Lula alertou que os projetos precisam ter viabilidade econômica e não podem se transformar em “elefantes brancos”.

O recado foi claro: Brasil e China querem redesenhar o tabuleiro global com base na cooperação Sul-Sul, rechaçando imposições e abrindo espaço para novas formas de desenvolvimento compartilhado. Resta saber se os Estados Unidos saberão ouvir o alerta ou insistiram em políticas que os isolem cada vez mais no cenário internacional.

Miguel Daoud

Miguel Daoud é comentarista de Economia e Política do Canal Rural

Canal Rural não se responsabiliza pelas opiniões e conceitos emitidos nos textos desta sessão, sendo os conteúdos de inteira responsabilidade de seus autores. A empresa se reserva o direito de fazer ajustes no texto para adequação às normas de publicação.



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Brasil ganha zoneamento climático do abacaxi para todos os municípios


O cultivo de abacaxi em território brasileiro acaba de ganhar um reforço importante: o primeiro Zoneamento Agrícola de Risco Climático (Zarc) da cultura com abrangência nacional.

A nova ferramenta, publicada pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) em 13 de fevereiro, orienta produtores de todos os municípios do país sobre as melhores condições de plantio, com base em dados científicos e históricos.

Desenvolvido pela Embrapa, o novo Zarc atualiza e amplia a versão anterior, de 2012, e traz melhorias que prometem aumentar a produtividade e diminuir riscos, especialmente em regiões vulneráveis, como o Semiárido.

Classificação em níveis de risco

A nova versão traz três atualizações importantes. Uma delas é a classificação em três níveis de risco (20%, 30% e 40%) associados às fases de desenvolvimento de frutos, desde a floração, passando pela frutificação, até a colheita, sendo 40% o risco máximo aceitável para o cultivo.

Com isso, são gerados calendários de plantio que indicam quando e onde a cultura pode ser mais produtiva e ter mais sucesso.

O engenheiro-agrônomo Mauricio Coelho, pesquisador da Embrapa Mandioca e Fruticultura (BA), responsável técnico e coordenador do Zarc Abacaxi, ressalta que os riscos são importantes em diferentes períodos de desenvolvimento da cultura. Por isso, resolve-se utilizar critérios para quatro fases de crescimento:

  • Fase 1: implantação e o desenvolvimento inicial da planta;
  • Fase 2: crescimento vegetativo;
  • Fase 3: indução floral e início de frutificação; e
  • Fase 4: desenvolvimento do fruto até a colheita

Outra novidade é a categorização das classes de água disponível do solo, variando de 1 a 6, e não mais de 1 a 3.

“A variação de 34 a 184 milímetros por metro de profundidade, dependendo da textura do solo, representa melhor os tipos de solos existentes no Brasil. Essas classes de solo têm a ver com o armazenamento de água, essa capacidade afeta muito o risco climático”, ressalta o cientista.

Segundo ele, quanto menor for essa ‘caixa d’água’, mais acentuado vai ser o risco, a depender do solo. “Se houver tendência de acúmulo prolongado de água no solo, também será um dos problemas da cultura justamente o excesso de água. Áreas com encharcamento não são recomendadas para o cultivo do abacaxi”, esclarece Coelho.

Em relação à temperatura do ar, locais com probabilidades de geadas frequentes e plantios localizados em altitude superior a mil metros também foram considerados de risco climático elevado.

Outro avanço importante da nova versão é que, pela primeira vez, o sistema considera as exigências das principais variedades plantadas no Brasil, que foram divididas em dois grupos:

  • ‘Pérola’, ‘Turiaçu’ e ‘Smooth Cayenne’ (grupo 1, mais rústico)
  • ‘BRS Imperial’ (grupo 2, mais sensível aos estresses ambientais e que requer um cuidado maior no cultivo).

A portaria do Zarc Abacaxi obriga que, no estabelecimento de novas áreas com novas variedades devem ser utilizadas mudas produzidas em viveiros credenciados em conformidade com a Legislação Brasileira sobre Sementes e Mudas (Lei nº 10.711, de 5 de agosto de 2003, e Decreto nº5.153, de 23 de agosto de 2004).

Redução de riscos na cultura do abacaxi

Abacaxizal novo, Itaberaba, BA
Foto: Alessandra Vale

O engenheiro-agrônomo Hugo Borges Rodrigues, coordenador-geral de risco agropecuário do Departamento de Gestão de Riscos da Secretaria de Política Agrícola do Ministério da Agrisultura (Mapa), destaca que a atualização do Zarc Abacaxi é de grande relevância para a pasta, visto que integra o esforço contínuo de modernização das ferramentas de gestão de riscos agropecuários.

“Sua atualização reforça o compromisso do Mapa e da Embrapa com a sustentabilidade e a resiliência da produção agrícola nacional”, afirma.

“O principal benefício para o produtor que segue as orientações do Zarc é a redução do risco climático no cultivo, já que a ferramenta indica os períodos mais favoráveis ao plantio com base em critérios técnicos e científicos”, ressalta.

Além disso, conforme Rodrigues, o cumprimento das recomendações do Zarc é condição para o acesso a importantes políticas públicas de gestão de riscos, como o Programa de Garantia da Atividade Agropecuária (Proagro) e o Programa de Subvenção ao Prêmio do Seguro Rural (PSR).

Atualização dos dados meteorológicos

O pesquisador da Embrapa Agricultura Digital (SP) e coordenador da Rede Zarc Embrapa, Eduardo Monteiro, destaca as mudanças no novo zoneamento, em especial as ligadas à base de dados meteorológicos. “Agora são considerados os dados meteorológicos atualizados até 2022, incluindo, portanto, dados bem mais recentes em relação ao zoneamento antigo”, salienta.

A base de dados meteorológicos é composta por séries históricas obtidas a partir das redes de estações terrestres, meteorológicas e pluviométricas convencionais e automáticas do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet).

O pesquisador Domingo Haroldo Reinhardt, que coordena as pesquisas com abacaxi na região de Itaberaba – principal produtor de abacaxi do estado da Bahia – e faz parte da equipe técnica do Zarc, ratifica as melhorias da ferramenta: “A metodologia foi bastante aprimorada, principalmente quanto aos níveis de capacidade de armazenamento de água, ainda mais para a região semiárida, como é o caso de Itaberaba, onde existem variações grandes dentro do mesmo município. Sem dúvida, o produtor novo deve recorrer ao Zarc, assim como aquele produtor que quer investir em novas áreas de plantio”.

Validação dos produtores

Pela primeira vez, o Zarc Abacaxi ganhou uma importante fase: a validação junto a produtores, técnicos e representantes da cadeia produtiva. Duas reuniões foram realizadas via internet com participantes das regiões Norte e Nordeste e da região Centro-Sul, respectivamente.

“Nós trabalhamos em um modelo que vai ser aplicado em todo o país, por isso, ele tem que representar bem as condições do desenvolvimento e dos riscos climáticos em todas as regiões. Precisávamos do feedback dos polos de produção para tentar corrigir alguma falha, se houvesse, antes da publicação das portarias”, explica Coelho.
Para Fernando Barreto de Melo, engenheiro-agrônomo e gerente-executivo da
Central de Suporte Técnico do Banco do Nordeste, que esteve presente à
reunião de validação, o Zarc possui papel muito significativo no
desenvolvimento da região. “Ser produtor rural no Semiárido nordestino requer,
além de paixão, muita resiliência, conhecimento técnico e capacidade
administrativa, pois os desafios para produzir, principalmente na agricultura de
sequeiro, em uma região com histórico de precipitação pluviométrica bastante
irregular no espaço e no tempo, são imensos. Para o produtor, o Zarc
possibilita menor risco e proporciona maiores possibilidades de sucesso no
empreendimento. Para as instituições financeiras, é mais uma ferramenta que
se une ao processo de crédito para dar mais segurança”, observa.
Silvia Abreu, engenheira-agrônoma da Gerência de Apoio à Produção Vegetal
do Instituto de Desenvolvimento Agropecuário e Florestal Sustentável do
Estado do Amazonas (Idam) e coordenadora do Projeto Prioritário do Abacaxi
em âmbito estadual, participou da validação do Zarc Abacaxi contribuindo com
informações técnico-científicas sobre a cultura, especialmente relacionadas ao
manejo e às condições edafoclimáticas ideais para o cultivo no estado, bem
como das discussões e ajustes dos resultados, com base na realidade local
dos produtores e nas observações de campo. “Considero o Zarc uma
ferramenta fundamental para o planejamento agrícola, que fortalece a
segurança alimentar e contribui para a sustentabilidade econômica da
atividade. Ele será incorporado às ações de planejamento da produção,
elaboração de projetos de crédito rural e capacitação das equipes técnicas,

garantindo que a assistência prestada esteja alinhada às condições mais
favoráveis ao sucesso das lavouras”, informa.
De acordo com os dados mais recentes do Instituto Brasileiro de Geografia e
Estatística (IBGE), o estado do Amazonas ocupa o oitavo lugar na produção
nacional, com destaque para a variedade Turiaçu Amazonas, produzida em
escala comercial.
O Zarc Abacaxi pode ser consultado de duas maneiras. Por meio da plataforma
Painel de Indicação de Riscos, no site do Mapa, ou pelo aplicativo Zarc Plantio
Certo, para acesso pelos sistemas operacionais Android e iOS, de forma
gratuita.



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Brasil e China estão ‘dispostos a unir vozes contra protecionismo’



Mesmo sem mencionar o nome do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, em nenhum momento de sua declaração à imprensa após assinatura de atos com o governo chinês, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva fez referência à política tarifária americana. Disse que “guerras comerciais não têm vencedores” e que o “mundo se tornou mais imprevisível, instável e fragmentado” nos últimos meses.

“Há anos, a ordem internacional já demanda reformas profundas. Nos últimos meses, o mundo se tornou mais imprevisível, mais instável e mais fragmentado. China e Brasil estão determinados a unir suas vozes contra o unilateralismo e o protecionismo. A defesa intransigente do multilateralismo é uma tarefa urgente e necessária”, afirmou Lula.

O presidente continuou dizendo que “guerras comerciais não têm vencedores”. “Elas elevam os preços, deprimem as economias e corroem as rendas dos mais vulneráveis em todos os países. O presidente Xi Jinping e eu defendemos um comércio justo e baseado nas regras da OMC”, declarou.

Lula citou a Comunidade de Futuro Compartilhado Brasil-China por um Mundo mais Justo e um Planeta Sustentável, estabelecida em novembro do ano passado, como “uma alternativa às rivalidades ideológicas”.

O presidente brasileiro reforçou que esta foi sua segunda visita de estado à China no atual mandato e que levou ao país uma “expressiva delegação” com ministros e parlamentares. Também disse que a “relação entre Brasil e China nunca foi tão necessária”.

Lula também criticou o que chamou de “insensatez dos conflitos armados” e citou os casos das guerras ocorridas na Palestina e na Ucrânia. Defendeu que acabar com esses conflitos “é precondição para o desenvolvimento” e disse que entendimentos firmados entre Brasil e China “para uma resolução política para a crise na Ucrânia oferecem base para um diálogo abrangente que permita o retorno da paz à Europa”.

Investimentos da China no agronegócio

Lula citou também projetos discutidos e acordos firmados entre China e Brasil. Falou sobre entendimentos envolvendo os bancos centrais dos dois países e o lançamento de satélites para uso agrícola, por exemplo. Também mencionou uma discussão sobre financiamento de projetos de infraestrutura, sustentabilidade e energia.

“Nunca um número tão grande de projetos foi discutido de maneira sistemática em tão pouco tempo. Os primeiros resultados concretos já podem ser constatados. A cooperação entre os bancos centrais permitirá uma maior integração financeira e facilitará investimentos. Com o programa Satélite de Recursos Terrestres Brasil-China, lançaremos dois satélites adicionais. Vamos gerar e compartilhar imagens para o uso ambiental, agrícola e meteorológico com os países do sul global”, declarou.

“O presidente Xi e eu também conversamos sobre a mobilização de financiamento para projetos de infraestrutura, sustentabilidade e energia. Há poucas semanas, uma missão chinesa esteve no Brasil para examinar oportunidades de investimentos em infraestrutura no âmbito das rotas de integração sul-americana”, completou.



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Feibanana 2025 deve movimentar mais de R$ 80 milhões em negócios



Começa hoje (13) e segue até quinta-feira (15) o maior evento da bananicultura do Brasil: a 13ª Feira Nacional da Bananicultura (Feibanana 2025). O encontro acontece na cidade de Pariquera-Açu (SP), na região do Vale do Ribeira. O governador em exercício do estado de São Paulo, Felicio Ramuth, e outras autoridades estarão presentes na abertura do evento.

A feira tem previsão de movimentar R$ 83 milhões em negócios e reúne produtores, pesquisadores e empresários ligados ao setor. Segundo os organizadores, são esperados aproximadamente 10 mil visitantes durante os quatro dias do evento.

No local, haverá exposições de veículos, maquinários, insumos e produtos agrícolas com as mais recentes tecnologias aplicadas à produção de bananas. Além disso, os visitantes poderão acompanhar palestras conduzidas por especialistas renomados da área, explorar artesanatos inspirados na cultura da banana e desfrutar de shows que celebram a diversidade e a cultura local.

Os interessados podem garantir participação no evento realizando o credenciamento pelo site abavar.com.br. A Feibanana 2025 acontece no Centro de Eventos de Pariquera-Açu.



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Soja brasileira perderá o protagonismo após ‘trégua’ entre China e EUA? Especialista responde



Os Estados Unidos e a China anunciaram, nesta segunda-feira (12), um acordo de redução temporária das tarifas recíprocas. As tarifas dos EUA sobre importações chinesas cairão de 145% para 30%, enquanto as da China sobre produtos norte-americanos serão reduzidas de 125% para 10%. A medida terá validade inicial de 90 dias e traz novos contornos ao cenário comercial global.

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Mas, afinal: como esse acordo afeta a soja? De acordo com o consultor de mercado Vlamir Brandalizze, a resposta não é de grandes mudanças imediatas. “A China vinha comprando de forma muito agressiva no Brasil e, com o novo acordo, pode começar a adquirir mais soja dos Estados Unidos. No entanto, a oferta mundial não é excessiva, e essa mudança não deve afetar a situação no Brasil”, afirma.

Ele destaca que, por enquanto, o mercado brasileiro já está registrando alta, com um aumento de R$ 3 nas cotações nas posições nos portos. “O grande desafio é que a China deve importar cerca de 110 milhões de toneladas de soja, mas o Brasil tem capacidade para fornecer no máximo 90 milhões de toneladas. Esse espaço de 20 milhões de toneladas fica com os Estados Unidos, o que explica a disputa”, explica.

Perspectivas para a soja

Brandalizze também aponta que, nos próximos meses, o volume de vendas de soja para a China pode perder ritmo. “Nos últimos três meses, a China comprou de maneira muito agressiva no Brasil, mas é provável que essa demanda diminua um pouco no futuro”, afirma. Apesar disso, o consultor acredita que o Brasil não perderá totalmente seu espaço no mercado chinês. “A soja brasileira ainda tem uma vantagem sobre a americana devido ao seu teor de proteína, o que é muito valorizado pelos chineses.”

A competitividade, segundo Brandalizze, permanece equilibrada, pois os prêmios da soja brasileira estão um pouco mais baixos do que os dos EUA, mas as diferenças não são grandes. O fator mais positivo dessa mudança é o impacto nas cotações internacionais. “O preço da soja em Chicago estava com um suporte em torno de US$ 10. Agora, o suporte provavelmente subirá para US$ 10,50, com resistência em US$ 11,00”, destaca ele. Essa evolução técnica indica uma valorização no mercado de soja, o que pode ser benéfico para os produtores, tanto no Brasil quanto nos Estados Unidos.



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